31 Agosto, 2010

Obama apela contra veto a estudo federal com células embrionárias

“A apelação pede que o juiz suspenda a proibição enquanto a questão estiver sub judice

Reuters

O governo do presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou uma apelação contra a decisão de um juiz que bloqueou o uso de verbas federais em estudos com células-tronco de origem embrionária. A apelação pede que o juiz suspenda a proibição enquanto a questão estiver sub judice.

O Departamento de Justiça pediu ao juiz Royce Lamberth que suspenda a proibição que impôs na semana passada, depois que dois médicos foram ao Judiciário contra as normas adotadas pelo governo para financiar pesquisas com células-tronco.

De acordo com os queixosos, a política federal viola a lei, porque os estudos autorizados dependem da destruição de embriões humanos.”

A neutralidade da internet em risco

O acordo entre a Verizon e a Google para um uso da Internet a duas velocidades pode significar o fim da rede como é atualmente. Para Josh Silver, da Free Press, a Google junta-se às fileiras das más empresas que fazem tudo para lucrar às custas do consumidor.

Redação, Revista Fórum

Os gigantes das telecomunicações (nos Estados Unidos) e da internet, Verizon e Google, parecem ter chegado a um acordo para impor um sistema por níveis para ter acesso à rede. O negócio permitiria que a Verizon cobrasse por um acesso mais rápido aos conteúdos online em aparelhos de internet móvel, o que representa uma violação do conceito de neutralidade que significa um acesso igual a todos os serviços. O acordo surge de reuniões a portas fechadas entre a Comissão Federal de Comunicações (FCC) e as gigantes das telecomunicações para a criação de novas regulamentações.

Juan Gonzalez: Hoje começamos com notícias acerca do acordo entre as gigantes da internet e das telecomunicações, Google e Verizon, que muitos receiam que possa acabar com a internet como a conhecemos. Foi noticiado que as duas empreas teriam chegado a um acordo para impor um sistema nivelado de acesso à internet, o que permitiria à Verizon cobrar por um acesso mais rápido aos conteúdos através dos aparelhos portatéis. Isto representa uma violação da neutralidade da net – um acesso igual a todos os conteúdos.

Ambas as empresas negaram que estariam a chegar a tal acordo que levaria a uma “internet de duas categorias.” Em declarações, tanto a Google como a Verizon, reiteraram o compromisso de uma Internet aberta.

Amy Goodman: Entretanto, a FCC cancelou as reuniões à porta fechada com as duas gigantes para a criação de novas regulamentações e prometeu procurar mais opiniões. O presidente da FCC, Julius Genachowski, disse: “Qualquer resultado, qualquer acordo que não preserve a liberdade e abertura da internet para consumidores e empreendedores será inaceitável.”

Para entender melhor esta questão, é nosso convidado, a partir de Chicopee, Massachusetts, a presença de Josh Silver, o diretor-executivo da Free Press, (freepress.net), uma organização para a reforma dos media nacionais.

Bem-vindo ao Democracy Now!, Josh.

JOSH SILVER: Obrigado.

AMY GOODMAN: Quais são as suas principais preocupações e quais são as últimas novidades acerca do eventual acordo?

JOSH SILVER: Bom, antes de responder a essa questão, queria voltar a esta ideia de neutralidade da internet sobre a qual muitos norte-americanos, espectadores e ouvintes do vosso programa, provavelmente pensarão: “isto é para aficionados (geeks).” A razão pela qual a neutralidade importa – tem sido a lei desde que a internet foi criada há quarenta anos – é o fato de este princípio declarar que qualquer conteúdo está disponível a qualquer velocidade, seja a ABC News a enviá-lo ou o Democracy Now!, seja ainda o vídeo do casamento do vosso primo. E o cerne da questão é compreender que à medida que a velocidade da internet aumenta, iremos ver os média todos – televisão, rádio, serviços telefónicos, tecnologias emergentes – a serem acessíveis através da net. Qualquer sítio poderá tornar-se uma rede de televisão ou de rádio. É uma mudança das regras do jogo que alarga o acesso e a distribuição dos conteúdos. Então, quando há alterações de políticas, como o acordo Google-Verizon que iremos abordar hoje, temos um efeito profundo sobre se esta oportunidade revolucionária será aproveitada ou deitada ao lixo.

