Brasil 247 / Envolverde
Duas espécies de pinguins antárticos estão sendo dizimadas ao longo dos últimos 30 anos devido a uma crescente redução, por razões climáticas, do krill, sua principal fonte de alimento. A espécie sofre a combinação de outros predadores, como a pesca irregular e o rápido derretimento do gelo em razão do aquecimento global. A informação consta no estudo “A variabilidade na biomassa de krill vincula colheita e aquecimento do clima com as mudanças nas populações de pinguins na Antártida”, divulgado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Baseado em pesquisas da década de 1970, sobre o pinguim de barbicha (Pygoscelis antarcticus) e o pinguim Adelia (Pygoscelis adeliae), e os ecossistemas que os mantêm, o relatório conclui que as populações que habitam as Ilhas Shetland do Sul tiveram redução superior a 50% devido, principalmente, a uma severa diminuição de krill, uma criatura similar ao camarão e que depende do gelo marinho para se reproduzir.
O pinguim Adelia, que durante o inverno prefere o gelo marinho, diminuiu ao ritmo de 2,9% ao ano na última década, enquanto a variedade de barbicha, que prefere as águas, diminuiu 4,3% ao ano no mesmo período, segundo o estudo. Alguns cientistas previram que a redução do gelo da Antártida, causada pelo aquecimento do ar e da água, teria impacto mais negativo sobre as populações de pinguins Adelia, já que dependem mais desse habitat. Segundo esta hipótese do gelo marinho, espera-se que os pinguins de barbicha aumentem sua população, pelo menos em relação aos seus “primos” Adelia.”
Foto: FLICKR
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