31 Março, 2011

O grande hit de Bono


Em apenas oito meses, a participação do líder do U2 no capital do Facebook deu um retorno de mais de 500%

Brasil 247

Há quase três décadas, Bono Vox, o líder da banda irlandesa U2, solta a voz nos palcos e em eventos políticos. Tornou-se um astro, um sujeito cultuado. Os admiradores não cansam de dizer: o sucesso não fechou os olhos de Bono para os problemas que o mundo. Legal, mas nada disso trouxe tanto dinheiro para ele como um investimento financeiro realizado há apenas nove meses. Em junho de 2010, o astro adquiriu 1,5% das ações do Facebook por US$ 120 milhões. Hoje, esse mesmo pedaço da rede social fundada por Mark Zuckerberg vale US$ 750 milhões. Em outras palavras, um retorno superior a 500%.

O investimento está no portifólio da Elevation Partners, o fundo de investimentos liderado por Bono, cuja vocação parece ser a aposta em negócios “bacanas”. Entre elas, estão a Palm e a Forbes. No primeiro caso, trata-se de uma companhia que já teve seus momentos de glória com a liderança anos atrás do setor de PDAs, mas, com a ascensão dos telefones celulares, ficou para trás e nunca conseguiu se recuperar. O Facebook foi avaliado em US$ 65 bilhões, quando o fundo General Atlantic arrematou 0,1% das ações da empresa. A rede social conta com 500 milhões de usuários no mundo. A empresa de Zuckerberg sempre esteve envolvida em polêmicas desde seu surgimento. A mais famosa delas é a briga judicial com o co-fundador Eduardo Saverin. O brasileiro foi aos tribunais exigir uma participação maior no capital do Facebook e se disse enganado por Zuckerberg. A briga terminou com uma indenização estimada em US$ 1 bilhão para Saverin.”
Foto: Vidal Cavalcante, AE

Assista agora a um vídeo com o clássico Vertigo, do U2:


Governo quer TV digital implantada em todo país até 2016, diz Bernardo

Alana Gandra, Agência Brasil

“O governo quer o sistema de TV digital implantado em todo país até 2016, período no qual ocorrerão, no Brasil, os eventos esportivos da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas. Para que a meta seja cumprida, de acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, será preciso acelerar a implantação do sistema.“Vocês sabem a importância que tem isso, inclusive para o setor industrial”, disse.

Bernardo informou que, no ano passado, foram comercializados 15 milhões de aparelhos de televisão, a grande maioria com dispositivos para conversão digital. “Com a proximidade da Copa e o advento das Olimpíadas, com certeza, até 2016, nós vamos ter uma mudança quase definitiva nessa área”. É preciso, ressaltou, resolver os problemas de infraestrutura ligados a esses eventos.

Uma vez resolvido o problema da implantação da TV digital até 2016, o ministro afirmou que haverá um excedente do espectro, que precisa ser resolvido. Esse espaço poderá ser utilizado pela radiodifusão, desde que o governo seja pago por isso, afirmou.

Ao participar de palestra na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro disse que no próximo dia 18 de abril, ocorrerá uma reunião com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), onde o governo brasileiro vai receber as exigências para as obras dos estádios. Estarão presentes no encontro os representantes de todos os ministérios envolvidos. “A partir daí, vamos formatar as nossas ações para dar conta desses desafios”.

Em decadência, MySpace perde 10 milhões de pessoas

adNews


“O MySpace continua seu processo de derrocada, agora amplificado pela debandada em massa de seus usuários. Apenas entre janeiro e fevereiro, a rede social da News Corp. perdeu 10 milhões de cadastros, de acordo com a Info Online.

O desinteresse fez com que o site fosse de 73 milhões para 63 milhões de usuários. Mas já vinha em queda desde março de 2010, quando lançou diversas modificações para tentar gerar interesse novamente – naquele época eram 95 milhões de pessoas cadastradas.

Com a desintegração do serviço, analistas avaliam que a News Corp. tem apenas alguns trimestres para se livrar dele, mas falta quem queira comprar. A companhia de Rupert Murdoch chegou a reduzir 47% do quadro de funcionários com a demissão de 500 pessoas.”

30 Março, 2011

1 bilhão de pessoas podem sofrer com escassez de água nos próximos 40 anos


Ciclo Vivo / G1

“A urbanização e o aquecimento global poderão deixar um bilhão de pessoas em grave escassez de água, nas próximas quatro décadas. Os resultados dessas mudanças serão sentidos principalmente em países em desenvolvimento, como Índia e China.

Essas informações foram divulgadas na última segunda-feira (28) em um artigo científico publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS). Uma das causas para o problema com a obtenção de água potável é a intensa urbanização. Por isso, os países mais expostos são aqueles que sofreram um êxodo rural muito grande nos últimos tempos.

Segundo o estudo, na metade deste século poderá haver 990 milhões de pessoas vivendo com menos de cem litros diários de água, quantidade considerada o mínimo necessário para a sobrevivência. Isso significa que essas pessoas não terão água disponível para manter os níveis de higiene doméstica, ou até mesmo para cozinhar e beber.

Para Rob McDonald, um dos autores do estudo e participante da rede ambiental The Nature Conservancy, os resultados da pesquisa não devem ser considerados uma verdade absoluta e sim uma oportunidade de mudanças enquanto essas comunidades ainda têm tempo. “Não tomem os números como um destino. São o sinal de um desafio”, explicou ele.

Na Índia, as seis maiores cidades do país correm o risco de chegarem a esse nível. Na África, as cidades de Lagos e Cotonu, devem ser as mais afetadas, assim como Pequim (China), Manila (Filipinas), Lahora (Paquistão) e Teerã (Irã).

Já existem atualmente 150 milhões de pessoas vivendo nessa realidade, com menos de cem litros de água por dia, enquanto nos Estados Unidos, como em outros países desenvolvidos, a média de consumo diário de água é superior a 370 litros.”

Internet móvel no país crescerá 108% ao ano

Mauricio Grego, EXAME.com

“Para a Cisco, um dos maiores fabricantes de equipamentos para redes do mundo, não há dúvida de que o futuro da internet está nos dispositivos móveis. A empresa prevê que, nos próximos quatro anos, o tráfego de dados gerado por esses aparelhos vai crescer 39 vezes no Brasil. A taxa anual de crescimento será de 108%.

Essa previsão faz parte da versão mais recente do estudo Visual Networking Index (VNI) que, analisa o tráfego de dados global na internet.

O VNI estima que, em 2015, o Brasil terá 246 milhões de celulares, o equivalente a 1,2 aparelho por habitante. Desse total, 58 milhões – cerca de um quarto do total – serão smartphones, enquanto os demais serão celulares mais simples.”
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Clinton ataca hidrelétricas na Amazônia


Em Manaus, ex-presidente dos EUA soma sua oposição à de James Cameron e Arnold Schwarzenegger

Brasil 247

O ex-presidente Bill Clinton somou sua voz à do cineasta James Cameron e do ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, na oposição à construção de usinas hidrelétricas na Amazônia. Em discurso para a platéia do 2º Forum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, ele chamou atenção para a questão da preservação ambiental, mas admitiu não ter uma fórmula pronta como alternativa à presença de usinas na região. “Qual a alternativa?”, perguntou, como se também não soubesse a resposta. “Vocês precisam de eletricidade e querem preservar a floresta. E 20% do oxigênio mundial vêm de vocês. Não é fácil, mas vocês têm de pensar sobre essas coisas, sobre o futuro de seus filhos e netos. É preciso pensar na população indígena, nos animais, nas espécies de plantas que podem ter a cura para doenças." O discurso foi muito aplaudido.

Clinton admitiu que, antes de subir ao palco, havia conversado com o cineasta Cameron. O 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade é organizado pela empresa de eventos Seminars, liderada pelo publicitário Nizan Guanaes e o empresário João Doria Jr. No ano passado, depois de um forte discurso de oposição à construção da usina de Belo Monte, no Pará, Cameron adiou sua volta aos EUA, visitou pessoalmente a região e fez questão de se mostrar próximo aos índios. Ele voltou aos EUA e trouxe consigo, pouco depois, a atriz Sigourney Weaver para ampliar sua campanha. Ela participou como narradora da principal personagem feminina do filme Avatar, a maior bilheteria da história do cinema, dirigido por Cameron. O posicionamento do cineasta despertou críticas no Brasil. O humorista Hélio de La Peña, por exemplo, se manifestou num artigo em que dizia que, mesmo sem entrar no mérito do tema, se posicionava contra Cameron pelo fato de ele ser estrangeiro e intencionar influir em assuntos internos do Brasil.”
Foto: Reprodução

29 Março, 2011

Índia: uma potência verde no horizonte



Pesquisa aponta que mercado sustentável pode revolucionar a economia indiana nos próximos 10 anos

Brasil 247 / CarbonoBrasil

Países em desenvolvimento são os que mais desenvolvem energia limpa no mundo. Assim como o Brasil, a Índia tem mostrado que é dona de um dos maiores potenciais sustentáveis da atualidade. Um estudo do The Climate Group – organização sem fins lucrativos que trabalha internacionalmente junto a líderes empresariais e políticos para o avanço de tecnologias limpas – confirma essa tendência. Segundo a pesquisa, intitulada India´s Clean Revolution, a Índia pode se tornar, dentro dos próximos 10 anos, uma superpotência limpa, deixando para trás União Europeia, Estados Unidos e China.

