“Corte nos subsídios dos combustíveis
fósseis, piso de US$ 25 para os créditos de CO2 e uma taxa sobre as emissões do
setor de transportes são algumas das sugestões da entidade para levantar
recursos para ações de mitigação e adaptação
Fabiano Ávila, CarbonoBrasil/The
Guardian/Banco Mundial
“Um relatório do Banco Mundial preparado
para a reunião de ministros do G20 marcada para novembro foi divulgado nesta
quinta-feira (22) pelo jornal britânico The Guardian e traz diversas maneiras
de como conseguir arrecadar recursos para mobilizar o tão prometido Fundo
Climático.
Segundo o documento, devido ao cenário de
crise econômica, será muito improvável que os países cumpram suas promessas de
liberar US$ 30 bilhões de ajuda rápida entre 2010 e 2012 e US$ 100 bilhões ao
ano até 2020. Por isso, a melhor saída será utilizar o máximo possível do
capital privado para lidar com o aquecimento global.
Assim, uma das propostas é criar uma taxa
sobre as emissões de aviões e navios. “Fazer com que as atividades que causem
danos ambientais paguem por isso é uma das maneiras mais eficientes para
levantar recursos”, explica o relatório.
O valor sugerido para a taxa seria US$ 25
por tonelada de dióxido de carbono, o que arrecadaria US$ 40 bilhões até 2020.
Mesmo que parte desse dinheiro tivesse que ser utilizado para compensar algumas
empresas e países mais pobres, ainda assim mais de US$ 24 bilhões seriam
disponibilizados para o clima.
O mesmo valor, US$ 25 por tonelada, deveria
ser estabelecido como o piso dos créditos comercializados pelos mercados de
carbono, afirma o Banco Mundial.”
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