Agência Brasil
“O presidente da Chevron Brasil, George
Buck, admitiu nesta quarta-feira (23) que a empresa editou imagens do local do
vazamento de óleo na Bacia de Campos, mas disse que a medida foi tomada para
facilitar o envio das informações à Agência Nacional de Petróleo (ANP).
“No início do incidente tivemos dificuldade com banda larga para transmissão de dados, fizemos clipes [audiovisuais] curtos, mas relevantes, e transmitimos para a ANP. Foi para facilitar o envio das informações e de nenhuma forma tentava ocultar o porte do vazamento”, justificou.
“No início do incidente tivemos dificuldade com banda larga para transmissão de dados, fizemos clipes [audiovisuais] curtos, mas relevantes, e transmitimos para a ANP. Foi para facilitar o envio das informações e de nenhuma forma tentava ocultar o porte do vazamento”, justificou.
Buck disse que todos os segundos de imagens
que ficaram de fora da edição estão à disposição da ANP.
O vazamento em um dos poços da companhia no
Campo de Frade foi identificado no dia 8 de novembro, e segundo estimativas da
Chrevron, o equivalente a 2,4 mil barris de petróleo vazaram no oceano. Cada
barril tem 159 litros.
A ANP decidiu hoje suspender as atividades
de perfuração da Chevron no Brasil até que sejam identificadas as causas e os
responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de
segurança no Campo de Frade. A agência também negou pedido da empresa para
perfurar novo poço na área com o objetivo de atingir o petróleo da camada
pré-sal.
Na segunda-feira (21), o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a
Chevron em R$ 50 milhões, valor máximo previsto na lei brasileira. A empresa
ainda pode receber novas multas do Ibama e da ANP.”



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