O mercado sustentável indiano tem capacidade para chegar a US$135 bilhões até 2020, criando 10,5 milhões de empregos verdes na próxima década. Isso, é claro, à medida que investimentos em eficiência energética e tecnologias de energia sustentável forem aumentando.

A Índia já é o quinto maior produtor de energia do mundo, mas o consumo per capita de energia no país é de apenas 30% da média mundial. Com o crescimento da economia do país, esse cenário tende a mudar. Até 2030, calcula-se que 100 milhões de famílias façam parte da classe-média, o que aumentará o PIB do país em cinco vezes. Desta maneira, a energia renovável virá suprir grande parte desse iminente crescimento na demanda energética.

Estima-se que o setor de energia limpa cresça 736% na próxima década, três vezes mais do que na China ou nos EUA. Os investimentos em eficiência energética, por sua vez, deverão triplicar e alcançar mais de US$ 77 bilhões até 2020.

O mercado de energia renovável indiano cresce 15% ao ano. O país é um dos líderes em energia renovável, com 17GW de capacidade instalada. Este número deve aumentar para 74GW até 2022. Em 2009, a Índia instalou 1,7GW só de capacidade eólica, atrás apenas dos EUA e da China. O governo ainda tem planos de construir a primeira usina de energia das marés de toda a Ásia, no estado de Gujarat, e tenciona criar uma estrutura para gerar 500MW de energia solar.”
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América Latina não aproveita o potencial das florestas

Reportagem realizada em 11 países demonstra que a região possui 831 milhões de hectares que poderiam ser utilizados para a geração de créditos de carbono, mas aponta que a burocracia ainda é o grande entrave para o desenvolvimento de projetos

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

Atualmente nenhum país da América Latina possui políticas claras para o mercado voluntário de carbono, poucos apresentam algum tipo de regulamentação e alguns, como a Bolívia e a Venezuela, chegam a ser contrários ao desenvolvimento desse tipo de iniciativa por julgarem que ela é prejudicial para os povos nativos.

Esse cenário fica ainda mais desolador se for observado o imenso potencial da região para receber projetos florestais que visem a obtenção de créditos de carbono. A América Latina possui 831 milhões de hectares que poderiam estar gerando renda para os proprietários que conservassem ou reflorestassem suas terras, isso é mais que o dobro do que qualquer outra região do planeta.
Este é o retrato da situação atual dos créditos florestais na América Latina segundo uma reportagem especial realizada pelo Conselho de Redação da Colômbia (CdR), um grupo de jornalismo investigativo, que contou com o apoio de sete outras instituições, incluindo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Com o título de “Las ataduras de un gigante verde”, a matéria, supervisionada pela jornalista costarriquenha Giannina Segnini, traça um panorama da situação do comércio de carbono florestal no continente e levanta os diversos problemas que enfrenta.”
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Golfinhos nadam perto da praia de Copacabana

Foto: Genilson Araujo, Agência O Globo

28 Março, 2011

Usuários passam 41h por semana em redes sociais

Maurício Grego, EXAME.com / Info Online

“Um estudo feito pela empresa E.life indica que os usuários brasileiros de redes sociais dedicam, em média, 41 horas por semana à internet.

Mostra, também, que 44,8% deles usam o celular para acesso à web. Este último número vem crescendo rapidamente. Um ano atrás, em outra pesquisa, só 34,4% das pessoas consultadas disseram que navegavam com o celular.

Segundo a E.life, o equipamento mais utilizado para a navegação ainda é o computador de mesa, citado por 82,2% das pessoas, sendo que, na pesquisa, essa pergunta admitia mais de uma resposta. Em segundo lugar, vem o notebook. Mas, sem citar números, a empresa diz que cresceu o número de acessos via netbooks, iPod Touch, consoles de jogos, tablets e televisores.”
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James Cameron conquista índios e garante documentário sobre Belo Monte

Ciclovivo

“O cineasta James Cameron está de volta ao Brasil para o II Fórum Internacional de Sustentabilidade, realizado em Manaus. Logo na abertura do evento, o canadense relembrou protestos contra Belo Monte e disse que fará um documentário sobre o tema.

O diretor de Avatar conquistou os índios brasileiros que habitam a região norte do país, principalmente as proximidades do rio Xingú, onde será construída a Usina Hidrelétrica e local que foi palco de protestos liderados por Cameron. O índio caiapó Raoni deu um apelido para o cineasta: Kapremp-ti, que significa: o homem forte da aldeia.

Como retribuição e para comprovar seu interesse e ativismo pelas causas ambientais, ele informou que fará um documentário contando a história de Belo Monte e completou dizendo que, se conhecesse os caiapós antes de ter feito Avatar, o filme seria ainda melhor.”
Foto: Folha imagem
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Comer peixe impede doença ocular

Info Online / The New York Times

“Um novo estudo aponta mais um bom motivo para comer peixe: mulheres cuja dieta era rica em ácidos graxos ômega 3, encontrado em peixes, apresentaram um risco significativamente mais baixo de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade.

O estudo sobre saúde feminina conduzido pela Universidade Harvard, que acompanhou 39.876 mulheres na meia-idade, pedia às participantes para preencher questionários detalhados de frequência alimentar no começo da pesquisa, em 1993. Após um acompanhamento médio de dez anos, 235 das mulheres haviam desenvolvido degeneração macular, doença ocular progressiva que é a principal causa da perda irreversível da visão na velhice.

Mas a análise, em Arquivos de Oftalmologia, descobriu que as mulheres que relataram comer uma ou mais porções de peixe por semana tinham uma probabilidade 42 por cento menor de desenvolver degeneração macular relacionada à idade do que aquelas que comiam peixe uma vez por mês. Os pesquisadores ajustaram os dados para controlar outros fatores ligados à doença, como fumar.

Atum enlatado e peixes de carne escura como cavala, salmão, sardinha, anchova e espadarte parecem ser os mais benéficos.

“Sabemos que existem processos inflamatórios envolvidos na degeneração macular atrófica e que os ácidos graxos de cadeia longa do ômega 3 têm efeito anti-inflamatório”, afirmou o autor principal, Dr. William Christen, professor adjunto no Brigham and Women’s Hospital e na Escola de Medicina de Harvard.”

27 Março, 2011

Mudança dos ventos


Com a bola cheia depois do desastre da usina nuclear de Fukushima, no Japão, a indústria de instalações eólicas deve crescer 20% neste ano

Foto: Dida Sampaio, Agência Estado

Uma boa alternativa à perigosa energia nuclear se encontra em franca ascensão. Depois de sofrer reflexos tardios da crise econômica mundial de 2008/2009, o setor de energia eólica se recuperou e volta a crescer com força total. Um novo relatório divulgado pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC em inglês) aponta que a indústria de instalações eólicas deve ter crescimento de 20% em 2011.

No ano passado, os investimentos no setor cresceram 31%, atingindo a marca recorde de US$ 96 bilhões e indicando projeções ainda mais otimistas para 2011. Mais de 40 gigawatts de capacidade serão instalados neste ano. Até 2015, a estimativa é de que a capacidade mundial instalada chegue a 450 GW, ou seja, mais que o dobro dos níveis atuais.

Segundo o relatório, a instalação de capacidade eólica tem crescido principalmente nos países em desenvolvimento, e a China lidera esta ascensão. Atualmente, é o país com maior capacidade instalada de energia eólica do mundo, e possivelmente ultrapassará sua meta de instalar 70 GW nos próximos cinco anos, como afirma em seu novo plano quinquenal.

Na América Latina, o Brasil é a nação que mais investe nesta fonte energética. Com grandes áreas desabitadas, uma costa com mais de 9 mil quilômetros de extensão e bala na agulha, o País tem potencial para desenvolver uma das maiores capacidades eólicas do mundo. Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados que possibilitam os melhores recursos eólicos do território nacional.”
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Decisão sobre mudanças no Código Florestal se arrasta na Câmara

Catarina Alencastro, Extra

“Há quase um ano sendo debatida na Câmara, a reforma do Código Florestal proposta pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) continua tão longe de um acordo quanto na ocasião em que chegou à Comissão Especial montada na Câmara para analisar 11 projetos de lei que tratavam do tema e se arrastavam há 13 anos pelos escaninhos da Casa. Na comissão, os parlamentares tentarão um consenso antes que a matéria vá ao Senado. Na Esplanada, o Ministério do Meio Ambiente foi derrotado em sua tentativa de emplacar um texto alternativo ao de Aldo com a assinatura do governo.