Agora, com este negócio entre a Google e a Verizon, damos um passo atrás. Primeiro, os EUA estão colocados atrás de outros países no que diz respeito à velocidade e acesso à internet. Passamos de quarto para 22º nos último dez anos, devido a políticas falhas, o mesmo tipo de políticas que nos levou à crise financeira, o mesmo tipo de políticas que nos levou ao derrame do Golfo do México, uma espécie de "dizer governamental": “Força, indústria. Façam aquilo que quiserem.” E adivinhem? Os consumidores ficaram com a parte má do negócio.

Em abril deste ano, aconteceu uma coisa espantosa. Devido às medidas da FCC da era Bush, a actual FCC ficou desprovida de toda a autoridade para regular não apenas a internet mas também todos os seus fornecedores – uma distinção importante. Já não podem dizer: “Verizon, AT&T, isso não é justo. Não podem escalonar os preços. Não podem bloquear indiscriminadamente os conteúdos.” E isto surge nos bastidores de um presidente – Barack Obama – que, durante a campanha disse: “Eu sou um firme defensor da neutralidade da internet,” e depois designou como presidente da FCC, que ainda mantém o cargo, Julius Genachowski, que, como disse, admitiu ser um apoiador da neutralidade. Mas tudo começou a ficar muito estranho.

Durante os últimos meses, o presidente Genachowski chamou os líderes da indústria ao seu gabinete, sem grupos de interesse público, e declarou: “Não vou mexer uma palha para reaver a autoridade da minha agência, mesmo sendo uma coisa fácil de fazer. Em vez disso, vou pedir aos agentes do ramo para chegar a um acordo e criar um compromisso com o qual todos possamos viver. Não vou preocupar-me assim tanto com os grupos de interesse público.” Pelo menos foi o que deu a entender.

Estamos assim num limbo, onde o presidente da FCC não faz nada. Ele não luta pela autoridade da sua agência, que é necessária para proteger a neutralidade da rede, trazer concorrência e fazer baixar os preços, e proporcionar banda larga universal para cada americano. E temos a Google e a Verizon que, no meio disto tudo, anunciaram esta semana um acordo surpreendente – havia rumores acerca do mesmo, mas ninguém pensou que fosse acontecer tão cedo – um acordo que essencialmente diz o seguinte: “Ok, não haverá problema se bloquearmos ou abrandarmos alguns conteúdos no espaço wireless. E nas ligações fixas às casas e às empresas, poderemos arranjar qualquer coisa como `serviços administrados`, os quais permitem discriminar os conteúdos conforme a nossa vontade.” E parte do mais extraordinário, a Google, que nos últimos cinco anos, durante esta épica batalha pela neutralidade, colocou-se do lado dos grupos de interesse público e de outras companhias como a Skype, a Amazon e eBay, entre outras, para apoiar a neutralidade e os consumidores.”
Entrevista Completa, ::Aqui::
Traduzido de Democracy Now / Tradução de Sofia Gomes para o Esquerda.net

Especialistas sugerem que IPCC inclua sociedade civil no processo de avaliação do clima

Renata Giraldi, Agência Brasil

”Um grupo de 194 especialistas de várias partes do mundo recomendou hoje (30) que a Organização das Nações Unidas (ONU) reestruture o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês). Para os especialistas, é fundamental criar uma comissão externa formada por pessoas da sociedade civil que lidam diretamente com as questões relativas ao clima. Segundo eles, a iniciativa vai evitar erros em julgamentos e eventuais conflitos de interesses.

As informações são da ONU. Em entrevista à imprensa, em Nova York, nos Estados Unidos, os especialistas defenderam as modificações no IPCC. Os pesquisadores são membros de várias academias de ciências do mundo e atuam sob a coordenação do professor norte-americano Harold Shapiro, na revisão das conclusões do quarto relatório do IPCC, divulgado em 2007.

"Nossas recomendações se destinam a auxiliar o painel [o IPCC] a gerenciar o complexo processo de avaliação do clima, que está sempre sob um rigoroso julgamento do público”, disse Shapiro. Há cinco meses, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos especialistas uma investigação independente em decorrência de erros que surgiram no quarto relatório.

Moon elogiou hoje a avaliação independente elaborada pelo Conselho InterAcademias. Em um comunicado, ele agradeceu o trabalho sobre a análise das práticas e procedimentos do IPCC. Segundo ele, em decorrência da gravidade das alterações climáticas, é essencial que o mundo busque estudos cada vez mais eficientes, objetivos, responsáveis e transparentes sobre o assunto.

De acordo com Moon, as recomendações sugeridas pelos especialistas são “medidas adequadas" para combater as alterações climáticas. Ele acrescentou ainda que os estudos científicos sobre as mudanças do clima continuam firmes e reiterou o seu apoio às conclusões do quarto relatório do IPCC, também apoiado pelos profissionais de todo o mundo.

O IPCC foi instituído pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente com o objetivo de analisar dados científicos, técnicos e socieconômicos relativos à mudança climática e seus efeitos. As informações se dividem em temas, como atmosfera, dados físicos, o aquecimento planetário, furacões, consequências sobre os ecossistemas e o plantio.”

30 Agosto, 2010

Especialista defende rede de monitoramento para conter avanço do mar

Alana Gandra, Agência Brasil

“A criação de uma rede de monitoramento contínuo do mar, que envolve marés fora da baía, mudanças de direção de ondas e tempestades, pode ser um elemento preventivo à elevação do nível das águas dos oceanos, em função do aquecimento global. A tese é defendida pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muehe.

O professor é um dos palestrantes do seminário Aquecimento Global e seus Impactos no Rio de Janeiro com a Elevação do Nível do Mar, que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/RJ) promove na terça-feira (31). O encontro faz parte do Movimento Ação e Cidadania, cujo tema central é a Sustentabilidade e o Mercado Imobiliário.

Ele explicou à Agência Brasil que o monitoramento deve começar a ser feito de maneira imediata, uma vez que os resultados são observados somente após algumas décadas. Imagens de satélites, embora caras, podem facilitar esse monitoramento, de acordo com o especialista em vulnerabilidade costeira.

A partir dessa rede de monitoramento, poderão ser elaboradas políticas públicas para prevenir ou, pelo menos, minimizar os problemas decorrentes do aquecimento global. “Políticas públicas só vão ter respaldo a partir de informações.”

Na avaliação do especialista o risco é maior quanto às enchentes. “Tem que ter uma política pública no sentido de prevenir inundações e identificar quais seriam as áreas em que se poderia permitir ou não a expansão. Esse é um ponto importante para o futuro da ocupação das regiões, principalmente de baixadas.”

O problema mais imediato da elevação do nível do mar é a erosão nas praias, que podem perder areia. Isso ocorre em especial com as praias urbanas. “As praias urbanas são um problema por causa dos muros. E a linha de costa não consegue se adaptar à nova posição. Você acabaria erodindo as pistas de rolamento e teria que fazer ou obra dura, que é menos favorável, ou então aterro artificial de praias, como já se fez em Copacabana, Flamengo e Leblon”, expôs.

Dieter Muehe esclareceu, contudo, que em cidades onde se paga impostos mais elevados, poderia ser criado um fundo para que não faltem recursos quando for necessário. “Tem que recuperar a areia que foi perdida. E, em alguns lugares, esse aterro teria que ser feito com urgência, até anualmente”. O benefício compensaria, segundo ele, os gastos que fossem efetuados.

Muehe defendeu, também, a criação de uma agência reguladora que centralize esses estudos e seja capaz de interpretar os dados medidos, de forma que o trabalho tenha garantia de continuidade.”

TERRAMÉRICA - Um gás que esfria o clima

Enquanto há pouco progresso para reduzir os gases que provocam o aquecimento global, avança-se rapidamente na proibição de substâncias capazes de esfriar a atmosfera, afirma neste artigo o escritor Risto Isomäki.

Risto Isomäki, IPS / Envolverde

Em uma temporada de impressionantes notícias vinculadas ao clima, há sinais de que estão derretendo gelos submarinos que abrigam depósitos de gases-estufa cuja liberação tornaria insignificantes as atuais emissões dessas substâncias causadoras da mudança climática. Neste ano de 2010, são batidos recordes mundiais e nacionais de calor: 37,2 graus na Finlândia, 35 na república russa de Sajá e 54 no Paquistão.

Os incêndios de florestas e jazidas de carvão causam enormes danos na Rússia, enquanto o Paquistão sofreu grandes inundações e enxurradas de lama. Um enorme bloco de gelo se desprendeu da geleira Petermann, no noroeste da Groenlândia, e a extensão do gelo no Mar do Ártico é a segunda menor que se recorde.

