“Enchentes, secas e tempestades causaram prejuízos recordes no primeiro semestre de 2011, afirma a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, que estabeleceu um plano para deixar o país mais preparado para esses desastres.Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil / Envolverde
Além da instabilidade financeira, os Estados Unidos também estão enfrentando o que está sendo considerado um dos anos climáticos mais extremos da história. A seca que atinge o Texas é a mais severa desde 1930 e os prejuízos com tempestades em outros estados alcançam os US$ 20 bilhões. Por isso, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) lançou na última quarta-feira (17) um plano para tornar o país mais preparado para incidentes meteorológicos.
Nos EUA, o número de catástrofes climáticas triplicou nos últimos 20 anos, chegando a um recorde de 250 em 2010. No primeiro semestre deste ano, a maior economia do mundo já foi atingida por nove desastres meteorológicos, que causaram um estrago de cerca de US$ 1 bilhão cada. E vem mais por aí: a NOAA prevê que, só de tempestades, serão 19 no país em 2011.
As sete que já ocorreram causaram uma perda que chega a US$ 20 bilhões, contra uma média de US$ 10 bilhões por ano nos últimos três anos. Desde 1980, só os prejuízos com esse tipo de evento meteorológico aumentaram em cinco vezes. O rombo financeiro do total de incidentes em 2011, até agora, chega a US$ 35 bilhões. E isso que a estação de ciclones mal começou.
Felizmente, os EUA não são castigados por furacões há três anos, mas de acordo com Jack Hayes, diretor do Serviço Meteorológico Nacional da NOAA, isso causa uma falsa segurança na população do país. “Esse é o tipo de coisa que acalma as pessoas. Mas queremos que elas fiquem vigilantes. Não acho que é preciso um adivinho para prever que 2011 será provavelmente um dos anos mais extremos para o clima na história”, alertou.
Um dos estados mais atingidos pelos eventos climáticos extremos é o Texas, que desde 1930, quando aconteceu a chamada Dust Bowl – uma tempestade de areia que durou quase dez anos –, não vê seca tão rigorosa quanto a que assola a região atualmente. Além desse evento, temperaturas altas e incêndios já fizeram o estado perder cerca de US$ 5,2 bilhões em colheitas. Para se ter ideia, entre 1998 e 2010, a agricultura do Texas perdeu US$ 13,1 bilhões.”
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