Por falta de unidade, o Executivo desistiu de redigir um anteprojeto e encaminhá-lo à Câmara, onde seria anexado ao de Aldo. O deputado está negociando diretamente com os titulares dos dois principais ministérios envolvidos no assunto — Izabella Teixeira (do Meio Ambiente) e Wagner Rossi (da Agricultura) — para receber suas propostas. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), mantém a palavra de que vai levar a reforma do código florestal para votação em plenário ainda este mês. Mas, com poucos dias para resolver todas as diferenças, Aldo já admite que a decisão ficará para abril.

Na primeira reunião do grupo de negociação ficou definido que empresas, associações ambientalistas e de produtores de alimentos, além dos próprios parlamentares, terão até a próxima terça-feira para encaminhar sugestões que poderão ser adotadas (ou não) por Aldo em seu relatório.

A primeira proposta foi a de fabricantes de papel e celulose, que, com 30 ONGs ambientalistas, apresentam ideias que desejam ver incorporadas. O grupo defende que a proteção das florestas não diminua, mas que sejam criadas condições para legalizar quem está irregular.”

Vietnã engrossa com criadores de ursos pretos



“Pressionado pela Sociedade Mundial de Proteção Animal, governo reprime turismo vinculado ao comércio de bílis de urso

Brasil 247

Com uma seringa, criadores vietnamitas extraem um líquido precioso da região abdominal do urso preto asiático. É a bílis do bicho, considerada pela medicina tradicional do país como um símbolo de status e um “santo remédio” para a diminuição de febres, a proteção do fígado, a melhora da visão e a quebra de pedras vesiculares, além de ter poder anti-inflamatório. O grande problema dessa prática é que os ursos são mantidos em jaulas pequenas e inapropriadas, quase sempre até o fim de suas vidas – que se estende por 20 anos –, sem qualquer espaço para se moverem ou sequer se manterem de pé.

Embora proibida por lei, a bílis de urso ainda é fartamente comercializada no país, onde existem aproximadamente 3 mil animais que foram capturados em seu habitat natural e são mantidos em condições insalubres nas ‘fazendas de ursos’, logradouros que também estão proibidas no Vietnã desde 2005.

Especialistas são unânimes em afirmar que a bílis de urso é perfeitamente substituível. A WSPA, juntamente com outras organizações, promoveu pesquisas e descobriu que há inúmeras opções à base de plantas para fins de tratamento médico, além das opções produzidas sinteticamente. No entanto, a lucrativa estância turística de Ha Long City, na província de Quang Ninh, nordeste do país, continua sendo um dos destinos mais procurados por turistas coreanos, que assistem às extrações de bílis e adquirem o produto a fim de levá-lo ilegalmente para a Coreia do Sul.

Pressionado pela organização Education for Nature-Vietnam (Educação pela Natureza - ENV), o governo vietnamita intensificou a repressão ao turismo ilegal associado ao comércio de bílis de urso. Em um comunicado publicado nesta semana, o ministro da Cultura, Esportes e Turismo do Vietnã deixou claro que as empresas envolvidas no chamado “turismo de bílis de urso” poderão perder os seus alvarás e deixar de funcionar.”
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26 Março, 2011

Quênia estabelece primeira bolsa de carbono da África

A nova plataforma de negociações pretende dar visibilidade aos pequenos projetos e segurança para os investidores, angariando dessa forma mais recursos para o desenvolvimento sustentável do continente mais pobre do planeta

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

Confirmando a tendência de expansão das iniciativas regionais de carbono, o Quênia lançou nesta quinta-feira (25) a Africa Carbon Exchange (ACX), primeira bolsa climática do continente africano.

A nova plataforma de negociações promete se tornar o ponto central dos projetos de redução de emissões da África e buscará dar transparência e garantias de segurança para os investidores internacionais.

“A ACX vai conseguir captar muito mais recursos estrangeiros para o desenvolvimento de projetos de carbono no continente. Nós começaremos com um mercado de futuros em maio e depois expandiremos conforme o aumento do registro de novas iniciativas”, afirmou Tsuma Charo, diretor executivo da ACX.

A bolsa foi fundada por um consórcio de reguladores, financiadores e negociadores de carbono e contará inicialmente com o apoio de empresas ligadas ao governo do Quênia, como a Kenya Electricity Generating Company (KenGen) e a Kenya Power and Lighting Company (KPLC), assim como do Ministério de Meio Ambiente e Recursos Naturais.”
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Hora do Planeta mobiliza mais de 4 mil cidades em todo mundo

Luana Lourenço, Agência Brasil

“Mais de 4 mil cidades de 130 países do mundo vão apagar as luzes hoje (26) entre 20h30 e 21h30 para chamar a atenção para as mudanças climáticas. No Brasil, cerca de 100 cidades vão aderir ao “apagão” da Hora do Planeta, iniciativa liderada pela organização não governamental WWF. Em 2010, o evento mobilizou mais de um milhão de pessoas.

Ao redor do planeta, ícones como a Torre Eiffel, em Paris, a roda-gigante London Eye, e o relógio Big Ben, em Londres, a Acrópole, em Atenas, e o edifício Empire State, em Nova York, terão as luzes apagadas na noite de hoje.

No Rio de Janeiro, cidade sede do evento no Brasil, serão apagadas as luzes do Cristo Redentor, dos Arcos da Lapa, da orla da Praia de Copacabana. Às 20h30, na Lapa, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, vão desligar simbolicamente as luzes da cidade para dar início à participação do Brasil na mobilização global.

Na Bahia, participarão o Tribunal de Justiça do estado, o Palácio Thomé de Souza, o Elevador Lacerda, as estátuas dos Orixás no Dique do Tororó, a Praça Castro Alves, a estátua do Cristo e o Farol da Barra.

Já em Brasília, ficarão no escuro na noite deste sábado o Palácio do Buriti e Anexo, o Memorial JK, o Teatro Nacional, a Catedral, o Museu do Índio, o Complexo Cultural da República e a Ponte JK.

A superintendente do WWF Brasil, Regina Cavini, lembra que a Hora do Planeta é um ato simbólico para alertar para os impactos do aquecimento global e os desafios globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que agravam o problema.

“É uma hora para mobilização em prol do planeta, para fazer uma reflexão sobre a relação com a natureza, com os hábitos de consumo, sobre o que é possível pode fazer pra mudar. A humanidade tem um longo caminho ainda a ser seguido, de controlar as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

Além do apagar de luzes por uma hora, a campanha quer estimular mudanças de hábito e a mobilização permanente de cidades e organizações por medidas sustentáveis, como a coleta seletiva de lixo e o uso de transportes menos poluentes. “É um movimento de engajamento bastante amplo, para dizer sim a um planeta mais sustentável”, acrescenta Regina.

No Brasil, o primeiro minuto da Hora do Planeta será de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão e às famílias atingidas pelas enchentes no Rio de Janeiro e em outros estados.”

Calculadora ecologicamente correta substitui baterias por água

Ciclo Vivo

“A calculadora “Hydro Power Calculator” é um dispositivo ecologicamente correto pois não necessita pilhas ou baterias. Ela é muito fácil de utilizar, basta preenchê-la com água e começar a trabalhar. Uma única carga de água é suficiente para abastecer a calculadora por até três meses.

Pilhas e baterias oferecem grandes riscos ao meio ambiente, principalmente quando descartadas de maneira incorreta. Com este dispositivo parte deste tipo de problema é minimizado.

A calculadora movida água tem a capa exterior transparente permitindo que você veja o circuito interno e os processos relevantes que ocorrem.”
Foto: Divulgação
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25 Março, 2011

Facebook lança propaganda em tempo real

adNews

“Se depender do Facebook, os anunciantes vão errar cada vez menos o alvo. A rede social começou a testar inserção de publicidade segmentada em tempo real, de acordo com as atualizações dos usuários.

Por exemplo, se uma pessoa escreve que está com vontade de comer pizza, no mesmo momento aparecerá um anúncio de algum serviço de pizzaria. Ainda em fase inicial, o serviço atinge apenas 1% dos seguidores da rede de todo o mundo.”
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Começa corrida para resgatar pinguins ameaçados por petróleo em ilha britânica


iG

“Cargueiro encalhou na ilha de Tristão da Cunha, contaminando 20.000 aves com petróleo cru

Uma corrida para resgatar mais de 20.000 pinguins ameaçados por um derramamento de petróleo na ilha britânica de Tristão da Cunha, isolada do Atlântico, teve início nesta quinta-feira depois que um cargueiro ficou encalhado.

Pinguins Rockhopper cobertos de óleo começaram a ser recolhidos e retirados, sendo colocados em um galpão para receberem tratamento, limpeza e posteriormente voltarem ao hábitat natutal.

"Quinhentos Rockhoppers foram levados à costa em Tristão nesta manhã", afirmou o administrador da ilha, Sean Burns, em um comunicado publicado na internet.

