30 Novembro, 2010

COP16 tem a missão de revitalizar luta climática

Depois de um ano de poucos avanços desde a Conferência do Clima de Copenhague, as delegações dos quase 200 países presentes em Cancún irão buscar objetivos modestos, porém concretos, e um novo fôlego para as negociações

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

Um encontro que será marcado pela disputa entre Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de gases do efeito estufa, a 16ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP16) começou nesta segunda-feira (29) e vai até 10 de dezembro e deverá ser considerada bem sucedida se conseguir retomar o ímpeto na luta climática que existia antes da Conferência de Copenhague (COP 15) em 2009.

Para isso, os negociadores dos 194 países reunidos em Cancún devem buscar uma série de objetivos modestos, como ferramentas de financiamento e um rascunho do futuro acordo global (que poderá ser uma extensão e ampliação do Protocolo de Quioto) que limite as emissões para ser aprovado na África do Sul em 2011.

Os diplomatas mexicanos trabalharam por meses para reduzir o número de tópicos a serem discutidos, numa tentativa de evitar o erro de Copenhague onde a grande variedade de assuntos acabou resultando em poucos avanços.

“Os mexicanos fizeram um excelente trabalho. Os negociadores irão chegar e já poderão arregaçar as mangas e começar a trabalhar”, afirmou Chris Huhne, secretário de energia e mudanças climáticas do Reino Unido.

Quase 25 mil participantes são esperados e o evento começará com um discurso de boas-vindas do presidente mexicano, Felipe Calderón. A ministra de Relações Exteriores do México, Patrícia Espinosa, presidirá os trabalhos da conferência à qual assistirão organizações civis e sociais, funcionários da ONU e dois mil jornalistas.”
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Índios isolados em risco de genocídio no Mato Grosso

"Os índios Monde-i e Tucan, logo após o contato, em setembro de 2007, no posto da Funai. As roupas foram dadas pelas enfermeiras. Hoje, estão na floresta, mas ainda sob risco

Felipe Milanez, Terra Magazine

"Tucan e Monde-i estão bem". Esta é a última notícia da Funai, relatada por Elias Bigio, o coordenador Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIRC) da instituição. Os dois sobreviventes do povo kawahiva (nesse caso, eles também são conhecidos como piripkura) seguem vivendo com contato intermitente, esporádico e raro com as equipes da Funai em campo que fazem a proteção da área.

Tucan e Monde-i são dois índios que passaram a estabelecer relações pacíficas com a Funai em 2007 - antes evitavam qualquer aproximação. Na área em que vivem, que tem o nome de Terra Indígena Piripkura, o órgão do governo tem esperança de encontrar outros sobreviventes.

Essa possibilidade se fundamenta nos relatos dos dois, e também segundo a índia Rita - uma parente deles que vivem em Rondônia, junto dos índios karipuna, desde que foi resgatada de uma fazenda. Além de Rita, Tucan e Monde-i, não há outros kawahiva desse povo que sejam conhecidos, cuja sobrevivência esteja confirmada. Caso sejam encontrados outros na floresta, haveria uma esperança de ressurgir este povo.

Não longe de onde estão os dois piripkura, a Funai tenta demarcar uma terra indígena para um grupo, que possivelmente faz parte do povo kawahiva, mas que permanece vivendo de forma autônoma - isolados - na floresta. Eles recusam todo tipo de contato com a nossa sociedade. Desde pelo menos quando começaram a ser massacrados por jagunços, sofrer ataques e assassinatos.

Esses kawahiva foram vistos pela Funai, há alguns anos, na região conhecida como Rio Pardo, no norte do Mato Grosso, e recusaram tentativas de aproximação - a última delas, frustrada, envolveu a tentativa de filmar este que seria "o primeiro contato". Segundo o órgão, faz dois anos que eles não são encontrados.”
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Ativistas do Pirate Bay perdem recurso judicial na Suécia

Reuters

“Um tribunal de recursos sueco manteve na sexta-feira a condenação de três homens envolvidos com o site de troca de arquivos Pirate Bay, mas reduziu suas sentenças de prisão e elevou as multas impostas.

O processo foi aberto pelas subsidiárias suecas de gravadoras e estúdios de cinema importantes como Sony BMG, Universal Music, EMI e Warner Brothers, e faz parte do esforço continuado do setor para continuar a combater a troca de arquivos de filmes e música na televisão.

"O tribunal de recursos, como o tribunal de primeira instância, considera que o serviço Pirate Bay facilitou a troca ilegal de arquivos de uma maneira passível de punição para aqueles que executaram o trabalho," afirmou o tribunal em comunicado.

Uma instância inferior meses atrás condenou quatro homens conectados ao site, visto como maior do mundo para troca de arquivos, a sentenças de prisão de um ano e multa de 32 milhões de coroas (4,57 milhões de dólares).

O tribunal de recursos de Svea anunciou em comunicado que havia reduzido em graus variáveis as sentenças de prisão, mas elevado a multa a 46 milhões de coroas (6,57 milhões de dólares).

O novo veredicto se aplica a apenas três dos condenados, Fredrik Nej, Peter Sunde e Carl Lundstrom.”
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29 Novembro, 2010

TERRAMÉRICA - Emissões da pecuária em estudo

“Cinco países latino-americanos terão financiamento para pesquisar o impacto climático da pecuária de bovinos.

Marcela Valente, IPS / Envolverde

Alguns dos grandes produtores de bovinos da América Latina trabalharão em equipe no ano que vem para quantificar as emissões de gases causadores do efeito estufa da atividade pecuária e propor opções de mitigação. A notícia surge quando tem início em Cancún, no México, a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que terminará em 10 de dezembro.

O projetado consórcio, integrado por cientistas de Argentina, Chile, Colômbia, República Dominicana e Uruguai, foi selecionado para receber financiamento do Fontagro (Fundo Regional de Tecnologia Agropecuária). Esta entidade, formada por 14 países latino-americanos mais a Espanha, convidou para a apresentação de projetos regionais que contribuam para criar capacidade de mitigação e adaptação à mudança climática e fortaleçam a segurança alimentar.

A proposta ganhadora se chama “Mudança climática e pecuária. Quantificação e opções de mitigação das emissões de metano e óxido nitroso de origem bovina em condições de pastagem”. Inicialmente será medido o metano com uma técnica clássica e outra mais elaborada, desenvolvida na Argentina, para compará-las, disse ao Terramérica a coordenadora do projeto, a engenheira agrônoma uruguaia Verónica Ciganda.

A América Latina libera apenas 7% das emissões mundiais de gases-estufa – como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, entre outros – e se tomarmos apenas a América do Sul, onde estão alguns dos maiores países pecuaristas do mundo, a proporção cai para 5%. Porém, ao analisar a origem das emissões sul-americanas, vê-se que a maioria procede da atividade rural.

Na Argentina, a agropecuária emite 41% dos gases-estufa nacionais, no Brasil 56%, no Uruguai 78% e no Paraguai 97%, segundo estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), da Argentina. O metano, um poderoso gás-estufa, é gerado durante a digestão dos ruminantes, quando o alimento é fermentado, e são soltos na atmosfera por exalações e arrotos, e pela decomposição anaeróbica de seu esterco.

A fonte principal do óxido nitroso é a urina dos bovinos. Para medi-lo será usada uma técnica de câmaras de fluxo fechado nas quais se aplica urina com uma concentração de nitrogênio conhecida para depois medir as emissões deste gás. Embora a quantidade de óxido nitroso de origem animal seja menor do que a de metano, seu potencial de aquecimento é maior. O desafio da região é reduzir estas emissões mantendo a competitividade do setor agropecuário e, sobretudo, a produção de alimentos como carne e leite.

Concluída a fase de medições, serão estudadas as medidas para reduzir as emissões que contribuem para a mudança climática causadas pela pecuária, disse Verónica, que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas Agropecuárias de seu país. Por exemplo, melhor balanceamento na dieta dos bovinos, melhoria no pasto, aperfeiçoamento genético das raças e espécies, e controle sanitário mais eficiente do curral.”
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USP cria site com banco de imagens


Rogerio Jovaneli, de INFO Online

“A Coordenadoria de Comunicação Social da USP está lançando nesta semana o site Imagens USP, que reúne e disponibiliza ao público imagens de toda universidade feitas por fotógrafos.

O site, que já pode ser acessado e conta com cerca de 4 mil arquivos, é um banco de imagens aberto e online, alimentado pelos próprios fotógrafos, com fotos de professores, prédios, pesquisas, exposições, espetáculos e demais assuntos relacionados à USP.

A iniciativa é uma resposta à grande demanda principalmente por parte da imprensa, mas também do público em geral, por imagens da Universidade.

De acordo com Marcia Blasques, diretora da Divisão de Mídias Online da CCS, quando o projeto estiver plenamente implantado, cada fotógrafo terá um cadastro que permitirá que ele mesmo suba as fotos para o servidor.”
Foto: USP Imagens
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Foto: albatrozes-de-sobrancelha, Ilhas Malvinas

Foto: National Geographic

28 Novembro, 2010

EUA fecham 70 portais com venda de falsificações e pirataria

Portal Terra

“As autoridades dos Estados Unidos fecharam mais de 70 portais de internet sob suspeita de pirataria ou de estar vendendo produtos falsificados, no que representa uma das maiores operações realizadas até o momento neste âmbito.

