COP17 apresenta avanços nas negociações climáticas


Delegações estão mais perto de concordar com o plano europeu que sugere um acordo climático com metas para todos os países a partir de 2020 e que contempla um segundo período de compromissos do Protocolo de Quioto

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

As grandes nações emissoras de gases do efeito estufa declararam na Conferência das Partes de Durban (COP17), que termina nesta sexta-feira (9), estarem dispostas a aceitar a proposta europeia de que seja criado em 2015 um acordo climático internacional que entre em vigor em 2020.

As delegações dos Estados Unidos, China e Brasil afirmaram nesta segunda-feira (5) que são favoráveis à ideia, até porque seus países já possuem algum tipo de meta, estabelecidas internamente ou em conferências anteriores, para os próximos 10 anos.

Porém, a China fez uma ressalva. Só aceita o plano europeu se algumas promessas que já foram firmadas anteriormente forem cumpridas pelas nações industrializadas. Como, por exemplo, um segundo período de compromisso sob o Protocolo de Quioto, a arrecadação de US$ 30 bilhões anuais em auxílio climático para países pobres até 2012 e de US$ 100 bilhões anuais até 2020.

O negociador chefe dos EUA, Todd Stern, está cético com a nova postura do gigante asiático, dizendo que não acredita que o governo chinês queira realmente uma lei internacional que limite suas emissões.

“A questão que defendemos é que todas as nações devem possuir metas, sem exceções. Se isso for alcançado, não teremos mais objeções com um novo acordo climático”, afirmou Stern.

Os chineses rebateram as críticas declarando que pelo menos possuem leis nacionais que limitam as emissões industriais, enquanto nos EUA o congresso impediu a aprovação das leis climáticas.”
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