Mas o fluido especial para a limpeza dos animais está acabando, o que obrigará a um segundo navio sair da Cidade do Cabo para fazer uma viagem de diversos dias por 2.800 quilômetros até o local.

"Um próximo passo crucial confirmará um segundo navio que partirá da Cidade do Cabo nos próximos dias com todo o equipamento necessário para limpar as aves, mantê-las saudáveis e possivelmente devolvê-las ao oceano", disse Burns.”
Foto: AP
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Bamboo bikes



Gana planeja produção de bicicletas vegetais, com preços bem abaixo do mercado

Brasil 247 / BBC Brasil

Os ganenses vão economizar muita sola de sapato. Cientistas e engenheiros do The Earth Institute da universidade de Columbia, dos Estados Unidos, elaboraram um projeto para produzir bicicletas de bambu como meio de transporte na África. O Bamboo Bike Project começou a montar uma fábrica, em janeiro, com tecnologia e equipamentos americanos na cidade de Kumasi, em Gana.

A Ghana Bamboo Bike Iniciative (GBBI) já foi reconhecida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como uma das 30 criações capazes de estimular o desenvolvimento sustentável no planeta. Um dos maiores méritos do projeto, além do seu caráter ecológico, é o preço. Para facilitar a comercialização, as bicicletas serão vendidas a valores bem abaixo do mercado.

A organização beneficente GBBI viabilizará a produção de 800 bicicletas e planeja vender cada unidade por US$ 55. Já o Bamboo Bike Project, que tem o céu como limite, colocará as magrelas nas lojas ao preço de US$ 65. A produção será quase artesanal: cerca de dez bicicletas por vez.

Os preços, bem inferiores aos dos modelos chineses à venda em Gana, podem ser facilmente alcançados valendo-se da mão de obra barata disponível na região e da matéria-prima abundante com rápido crescimento.

Os quadros de bambu também serão comercializados nos mercados europeu e norte-americano, mas por preços bem mais salgados: de US$ 1 mil a US$ 2 mil a unidade. O lucro obtido nessas transações será injetado na manutenção do projeto.”

24 Março, 2011

Google Books vira pó



"Plano da empresa de criar a maior biblioteca do mundo é barrado por juiz

Brasil 247 / Reuters

“O Google acaba de pôr os pés no chão. Seu sonho de criar a maior biblioteca do mundo foi interrompido por uma decisão feita na terça-feira pelo juiz federal Denny Chin. Ele recusou um acordo feito em 2008, que dava ao gigante das buscas o direito de escanear qualquer livro já publicado e oferecer em sua biblioteca, a Google Books. A ideia era dar acesso, através de uma assinatura, a leitores do mundo todo.

O acordo feito entre a empresa, a Associação dos Editores Americanos e o Sindicato dos Autores visava pagar US$ 125 milhões aos autores cujos livros fossem escaneados sem permissão ou ainda localizar autores que ainda não haviam se manifestado, dividindo as receitas obtidas com seus livros digitalizados.

A oposição ao pacto foi intensa. Ele daria ao Google direito exclusivos de gerar renda a partir de livros cujos direitos autorais são desconhecidos ou muitas vezes não podem ser encontrados. Também foi dito na época que outra empresa não seria capaz de construir uma biblioteca comparável a essa, deixando a empresa livre para cobrar os preços que quisessem.

De acordo com uma reportagem publicada na edição de terça-feira de The New York Times, o projeto da biblioteca digital não tinha um lucro potencial estimado, mas era o “filho querido” do cofundador do Google, Larry Page, além de receber forte suporte interno em uma empresa cuja missão é organizar as informações do mundo todo.
O juiz declara que o acordo foi longe demais, acrescentando que os acertos da empresa feitos em 2008 daria a ela o monopólio do negócio e que lhe daria o direito de ganhar dinheiro com livros sem a permissão dos donos dos direitos autorais. “A criação de uma biblioteca digital universal beneficiaria a muitos”, disse o juiz. Mas, segundo ele, o acordo “não é justo nem sensato”, de acordo com informações da Associated Press.

Os livros cujos direitos autorais já expiraram estão disponíveis na íntegra na biblioteca do Google. O site mostra 20% dos títulos protegidos por direitos autorais licenciados pelas editoras e sinopses de livros para os quais ele não tem licença. Até hoje, já foram escaneados 12 milhões de livros, segundo a Reuters.”
Foto: Reprodução

No Brasil, 75% dos bancos não têm redes sociais na rota de investimentos

Ana Paula Lobo, Convergência Digital

“O discurso da inovação está na lista das prioridades, mas grande parte das instituições financeiras do país seguem resistindo às redes sociais e não possuem não qualquer plano de usa-las como ferramenta de negócio em 2011, tanto que 75% não têm a Web 2.0 no cronograma de investimento, aponta a IDC, em pesquisa onde ouviu as principais instituições da vertical financeira do pais.

Nos grandes bancos, 33% anunciam a disposição de avaliar as redes sociais, mas poucos efetivamente trabalham para integra-las aos seus sistemas. A proposta é de usar como ferramenta de marketing e de relacionamento.

"A Web 2.0 está fora dos projetos dos banco brasileiros. Muitos querem as redes sociais e sabem da importância, mas na parte de ouvidoria, de atendimento com o cliente. Cloud é uma abertura, mas será com muita cautela ", afirma Mauro Peres, da IDC Brasil, que participa nesta quarta-feira, 23/03, do CIAB Day, evento preparatório do CIAB 2011, que acontece de 14 a 17 de junho, na capital paulista e é o maior evento de tecnologia bancária da América Latina.”
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Hamburgo: a capital verde do mundo


Comissão Europeia concede título à cidade alemã por sua infraestrutura de transporte limpa e eficiente

Brasil 257 / Mercado Ético

“Em Hamburgo, transporte não é problema. Pontos de ônibus e estações de trem leve não ficam além de 300 metros de distância da residência de um de seus habitantes. Por esta e outras razões, é que a cidade alemã foi declarada oficialmente a “Capital Verde de 2011”. O título, concedido pela Comissão Europeia, órgão vinculado à União Europeia (UE), valorizou o conceito de transporte ambientalmente correto de Hamburgo. O destaque ficou por conta do o S-Bahn, o trem leve que circula pela cidade. O modal é 100% abastecido com eletricidade ecológica, a chamada hidroenergia.

“Agora estamos expandindo o transporte ciclístico em grande escala”, declarou um porta-voz do departamento municipal de meio ambiente ao jornal Deutsche Welle Volker Duman. Com as novas medidas ecológicas, a cidade espera atingir uma ambiciosa meta climática: reduzir 80% das emissões municipais de dióxido de carbono (CO2) até 2050. Impossível? Nem tanto. A emissão per capita em Hamburgo já diminuiu 15% em relação à de 1990. “Uma conquista significativa para uma grande cidade”, assinalou a Comissão Europeia. Hamburgo tem quase 2 milhões de habitantes. Em 2010, a capital verde da Europa foi Estocolmo, na Suécia. A cidade equipou toda a sua frota de ônibus com motores híbridos, movidos a biogás ou etanol.”
Foto: Divulgação

23 Março, 2011

É no banheiro que a água escorre literalmente pelo ralo

Consultoria aponta os itens com maior consumo de água. O grande vilão é o chuveiro (46%) que, dependendo do modelo, pode despejar de 8 a 20 de litros de água por minuto.

Graziela Silva, Mandarim Comunicação / AcoAgência

Conhecer o consumo de energia de cada aparelho eletrônico é fundamental na hora de economizar. Que tal usar a mesma lógica para a água, avaliando os itens em que a vazão é maior e pode ser controlada? Segundo o consultor Paulo Costa, da H2C, empresa especializada em programas de uso racional da água, em termos proporcionais, o banheiro é o local que concentra os maiores gastos: representam 73% do consumo total de uma residência. O grande vilão é o chuveiro (46%) que, dependendo do modelo, pode despejar de 8 a 20 de litros de água por minuto. “A ducha é responsável por quase metade da utilização de água em uma casa. Por isso, nunca é demais reforçar a importância de banhos rápidos, de não mais que cinco minutos”, alerta Paulo Costa.

Outro item com representatividade é a bacia sanitária (14%), cujo consumo fica entre 12 e 18 litros por acionamento. Já os lavatórios têm gastos estimados em 13%. As torneiras da cozinha e da lavanderia representam, respectivamente, 14% e 13% do consumo total de uma casa. Para reduzir os gastos, algumas soluções são a instalação dos chamados equipamentos economizadores, como arejadores em duchas e torneiras, e a troca das bacias sanitárias por modelos de baixo consumo, que utilizam entre3 e6 litros de água por descarga, conforme a necessidade.”
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Empresa inglesa cria bateria que é recarregada via USB

CicloVivo

“Mais de 15 bilhões de baterias são jogadas fora a cada ano, o suficiente para fazer uma coluna de ida e volta para a lua. Esse número continua a crescer, pois utilizamos cada vez mais aparelhos eletrônicos em nossas vidas.

