28 Outubro, 2011

Atlas destaca vulnerabilidade climática dos países


“Nações africanas e do sudeste asiático são as que mais sofrerão com as consequências do aquecimento global, mas o Brasil também apresenta regiões de risco e deve se preparar para o aumento da frequência de enchentes e queimadas

Fabiano Ávila , Instituto CarbonoBrasil

Às vésperas das Nações Unidas anunciarem que chegamos aos sete bilhões de habitantes, muitos dos países com o maior crescimento populacional no planeta estão em áreas de extremo risco climático e praticamente todas as grandes cidades do sudeste da Ásia poderão ser palco de tragédias humanitárias nos próximos anos se nada for feito.
Esta é a principal mensagem da quarta edição do Atlas de Risco Ambiental e das Mudanças Climáticas, que foi divulgado nesta quarta-feira (27) pela consultoria Maplecroft.

Os dez países mais vulneráveis de acordo com o levantamento são: Haiti, Bangladesh, Serra Leoa, Zimbábue, Madagascar, Camboja, Moçambique, Congo, Malauí e Filipinas. Sendo que as piores consequências das mudanças climáticas serão vistas principalmente nas grandes aglomerações populacionais, como Jacarta, Daca e Manila.

Segundo o Atlas, o crescimento desordenado dessas cidades, somado à falta de governança, corrupção e pobreza, fará com que cada uma delas se transforme em um lugar propício a grandes tragédias. Deslizamentos, enchentes, falta de água e alimento, doenças ligadas à inexistência de saneamento básico... Tudo isso será exponencializado pelo aquecimento global.

“Os impactos dos fenômenos climáticos extremos em regiões densamente povoadas já são bem conhecidos e documentados. Se as mudanças climáticas representarem mesmo o aumento da frequência desses eventos, e acreditamos que sim, isto significa grandes desastres para os próximos anos”, afirmou Charlie Beldon, analista da Maplecroft.

Manila, por exemplo, deve aumentar sua população em 2,23 milhões e sua área em quase 20% até 2020. Sendo particularmente vulnerável a enchentes e furacões, a falta de infraestrutura para abrigar essas pessoas facilitará tragédias ainda maiores que no passado. Em 2010, o furacão Conson matou 146 e afetou mais de meio milhão de pessoas na cidade.”
Matéria Completa, ::Aqui::

0 comentários:

Faça rentável seu site/blog! Confira o Smowtion!