Segundo informa neste sábado o The Wall Street Journal, estes sites de internet, nos quais se podia comprar até agora desde acessórios de moda até artigos esportivos, mostram uma mensagem que foram fechados pela divisão de Imigração e Alfândega do Departamento de Segurança Interna dos EUA (ICE, em inglês).

Este departamento não divulgou por enquanto informação oficial sobre esta operação, que ainda está em andamento. Um dos primeiros meios online que deram a notícia, o TorrentFreak, informou que entre as páginas que tinham sido fechadas estava o Torrent Finder, um popular site de busca de música.

Outros sites relacionados com o download de música que foram fechados são RapGodFathers, OnSmash.com e DaJaz1.com. Além disso, foram fechados outros portais não relacionados com a música onde podem ser comprados supostamente artigos falsificados, como 2009jerseys.com, nfljerseysupply.com, throwbackguy.com, cartoon77.com, lifetimereplicas.com, handbag9.com, handbagcom.com, dvdprostore.com, mygolfwholesale.com, silkscarf-shop.com, sunglasses-mall.com e usaoutlets.net.”
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Empresas que reformam pneus terão dois anos para emitir certificados de garantia

Agência Brasil

“Os pneus reformados de ônibus e caminhões terão de passar a partir de agora pelo crivo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A portaria regulamentando o serviço foi publicada essa semana no Diário Oficial da União.

As empresas reformadoras de pneus terão um prazo de dois anos, a contar do último dia 19, para passar a emitir em seus produtos os certificados de garantia do Inmetro. O certificado representa, principalmente, mais recursos para o setor que, a partir de agora, poderá pleitear financiamentos e linhas de crédito especiais, informa Vanderlei de Carvalho, consultor técnico do Sindicato das Empresas de Revenda e Prestação de Serviços de Reforma de Pneus e Similares de Minas Gerais (Sindipneus).

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), Lupércio Friolani, a medida é uma reivindicação antiga e representa um avanço para o setor. Ele disse que existem no país 1,6 mil empresas reformadoras de pneus de carga. Essas empresas são responsáveis pela reposição anual de 7,6 milhões de pneus no mercado, o que corresponde a dois terços dos pneus utilizados pela frota de ônibus e caminhões.

Segundo Friolani, a economia com o uso de pneus reformados corresponde a aproximadamente R$ 6 bilhões por ano, considerando que o preço do pneu reformado é 30% menor do que o de um pneu novo.

Na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, aguarda parecer o Projeto de Lei 7631/10, do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), que exclui o recondicionamento de pneus da cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), imposta à indústria da borracha. A proposta altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81).”

27 Novembro, 2010

Brasil cobrará dos outros países metas de redução de emissão de gases na conferência do clima

Priscilla Mazenotti, Agência Brasil

“Na 16° Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-16), que começa na próxima segunda-feira (29), o Brasil deverá adotar um papel de cobrança de metas em relação a outros países. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Brasil tem feito o “dever de casa” e, agora, pode assumir o papel de negociador na conferência.

A meta é garantir a aprovação de um pacote de medidas que envolvem a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, o financiamento de políticas para essas reduções e a transferência de tecnologias. O governo brasileiro sabe que as negociações em alguns pontos específicos encontrarão impasses, como o que trata da segunda fase do Protocolo de Quioto, assinado em 1997, no Japão.

A primeira fase previa a redução de 5,2% nas emissões, com base nas emissões de 1990. A segunda fase prevê a redução de 20% a 40% por parte dos países desenvolvidos. Mas os debates não incluem os Estados Unidos, que se recusaram a assinar o protocolo. Para eles, as negociações são no sentido de reduzir as emissões entre 14% e 17%. Segundo a ministra, a diferença de redução na emissão para os Estados Unidos e os demais países desenvolvidos poderá criar impasses entre esses próprios países nas negociações.

Outro ponto que será de difícil negociação, segundo Izabella Teixeira, é o que trata do financiamento de políticas para a redução das emissões de gás carbônico. O Brasil é favorável à proposta de permitir que o financiamento das políticas com esse objetivo seja público. Já os Estados Unidos, por exemplo, entendem que a estratégia de financiamento não deve ficar sob a responsabilidade da convenção, mas que vá para uma estrutura parecida com a do Banco Mundial. “Existe toda uma complexidade quando se trata de dinheiro privado. Mas vamos discutir, negociar. Prefiro entender o dinheiro privado como uma adicionalidade”, disse a ministra.

Durante a COP-15, realizada em dezembro do ano passado, na capital da Dinamarca, Copenhague, os países ricos se comprometeram a repassar US$ 30 bilhões até 2012 e criar um financiamento de longo prazo para chegar a investimentos de US$ 100 bilhões anuais em 2020.

Para a ministra, a regulamentação do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd) poderá não ser aprovada na COP-16. “Não temo o atraso [na aprovação do Redd]. Prefiro estabelecer condições sólidas”, disse. “Mas não dá para ficar esperando dez anos”, completou.”

Brasil já tem 246 sites de compras coletivas

Vinicius Aguiari, de INFO Online

“O Brasil já conta com, pelo menos, 246 sites de compras coletivas. O número é do site especializado no setor, Bolsa de Ofertas.

Segundo o site, a maioria dos novos sites tem surgido em cidades de porte médio, com mais de 200 mil habitantes.

Por outro lado, as capitais apontam uma outra tendência para o segmento, a da segmentação. “Nas grandes cidades, principalmente as capitais dos estados, novos sites de compra coletiva ainda estão surgindo com força. Isto mostra que há bastante espaço nos grandes centros. A maioria se concentra nos mercados da capital e grandes cidades do interior do Estado de São Paulo. Não ficam para trás cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Florianópolis, Recife e Fortaleza”, aponta o Bolsa de Ofertas.

Até o início deste ano, os sites de compra coletiva eram desconhecidos pela maioria dos brasileiros. O primeiro a estrear no mercado foi o Peixe Urbano, seguido do ClickOn, do espanhol Groupalia, e do de origem americana Clube Urbano.

Segundo o Bolsa de Ofertas, no dia 12 de outubro, o país contava com 51 sites desse tipo. Já em 12 de novembro, eram 111 endereços de sites de compra coletivas registrados no país.”

Contextos mutantes: por que ações efetivas para mudança climática serão adiadas

Sérgio Abranches, do Ecopolítica / Envolverde

“Política e clima frequentemente se estranham. A melhor evidência científica mostra uma tendência continuada e em aceleração para a mudança climática. Cada ano de inação representa custos mais altos no futuro.

Teremos que encarar as consequências inevitáveis da acumulação já realizada de gases estufa, e teremos que aumentar a escala do nosso esforço para reduzir o risco de cenários cataclísmicos. A política é muito mais influenciada por contextos de curto prazo do que por tendências de longo prazo. Se um evento da magnitude do Katrina atingisse todo ano cada um dos maiores atores no teatro da política global do clima, as decisões viriam com rapidez e facilmente. Mas, felizmente, esses eventos raramente se repetem em sequência anual, por toda parte. Embora eles estejam se tornando mais frequentes.

Mudanças e reviravoltas nos campos econômico e político ocorrem muito mais frequentemente. Perda de apoio ao gabinete, derrotas em eleições intermediárias, desaquecimento econômico têm muito mais influência nas decisões políticas e empresariais em todo o mundo. As demandas urgentes do desemprego em alta, da pobreza, da elevação ou queda do consumo são mais fortes do que as tendências mais perigosas de mudança climática, que, contudo, sem mitigação, impedirão o crescimento das economias aumentarão a pobreza e o desemprego.

Tudo fica ainda mais complexo porque contextos mutantes na economia e na política podem frequentemente se contradizer ou, pior, reforçar uns aos outros, mas na direção indesejada. Os contextos econômicos de 2005 ou 2006, por exemplo, eram mais positivos para decisões sobre mudança climática, do que as circunstâncias de 2009 ou 2010. Ou seja, contextos econômicos da COP11, em Montréal, ou da COP12, em Nairobi, eram muito melhores do que aqueles nos quais se deram a COP13 (Bali), a COP14 (Posnan), e a COP15 (Copenhague). Essas últimas foram marcadas pela crise da subprime e seus desdobramentos. Mas as condições políticas para um acordo do clima em 2005 ou 2006 não eram boas. O EUA tinha uma atitude adversária no governo Bush. Os governos da China, Índia e Brasil não estavam ainda persuadidos de que deveriam aceitar qualquer meta, ainda que voluntária, de redução de emissões, em um fórum internacional. O contexto político para os principais emissores de carbono fora do alcance do Protocolo de Quioto ainda era muito negativo e os fazia negacionistas.

O descompasso entre as circunstâncias políticas e econômicas também ocorreu em Copenhague, mas ao inverso. O contexto político tinha mudado para melhor no EUA, com a eleição de Obama e seu début nas negociações da UNFCCC. China, Índia e Brasil mudaram sua atitude de não aceitar qualquer compromissos alguns meses antes da Cúpula de Copenhague começar. Os três chegaram na Dinamarca após divulgarem as metas de redução voluntária de emissões que estavam dispostos a registrar em um acordo. Mas a crise nos países desenvolvidos ainda não havia sido debelada e havia sinais de que poderia piorar novamente.”
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26 Novembro, 2010

Para pesquisador, melhorar indicadores sociais na Amazônia é desafio do novo governo

Luana Lourenço, Agência Brasil

“Os desafios da presidenta eleita, Dilma Rousseff, para a Amazônia serão muito maiores que a redução do desmatamento do bioma. A derrubada está em tendência de queda desde 2006 e este ano deve chegar a 5 mil quilômetros quadrados, a menor taxa dos últimos 22 anos. Com o desmate sob controle, a tarefa será melhorar os indicadores sociais da região e garantir desenvolvimento econômico com contrapartidas socioambientais.

Com 25 milhões de habitantes, a Amazônia ainda tem alguns dos piores indicadores de desenvolvimento do país. Em 1990, 48% da população da região viviam em situação de pobreza. Quase 20 anos depois, em 2009, o percentual ainda era de 42%, segundo o pesquisador sênior do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) Adalberto Veríssimo.

“Os indicadores sociais na Amazônia melhoraram ligeiramente, não tiveram a melhoria que o resto do país teve”, comparou. Segundo Veríssimo, a combinação entre crescimento da economia e programas sociais não será suficiente para reduzir a pobreza na região. “Os programas são importantes, mas está provado que na Amazônia eles têm menos força que em outras regiões, seja porque a população é muito rarefeita, seja porque nas grandes cidades há uma grande população com problemas graves”, avaliou.

Atrair setores que tenham capacidade de geração de empregos para a Amazônia também será um dos desafios dos próximos quatro anos, segundo Veríssimo. A base do atual modelo econômico da região ainda é formada por setores que geram poucas vagas, como a mineração, pecuária e agricultura extensiva. “É preciso estimular um tipo de economia que tenha mais capilaridade na geração de renda e emprego. E isso está ligado à economia de base florestal e de base na pequena produção". Para o pesquisador, sem isso não será possível nem manter a queda do desmatamento, porque ele está sendo feito por pequenos proprietários.

Outro pilar do desenvolvimento sustentável, a questão social também deverá ser incluída na agenda de prioridades da presidenta eleita para a região amazônica. As tensões socioambientais, acirradas nos últimos anos por processos como o das usinas do Rio Madeira e, mais recentemente, o da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, não foram resolvidas.

“O grande desafio será incorporar a variável socioambiental ao projeto de desenvolvimento, que tem como prioridade o crescimento econômico. Isso foi feito em parte durante o primeiro governo Lula, mas o segundo mandato deu prioridade aos grandes projetos, sem aceitar contestações”, avaliou a coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos.

Segundo ela, o histórico desenvolvimentista de Dilma, que ficou conhecida com a “mãe” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não poderá ser obstáculo para um nova forma de pensar a economia e o desenvolvimento da Amazônia.

“Como presidenta, num cenário em que no primeiro turno 20% da população fizeram a opção por um projeto em que a sustentabilidade era frontal, acho que ela precisará ter essa sensibilidade". Para Adriana, o Brasil tem compromissos relacionados à redução do desmatamento, que fazem com que o país necessite de uma política para a região. "E tem que haver coerência”.

Além da herança de Belo Monte, pelo menos mais um grande projeto na Amazônia deverá ser alvo de polêmica com ambientalistas, caso saia do papel: a BR-319. A rodovia, que deveria ligar Manaus a Porto Velho, poderá cortar uma das regiões mais preservadas da floresta. “Seria uma temeridade. O país não está disposto a pagar por uma rodovia-fantasma, que não tem sentido econômico. Enquanto em Belo Monte ainda há a discussão da demanda do país por energia, essa estrada é apenas uma obra faraônica”, argumentou Veríssimo, do Imazon.

Mais de 200 organizações estão em Belém discutindo os desafios da região amazônica durante a reunião anual do Fórum Amazônia Sustentável."

Concentração de GEEs bate recorde em 2009, diz OMM

Apesar da redução de 1,3% nas emissões no ano passado com relação a 2008 em virtude da crise econômica, a presença dos gases do efeito estufa na atmosfera é a maior já registrada, garante a Organização Meteorológica Mundial

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

A concentração de dióxido de carbono, metano e o óxido nitroso, os principais gases do efeito estufa liberados pelo homem, atingiu em 2009 o maior nível desde a revolução industrial, afirma um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado nesta terça-feira (23).
O dióxido de carbono atingiu 386,8 partes por milhão, um aumento de 38% com relação ao período pré-industrial.

Já o metano chegou a 1.803 partes por bilhão, 158% a mais que há 100 anos. De acordo com a OMM, a presença do gás voltou a subir depois de uma estabilização entre 1999 e 2006.

Este registro chama ainda mais atenção porque segundo o Global Carbon Project, um consórcio de instituições internacionais de pesquisa, as emissões caíram 1,3% em 2009 em relação a 2008 devido à crise financeira global.

“O CO2 na atmosfera tem uma longa vida. Isto significa que pequenas mudanças anuais ou crises na produção mundial demoram para ter consequências na concentração desses gases”, explicou Leonard Barrie, co-diretor do Departamento de Pesquisas da OMM.
Para a Organização, as emissões são provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, de mudanças no uso da terra e do desmatamento. Por exemplo, as atividades humanas são responsáveis por 60% das emissões de metano.

O relatório também alerta para a questão do aquecimento de regiões que eram permanentemente cobertas por neve, como o Ártico e a Sibéria. O que explicaria a volta do crescimento das emissões de metano.

“O degelo das regiões do extremo norte é cada vez mais preocupante e deveria se tornar foco de pesquisas com urgência. A quantidade de carbono estocada nessas áreas é capaz de acelerar as mudanças climáticas mesmo se os países adotem medidas de redução de emissões”, explicou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.”
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Facebook deixa pessoas mais sociáveis, diz estudo

Reuters

“Diferentemente do que diz o senso comum, redes sociais como o Facebook não enfraquecem os laços pessoais entre pessoas, mas os fortalece de forma singular em diferentes idades, segundo uma nova pesquisa.

O rápido crescimento do Facebook, que hoje tem mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo, gerou preocupações sobre os efeitos negativos das redes sociais, porém pesquisadores da Universidade do Texas chegaram a uma conclusão diferente.

"Nossas descobertas indicam que o Facebook não está substituindo interações cara-a-cara entre amigos, família e colegas", disse S. Craig Watkins, professor de rádio, TV e cinema que chefiou o estudo.

"Na verdade, acreditamos que há evidências suficientes de que as mídias sociais dão oportunidade a novas formas de expressão de amizade, intimidade e comunidade."

Os pesquisadores entrevistaram 900 estudantes universitários e jovens recém-formados sobre como e com quem interagem no Facebook.

Mais de 60 por cento dos usuários do Facebook afirmaram que atualizações de status estavam entre as atividades mais populares.”

25 Novembro, 2010

Os alertas dados pela ciência climática em 2010

De secas severas à liberação acelerada de metano na Sibéria, os maiores centros de pesquisa do planeta comprovaram que estamos diante de um momento crucial, mas infelizmente esse conhecimento não alcançou o público

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil / Climate Progress

Muito se fala sobre o sensacionalismo da imprensa ao abordar as mudanças climáticas e como o aquecimento global seria fruto de paranóia coletiva e até uma invenção de lobistas das indústrias de tecnologia limpa.

Porém, se formos olhar as publicações dos maiores centros de pesquisa climática ou dos mais renomados periódicos e revistas científicas percebemos que grande parte dos estudos mais alarmantes não chegaram a ganhar espaço na mídia.

São documentos importantes e com credibilidade que, quem sabe, se fossem mais divulgados poderíamos ter uma maior pressão da sociedade para que a Conferência do Clima (COP 16) em Cancún, no México, que começa na próxima segunda-feira (29), fosse bem sucedida.

Abaixo alguns desses estudos que mereciam mais destaque:

Aquecimento Global é responsável por 40% do declínio do fitoplâncton”, publicado na revista Nature de julho. O artigo deixa claro como o aumento da temperatura está exterminando a vida microscópica nos oceanos que é essencial para toda a cadeia alimentar.

“Se isso continuar, e já é um processo que vem ocorrendo há décadas, enfrentaremos algo realmente sério em breve. Eu não consigo pensar em alguma mudança biológica no planeta maior do que a que veremos”, afirmou Boris Worm, um dos autores do estudo, biólogo da Universidade de Dalhousie.

Metano do ártico siberiano está desestabilizando e sendo liberado em um ritmo acelerado”, publicado em março pela National Science Foundation (NSF) na revista Science.
 O estudo responsabiliza o degelo da região, causado pelo aumento das temperaturas, pela maior liberação de metano para a atmosfera. O metano é cerca de 20 vezes mais potente que o CO2 para o efeito estufa.

Segundo a NSF, a Sibéria contém mais de 1,5 trilhões de toneladas de carbono congelado no subsolo. Se toda essa quantidade for liberada, de nada adiantarão as políticas de redução de emissões e enfrentaremos de qualquer forma os piores efeitos das mudanças climáticas.”
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Uso de internet móvel dispara no mês de outubro, diz Opera

Tarmo Virki, Reuters

“O tráfico mundial de dados em aparelhos móveis subiu em outubro ao ritmo mais rápido dos últimos sete meses, gerando a perspectiva de novos pedidos aos fabricantes de equipamentos para telecomunicações.

A Opera Software, maior produtora de navegadores para a Internet, anunciou na quarta-feira que o tráfego mundial de dados pelo seu navegador subiu em 15 por cento em outubro, ante setembro, e em 134 por cento ante o mesmo mês em 2009.

O mercado de Internet móvel vem crescendo desde a introdução do iPhone, da Apple, em 2007.