Em 1994, foi feita uma estimativa de que havia cerca de 25 mil quilômetros cúbicos de bancos de gelo flutuantes no Ártico. Desde então, a quantidade caiu, pelo menos, em 80%. Enquanto o gelo e a neve refletem entre 70% e 90% da radiação solar para o espaço, as superfícies aquáticas refletem apenas entre 4% e 10%. Portanto, a perda de gelo marinho acelera o aquecimento das águas em áreas polares. O Ártico abriga enormes depósitos naturais de carvão orgânico e metano, potente gás de efeito estufa.

As áreas terrestres com gelo permanente (permafrost) contêm sozinhas um bilhão e meio de toneladas de carvão orgânico que poderia ser liberado na atmosfera em forma de metano se o permafrost derretesse. Quase metade do leito do Ártico está coberta por um permafrost submarino além de existirem ali jazidas de hidratos de metano, uma mistura de gelo comum e gás presa dentro e debaixo do gelo. O derretimento deste permafrost e destes depósitos de hidratos de gás pode, teoricamente, liberar tanto metano e dióxido de carbono que, em comparação, nossas atuais emissões de gases-estufa seriam insignificantes.

Há sinais de que algo assim começa a acontecer. Em agosto de 2009, uma equipe da britânica Universidade de Southampton descobriu 250 locais em que as jazidas submarinas de hidratos de gás tinham começado a derreter e a liberar metano, ao redor do arquipélago ártico de Spitsbergen. É necessário deter esse derretimento antes que as coisas fujam ao controle.”
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Mudanças climáticas modificam padrão de crescimento das florestas

Andrea Vialli, O Estado de S.Paulo

“As mudanças climáticas já estão causando alterações no padrão de crescimento das florestas - tanto das tropicais quanto das temperadas -, mostram dois estudos realizados pelo Smithsonian Institution, dos Estados Unidos, obtidos pelo Estado.

As alterações no clima têm feito com que as florestas tropicais cresçam em um ritmo mais lento do que o habitual, ao passo que o inverso ocorre nas florestas temperadas, onde as árvores se desenvolvem a taxas mais aceleradas. Em ambos os casos, o fenômeno pode ser explicado pelo aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera.

"Nos últimos 40 anos verificamos um aumento de 15% nas emissões de CO2 na atmosfera. Era esperado que isso afetasse os padrões de crescimento das florestas, mas só agora estamos tendo as primeiras pistas de como isso está acontecendo na prática", afirma o pesquisador Stuart James Davies, diretor científico do Smithsonian Tropical Research Institute, considerada uma das principais instituições mundiais de estudos na área de ecologia tropical, com atuação em 40 países.

Após realizar estudos de campo em florestas de área superior a 50 hectares (o equivalente a 50 campos de futebol), localizadas na Ilha Barro Colorado, no Panamá, e em Pasoh, na Malásia, Davies e sua equipe concluíram que as florestas tropicais estão registrando as menores taxas de crescimento dos últimos 21 anos. Foram analisadas mais de 400 mil árvores e arbustos, marcados e catalogados ao longo de 30 anos.

Segundo a pesquisa, as taxas de crescimento dos troncos caíram significativamente nas duas florestas. No Panamá, várias amostras foram analisadas. Em um grupo de 242 espécies, os padrões de crescimento se alteraram em 95% delas, sendo que em 71% as mudanças foram bastante significativas. Na Malásia, de um grupo de 775 espécies de árvores, 95% apresentaram taxas de crescimento inferior às verificadas nos últimos 20 anos.”
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29 Agosto, 2010

Descoberto lago artificial maia em meio à floresta no México

Fundo do reservatório de água parece coberto de lascas de cerâmica, usadas para vedação, como uma psicina

estadão.com.br

“Pesquisadores alemães e mexicanos encontraram um lago artificial, no sítio arqueológico da antiga cidade de maia de Uxul, cujo fundo é revestido por placas de cerâmica, como as piscinas modernas são revestidas de azulejo. De acordo com o pesquisador Nicolaus Seefeld, o fundo do lago, com dois metros de profundidade, está recoberto de lascas de cerâmica "praticamente sem lacunas".

Embora o uso de lagos artificiais, ou" aguadas", como reservatórios de água potável pelos maias já fosse conhecido, a tecnologia usada em Uxul surpreendeu os arqueólogos.

"Ainda não sabemos se o revestimento se estende por toda a aguada", completou ele, em nota, explicando que a escavação teve início no centro do lago.

