Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil
Já é sabido que as mudanças climáticas têm influenciado no aumento do número de águas-vivas registrado nos últimos anos. Agora, um novo estudo do Instituto de Ciências Marítimas da Virgínia anunciou que o inverso também pode estar acontecendo: o crescimento da população do animal pode estar produzindo mais carbono do que o oceano pode absorver, intensificando a eliminação de CO2 para a atmosfera.
Além de agravar as alterações climáticas, a pesquisa indica também que a proliferação de águas-vivas pode desequilibrar a cadeia alimentar marinha, fazendo com que o animal consuma o alimento de outras espécies, o que pode levar ao desaparecimento gradual destas.
O estudo, intitulado Florescimento de águas-vivas resulta em maior eliminação de carbono por respiração bacteriana em sistemas marinhos, liderado por Robert Cordon, sugere que são vários os fatores que levam à proliferação de águas-vivas, como as mudanças climáticas, a pesca excessiva, o derramamento de fertilizantes agrícolas etc.
Assim, o animal acaba se reproduzindo em demasia, e consome excessivamente o plâncton, base da teia alimentar marinha. Com isso, sobra menos comida para as outras espécies, que podem se extinguir. “Isso restringe a transferência de energia pela cadeia alimentar porque a água-viva não é consumida facilmente por outros predadores”, explicou Cordon.”
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