24 Maio, 2011

Extinção superestimada



Os estudos que calculam as taxas de animais em extinção, como o urso polar, aumentam em 160% os números reais. É o que afirma a Nature

Brasil 247 / Science

Esta notícia poderá irritar muitos protetores dos direitos dos animais, mas um estudo publicado na conceituada revista Nature afirma que os métodos para calcular as taxas de extinção de espécies animais têm “erros fundamentais” e superestimam em 160 por cento os números reais. Como não há um jeito exato de medir esses níveis, o método mais comum é uma estimativa indireta conhecida como “relação entre espécie e área”. Determina-se o número de espécies encontradas em certa área e depois é realizada uma estimativa de como este número aumenta quando a área se expande. Em seguida, o cálculo é feito de maneira reversa numa tentativa de estimar quantas espécies sobrariam se a quantidade de terra diminuísse e ocorresse perda de habitats.

Como resultado, previsões de 1980 diziam que, em 2000, metade das espécies da Terra iriam desaparecer. Stephen Hubbel, professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade da Califórnia e coautor do estudo da Nature junto com o autor Fangliang He – um professor da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou, na China – pretende deixar a estimativa indireta um pouco mais exata e acabar com o que ele chama de “histeria” dos grupos de proteção aos animais, bem como criar novas políticas públicas de proteção.”
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