Impasse na COP17 sobre futuro de Quioto ameaça MDL


Brasil e China alertam que se a Conferência das Partes não estender o Protocolo, não há como dar continuidade ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e que as próprias negociações climáticas multilaterais estariam em risco

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que empresas de países ricos signatários do Protocolo de Quioto comprem créditos de carbono gerados por projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa em nações em desenvolvimento para cumprirem suas próprias metas de emissões.

Em 2010, essa ferramenta movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão com mais de 3,2 mil projetos registrados, sendo que a China sedia a maior parte das iniciativas, seguida pela Índia e Brasil.
Agora, diante da possibilidade real do Protocolo de Quioto expirar em 2012, os emergentes afirmam que o mecanismo perderá sua razão de ser.

“Não haverá MDL em 2013 se não chegarmos a um consenso sobre Quioto”, alertou Su Wei, chefe da delegação chinesa na Conferência das Partes de Durban (COP17).

“Não entendo como alguém pode pensar que os instrumentos do Protocolo continuarão a existir sem que o próprio acordo exista”, reforçou André Correa do Lago, chefe da delegação brasileira.

Muitos analistas acreditam que é possível manter o MDL mesmo sem Quioto, pois a proposta da União Europeia, de estabelecer uma série de ações até 2015 para só então se discutir um novo acordo climático, daria condições para isso. Porém, se as grandes nações emergentes, que sediam a imensa maioria dos projetos, desistirem de participar da ferramenta, ela realmente corre o risco de desaparecer.”
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