Sergio Abranches, Ecopolítica / Envolverde
“Resultado de uma combinação El-Niño-La Niña muito rigorosos, anomalias climáticas cíclicas que produzem exacerbação dos fenômenos climáticos, ou sinais iniciais de mudanças climáticas, não importa muito do ponto de vista prático. Para o nosso cotidiano, o fato relevante é que estamos entrando no oitavo ano consecutivo marcado por desastres associados a mudanças climáticas. É uma questão relevante para a ciência.
Este ano tem sido particularmente duro para os Estados Unidos. Passou por um inverno muito rigoroso, com nevascas recordes em várias partes do país, que tiveram efeitos disruptivos na economia e nos transportes e causaram várias mortes. Agora enfrentam a maior cheia da história no rio Mississipi. Ontem, o Corpo de Engenheiros do Exército, que cuida dos rios e barragens no EUA, teve que abrir as comportas da barragem anti-enchente de Morganza, inundando fazendas e pequenos povoados, desalojando perto de 30 mil pessoas, para proteger Baton Rouge e New Orleans. O administrador dos diques do Mississipi disse que existe a possibilidade de que eles não aguentem a força das águas. O governador informou à população que as águas ainda não atingiram seu máximo e a cheia pode durar muitas semanas ainda.”
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