Hazel Henderson, Envolverde
“Sou contra a utilização da energia nuclear para a produção de eletricidade desde que prestei serviços, entre 1975 e 1980, no Technology Assessment Advisory Council, um conselho de assessoria técnica vinculada ao Congresso dos Estados Unidos. Inclusive antes disso, para mim era evidente que a força nuclear é uma temível tecnologia militar que busca uma “segunda vida” no campo civil.
O plano de Dwight Eisenhower denominado “Átomos para a Paz” era a estratégia para subsidiar esta tecnologia, que nunca foi economicamente viável. Era dito que produziria eletricidade a baixíssimo custo. Mas ao público nunca foi dito tudo que havia para dizer: os riscos para a saúde e ambientais, e que não existiam planos para o armazenamento dos dejetos, que continuam radioativos durante séculos.
Estranhamente, para uma sociedade tão dedicada ao “livre mercado” como os Estados Unidos, a energia nuclear foi a primeira verdadeira indústria socialista, criada pelo governo, à qual foram dados subsídios de milhares de milhões de dólares e indenização por todos os riscos de acidentes graças à infame Lei Price-Anderson, que protege os operadores da energia nuclear diante de qualquer tipo de responsabilidade, e que é endossada aos contribuintes e às gerações futuras. As companhias privadas que operam usinas nucleares podem ter lucro com essa atividade enquanto os riscos são socializados.”
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