África construirá o maior projeto hidrelétrico do mundo


Kristin Palitza, IPS / Carbono Brasil

“África do Sul e República Democrática do Congo assinaram um acordo para construção de uma represa que poderá fornecer eletricidade a mais da metade dos 900 milhões de africanos. Porém, especialistas temem que os investidores estrangeiros acabem desviando em proveito próprio uma grande quantidade dessa energia. No dia 12, o presidente congolês, Joseph Kabila, e seu colega sul-africano, Jacob Zuma, assinaram um tratado para construir a represa Grand Inga, no Rio Congo, 225 quilômetros a sudoeste de Kinshasa.

A represa será construída nas Cataratas Inga, onde o Rio Congo cai quase cem metros e flui à velocidade de 43 metros cúbicos por segundo. Calcula-se que o complexo vai gerar cerca de 40 mil megawatts (MW), mais que o dobro da maior represa existente, a de Três Gargantas, na China, e mais de um terço do total da eletricidade produzida atualmente na África.

“A hidrelétrica vai melhorar o acesso a energia limpa e eficiente no continente e contribuirá de forma significativa para o desenvolvimento rumo a uma economia com baixa emissão de dióxido de carbono”, afirmou Zuma em Lubumbashi, a segunda maior cidade da República Democrática do Congo (RDC), onde foi assinado o acordo. É um “dia para demonstrar o afro-otimismo”, acrescentou.

Será a maior represa do mundo e fará parte da iniciativa para estabelecer uma rede elétrica que estimule o desenvolvimento econômico e industrial no continente. Até agora, não foi usada toda a capacidade energética das Cataratas de Inga, onde funcionam as centrais Inga I e Inga II, com produção instalada de apenas 1.775 MW, enquanto Inga III está em fase de projeto, como Grand Inga. As razões para não utilizar todo o potencial das Cataratas são principalmente econômicas.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Nenhum comentário: