Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil
Os mercados de biodiversidade e de carbono, no âmbito da redução das emissões por desmatamento e degradação (REDD +), precisam de muitas definições para aportar segurança na hora da tomada de decisão por parte de investidores. Esta foi uma das conclusões de um seminário online realizado no início de abril pelo Ecossystem MarketPlace e Mission Markets, no qual especialistas discutiram a necessidade de clareza dos conceitos para destravar investimentos voluntários na conservação da biodiversidade.
No caso do REDD +, discussões internacionais apoiadas pelas Nações Unidas estão avançando e já apontam para uma definição mais segura. A grande diferença dos mercados de biodiversidade para o REDD + é que no primeiro o foco é realmente a biodiversidade e não o carbono.
Durante a 10º COP da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em Nagoya, Japão, 193 governos prometeram cortar pela metade a perda de diversidade biológica até 2020.
A IUCN estima que US$ 300 bilhões/ano são necessários para alcançar esta meta, porém apenas cerca de US$ 37 bilhões está sendo direcionado para a conservação, principalmente de governos e organizações multilaterais cujos cofres estão entrando em crise. Fontes alternativas são urgentemente necessárias.
Atraindo investidores
Oferecendo uma visão de investidor, Ricardo Bayon, da EKO Asset Management Partners, pontuou que para tornar um investimento atrativo, é preciso conhecer a taxa de retorno e a demanda, além de existir uma certa liquidez, o que se torna possível nos mercados compulsórios, como o esquema europeu de comércio de emissões ou os créditos de biodiversidade nos Estados Unidos.
“(O investidor) pode comprar os créditos no início do projeto, investir na sua criação e depois vender mais caro”, explicou Bayon.”
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