Graças a uma lei federal de 1996, as baterias já não contêm mercúrio que é altamente tóxico. No entanto, as baterias recarregáveis são autorizadas a ter menor quantidade de metais tóxicos, como cádmio e chumbo, por isso é imperativo (e legalmente necessário) que você descarte-as corretamente.

No Reino Unido, 680 milhões de baterias são compradas a cada ano. Uma pessoa usa em média 21 baterias anualmente, isso cria um número estimado de 19.000 toneladas de resíduos de baterias, das quais menos de 1000 toneladas são recicladas. O Reino Unido atualmente só recicla de 2 a 3% das baterias, e tem de reciclar 10% por lei desde 2010 e 25% até 2012.”
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Acessos à banda larga por telefonia móvel quase duplicam em um ano

Agência Brasil

“O número de acessos em banda larga fixa e móvel das operadoras de telecomunicações chegou a 37,4 milhões em fevereiro, crescimento de 52% nos últimos 12 meses. De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), foram ativados 12,8 milhões de acessos no período.

Os acessos por meio do Serviço Móvel Pessoal (SMP), que inclui modems de conexão à internet e telefones celulares de terceira geração (3G), como os smartphones, passou de 12,9 milhões em fevereiro de 2010 para 23,6 milhões no fim do mês passado, crescimento de 81,9% no período. Os acessos por meio de banda larga fixa passaram de 11,6 milhões para 13,8 milhões no mesmo período, o que representa um crescimento de 18,8%.

De acordo com a Telebrasil, 67% dos domicílios brasileiros que têm computador estavam conectados em banda larga no fim de 2010. Os números incluem conexões em banda larga fixa e as oferecidas por meio de modems de acesso à internet móvel.”

Alerta vermelho

Marcelo Copeliovitch, Investimentos e Notícias

“O uso de smartphones como ferramenta de negócios alcançou um ponto de inflexão. Em breve, os celulares irão superar os PCs como os mais comuns dispositivos de acesso à web em todo o mundo.

Com o aumento da utilização de smartphones em ambientes corporativos, amplia-se o potencial de perda de dados e de fuga, por roubo, acesso ou transmissão não autorizada. Os conteúdos deste tipo de aparelho são mais vulneráveis a perda ou roubo. Além disso, as mesmas ameaças que tradicionalmente afetam sistemas operacionais de computador podem atacar as ferramentas móveis no momento em que são transmitidos e-mails, acessados sites de relacionamentos, jogos, screen savers, fotos, mensagens de texto, tweets, clipes de áudio e serviços de encurtamento de URL.

Os smartphones podem ampliar as distribuições de malwares que utilizam e-mails de spam, phishing, pharming e, como representam um canal de comunicação mais íntimo do que os computadores, os usuários são mais propensos a interagir com arquivos disfarçados como comunicações pessoais e deixar a “guarda mais aberta”. E mais, existe o problema dos grampos telefônicos, através de spywires ou outros métodos de escuta, disponibilizando além da escuta das conversações, dados como histórico das ligações, posicionamento espacial do celular (localização), sms enviados e recebidos.”
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22 Março, 2011

Brasil precisa investir R$ 22,2 bilhões em captação e coleta até 2015, revela estudo da Agência Nacional das Águas

Vivian Oswald, Extra

Um dos países com a maior quantidade de água do mundo - dono da maior bacia hidrográfica do planeta -, o Brasil pode enfrentar problemas de abastecimento, segundo diagnóstico inédito da Agência Nacional das Águas (ANA) no Atlas Brasil, documento que será divulgado nesta terça-feira. Trata-se de mais um gargalo ao desenvolvimento econômico que vai se formando sem fazer estardalhaço.

Se o país não investir R$ 22,2 bilhões nos sistemas de captação e coleta de água até 2015, pode faltar água em 55% dos municípios do país, ou 3.059 do total. O Rio está entre os grandes centros metropolitanos mais afetados se nada for feito. Especialistas da ANA garantem que a ameaça pode prejudicar os investimentos para a organização da Copa em 2014 e para os Jogos Olímpicos em 2016.

- A indústria aduz água diretamente do rio. Hotéis e serviços em geral precisam de água da torneira, assim como empresas de menor porte pelas companhias de saneamento - disse um integrante do governo.

Cidades em risco são 73% da demanda de água do país

A abundância de água no país - o Brasil detém, hoje, 12% da água doce do planeta - acaba por mascarar uma situação grave que vai se desenhando para o futuro próximo. Segundo o estudo, os municípios que correm o risco de desabastecimento até o ano de 2015 representam nada menos que 73% da demanda de água do país inteiro. Desse universo, 84% das chamadas sedes urbanas precisam de investimentos para adequar seus sistemas produtores e 16% apresentam déficits decorrentes dos mananciais utilizados.”
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Crise nos ecossistemas vai além do aquecimento global

Pesquisadores apontam a importância de se considerar o efeito de diversos outros fatores que influenciam nos problemas ecossistêmicos em pequena escala e não focar apenas nas mudanças climáticas

Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil

Nos dias de hoje a tendência é culpar o aquecimento global por todas as catástrofes e fenômenos naturais que não estamos acostumados a presenciar. Porém, o conhecimento que o ser humano tem dos diferentes sistemas terrestres ainda é pequeno diante da complexidade das interações químicas, físicas, biológicas e especialmente dos efeitos que as diversas atividades antrópicas têm sobre estas interações.

Muitos estudos indicam que sim, o clima está mudando e muito provavelmente o crescimento desenfreado da população humana tem muito a ver com isso, mas nem tudo é culpa apenas do dióxido de carbono que liberamos na atmosfera.

A intensidade do aquecimento global e seus efeitos dependem também do estado em que se encontram os diferentes ecossistemas terrestres, ou seja, qual o nível de stress que eles têm sido submetidos. Quanto maior a intervenção humana em um determinado ecossistema, menor é a sua capacidade de resistir ao aumento das temperaturas.

Isto é o que argumenta a cientista Camille Parmesan, Bióloga de Populações da Universidade de Austin e uma das autoras de um artigo publicado na última edição da revista Nature Climate Change.

Ela cita o exemplo dos recifes de corais, que infelizmente estão cada vez mais se tornando manchete devido ao estado crítico de conservação em que se encontram. Se os recifes de corais não estivem sendo pressionados pela poluição, sobrepesca, recreação e desenvolvimento costeiro, talvez muitos deles não morreriam após eventos de temperaturas altas.”
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Projeto-piloto da ONU tenta salvar peixe-boi de extinção

Cientistas acreditam que caça direta e pesca feita por engano, podem levar ao desaparecimento dos mamíferos em até 40 anos.

Monica Villela Grayley, Rádio ONU / EcoAgência

“O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, lançou um projeto-piloto para a preservação do peixe-boi. Os animais estão sob risco de extinção nos próximos 40 anos, por causa da caça direta e da pesca feita por engano. A iniciativa, lançada na segunda-feira, na República de Palau, no oeste da Oceania, é uma das várias medidas tomadas pela Convenção sobre Conservação de Espécies Migratórias e Animais Silvestres, CMS, com organizações do Pacífico Sul. O peixe-boi tem um papel ecológico importante no funcionamento de habitats costeiros. Ele ajuda a proteger outras espécies como tartarugas marinhas, baleias, golfinhos e tubarões.

O projeto, promovido pelo Ano do Peixe-Boi no Pacífico 2011, pretende ensinar mudanças de comportamento em comunidades locais, através de programas de empréstimos e pagamentos nos serviços de ecossistemas. No passado, velejadores imaginavam que o mamífero "era uma sereia". Também conhecido como vaca-marinha ou dugongo, o único mamífero marinho herbívoro, o peixe-boi vive em águas mornas dos litorais e em ilhas do leste da África até Vanuatu, no Pacífico.

A maioria das populações de peixe-boi está na costa da Austrália e nos Emirados Árabes Unidos. Dois outros projetos-pilotos estão sendo realizados na Ilha de Bazaruto, no sul de Moçambique, e na Papua Nova Guiné.”
Foto: Rádio ONU

21 Março, 2011

Cientistas descobrem novo refúgio de baleias jubarte

Acompanhamento de som das baleias revelou que animais passam o inverno em ilhas remotas do Havaí

iG

Pelo estudo de chamadas de baleias, cientistas decobriram que milhares de baleias jubarte podem estar passando o inverno e se reproduzindo nas remotas ilhas no noroeste do Havaí. Embora as principais ilhas havaianas sejam as mais importantes áreas de procriação para as jubarte do Pacífico Norte, servindo como lar para mais de 8.000 baleias de dezembro a maio, não se sabia que elas também se reproduziam mais longe, na região leste do arquipélago.

A pesquisa está em uma edição recente do periódico “Marine Ecology Progress Series”.

