Crise não deve impedir ação pelo clima, diz negociador do Brasil


Europa defende caminho de negociação com vista a 2020 na COP 17. EUA falam de negociação de longo prazo e compromisso de emergentes.

Dennis Barbosa, O Globo / G1

O negociador-chefe do Brasil na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 17), embaixador André Corrêa do Lago, disse nesta segunda-feira (28), em Durban, na África do Sul, que a crise econômica vivida por países desenvolvidos não deve ser desculpa para que as negociações climáticas não avancem.

A redução das emissões de gases-estufa é vista como associada ao desaquecimento econômico. Por isso, na atual conjuntura, discute-se que haja ainda menos ambiente para os países ricos buscarem  um compromisso climático.

“A crise não deveria ser uma desculpa para menos ambição e menos ação”, disse Corrêa do Lago. “Deveria ser uma oportunidade, porque todos sabemos que estamos (o mundo) indo na direção errada em termos ambientais”, apontou.

Enquanto os países em desenvolvimento empurram a negociação no sentido da renovação do Protocolo de Kyoto e do estabelecimento do “fundo verde”, que, segundo os acordos de Cancún (COP 16) deve oferecer US$ 100 bilhões anuais de financiamento de ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a países pobres até 2020, os países ricos exigem que as nações emergentes também assumam compromissos.”
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