As operadoras de telefonia móvel estão ávidas por elevar suas receitas com a navegação na Internet e o boom das redes sociais, à medida que declina a receita das chamadas de voz tradicionais, mas enfrentam congestionamento de redes cada vez maior.

A pressão crescente sobre as redes ajuda navegadores como o Opera, que comprime 90 por cento dos dados a fim de economizar banda.

Fabricantes de equipamentos para telecomunicações como a Nokia Siemens , Ericsson e Alcatel-Lucent,que enfrentaram dificuldades nos últimos anos devido aos preços agressivos de rivais asiáticos, esperam que a elevação no tráfego de dados conduza a novos pedidos.”
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Google Chrome cresce e browsers rivais caem

Rogerio Jovaneli, de INFO Online

“O Google Chrome registrou crescimento de 0,52 pontos percentuais, entre setembro e outubro deste ano, e já tem 8,5% do mercado de browsers.

É o que revela a mais recente pesquisa da Net Applications, que também aponta queda dos líderes de mercado, Internet Explorer e Firefox.

O navegador da Microsoft, que vem apresentando baixas sucessivas nos últimos meses, novamente perdeu mercado, caindo de 59,65% registrados em setembro para 59,18%, resultado de outubro (-0,47%).

Já o browser da Mozila recuou 0,13 pontos percentuais no mesmo período, de 22,96% a 22,83%.

Quarto colocado, o Safari, da Apple possui fatia de 5,36% (tinha 5,27% em setembro), enquanto o Opera conta com 2,29% de participação (tinha 2,39% em setembro).

Na comparação entre os mais recentes números da Net Applications com aqueles registrados pela empresa de pesquisas um ano antes, temos a seguinte situação:

- Internet Explorer: tinha 64,64% e agora tem 59,18%
- Firefox: tinha 24,07% e agora tem 22,83%
- Safari: tinha 4,42% e agora tem 5,36%
- Chrome: tinha 3,58% e agora tem 8,5%
- Opera: tinha 2,17% e agora tem 2,29%"

24 Novembro, 2010

Lojas iniciam reserva de iPad para entrega no dia 2, a partir de R$ 1,6 mil

Apple não confirma oficialmente data e preço de aparelho para o país. Anunciado em janeiro, tablet está disponível nos EUA desde abril.

Do G1

O consumidor brasileiro poderá comprar o iPad oficialmente no país a partir do dia 2 de dezembro, segundo revendedoras da Apple consultadas pelo G1. A Apple não confirma oficialmente a data de chegada do aparelho, mas já há lojas prometendo reserva para a primeira quinta-feira do próximo mês. O modelo mais básico, com conexão Wi-Fi e 16 GB de armazenamento, está sendo anunciado entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil.

O iPad praticamente criou um novo mercado de computadores portáteis, e será responsável por cerca de 90% das 15 milhões de unidades de aparelhos deste tipo vendidos neste ano. Lançado em 3 de abril nos EUA, o tablet teve 7,5 milhões de unidades entregues até setembro, segundo números oficiais da Apple.

Com o sucesso no mercado americano, a Apple teve dificuldades para suprir a demanda pelo aparelho, adiando, inclusive, o lançamento do iPad em mercados importantes como o europeu e o japonês. A previsão inicial da empresa era de que o tablet chegasse no Brasil entre agosto e setembro.

Vendido a US$ 500 no modelo mais simples nos EUA, o iPad chegará por aqui por, em média, R$ 1,7 mil, segundo preços confirmados pelas revendedoras ao G1. Uma das lojas que já está aceitando reservas venderá o produto exclusivamente via depósito à vista, por preços que variam entre R$ 1,6 mil (pelo modelo mais básico) e R$ 2,5 mil (modelo de 64 GB, com Wi-Fi e 3G). "É uma forma de cortar o preço, já que trabalhamos com o consumidor profissional, que já está decidido a adquirir o produto", afirma Rogério Privitera, diretor da Ariane Informática.”

Foto: Baleia Jubarte (Bezerro)

Foto: Phil Cothran

Telescópio acha berçário de estrelas

Paula Rothman, de INFO Online

“Astrônomos descobrem uma grande região de formação estelar que libera energia infravermelha equivalente às emissões de uma galáxia inteira.

O berçário é fruto da colisão de duas galáxias espirais, localizadas a 500 milhões de anos-luz da Terra. Ele produz cerca de 100 estrelas novas ao ano.

A fusão das duas galáxias, um conjunto chamado II Zw 096, disparou a formação estelar, porém o evento foi mascarado pela poeira galáctica. Ela deixa as estrelas quase invisíveis em outros comprimentos de onda e só foi detectada graças ao Telescópio Espacial Spitzer.

A região surpreendeu os astrônomos por não estar localizada no centro da colisão, mas sim na borda. A área é a mais luminosa já vista longe do núcleo de fusão de galáxias. Ela se estende por apenas 700 anos-luz, enquanto toda a II Zw 096 possui entre 50 mil e 60 mil anos luz. No entanto, o berçário estelar é responsável por 80% das emissões infravermelhas do corpo.

As descobertas mostram que a fusão de galáxias pode despertar a formação de estrelas longe dos centros de colisão, nos quais, normalmente, a poeira e os gases (ingredientes necessários para a formação de estrelas) se acumulam.

Além disso, observar essa galáxia pode dar uma ideia do futuro da própria Via Láctea. Em cerca de 4,5 bilhões de anos, espera-se que ela também se funda com a galáxia vizinha mais próxima, a Andrômeda.”
Foto: NASA

Fórum discute em Belém os riscos e oportunidades para a amazônia se desenvolver na próxima década

Evento organizado pelo Fórum Amazônia Sustentável abordará matriz energética, Código Florestal e perspectivas econômicas e socioambientais para a região.

Envolverde / Fórum Amazônia Sustentável

Os grandes investimentos previstos para os setores de geração de energia elétrica, biocombustíveis e mineração na Amazônia deverão caracterizar a economia da região nos próximos dez anos. Mas os impactos sociais e ambientais dos investimentos previstos ainda não foram devidamente dimensionados. Nem tampouco as oportunidades que a economia poderá trazer para a sociedade no rastro do seu desenvolvimento. Para chegar a uma avaliação ampliada dessa discussão, o Fórum Amazônia Sustentável reunirá empresários, governantes eleitos, líderes comunitários e ONGs nos dias 25 e 26 de novembro, no Centro de Convenções Hangar, em Belém, durante o seu IV Encontro Anual.

“Se tomarmos com referência o estado do Pará, a previsão é de que cerca de 80% dos investimentos no setor econômico sejam direcionados para geração de eletricidade e extração mineral”, afirma o pesquisador Adalberto Veríssimo (Imazon), membro da Comissão Executiva do Fórum Amazônia Sustentável. Conforme estimativas a serem divulgadas pelo Imazon, a Amazônia deverá responder por cerca de 20% de toda a energia produzida pelo Brasil até 2020. A previsão do Plano Decenal de Energia é que o país terá 71 novas usinas até 2017, com potencial de geração de 29.000 MW, sendo 15 na bacia do Amazonas.

De acordo com Veríssimo, o momento requer um olhar mais amplo que inclua os riscos e as oportunidades para a economia amazônica a partir dos investimentos previstos para a região, sejam eles públicos ou privados. Para ampliar o debate sobre as perspectivas econômicas para a Amazônia, o Fórum promoverá no evento de Belém uma discussão sobre fontes energéticas tradicionais e alternativas.”
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23 Novembro, 2010

Emissões de carbono caem em 2009, mas devem saltar em 2010

Carbono Brasil / Reuters

“As emissões globais de dióxido de carbono estão no caminho para alcançar um recorde em 2010, demonstrou um estudo na segunda-feira, impulsionadas principalmente pelas economias emergentes e a sua dependência do carvão.

O Global Carbon Project, um consórcio de instituições internacionais de pesquisa, também anunciou que as emissões caíram 1,3% em 2009 em relação a 2008 devido a crise financeira global. Mas a queda foi menos da metade do que o estimado há um ano.

“A surpresa real foi que esperávamos uma queda maior devido à crise financeira em termos de emissões de combustíveis fósseis”, comentou Pep Canadell, diretor executivo do GCP e co-autor do estudo publicado na última edição da revista Nature Geoscience.

Canadell comentou que novas informações e a redução na perda de florestas tropicais demonstram que as emissões por desmatamento declinaram e agora equivalem a cerca de 10% do total antrópico. Estudos anteriores falavam em 12% a 17%.

As projeções de crescimento das emissões por combustíveis fósseis indicavam 3% em 2010 se o crescimento econômico continuasse a tendência, disse ele à Reuters por telefone de Camberra, Austrália. Isto marcaria o retorno às altas taxas de crescimento do período 2000-2008, completou Canadell.

“A implicação deste tipo de taxa de crescimento é que rapidamente estamos indo para muito além da meta de 2º Celsius de aquecimento”, comentou se referindo ao nível no qual cientistas dizem que haverá mudanças climáticas perigosas.”
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Um novo rádio nasce na web

Ethevaldo Siqueira, Estadão.com.br

“Há poucos meses, num hotel em Tóquio, fiquei impressionado com a possibilidade de ouvir rádio em meu laptop lá do outro lado do mundo. Às 7 horas da noite, com 12 fusos horários à frente, eu ouvia os jornais matutinos das emissoras paulistas e ficava sabendo tudo sobre o Brasil, sua política, sua economia, as notícias sobre o meu Corinthians, até a situação do trânsito infernal de São Paulo. Era como se estivesse em meu escritório.

