“Integrantes da Ong protestam no centro do Rio de Janeiro contra a construção da terceira usina nuclear do País
Brasil 247
Fumaça colorida, uniformes e máscaras. Foi assim que ativistas do Greenpeace chamaram a atenção dos transeuntes e da mídia na manhã desta segunda-feira, em protesto realizado em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Avenida Chile, centro do Rio de Janeiro. O ato, que durou cerca de uma hora, serviu para reforçar que a Ong está firme e forte e vai fazer o que estiver ao alcance para barrar o investimento de dinheiro público na construção de uma terceira usina nuclear no país, Angra 3. “Estamos no BNDES aguardando um representante para entregar o relatório Revolução Energética e uma cópia da carta que enviamos anteriormente”, afirmou a entidade via Twitter. De acordo com seu site oficial, a organização lançou no Brasil, em março, uma petição contra a construção de Angra 3 que contou com mais de 30 mil assinaturas.
Nesta manhã, cerca de oito membros do grupo, segundo o 13º Batalhão da Polícia Militar, seguiram o exemplo da manifestação japonesa de 10 de abril que levou cerca de 2 mil japoneses às ruas de Tóquio para pedir o fechamento da Central Nuclear de Hamaoka, em Nagoya, a 200 quilômetros da capital japonesa. A central foi construída em cima de três placas tectônicas onde os japoneses acreditam que deva ocorrer um forte terremoto no futuro. Para a sociedade que vive Fukushima, o pior desastre nuclear desde Chernobyl (na Ucrânia), a continuidade do uso dessa fonte de energia é suicida. Aliás, no último domingo, o Greenpeace já havia realizado um protesto semelhante em frente ao BNDES para lembrar o aniversário de 25 anos do acidente nuclear em Chernobyl, que se completa nesta terça-feira (26). Por volta das 9 da manhã, ativistas vestidos com o equipes de resgate em acidentes nucleares dispararam sinalizadores de fumaça, simulando contaminação por radiação. Um cartaz pedia ao banco para não financiar uma geração de energia tão insegura, como provam Chernobyl e Fukushima.”
Foto: Tasso Marcelo, AE
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