Marcela Valente, IPS
“Um programa para a gestão sustentável da
Bacia do Prata, que envolve cinco países sul-americanos, começou a andar com
uma renovada vontade política de preservar seus recursos naturais e sua muito
rica biodiversidade. As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e Cristina
Fernández, da Argentina, com seus colegas Evo Morales, da Bolívia, Fernando
Lugo, do Paraguai, e José Mujica, do Uruguai, “estão levando adiante, o que
possibilitou avanços”, disse à IPS a embaixadora argentina Mónica Troadello,
representante política no Comitê Intergovernamental Coordenador dos Países da
Bacia do Prata.
Troadello insistiu que, assim como em
outras etapas, era habitual apelar para consultores externos para estudar o potencial
dos recursos, agora são os próprios técnicos nacionais de cada chancelaria que
trabalham com um olhar regional. Esse novo enfoque também inclui o conceito de
desenvolvimento. “Durante décadas, ao falar de desenvolvimento se pensava no
econômico e produtivo, e agora, para nós, primeiro vem o desenvolvimento
humano”, ressaltou.
A partir desta perspectiva, a embaixadora
disse que os governos se conscientizaram da importância dos recursos da Bacia
que, além das águas doces superficiais, abriga sob a terra o imenso Aquífero
Guarani. A Bacia do Prata, que se estende por cinco países e tem 3,1 milhões de
quilômetros quadrados, é uma das cinco maiores do mundo e a segunda mais
extensa da América do Sul, depois da amazônica, mas é muito mais povoada e
produtiva do que esta última.”
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