“Não temos certeza sobre os números exatos, mas a abundância de sons de baleias jubarte que gravamos é essencialmente idêntica à que obtemos normalmente nas principais ilhas havaianas e sugere que os números não são totalmente desproporcionais”, afirmou Marc Lammers, biólogo marinho no Hawaii Institute of Marine Biology e principal autor do estudo.”
Foto: Getty Images
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Mudança na matriz energética requer transformações nos padrões atuais de produção e consumo

Redação IHU / Envolverde

"O sistema energético com base em hidrelétricas é insustentável e prejudicial às populações ribeirinhas, afirma o professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), em entrevista por e-mail, à IHU On-Line. De acordo com o professor, as hidrelétricas previstas no rio Madeira e Xingu são desnecessárias para atender às necessidades elétricas do país. Em sua percepção, elas foram projetadas com o objetivo de “beneficiar as indústrias do setor eletrointensivo, como as empresas produtoras de ferro, celulose e alumínio primário, que são grandes consumidoras (e desperdiçadoras) de energia”.

Costa enfatiza que, para construir um modelo energético sustentável, é necessário mudar os modos de produção e consumo da sociedade. Para ele, mudanças na matriz energética, que conduzam ao bem- estar das pessoas, “devem levar em conta uma profunda transformação nos padrões atuais de produção/consumo, no estilo de vida” da população. Nesse sentido, ele propõe mudanças no conceito de crescimento econômico, e ressalta que as fontes de energia renováveis, além de ajudarem a combater os impactos ambientais, ajudariam a diminuir a pobreza e os problemas socioeconômicos do País.

Costa é graduado em Física pelo Instituto de Física Gleb Wattaghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Energia Solar, pelo Instituto de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Energia, pela Commissariat à I’Energie Atomique-CEA, Centre d’Estudes de Cadarache et Laboratorie de Photoelectricité Faculte Saint- Jerôme/Aix-Marseille III, França. Atualmente, coordena os projetos da ONG Centro de Estudos e Projetos Naper Solar e o Núcleo de Apoio a Projetos de Energias Renováveis - NAPER da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

IHU On-Line - Como o senhor avalia a matriz energética nacional?

Heitor Scalambrini Costa - O Brasil tem 45% da sua matriz energética baseada em fontes renováveis, particularmente para a geração de energia elétrica e potencialmente nos combustíveis líquidos para transporte, a partir de agrocombustíveis. Por outro lado, há uma absurda e brutal emissão de carbono no uso da terra. Basicamente, em função das transformações no uso da terra na região amazônica, onde o desmatamento e queimadas são usados para abrir campos agriculturáveis e pastagens.

Sem dúvida, nos encaminhamos para o fim da era do petróleo, e nos defrontamos com o grande desafio, que é combater as causas das mudanças climáticas, principalmente substituindo os derivados do petróleo por combustíveis renováveis. Estamos em um período de transição e de incorporação de novas fontes energéticas na vida das pessoas e das nações. Discutir, portanto, uma mudança na matriz energética que realmente busque preservar a vida e o bem-estar dos indivíduos no planeta precisa levar em conta uma profunda transformação nos padrões atuais de produção/consumo, no estilo de vida, no conceito de desenvolvimento vigente e na própria organização de nossa sociedade. Entendo que, para concretizar uma estratégia em bases sustentáveis, seria necessário investir na diversidade e na complementaridade das fontes energéticas, portanto nas alternativas renováveis como a energia eólica, solar térmica, fotovoltaica, marés, ondas, biomassa, pequenas quedas de água (PCH´s ). Portanto, discutir a matriz energética implica, em primeiro lugar, refletir a serviço de quem estará esta nova matriz e levar em conta quem se beneficiará ou qual propósito servirá, ou seja: energia para quê e para quem?

IHU On-Line - Investindo na construção de novas hidrelétricas, o Brasil estará produzindo energia para quem?

Heitor Scalambrini Costa - O Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE) 2006-2015, divulgado pelo Governo Federal, tem pouco apreço pela busca da eficiência energética e do uso racional de energia. Foi elaborado para beneficiar as indústrias do setor eletro-intensivo, como as empresas produtoras de ferro, pasta de celulose e alumínio primário, que são grandes consumidoras (e desperdiçadoras) de energia, concentrando em três megaprojetos (as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio - no Rio Madeira, em Rondônia, a de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará e a usina nuclear de Angra III), que causarão grandes impactos sociais e ambientais e têm uma chance razoável de dar errado. Empreendimentos estes rechaçados pelos movimentos sociais e pela sociedade brasileira há anos, devido aos impactos ambientais que provocarão.

O governo não deu muita importância à adoção de novas matrizes de energia renovável no País. As energias renováveis são relegadas no PDEE, enquanto deveriam ser encaradas como a grande solução para a questão energética. O Brasil já é capaz de produzir em quantidade energia solar térmica, solar fotovoltaica, eólica ou biomassa, entre outras, e só não o faz por falta de vontade política do governo. O governo segue desconsiderando essa tendência internacional apesar do País possuir potencial para suprir totalmente a demanda nacional atual e também para fornecer eletricidade a locais remotos que não a possuem ou que utilizam outras fontes, como a geração a diesel ou a gás.

Ao desprezar as fontes renováveis, o País acaba deixando de economizar energia. Essas fontes poderiam também resolver problemas atuais do setor, como o pico de consumo causado por chuveiros elétricos e que pode ser reduzido utilizando a energia solar térmica, beneficiando a todos, inclusive às concessionárias. Assim a demanda poderia ser mais balanceada e o fator de carga elevado.

IHU On-Line - Num momento em que tanto se discute a questão ambiental e o aquecimento global, por que viabilizar grandiosos projetos de usinas hidrelétricas no Rio Madeira e no Xingu, por exemplo, se já está comprovado que grandes hidrelétricas geram impactos ambientais?

Heitor Scalambrini Costa - Os planos e estratégias de expansão da oferta de energia elétrica feito pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE pressupõe a continuidade de construção de grandes barragens e a prevalência da opção hidrelétrica para assegurar 4/5 da oferta, deixando a termeletricidade (gás natural, carvão mineral, derivados de petróleo e nuclear) os 20% restantes.
Para a elaboração deste cenário, é considerada a construção de grandes hidrelétricas na região Norte do País, a conclusão de Angra III e a construção de outras novas nucleoelétricas, enquanto que a inserção da energia solar e eólica na matriz energética nacional se mantém de forma incipiente. A energia elétrica obtida a partir do potencial hidráulico de um rio, através da construção de uma barragem, com a conseqüente formação de um reservatório, tem se revelado no cenário nacional e internacional insustentável. São identificados problemas físico-químico-biológicos decorrentes da implantação e operação de uma usina hidrelétrica e de sua interação com as características ambientais do local de construção (por exemplo, alteração do regime hidrológico, assoreamento, emissões de gases estufa a partir da decomposição orgânica no reservatório, entre outros), além dos aspectos sociais, particularmente com relação às populações ribeirinhas atingidas pelas obras (formação do reservatório), invariavelmente desconsideradas, diante dos deslocamentos destas populações.

Hidrelétricas desnecessárias

As hidrelétricas previstas no rio Madeira e Xingu são desnecessárias para atender as necessidades elétricas do País. Foram projetadas para beneficiar as indústrias do setor eletro-intensivo, como as empresas produtoras de ferro, celulose e alumínio primário, que são grandes consumidoras (e desperdiçadoras) de energia, além de obviamente as grandes empreiteiras (fonte de “eterna” corrupção).

Existem outras alternativas de oferta de energia elétrica sem a necessidade destas obras tão renegadas pela sociedade civil brasileira. Alternativas como a repotenciação (modernização) das hidrelétricas já existentes, melhorar a eficiência e conservação de energia, utilizar o aquecimento de água com energia solar para substituição dos chuveiros elétricos, dentre outras medidas, seriam suficientes para ofertar a energia elétrica necessária ao País, sem a necessidade de realizar estas grandes obras. Portanto, o Brasil não tem necessidade de construir as usinas hidrelétricas no Rio Madeira e no Xingu para atingir as metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estas decisões, referentes à construção de usinas de geração de eletricidade, têm sido expostas diante de um suposto aumento dos riscos de déficit de energia, alimentadas pela síndrome do apagão. Parece-me mais inteligente buscar formas de aumentar a eficiência e a conservação de energia e de encontrar, na diversidade das fontes renováveis, as múltiplas saídas para os problemas energéticos do país.”
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Filhote de Mico no zoológico Taronga em Sydney, Austrália

Foto: Dean Lewis, EFE

20 Março, 2011

Quem não tem Facebook caça com Jumio


Eduardo Saverin, o brasileiro co-fundador do Facebook, investe mais de US$ 3 milhões em nova empreitada

Brasil 247

“Depois de ser colocado para escanteio por Mark Zuckerberg na cofundação do Facebook, o brasileiro Eduardo Saverin encara um novo desafio no mundo dos negócios. Ele vai investir US$ mais de US$ 3 milhões na empresa Jumio, que irá prestar serviços online e para celular. A informação foi publicada pelo site TechCrunch.