Quem poderia imaginar, por volta de 1990, a possibilidade de ouvir emissoras brasileiras em qualquer ponto do planeta? No entanto, a internet e o celular tornaram realidade esse velho sonho.

Considere agora o novo potencial dos telefones celulares avançados, leitor: 20% dos 5,4 bilhões de telefones celulares em serviço existentes no mundo são smartphones, com capacidade de recepção de rádio FM e/ou AM. Isso equivale a 1,08 bilhão de celulares capazes de sintonizar emissoras de rádio.

Esse número supera largamente o total de 850 milhões de receptores de rádio dedicados ou tradicionais existentes no mundo, segundo estimativa da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Por outras palavras: o mundo tem hoje mais receptores de rádio embutidos em celulares do que receptores tradicionais, em carros ou residências. Da mesma forma, existem mais câmeras fotográficas embutidas em celulares do que câmeras dedicadas.

Rádio via web

Em 10 anos, a tendência é de que o número de celulares com capacidade de recepção de rádio deverá triplicar. Isso significa que a maioria esmagadora dos receptores sintonizará emissoras de todo o planeta, graças a uma tecnologia cujo nome, ainda não padronizado, poderá ser Web Rádio (ou WebRadio), Rádio IP ou Radio sobre protocolo IP (RoIP).

A digitalização do rádio em transmissão aberta ou radiodifusão (broadcasting), como todos sabem, ainda enfrenta diversos problemas e obstáculos, no Brasil e no mundo. Esse fato torna a internet, a partir dos anos 1990, uma das opções mais promissoras para o rádio do futuro, pois oferece uma alternativa à digitalização tradicional, ao utilizar a teia mundial e, em especial, o protocolo IP.”
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Em caso de desastre, consulte o Twitter

Cada vez mais agências humanitárias e voluntários utilizam as redes sociais da internet quando ocorrem desastres nas Filipinas, um dos países mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática. Os especialistas atribuem a redes como Facebook e Twitter o número de mortos ser de apenas 20 durante a passagem do tufão Megi, que em outubro atingiu este arquipélago com ventos de até 269 quilômetros por hora.

Kara Santos, IPS / Revista Fórum

Cada vez mais agências humanitárias e voluntários utilizam as redes sociais da internet quando ocorrem desastres nas Filipinas, um dos países mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática. Os especialistas atribuem a redes como Facebook e Twitter o número de mortos ser de apenas 20 durante a passagem do tufão Megi, que em outubro atingiu este arquipélago com ventos de até 269 quilômetros por hora. Os Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (Pagasa) iniciaram sua conta oficial no Twuitter em meados de outubro, bem antes do impacto do Megi.

As atualizações em tempo real, que foram reenviadas pelos seguidores e informadas pelas principais rádios e emissoras de televisão, garantiram que o público soubesse quando e onde se esperava que o tufão fosse mais severo. Milhares puderam fugir para lugares mais seguros ou tomaram medidas de precaução antes da chegada do tufão.

Apenas um mês depois de criada, a conta da Pagasa no Twitter agora tem cerca de 28 mil seguidores que recebem as mensagens com informação meteorológica e atualizações sobre tempestades. “As redes sociais são muito populares por estes dias. Muitos jovens e os diferentes setores já usam este meio, por isso decidimos que também poderíamos aproveitá-lo”, disse Venus Valdemoro, encarregado da Unidade de Informação Pública da Pagasa.

Este estado de alerta diante da destruição que o país costuma experimentar, com uma média de 20 tufões por ano, tem origem nas dolorosas lições aprendidas a partir da fúria do tufão Ketsana, de 2009. Embora as Filipinas estejam acostumadas a enfrentar estes eventos climáticos na segunda metade do ano, padrões meteorológicos erráticos têm cobrado mais vítimas fatais e propriedades nos últimos anos.

Se esta vulnerabilidade foi combinada com o enorme interesse dos filipinos pelas novas tecnologias, o fato de estas serem usadas para atender necessidades sociais se torna bastante natural. Frequentemente se diz que Manila é a capital mundial das mensagens de texto. Segundo a empresa norte-americana Gartner, dedicada a realizar pesquisas sobre as tecnologias da informação, as Filipinas, com 94 milhões de habitantes, tem uma penetração da internet de 29,7% e é líder na Ásia em matéria de adoção de redes sociais.”
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22 Novembro, 2010

Sorte no amor, azar para o boto

Adulto e filhote de botos-cinza. Partes deles são vendidas no amuleto, como se fossem do boto-tucuxi da lenda amazônica. O comércio já foi parar na internet

Sites brasileiros estão vendendo amuletos do amor com a genitália de golfinhos da Amazônia.

Aline Ribeiro e Alexandre Mansur, Época

O dom-juan amazônico não tem olhar sedutor nem cabelos esvoaçantes. Diz a tradição que ninguém naquelas bandas é tão atraente quanto o boto-cinza (tucuxi, para os íntimos), um parente próximo dos golfinhos do mar, mas que vive em rios. Segundo a lenda, à noite o bicho sai das águas e se transforma em um rapaz elegante e cordial, irresistível a qualquer senhorita. O mito é tão presente no imaginário popular que, há décadas, os predicados do boto viraram oportunidade de negócio. Na Região Norte, os mercados municipais vendem pequenos vidros com pedaços dos órgãos sexuais do animal imersos no óleo ou no perfume, como amuletos do amor. São ampolas de vidro cujo rótulo anuncia o poder de sedução do boto. Prometem ajudar a amarrar para sempre o amado ou a amada. Mas são ilegais: vender pedaços de bichos da fauna brasileira é crime ambiental.

Desde antes da colonização do Brasil, os ribeirinhos da Região Norte matam os botos e infringem a lei em nome da tradição. Enquanto ficava restrita aos mercados municipais (especialmente o Ver-o-Peso, em Belém, e o Adolpho Lisboa, em Manaus), a prática estava, de certo modo, limitada a um universo modesto de consumidores. Mas agora o comércio chegou à internet. O alcance da rede multiplica o número de potenciais compradores – e, s portanto, a ameaça ao bicho. Pelo menos três sites anunciam o óleo e o perfume do boto, entre eles o Que Barato, uma conhecida empresa de vendas on-line.

Embora proibida, a venda continua também no tradicional mercado Ver-o-Peso, em Belém, Pará. As cerca de 60 “erveiras” que oferecem garrafadas e outros preparados com plantas nativas vendem discretamente o vidrinho com a genitália do boto. O produto fica guardado dentro da barraca. “A gente tem de ser discreta por causa das câmeras”, afirma uma erveira, apontando as lentes do sistema de segurança do mercado. O vidro custa R$ 5. “Se a gente for pega vendendo isso, paga multa de R$ 500. É proibido porque o bicho está ameaçado”, diz. Além dos amuletos, os comerciantes colocam na prateleira a genitália toda ou até o olho do bicho, talismã dos mais cobiçados.”
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Prédio de Taiwan é árvore tecnológica

Paula Rothman, de INFO Online

“País asiático se prepara para construir o que deve ser seu mais novo ponto turístico: um edifício de 300 metros de altura projetado para ser uma "árvore tecnológica".

Chamado de "Floating Observatories", ou Observatórios Flutuantes, ele lembra um tronco repleto de plataformas com a forma de folhas.

O projeto foi vencedor de um concurso promovido pela cidade de Taichung, a terceira maior do país, chamado Taiwan Tower Conceptual International Competition.

A equipe vencedora desbancou outros 236 projetos de 25 países. Ela é formada por membros da Dorin Stefan Birou Arhitectura (DSBA), Upgrade.Studio e Mihai Cracium e foi liderada pelo arquiteto romeno Stefan Dorin. Além do prêmio de US$125 mil, o time terá verba cedida pela prefeitura de Taichung para construir o edifício que, embora bem menor do que o arranha-céu Taipei, com seus 508 metros de altura, deve se tornar um marco no país.”
Foto: DSBA
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"DVD vai morrer em 5 anos"

AdNews

“A comodidade, o baixo custo e a alta qualidade das transmissões via internet farão com que o DVD desapareça em um prazo de cinco anos. Pelo menos é o que acredita o criador do site Mubi, Efe Cakarel, cuja invenção funciona como plataforma de exibição de filmes via streaming (conheça).

"O DVD vai a morrer porque é uma coisa física, que o usuário precisa esperar chegar ao mercado para poder comprar. Além disso, qualidade online será melhor", afirmou. "Uma reação que vejo com frequência, especialmente dos executivos dos estúdios cinematográficos", disse, "é que os internautas não estão dispostos a pagar pelo conteúdo ‘online’ e isso é falso. O povo paga pelo acesso e pela comodidade."

21 Novembro, 2010

Biodiversidade de cartório

Dal Marcondes, da Envolverde

“A Natura, empresa de Guilherme Leal, vice de Marina Silva, pioneira em transformar recursos da biodiversidade em negócios, é multada em R$ 21 milhões pelo Ibama, mas vai recorrer.

