Apoio dos Estados Unidos deve garantir acordo na COP


Uma mudança na postura norte-americana deverá facilitar a aprovação da proposta da União Europeia de um novo tratado climático com metas para todas as nações a partir de 2020, ideia defendida também pelo Brasil na Conferência das Partes da ONU

Fabiano Ávila, CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Contrariando as expectativas, tudo indica que a Conferência das Partes de Durban (COP17), que termina nesta sexta-feira (9), vai conseguir chegar a um acordo sobre o futuro das políticas climáticas mundiais.

Durante as duas semanas de negociações, a União Europeia (UE) buscou ganhar apoio para seu roteiro de ações que propõe a elaboração de um novo acordo climático até 2015, que seria ratificado em 2020. Esse tratado obrigaria todas as nações a terem metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, mesmo que de forma diferenciada para cada uma. A proposta também engloba a continuidade do Protocolo de Quioto até 2020.

Aos poucos os europeus foram vencendo as resistências de outros países e nesta quinta-feira (8) os Estados Unidos declararam que apoiam a proposta, o que pode significar a sua aprovação.

O discurso do negociador chefe da delegação norte-americana, Todd Stern, foi precedido pela intromissão de Abigail Borah, que entrou na COP17 como representante do Movimento Internacional da Juventude Climática e disparou: “Estou falando em nome dos Estados Unidos porque os meus negociadores não conseguem. O Congresso já atrasou muito as políticas climáticas do meu país e tenho medo de que 2020 será tarde demais. Precisamos de um acordo justo e ambicioso agora!”
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