“Ranking realizado pelo Instituto de
Adaptação Global leva em conta a prontidão e a vulnerabilidade de cada país e
coloca o Brasil em 63º de uma lista com 161 nações, na qual os primeiros
lugares são ocupados por europeus e os últimos por africanos
Fabiano Ávila, Instituto
CarbonoBrasil/Instituto de Adaptação Global
Já há algum tempo as nações mais pobres do
planeta e os pequenos países insulares são considerados os mais vulneráveis às
mudanças climáticas e por isso deveriam ser os primeiros a receber a ajuda
internacional. Dar embasamento para essa teoria é o principal objetivo do Índice de Adaptação Global
(GaIn), que foi publicado neste mês e que avaliou inúmeros fatores para
chegar a um ranking mundial que combina dados da prontidão de um país e de sua
vulnerabilidade.
A posição final das nações no ranking foi
estabelecida após o cálculo de sua prontidão menos o valor designado para a sua
vulnerabilidade. Assim, mesmo países localizados em áreas de risco podem
estar melhor no índice porque já possuem políticas de adaptação.
Para o cálculo da vulnerabilidade de cada
país foram avaliados a exposição às consequências das mudanças climáticas, a sensibilidade
a esses impactos e a capacidade para lidar com eles. Quatro outros indicadores
também foram levados em conta: água, alimento, saúde e infraestrutura.
Já a pontuação em prontidão mede a
habilidade dos setores público e privado de um país para absorver investimentos
e aplicá-los de forma eficiente para aumentar a resiliência às mudanças
climáticas. Três elementos são chave para a prontidão: economia, dados sociais
e governança.”
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