Uma onda de surpresa atravessou as fileiras da sustentabilidade no Brasil. A Natura, considerada como o que existe de mais avançado em transformar recursos da biodiversidade em negócios, foi autuada pelo Ibama em R$ 21 milhões. A acusação da maioria dos 64 autos de infração foi não cumprir as normas impostas por uma medida provisória (MP) 2186 de 2001, que regula o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional. Da empresa emergiram comunicados explicando a dificuldade em se obter licenciamentos para a pesquisa genética focada na criação de produtos. A voz mais surpreendente em defesa da Natura, no entanto, veio do próprio Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável por regular o acesso a este patrimônio e emitir as licenças de pesquisa. O presidente do CGen, Bráulio Ferreira de Souza Dias, declarou esta semana que a Natura buscou a entidade para regularizar suas pesquisas, “Mas não conseguiram, porque não há instrumentos legais para isto”. Ele alega que a MP de 2001 tem limitações e, por isso, não consegue dar segurança para a atuação de das empresas.

Em 2006 o CGen e o Ibama capitularam frente a pressões da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) para permitir às Universidades e Centros de Pesquisa o acesso ao patrimônio genético sem a necessidade de uma licença prévia, que em alguns casos pode demorar até 4 anos, segundo a diretora jurídica da Natura, Lucilene Prado. “A ciência é um campo de olhar aberto, o modelo atual da legislação brasileira é cartorial e não favorece a pesquisa”, diz a executiva. No comunicado que a empresa emitiu após receber as multas, ela alega que a “atual lei brasileira sobre o tema é inconstitucional e não define regras claras para acesso e repartição de benefícios”. Portanto vai recorrer das autuações.

O ambientalista e pesquisador João Meirelles begin_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting, diretor do Instituto Peabiru, que atua há muitos anos na Amazônia, diz que a estrutura cartorial para a concessão de licenças favorece a realização de pesquisas clandestinas. “É mais fácil pesquisar primeiro e só depois, se o resultado for favorável, buscar legalizar”. Para a diretora da Natura a questão é mais séria, pois anos de espera por uma licença pode inviabilizar o lançamento de um produto. “O mercado de cosméticos é muito competitivo, dois anos é o tempo de vida de uma linha de produtos”, explica.”
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25% dos page views nos EUA são do Facebook

Paula Rothman, INFO Online

“O Facebook representa 25% de todo os pageviews nos Estados Unidos, o que significa que a rede social corresponde a 10% de todas as visitas na Internet feitas naquele país.

Os dados são da empresa de análises Hitwise, que vem monitorando o avanço semanal do Facebook desde março, quando a página já havia ultrapassado o Google.com em market share da web*.

De acordo com os mais recentes dados, na semana que terminou em 13 de novembro, um em cada 4 page views nos Estados Unidos aconteceu no Facebook.com. Isso representa um aumento de 60% em relação à mesma semana do ano passado.

Nesse periodo, o market share de page views para o Facebook.com foi de 24,27% - ou 3,8 vezes o volume do segundo colocado, o Youtube, com 6,93%. O Google aparece em terceiro, com 5,32%.

* Os dados são referentes ao Facebook.com e Google.com apenas nos Estados Unidos e não incluem tráfego mobile.”

Cúpula reúne 13 países para salvar o tigre da extinção


Encontro em São Petersburgo, na Rússia, é o primeiro dedicado à sobrevivência de uma única espécie

Veja / Agência France Presse

Restam 3.200 tigres em todo o mundo, segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Há um século, eram 100.000. Para evitar a extinção completa da espécie (três subespécies desapareceram e o futuro de outras seis é incerto) e tentar duplicar o número de tigres vivendo na natureza até 2022, os 13 países onde o animal ainda vive participarão de um encontro sediado em São Petersburgo, na Rússia, entre os dias 21 e 24 de novembro. É a primeira cúpula de chefes de governo deste nível dedicada à sobrevivência de uma única espécie.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, tem interesse pessoal no tema e é um declarado defensor do tigre de Amur, subespécie russa. Tanto que, ao contrário do que vem acontecendo nos outros doze países participantes do encontro - Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Nepal, Tailândia e Vietnã -, o número de tigres na Rússia aumentou, passando de cem indivíduos para cerca de 500, nos últimos 50 anos. "A Rússia cumpre um papel chave como país anfitrião e dá bom exemplo. Um dos elementos importantes é a preocupação de Putin", destacou Sabri Zain, da organização do encontro.

O primeiro-ministro russo assumiu pessoalmente o controle de um programa de salvaguarda do tigre. Em agosto de 2008, participou da captura de uma tigresa para equipá-la com um colar GPS. A análise de deslocamento é um dos elementos centrais do programa russo de defesa do felino.”

O negócio da água potável

Duncan Wilbu, IPS / Envolverde

"O mundo está começando lentamente a entender que estamos em meio a uma séria crise da água em nível planetário e, portanto, da saúde pública. Atualmente, 884 milhões de pessoas não têm acesso ao fornecimento seguro de água doce, enquanto a ONU estima que até 2030 mais da metade da população mundial viverá em áreas com alto risco de escassez.

Não surpreende que o mundo empresarial esteja cada vez mais consciente de que a crescente demanda está criando um futuro incerto. A água agora se converteu em um grande negócio. Existe uma interligação entre o acesso das pessoas a água, as empresas com interesse particular na água e as que centram sua atenção nos mercados emergentes.

Os negócios dependentes do uso da água em operações diretas e por meio de redes de fornecimento – em particular às companhias multinacionais – estão reconhecendo de maneira crescente os riscos políticos, sociais, econômicos e ambientais vinculados à água. Em última instância, se as pessoas não tiverem acesso a água devido às atividades de uma empresa, coloca-se em risco sua reputação e sua autorização para operar.

De fato, vimos uma proliferação de campanhas relacionadas com a água que algumas das principais firmas do setor realizam. Estas campanhas têm temas comuns: destacam o trabalho que as empresas realizam para minimizar a quantidade de água utilizada na produção e baixar o nível de contaminação provocado pelos processos industriais, e anunciam em alto e bom som que estão gastando dinheiro para garantir que mais pessoas tenham acesso a um fornecimento seguro.

Os compromissos assumidos por estas empresas merecem aplauso. Porém, diante da crua realidade de que quase um bilhão de pessoas vivem sem água segura, é claro que os empresários devem rever seus planos e suas atividades com a utilização deste recurso.”
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20 Novembro, 2010

O que comemos e nem imaginamos

Nesta segunda reportagem sobre agrotóxicos no Brasil, enfatizamos a importância de um maior controle no seu uso no cultivo de alimentos, apresentando estatísticas da ANVISA e os impactos sobre a nossa saúde

Sendo o maior Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil

consumidor mundial de agrotóxicos, o Brasil enfrenta um grande desafio no controle do seu uso e no desenvolvimento de pesquisas para retirar produtos tóxicos do mercado e avaliar os efeitos das milhares de substâncias ativas que circulam em nossos pratos diariamente.

Até mesmo a nossa legislação reconhece a periculosidade do uso de agrotóxicos. A Constituição Federal em seu Art. 220, § 4º, determina que a propaganda de produtos nocivos, entre eles os agrotóxicos, seja acompanhada de advertências. A Lei nº 9.294/1996 impõe restrições legais ao uso e propaganda dos mesmos.

Dentre as ações programáticas da Política Nacional de Direitos Humanos (Lei 7.037/2009) está "Fortalecer a legislação e a fiscalização para evitar a contaminação dos alimentos e danos à saúde e ao meio ambiente causados pelos agrotóxicos". Um dos objetivos estratégicos desta política é o apoio à agricultura familiar nos modelos de produção agroecológica.

A finalidade dos agrotóxicos, de acordo com a Lei 7802/1989 é “alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos”, ou seja, eliminar algumas espécies.”
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19 Novembro, 2010

Sistema Android será dominante, diz co-fundador da Apple


Portal Terra

“O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, disse em entrevista ao jornal holandês De Telegraaf que o sistema operacional Android, do concorrente Google, será dominante em um futuro próximo.

Segundo o site Huffington Post, Wozniak afirmou que não vai demorar muito para que o Android se equipare ao iPhone e, muito possivelmente, ultrapasse o concorrente.

Para ele, o iPhone possui poucos pontos fracos e, em termos de qualidade, o smartphone da Apple ainda fica na frente. "No entanto, os telefones com Android possuem mais funções e oferecem mais possibilidades para os usuários", afirmou.”

O desafio de inovar e ser verde

Fernando Reinach, da EXAME / Info

“O sonho se transformou em realidade. O Brasil virou uma grande potência agroindustrial, o país que mais pode contribuir para suprir a crescente demanda mundial por alimentos, bicombustíveis e produtos químicos renováveis.

Inovação e empreendedorismo foram os ingredientes do sucesso. Enquanto centros de pesquisa inovavam, agricultores transformavam inovação em riqueza. A agricultura migrou do Paraná para o cerrado, a pinga se transformou em etanol, que, transformado em polietileno, pode ser encontrado nas embalagens de refrigerantes.

O Brasil se tornou grande exportador de soja, açúcar, carne e suco de laranja — e muitos outros produtos se somarão à lista. Mas o sucesso não esconde os problemas a ser enfrentados.

O maior será equilibrar crescimento econômico e preservação do meio ambiente. Que fração do cerrado cobriremos com soja? Quantas hidrelétricas serão construídas na Amazônia? Quantos portos pipocarão ao longo da costa? Seremos capazes de conciliar o justo anseio de prosperidade com a necessária preservação dos ecossistemas?

Talvez o desafio mais agudo seja regular a expansão da agropecuária. Até hoje nenhuma sociedade foi capaz de conciliar a expansão de uma agricultura competitiva com a preservação ambiental. Na Europa, grande parte das florestas originais foi destruída.

