Jéssica Lipinski, CarbonoBrasil/KPMG/PNUMA/FFI
Para satisfazer os exageros de consumo dos habitantes do planeta, empresas abusam dos recursos naturais de forma irracional e a cada dia nos aproximamos mais de uma crise que será provocada pela escassez de matérias-primas e serviços ecossistêmicos. Para tentar evitar esse cenário, ou ao menos se adaptar a ele, algumas companhias já estão desenvolvendo estratégias de conservação de biodiversidade e dos serviços ambientais (BES).
Entretanto, uma pesquisa intitulada Sustainable Insight – The Nature of Ecosystem Services Risks for Business (Visão Sustentável – A natureza dos riscos de serviços ambientais para empresas), revela que embora a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos tenham entrado em pauta nos últimos anos, muitos setores ainda não estão cientes da importância dessa questão, seja ambiental ou financeiramente.
O relatório, publicado recentemente pela consultoria KPMG, pela Flora & Fauna Internacional (FFI) e pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA IF), sugere que mesmo empresas de setores que estão sempre em contato com questões ambientais, como o da extração, da construção, do agronegócio e mesmo das finanças, não desenvolvem estratégias de preservação de BES.
Com isso essas companhias estão sujeitas a riscos dos mais variados tipos, que o estudo classifica como: riscos de reputação, regulamentares, operacionais, de responsabilidades jurídicas e sistêmicos. Segundo a pesquisa, esses riscos podem afetar a firma não só economicamente, mas também na sua imagem e credibilidade.
“A estabilidade financeira pode já ter sido afetada por fenômenos ambientais que se manifestam através de falhas e riscos no contexto da perda e degradação de ecossistemas”, declarou a PNUMA IF.”
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