A Jumio, que será lançada em até seis ou oito semanas, captou com investidores um total de US$ 6,5 milhões e, de acordo com o portal de tecnologia, o brasileiro de 28 anos teria desembolsado mais da metade desse valor. Saverin também irá se juntar a executivos do Google, da Amazon e da NASA no Conselho Diretor da empresa. O empreendedor, que gasta hoje a maior parte de seu tempo em Singapura, participará ativamente dos negócios da Jumio no mercado asiático.

A Jumio foi co-fundada por Daniel Mattes, que vendeu sua última companhia “Jajah” para a Telefonica por US$ 207 milhões. Mattes é conhecido como o “Bill Gates dos Alpes”.
Foto: Divulgação

Google testa pagamentos via celular

adNews

“Dentro de quatro meses, o Google passará a testar seu próprio serviço de pagamentos móveis. Por meio de aparelhos equipados com o Android, a companhia possibilitará que consumidores adquiriram produtos e realizem pagamentos, informou a Bloomberg.

Para iniciar a operação, o Google bancará a instalação de milhares de caixas registradoras com um sistema da VeriFone Systems em lojas de San Francisco e Nova Iorque.

A tecnologia a ser usada é conhecida como near-field-communication (NFC), que consiste no pagamento via celular, bastando ao portador apenas aproximar o aparelho ao caixa para efetivar uma compra.

O produto da gigante de buscas pode combinar em um único chip NFC informações financeiras do consumidor, bem como dados de cartões-presente, cartões de fidelidade etc.”

Brasil terá sistema de alerta contra catástrofes naturais

Claudio Angelo, folha.com

“O sistema nacional de alerta contra catástrofes naturais será bancado neste ano por R$ 10 milhões do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A decisão foi anunciada na quinta-feira em Brasília.

Principal anúncio do início da gestão de Aloizio Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia, a criação de um sistema que possa evitar tragédias como a de janeiro na região serrana do Rio esbarrou nos cortes orçamentários do governo.

A saída foi pedir financiamento para o início da montagem do sistema ao fundo gerenciado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente).”
Foto: Marlene Bergamo, Folha Imagem
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PepsiCo lança garrafa com origem 100% vegetal

Ciclo Vivo

“Após a Coca-Cola lançar a garrafa PlantBottle, que tem 30% de sua matéria-prima em origem vegetal, a PepsiCo lançou a primeira versão do mundo de uma garrafa 100% a base de plantas. A novidade foi anunciada nesta semana pela empresa, que comemorou a redução da pegada de carbono no processo de fabricação da embalagem.

“Esta inovação é um avanço para o desenvolvimento transformacional da PepsiCo e da Indústria de bebidas, e um resultado direto de nosso compromisso com a pesquisa e desenvolvimento”, informou o CEO da empresa, Indra Nooyi.”
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19 Março, 2011

Extinção ameaça 75% dos recifes de corais do planeta

Relatório desenvolvido por organizações internacionais apresenta maior análise já realizada sobre a situação dos corais e alerta para as consequências das mudanças climáticas, sobrepesca e a poluição no ecossistema

Carbono Brasil

Uma análise global dos recifes de corais realizada por mais de 25 organizações ambientais e de centenas de cientistas descobriu que 75% dos recifes de coral do mundo estão ameaçados de extinção. "Reefs at Risk Revisited" é a avaliação mais detalhada das ameaças aos recifes de coral já realizada no mundo. O relatório está sendo lançado pelo World Resources Institute (WRI), juntamente com a ONG The Nature Conservancy (TNC), o Centro WorldFish, a International Coral Reef Action Network, Global Coral Reef Monitoring Network (GCRMN) e o Centro Mundial de Monitoramento da Conservação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Pela primeira vez, a análise inclui as ameaças das mudanças climáticas, incluindo o aquecimento dos mares e aumento da acidificação dos oceanos. O relatório mostra que as pressões locais, tais como a sobrepesca, o desenvolvimento costeiro e a poluição são os riscos mais imediatos e diretos, ameaçando mais de 60% dos recifes de coral. De acordo com a nova análise, se nada for feito, o percentual de recifes ameaçados subirá para mais de 90% em 2030 e para quase todos os recifes em 2050. "Os recifes de coral mantem estáveis nossos suprimentos alimentares e produzem compostos para encontrar soluções em medicamentos para o câncer, doenças cardíacas e HIV. Quando garantimos a preservação dos recifes, garantimos também o futuro dos humanos”, explica Mark Spalding, cientista marinho sênior da TNC e principal autor do relatório.”
Foto: Lucas Bittencourt Müller
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Rio + 20: Brasil quer tratar questões ambientais de forma diferente

Ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira diz que A mudança climática vai ser o carro-chefe dessa discussão

Gustavo Nascimento, Estação Vida / EcoAgência

“Com o Rio+ 20, temos que tratar questões ambientais de forma diferente do que vínhamos tratando. Temos que ter uma estrutura de governança diferente. A mudança climática é o carro-chefe dessa discussão.” Com essa afirmação a ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira refletiu um dos principais sentimentos do governo federal para 2011. A declaração foi feita durante o seminário “Contribuições para a integração da Política Nacional às Políticas Estaduais de Mudanças Climáticas e os Desafios para a construção dos Planos Setorias”, realizado terça-feira (15), em Brasília.

O seminário serviu para compartilhar informaçõese dialogar sobre as ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo federal e governos estaduais para a integração das políticas sobre mudanças climáticas, e também para o acompanhamento dos Planos Setoriais. O evento ainda contou com a participação de Carlos Nobre, representando o Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes das Secretarias de Meio Ambiente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de representantes de empresas e indústrias.”
Foto: Istituto Ethos
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18 Março, 2011

Termômetros em alerta


Degelo do Ártico ameaça liberar grandes quantidades de carbono, o que elevaria em vários graus a temperatura da Terra

Brasil 247 / Envolverde

Me dá um gelinho aí/ Eu tô a cem por hora/ Se não parar o calor/ Eu jogo a roupa fora!” A marchinha carnavalesca “Gelinho”, composta por Manoel Ferreira e Ruth Amaral e gravada, em 1969, por Francisco Egídio cairia sob medida para uma campanha de conscientização sobre os riscos do derretimento do permafrost, a camada de gelo permanente do Ártico, que ameaça esquentar e tornar inabitável o planeta. É isso mesmo: se o uso de combustíveis fósseis não for reduzido de forma drástica, pelo menos dois terços das gigantescas reservas de carbono congelado existentes na região do Polo Norte poderão ser liberados, elevando em vários graus as temperaturas globais e deixando inabitáveis grandes partes da Terra. O alerta vem de um estudo do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC), de Boulder, no Estado norte-americano do Colorado.

Uma vez que o Ártico esquente o suficiente, as emissões de carbono e metano do permafrost derretido amplificarão o atual ritmo de aquecimento do planeta, explicou Kevin Schaefer, cientista do NSIDC. E esse processo seria irreversível. Os 13 milhões de quilômetros quadrados de permafrost no Alasca, Canadá, Sibéria e em várias partes da Europa se converteriam em uma nova fonte de emissões de carbono.
“Nosso modelo projeta um ponto de início dentro de 15 a 20 anos, a partir de agora”, afirmou o cientista. O modelo do NSIDC utilizou um cenário “na metade do caminho”, calculando um menor uso de combustíveis fósseis do que atualmente. Os cientistas concluíram que, mesmo nesse ritmo, entre 29% e 60% do permafrost mundial derreterá, liberando 190 gigatoneladas de carbono extra até 2200. O estudo, o primeiro a quantificar quando e quanto carbono será liberado do Ártico, foi publicado há poucos dias na revista Tellus, especializada em meteorologia. “A quantidade de carbono liberada hoje é equivalente à metade da que já foi lançada na atmosfera desde o começo da era industrial”, ressaltou Schaefer.
O carbono adicional do permafrost aumentará entre oito e dez graus as temperaturas médias no Ártico, informou o estudo. Isto não só transformará totalmente a região como também aumentará as temperaturas médias do planeta em cerca de três graus, alertou o cientista. E isto se somará ao aumento previsto entre três e seis graus nos próximos cem anos, devido à contínua queima de combustíveis fósseis.

Schaefer inclusive reconhece que o estudo subestima o que está acontecendo. O modelo não mede as liberações de metano, que são 40 vezes mais potentes do que o carbono em matéria de aquecimento. “Haverá muitas emissões de metano. Estamos trabalhando para estimá-las”, afirmou.”
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Estádio taiwanês é totalmente coberto por placas fotovoltaicas

Ciclo Vivo

“Desde que a cidade taiwanesa de Kaohsiung recebeu o direito de sediar jogos mundiais de rugby os organizadores começaram a investir tecnologia e dinheiro em um estádio diferenciado. A principal novidade é que a estrutura é totalmente coberta por painéis solares.