Na América do Norte, quase toda a área agricultável já é explorada. A biodiversidade dessas regiões foi destruída num período em que ninguém pensava em políticas de preservação. O dilema e o ônus moral de conciliar conservação e produção de alimentos foram relegados a países capazes de produzir alimentos de forma competitiva.

Europeus e americanos não lidam com o problema de ter uma Amazônia pressionada por uma fronteira agrícola em constante movimento. Mas nós temos. Nossa agricultura está se expandindo durante o período histórico em que o homem descobriu a necessidade de preservar o meio ambiente.

Na procura do equilíbrio, teremos de abandonar duas visões igualmente radicais. A primeira é a que nega o problema ambiental, por preconceito ou esperteza. Muitos defendem, abertamente ou não, que a questão da preservação é secundária diante da oportunidade de progresso gerada pela crescente demanda internacional por nossos produtos.

O meio ambiente, nessa lógica, pode esperar. No polo radical oposto, temos a defesa romântica da natureza, buscando um passado que não existe mais.”
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Geossensores vão estudar a Amazônia

Agência FAPESP / Info

“O desenvolvimento e a aplicação de redes de geossensores para monitoramento ambiental, em particular na Floresta Amazônica, poderá contribuir para a melhor compreensão de como a floresta interage com a atmosfera e como ela influencia o clima e, de outro lado, como o clima afeta a floresta e o ecossistema.

O destaque foi feito por Celso Von Randow, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no Workshop de Ciência Ambiental, promovido pelo Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research nos dias 11 e 12 de novembro, na sede da FAPESP.

Segundo Von Randow, um dos desafios para se colocar em prática a rede de geossensores esbarra na tecnologia a ser desenvolvida para a região amazônica.

“Como tornar os sensores mais baratos o suficiente para podermos dispor de milhares deles é um desafio tecnológico a ser superado. Outro é como manejar uma quantidade imensa de dados. Precisamos desenvolver softwares melhores e mais avançados”, disse à Agência FAPESP.”
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18 Novembro, 2010

Consultoria prevê 3,6 bi de RCEs emitidas até 2020

A Point Carbon estima que em 10 anos as Reduções Certificadas de Emissão expedidas pela ONU serão em uma quantidade oito vezes maior que a atual, o que demonstraria o crescimento do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil

Atualmente, já foram expedidas 450 milhões de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), a maior parte de projetos industriais, principalmente envolvendo o HFC-23 (219 millões) e N20, o ácido adípico, (97 milhões). Já as energias renováveis e iniciativas de eficiência energética são responsáveis por 63 milhões e 28 milhões das RCEs respectivamente.

Segundo as projeções da Point Carbon, principal consultoria dos mercados de carbono, já em 2012 o número de RCEs deve mais que dobrar para 980 milhões. Para os próximos dez anos a previsão é de que se alcance a marca dos 3,6 bilhões de RCEs expedidas, com o aumento da importância dos projetos de renováveis, somando 1,3 bilhões.

“As estimativas demonstram que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo irá crescer depois de 2012, com os projetos de energia renovável ocupando cada vez mais espaço. Entretanto a revisão nas metodologias dos projetos de HFC-23 e N20- adípico podem acabar reduzindo o número de RCEs expedidas para eles”, explicou Arne Eik, gerente de análises do MDL da Point Carbono.

Para Eik, autor dessas previsões, as restrições que serão apresentadas no final de novembro pela Comissão Européia poderão tirar do mercado até 530 milhões de RCEs, o que deve significar a falta de créditos para o Esquema de Comércio de Permissões da Europa (EU ETS). Essas medidas serão adotadas em virtude de irregularidades no uso de metodologias sob o MDL e consequentes modificações nestas.”
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Brasil é o 37º em velocidade de banda larga

Vinicius Aguiari, de INFO Online

“A Akamai, empresa especializada em mensuração e soluções para tráfego online, divulgou um relatório que mostra a velocidade média de tráfego nos 50 países com maior número de usuários online.

Segundo o estudo, a Coréia do Sul possui a melhor banda larga do mundo, com uma velocidade média de 16,63 Mbps. Em seguida, aparecem Hong Kong, com velocidade de 8,57 Mbps, e o Japão, com 8,03 Mbps.

Romênia (6,80 Mbps) e a Holanda (6,50 Mpbs) fecham o grupo dos cinco melhores.

Os Estados Unidos aparecem na 12º colocação, com velocidade de tráfego média de 4,6 Mbps.

Apesar de ser o quinto país em número de usuários --atrás somente da China, Estados Unidos, Japão e Índia--, o Brasil aparece como 37º no ranking quando o quesito é a velocidade de tráfego. A média de velocidade por aqui é 1,36 Mbps.

O Brasil fica atrás de vizinhos sul-americanos como Chile (2,19 Mbps), Colômbia (1,65 Mbps), e Argentina (1,55 Mbps).

O relatório mostra ainda que 15% dos usuários brasileiros possuem conexão com velocidade inferior a 256 Kbps; 66% estão ligados a uma linha com velocidade entre 256 Kbps e 2 Mbps; 16% possuem conexões entre 2 Mbps e 5 Mpbs; e apenas 3% possui banda larga com velocidade de 5 Mbps ou superior.

Na base da lista, aparecem o Irã (0,41 Mbps), Nigéria (0,5 Mbps), e Indonésia (0,63 Mbps). Somados, os 50 países possuem 1,8 bilhão de usuários online, segundo a Akamai.”

Sucesso da COP-16 depende de compromisso e interesse dos países, diz ONU

Renata Giraldi, Agência Brasil

“A duas semanas da 16ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, no México, a secretária executiva da convenção no setor de negociações, Christiana Figueres, destacou que o sucesso dos acordos depende do compromisso dos países. O Brasil deve apresentar mais informações sobre o compromisso assumido na conferência do ano passado, em Copenhague, de reduzir as emissões brasileiras entre 36,1% e 38,9% até 2020.

Segundo Figueres, a indicação de que há interesse no assunto foi dada durante a Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais), na Coreia, quando os presentes demonstraram que o “crescimento econômico” deve ser associado ao “desenvolvimento sustentável do meio ambiente”. As informações são da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Cancún vai ser um sucesso, se houver comprometimento das partes”, disse a secretária. "[Os países] têm de equilibrar suas expectativas de modo que cada um leve para casa resultados positivos, permitindo que outros façam o mesmo. É assim que acordos multilaterais são feitos em outros lugares e é assim que tem que acontecer com o clima também."

Como exemplo de esforço para mudar a situação atual, Figueres citou a China, que recentemente anunciou um plano – com prazo de cinco anos para a execução – para o desenvolvimento da economia de energia com alternativas ao desenvolvimento sustentável.

“Somente uma resposta sustentada e cada vez mais ambiciosa a longo prazo para a execução de propostas relativas às alterações climáticas vão permitir um ajuste bem sucedido a outras grandes mudanças políticas, econômicas e sociais”, disse Figueres.

A 16ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16) ocorrerá no período de 29 novembro a 10 de dezembro. O objetivo é adotar medidas mundiais que possam reduzir o aquecimento global e minimizar o aumento da temperatura.

O Brasil deve apresentar ainda, durante a COP-16, o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima que prevê orçamento inicial de R$ 226 milhões, a maioria vindo de recursos do petróleo.”

17 Novembro, 2010

Conselho entregará documento sobre adaptações a mudanças climáticas para próxima presidenta

Mariana Jungmann, Agência Brasil

“O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), formado por membros da sociedade civil e do governo, deverá formular, até março do próximo ano, uma minuta com diagnósticos e sugestões sobre como enfrentar os efeitos das mudanças climáticas nas populações mais vulneráveis.

O documento será entregue ao governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff, e terá como base as discussões do seminário Mudanças Climáticas: Adaptações e Vulnerabilidades, que encerrou ontem (12) na sede do conselho, em Brasília.

Segundo a coordenadora do grupo de trabalho Mudança Climática, Pobreza e Desigualdade, do Consea, Gleyse Peiter, o objetivo dessas discussões é criar uma ação paralela ao debate global sobre a alteração do clima, que vise o atendimento direto à população que já está sofrendo os efeitos.

“A gente está falando que quem precisa se adaptar são as populações vulneráveis. Então, se adaptar é mudar a condição delas para que elas não sofram esses efeitos. Não estamos falando de se acostumar e, sim, de mudar visando à nova condição climática”, explica a coordenadora.

Segundo ela, a minuta que será entregue à Casa Civil do próximo governo trará diagnósticos, diretrizes e objetivos, com sugestões concretas de como atender a população. Ao todo, nove setores foram discutidos no seminário e serão abordados no documento: desenvolvimentos agrário, social e urbano, segurança alimentar e hídrica, trabalho, educação, saúde e prevenção de desastres.
“No caso das enchentes, por exemplo, a gente já sabe que virão doenças em seguida, como leptospirose. Então, se preparar para elas é estar adaptado. Assim como promover uma boa educação ambiental”, esclarece Gleyse.

Além da adaptação, a minuta tratará também de ações de prevenção e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. As políticas públicas sugeridas pelo Consea devem fazer parte, no futuro, de um Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas, que tratará do assunto de forma mais profunda e ampla.”

