Marcela Valente, IPS / Envolverde
“O turismo excessivo e a mudança climática são os principais motivos que tiram o sono de organizações ambientalistas e dos governos dos países signatários do Tratado Antártico, que completou 50 anos de entrada em vigor. Reunidos em Buenos Aires por duas semanas, desde o dia 20, na XXXIV Reunião Consultiva do Tratado, cerca de 300 representantes dos países vinculados ao acordo, especialistas e ativistas analisam os novos desafios que enfrenta o continente gelado.
Verônica Cirelli, da Fundação Vida Silvestre Argentina (FVSA), que participa do encontro como representante da sociedade civil, afirmou em conversa com a IPS que existe preocupação pelos “graves impactos” do aumento global da temperatura na região. “As emissões de gases-estufa, que provocam a mudança climática, não são geradas na Antártica, mas seus efeitos são sentidos ali, a Oeste da península”, disse Cirelli, que também coordena o programa Coalizão Antártica e do Oceano Austral da FVSA.
O IPCC (Painel Intergovernamental de Especialistas em Mudança Climática) diz que a Oeste da península a temperatura média aumentou quatro vezes mais do que no resto do planeta. Embora seja mais conhecido o impacto do aquecimento no Ártico, os especialistas firmam que o gelo marinho da Antártica cobre hoje uma superfície 40% menor do que há 26 anos nessa parte de península.”
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