O lago que não quis desaparecer


Christopher Pala, IPS / Envolverde

“Seis anos depois da construção de um dique que elevou em dois metros o nível da água na parte norte do Mar de Aral, e reduziu sua salinidade em dois terços, o lago da Ásia central que foi sinônimo de catástrofe ecológica se converteu em um modelo de recuperação ambiental.

“É incrível como se recuperou”, disse à IPS o especialista Philip Micklin, da Universidade de Western Michigan, na cidade de Kalamazoo, Estados Unidos. Ele mediu a salinidade e a comparou com pântanos de juncos com lavanda, patos, cisnes e até flamingos, ao sul de Akbaste, este povoado pesqueiro do Cazaquistão. “Já tem menos sal do que se esperava”, acrescentou, surpreso pela transparência da água que conheceu durante uma expedição de duas semanas nas imediações do Mar de Aral.

O governo da hoje extinta União Soviética decidiu, no começo da década de 1960, desviar a maior parte da água de dois rios que desembocam nele para irrigar vastas extensões de cultivos de algodão. “Optaram pelo algodão, em detrimento do pescado”, disse Micklin, indicando que o primeiro se usa para fabricar uniformes e o segundo pólvora. O Uzbequistão, que conseguiu sua independência em 1991, herdo a parte sul do Aral e o Amu Darya, o maior dos rios que levam a água das geleiras da Cordilheira de Pamir até o lago e o mantém frio. Esse país também priorizou o algodão para a exportação, que se transformou em sua principal fonte de divisa.

O desvio dos rios fez com que a superfície do Mar de Aral, que significa ilha na língua do Cazaquistão, diminuísse 10% e seu leito se confundisse com o deserto da Ásia central. Nos primeiros anos das obras, as tempestades de pó dispersaram nuvens de sal e pesticida pela região. Isso levou ao aumento de doenças respiratórias, segundo médicos locais. A água restante formou três lagos, o conteúdo de sal aumentou e os peixes emigraram para os deltas dos dois rios.”
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Um comentário:

Porco Nú disse...

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