Alto custo dificulta venda de energia verde

De janeiro a setembro, número de novos projetos de geração eólica nos EUA caiu 72% em relação ao mesmo período de 2009

iG / The New York Times

A empresa de parques eólicos de Michael Polsky estava indo tão bem em 2008 que os bancos não tinham problema em emprestar milhões para financiar seu esforço de iluminar os Estados Unidos com eletricidade limpa. Mas dois anos depois, Polsky tem um produto difícil de vender.

Sua empresa, a Invenergy, tinha um contrato para vender energia a uma companhia de distrubuição na Virgínia, mas reguladores estaduais rejeitaram o acordo, mencionando a recessão e os preços mais baixos do gás natural e de outros combustíveis fósseis.

"Os contribuintes do Estado da Virgínia devem ser protegidos dos custos da energia renovável, que são anormalmente elevados", disseram os reguladores. A energia eólica teria aumentado a fatura mensal de um consumidor residencial típico em 0,2%.

Mesmo com muitos políticos, ambientalistas e consumidores decidindi apoiar o uso de energias renováveis e, com isso, reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, um número crescente de projetos está sendo cancelado ou atrasado porque os governos não estão dispostos a aumentar as contas dos consumidores de eletricidade.”
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Clima deve piorar conflitos no Oriente Médio

Fenômenos climáticos extremos e principalmente a falta de água irão tornar ainda mais instável a região que já é um barril de pólvora e demonstram a necessidade da criação de tribunais internacionais para julgar o uso dos recursos naturais

Fernanda B. Müller e Fabiano Ávila , Instituto CarbonoBrasil

O Fórum Árabe para Meio Ambiente e Desenvolvimento (AFED) divulgou um relatório na semana passada afirmando que o atual suprimento de água na região é equivalente a apenas 25% do que era em 1960.

Pela projeção da entidade, daqui a cinco anos os árabes terão somente 500 metros cúbicos anuais de água per capita, enquanto a média mundial será de 6000 metros cúbicos.

Para piorar a situação, fenômenos climáticos extremos estão cada vez mais freqüentes e ameaçam a economia da região. O Iraque sofre com tempestades de areia, Iêmen e Arábia Saudita com enchentes e a subida do nível do mar no Egito está preocupando habitantes de todo o litoral do país.

“Para uma região que já é vulnerável a muitas crises políticas e sociais, as mudanças climáticas têm o potencial de exacerbar as já quentes discussões e contribuir em muito para a instabilidade”, afirmou à Reuters Mohamed El-Ashry, ex-presidente da Global Environment Facility, um fundo de assistência para países em crise ambiental e climática.

Apesar das nações árabes não serem grandes emissoras históricas de gases do efeito estufa, o Oriente Médio é considerado uma das regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o mundo árabe apresentou um aquecimento médio na temperatura do ar de 0,2˚C a 2˚C entre 1974 e 2004.

A densidade populacional é outro fator que deve aumentar a crise na região, a população irá chegar aos 600 milhões de pessoas até 2050.”
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TERRAMÉRICA - Proibições insuficientes para o atum

As espécies de atum do Pacífico Oriental estão submetidas a uma intensa captura, pouco alterada pelas proibições dos países que participam da indústria.

Edgardo Ayala, IPS / Envolverde

Os países que capturam atum no Oceano Pacífico Oriental veem nas proibições uma forma de pesca responsável, mas, dizem ecologistas, esse mecanismo não é suficiente para garantir a sobrevivência de um recurso ameaçado em todo o mundo.

A Comissão Interamericana do Atum Tropical (CIAT, com sede na Califórnia), que reúne os países que pescam esse peixe nessa parte do Pacífico, adotou em 1º de outubro novas proibições para 2011, 2012 e 2013 das três espécies mais procuradas na área: o de barbatana amarela (Thunnus albacares), o patudo (Thunnus obesus) e o bonito (Katsuwonus pelamis).

“O que se faz é preservar para o futuro, são medidas de conservação necessárias”, disse ao Terramérica o empresário Miguel Peñalva, diretor de operações do espanhol Grupo Calvo em El Salvador. Esta empresa de pesca do atum iniciou operações em El Salvador em setembro de 2003 com investimento de US$ 138 milhões.

Embora este país não possua uma indústria do atum como tal, em virtude da presença da Calvo, é o principal exportador de atum enlatado da América Central. Quatro embarcações do grupo espanhol pescam em águas internacionais do Pacífico diante da costa salvadorenha, e mais de 80% de suas exportações, que somaram US$ 100 milhões em 2008, dirigem-se à União Europeia. “Se não cumpríssemos as disposições das proibições a nossa pesca seria declarada ilegal e não poderíamos comercializá-la”, disse Miguel.

As proibições impostas pela CIAT, em razão de estudos de seu comitê científico sobre o estado da pesca, restringem a captura a 62 dias por ano e são de cumprimento obrigatório por seus membros: Belize, Canadá, China, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, França, Guatemala, Japão, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Taiwan, União Europeia, Vanuatu e Venezuela.

Observadores independentes apresentam informes à CIAT sobre o respeito às proibições, e as frotas são monitoradas por um sistema via satélite para saber em que posição se encontram exatamente. “As proibições ocorrem em períodos de crescimento do atum”, disse Miguel, daí a importância de cumprir a medida. “Às vezes, não necessariamente significam uma redução da pesca”, disse ao Terramérica a ativista Sari Tolvanen, da campanha de oceanos do Greenpeace Internacional.”
Foto: NOAA
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16 Novembro, 2010

A tragédia do jacarandá

Milton Nogueira, CartaCapital

“O jacarandá, uma das mais lindas árvores brasileiras, quase sumiu das florestas. Assim, também, inúmeras espécies de plantas, mamíferos, insetos, peixes e pássaros estão sob ameaça de extinção. Mas, por que somem? Porque elas, como patrimônio comum da humanidade, não têm dono e não são cuidadas por ninguém. É a tragédia do bem comum.

Que tal convidarmos os brasileiros a tornarem-se padrinhos ou madrinhas de uma espécie de sua escolha? O brasileiro tem muito carinho com a figura do padrinho ou madrinha, no casamento e no batismo; quem não se encanta com a madrinha da bateria da escola de samba?

Da mesma forma, poderíamos convidar pessoas a tornarem-se padrinhos ou madrinhas de cada espécie vegetal ou animal, para dar-lhes um olhar amigo e carinhoso. Você, leitor, apadrinharia a arara-azul. Mas sua irmã seria a madrinha do camarão-pitu. Com 185 milhões de habitantes, o Brasil poderia mobilizar um milhão de padrinhos de um milhão de espécies. Cada variedade de pintassilgo, embaúba, onça ou borboleta teria alguém que a olhe, denuncie ameaças ou faça ações para protegê-la.”
Co-autor: Alexandre Gontijo
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Níveis de crescimento chinês necessitariam de 1,2 planetas Terra, segundo WWF

Opera Mundi

“Um mundo que utilizasse recursos e gerasse resíduos aos níveis da China necessitaria de um planeta 1,2 vezes maior do que a Terra para se manter, segundo um relatório sobre o "rastro do carbono" do país apresentado nesta segunda-feira pela ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).

Segundo o relatório, apresentado pelo diretor-geral da WWF, James Leape, é "crucial" que a China enfrente problemas como as emissões de dióxido de carbono e o acelerado desenvolvimento urbano "para melhorar seu bem-estar sem que isto custe ao planeta".

O relatório assinala que setores como a construção e o transporte, associados ao avanço do nível de vida no país, contribuíram em grande medida para que as emissões de CO2 no país atingissem o patamar de 54% do impacto ecológico nacional.

Em consequência, a China necessitaria do dobro de seu solo produtivo para satisfazer a demanda de recursos naturais e absorver suas emissões.”
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O diabetes já pode ser considerado uma epidemia mundial e os fãs de internet e videogames estão mais propensos a sofrer da doença

Agência Brasil

"A mudança nos hábitos alimentares nas últimas décadas - com a incorporação dos lanches rápidos e calóricos ao dia a dia - e os avanços tecnológicos da internet e dos videogames têm levado um número cada vez maior de crianças e adolescentes a apresentar a doença. Os motivos são a falta de atividades físicas e aumento das taxas de gordura corporal, dois fatores que favorecem o excesso de açúcar no sangue.

O alerta é da presidente da Sociedade Brasileira do Diabetes da Regional Rio, Lenita Zajdenverg, que participou de uma atividade de conscientização, em frente ao Estádio do Maracanã, envolvendo corrida, caminhada, palestras e testes de glicemia gratuitos à população.

“O diabetes no Brasil tem proporções epidêmicas, assim como a obesidade. Nós temos clareza de que a idade de surgimento da doença está caindo. Sem dúvida, a inatividade física é a principal vilã no crescimento dessa epidemia que estamos vivendo agora”, disse a endocrinologista.

Ela recomendou mudanças nos hábitos alimentares atuais que acabam acelerando o aparecimento da doença. “Deve-se evitar uma alimentação com excesso de calorias e principalmente com gordura, pois não é só açúcar o vilão. Alimentos fritos, fast food, não sentar para comer com calma, comidas industrializadas também levam ao diabetes”, afirmou Lenita.

O alerta foi reforçado pelo professor de educação física Eduardo Mourelli. “O adolescente vem buscando cada vez menos atividades físicas, em troca de internet e videogames. É preciso atrair essa garotada através de jogos e brincadeiras lúdicas, para que tenham uma adesão maior ao exercício e se tornem adultos ativos”, disse Mourelli.”
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