O estádio foi projetado pelo escritório de arquitetura Toyo Ito e tem capacidade para até 40 mil pessoas. Além de ser um exemplo desde o projeto, os idealizadores se orgulham de não ter ocorrido nenhum acidente enquanto as equipes de construção trabalhavam no local.”
Foto: Reprodução
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Governo centraliza compras de bens e serviços de TI e Telecom

Luiz Queiroz, Convergência Digital

“O Ministério do Planejamento está prestes a concluir mais uma compra única de serviços de telefonia móvel para 17 ministérios. Em 2008 realizou a mesma operação, com sucesso, para serviços de telefonia fixa e alcançou preços mais baixos. Outro edital para esses serviços deve sair em abril.

A tendência é de que este pregão, que será realizado na quinta-feira (17) edital, funcione como mais um piloto para o governo. Ideia é estendê-lo para outros bens e serviços de TI, inclusive, software.

O anúncio foi feito nesta terça-feira, 15/03, pelo diretor do Departamento de Serviços de Rede da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Planejamento, e um dos principais articuladores da revisão da IN-4, Cristiano Rocha Heckert, durante o Seminário de Compras Governamentais, promovido pela Assespro Nacional, na Câmara dos Deputados.”
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17 Março, 2011

Maioria dos plásticos libera substâncias que agem como hormônios

“Dos 450 produtos testados, 70% liberaram compostos que agem como o estrogênio. Pesquisa inclui mamadeiras BPA free

Otaodoconsumo.com.br

“Um novo estudo publicado no início deste mês na revista científica Environmental Health Perspectives analisou mamadeiras bisfenol (BPA) free, garrafas plásticas de água mineral e outras embalagens plásticas compradas em supermercados dos Estados Unidos, como o Wal-Mart e Whole Foods (supermercado de orgânicos). Os produtos foram cortados em pedaços e analisados em duas etapas. Na primeira fase, 70% dos produtos testados, o que inclui boa parte das mamadeiras sem bisfenol (BPA), liberaram químicos estrogênicos. Na segunda fase, os produtos foram expostos à ações normais de uso: exposição ao sol, aquecimento em micro-ondas e lavagem com detergente. O resultado revelou que 95% dos produtos liberaram substâncias estrogênicas.

Assim, como acontece com o bisfenol A ( BPA), substâncias estrogênicas quando consumidas interferem no funcionamento de células alterando taxas hormonais. Mais de 200 pesquisas já associaram o bisfenol A a uma maior incidência de obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer na próstata e mama, puberdade precoce e tardia, abortos, anormalidades no fígado em adultos e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. A maior preocupação é com crianças, bebês e fetos que são os mais vulneráveis.

A pesquisa publicada pela Environmental Health Perspectives não determinou quais químicos foram liberados. O que fica claro, no entanto, é a necessidade da realização de mais pesquisas para descobrir quais substâncias estão sendo liberadas e se são seguras para o consumo. Enquanto isso não acontece, consumidores podem diminuir sua exposição evitando o aquecimento de plásticos em micro-ondas ou evitando completamente embalagens plásticas alimentares em favor da utilização de vidro, cerâmica ou inox.”

Pesquisador indiano acredita que morte de baleias tem relação com terremotos

Ciclo Vivo

“Alguns cientistas acreditam que comportamentos anormais de alguns animais podem estar ligados aos fenômenos naturais, como os terremotos e tsunami que atingiram recentemente o Japão. No entanto, como o argumento ainda possui muitos estudos científicos aprofundados muitos céticos acreditam que os eventos não passam de coincidências.

O comportamento dos mamíferos marinhos, principalmente as baleias, têm registros históricos de anormalidades que ocorreram em datas próximas a eventos sísmicos. Por isso, alguns pesquisadores acreditam que o estudo e monitoramento desses animais possa funcionar como método de prevenção.

"Apesar da grande quantidade de dados coletados nos EUA, é impossível definitivamente sugerir que os encalhes e calamidades naturais estão conectados; mamíferos marinhos encalham por diversas razões", disse Mridula Srinivasan, bióloga marinha e pesquisadora do National EUA Oceanic and Atmospheric Administration.

Arunachalam Kumar, reitor da K S Hegde Medical Academy, em Mangalore, na costa oeste da Índia, está convencido, porém, que o encalhe de mamíferos marinhos é um prenúncio de terremotos.”
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Disquetes são reaproveitados e transformados em acessórios

Ciclo Vivo

“Os disquetes há algum tempo foram substituídos pelos CDs, DVD’s e pen-drives. Antes eles serviam como principal método de armazenamento de dados e, hoje em dia, estão praticamente esquecidos e guardados pela falta de saber qual destino devem ter.

Existem maneiras alternativas de reaproveitar esses resíduos, ao invés de, simplesmente, descartá-los em lixões ou aterros sanitários, onde eles permaneceriam poluindo o solo por muitos anos.

Os disquetes podem ser reaproveitados de inúmeras formas. Podem virar bloquinhos de anotações, porta lápis, porta retratos e até mesmo mochilas. Confira a galeria de fotos ao lado para ver como essas criações ficam e se inspirar.”
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16 Março, 2011

A fênix do Cerrado



Desaparecido havia 80 anos, pica-pau-do-parnaíba é reencontrado por cientistas no oeste do Tocantins, mas continua ameaçado de extinção

Brasil 247 / Ecoagência

“Uma ave pouco conhecida e desaparecida foi redescoberta depois de 80 anos de seu primeiro e único registro. Como uma fênix, em 2006, o pica-pau-do-parnaíba (nome científico de celeus obrieni) ressurgiu das cinzas frente um grupo de pesquisadores em expedição em Goiantins, município localizado no nordeste de Tocantins.

O primeiro e último registro de sua história, data de 1926, quando foi descoberto no município de Uruçuí, sul do Piauí. Na ocasião, a ave fora vista perto do rio Parnaíba, daí deduziu-se o motivo de seu sobrenome. Outras ocorrências da espécie relatam que ela tenha perambulado pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Maranhão. Depois disso, nunca mais se viu ou ouviu falar desta nativa do Cerrado.

Desde seu primeiro encontro com o pica-pau-do-parnaíba, a equipe de pesquisadores da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins – grupo apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza – tem desenvolvido pesquisas com o objetivo de estudar a biologia e a ecologia da espécie, determinando seu habitat preferencial, alimentação, reprodução e relação com outras espécies. O grupo tem realizado expedições para áreas onde historicamente houveram registros da ave, a fim de propor medidas para a conservação do animal.

“Os resultados mostraram que a espécie tem uma preferência por áreas onde há bambu, o que impossibilita uma definição de área exclusiva de seu habitat, já que este tipo de vegetação encontra-se dispersa pelo Cerrado”, explica Renato Torres Pinheiro, responsável técnico pelo projeto.

Não por acaso, ainda não há dados suficientes para determinar o tamanho real da população do pica-pau-do-parnaíba no Brasil, mas sabe-se que o número é bem modesto. Estima-se que haja entre três e seis mil indivíduos da espécie, sendo que as maiores populações estão no estado do Tocantins, onde ainda se encontram as maiores extensões de Cerrado preservado.

O pica-pau-do-parnaíba tem hábitos de tamanduá. Alimenta-se quase exclusivamente de formigas que vivem dentro das hastes da Guadua paniculata, uma espécie de bambu característica da vegetação local. “O fato de a ave se utilizar de um tipo específico de alimento, encontrado em um ambiente pouco explorado, que é o cerradão com bambu, faz dela uma espécie pouco abundante na natureza, o que justifica o seu desaparecimento por 80 anos e a coloca em risco ainda maior de extinção”, alerta Pinheiro.

“Em Goiás, por exemplo, a situação da espécie é bastante crítica, uma vez que mais de 65% da cobertura vegetal de Cerrado foi destruída no estado. Ainda assim, a probabilidade de extinção da espécie está relacionada à disponibilidade de ambientes propícios”, afirma.

Um agravante para os cientistas é o fato de não ter sido realizado, até hoje, registro do pica-pau-do-parnaíba em unidades de conservação de proteção integral, o que aumenta a vulnerabilidade da espécie. Em janeiro, Pinheiro e a equipe do projeto identificaram, pela primeira vez, a ocorrência da espécie em uma área protegida, na reserva particular do município de Minaçu, região norte de Goiás. Lá, os pesquisadores iniciaram a procura de indivíduos da espécie para captura e marcação com radiotransmissores.

O pica-pau-do-parnaíba é tido como elemento chave para a conservação do bioma. Por se alimentar exclusivamente de formigas, os cientistas acreditam que ele tenha uma influência ecológica forte no meio, seja alimentando-se e controlando algumas espécies, seja furando as hastes de bambu e permitindo que outras espécies façam uso deste recurso.

Apesar de ingerir mais de 20 espécies de formigas diferentes, a ave tem uma dieta toda especial: costuma selecionar apenas duas das espécies que compõem 80% de sua dieta. “Nesse sentido, por ser uma espécie altamente especializada no uso de alguns recursos do meio, seguramente a sua ausência causaria um desequilíbrio na natureza”, conclui o pesquisador.”
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