De acordo com texto divulgado pela Universidade de Bonn, se todo o reservatório estiver realmente recoberto por ladrilhos, a descoberta será "uma pequena sensação", pela quantidade de cerâmica envolvida.

As duas aguadas já descobertas em Uxul eram maiores que piscinas olímpicas, e talvez não tivessem sido as únicas. A cidade tinha uma população de pelo menos 2.000 pessoas, e precisava acumular água para durar pelos três meses anuais de seca.
No Período Clássico da cultura maia, de 250 a 900 d.C., Uxul estava localizada numa área densamente povoada, entre as grandes cidades de El Mirador e Calakmul. Por ali passavam rotas comerciais que iam do centro do México à Guatemala.”

Eólicas devem quintuplicar a capacidade instalada até 2013

Agência Brasil

“As usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana, na capital paulista.

O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1,8 mil MW em processo de instalação, terá mais 2 mil MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4,5 mil MW.

"Hoje está próximo a mil megawatts (de capacidade instalada). Ano que vem, será 1,3 mil MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais 5 mil MW de capacidade instalada", disse Simões.

Nos dois dias de pregão, iniciado quarta-feira, a energia produzida pelas usinas de bagaço de cana (biomassa) foram comercializadas, em média a R$ 144,20 o megawatt-hora (MWh), a energia eólica (a mais barata) a R$ 130,86, e a das pequenas centrais hidrelétricas (PHC) a R$ 141,93 o MWh.

De toda a energia negociada, as usinas eólicas ficaram com 70% (25% com as de biomassa e 5% com as PCH). Para Simões, o avanço do setor pode ser explicado pelo desempenho da economia brasileira diante de um cenário desaquecido da economia mundial no pós crise.
"Você tem claramente a economia mundial desaquecida, e o Brasil crescendo a taxas bem interessantes, que faz com que os grandes fabricantes mundiais de máquinas estejam olhando o país como oportunidade da expansão das suas operações. Também vemos que empresariado está entendendo que a descarbonização da economia gera oportunidade de negócios", afirmou.”

Google libera navegador Chrome 7

Fabiano Candido, INFO Online

“Os desenvolvedores do Google soltaram a versão 7 do navegador para download. Ainda em estágio de testes, o browser apresenta apenas algumas correções e melhorias que o deixaram mais estável.

O software também apresenta novidades no motor. Elas deixaram o navegador mais ágil para carregar as páginas e os serviços web. O trabalho dos engenheiros do Google, no entanto, é para aprimorar a compatibilidade do Chrome com os novos padrões da internet, como o HTML5.”
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28 Agosto, 2010

85% dos usuários brasileiros veem vídeos

YouTube, líder de audiência entre os sites de vídeo no Brasil; sites da Globo ocupam 2º lugar

Vinicius Aguiari, INFO Online

35 milhões de brasileiros assistiram a vídeos online durante o meses de junho e julho. O número representa 85% da população online total. Os números são da comScore, empresa especializada em mensuração de tráfego online.

Segundo o relatório, os brasileiros assistiram a um total de 6,7 bilhões de vídeos durante o período. Os acessos também foram estimulados pelo período de Copa do Mundo.

“O consumo de vídeos online claramente se tornou parte essencial da experiência do consumidor digital no Brasil, com cerca de 6 entre cada 7 usuários da Internet em casa ou locais de trabalho visualizando vídeos online durante os meses da Copa do Mundo,” disse Alex Banks, diretor executivo da comScore no Brasil e vice presidente na América Latina.”
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27 Agosto, 2010

Telefone celular é arma para a expansão do Bolsa Família

Wilian Miron, DCI

“Um projeto experimental de levar o Bolsa Família pelo telefone celular deve ser testado até o próximo ano em oito cidades brasileiras. Se der certo, o projeto funcionará como um programa suplementar de inclusão bancária da Classe E (famílias com renda média de R$ 571 por mês). Desde 2009 há um movimento dentro do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para usar a capilaridade da telefonia móvel como plataforma de pagamento do programa de transferência de renda em regiões do País onde a penetração bancária ainda é considerada baixa.

Hoje o serviço de telefonia celular tem 187 milhões de linhas instaladas e chega a 99,6% dos municípios brasileiros. Dentre o público-alvo do programa social, a penetração do serviço é próxima a 65%, ou seja, 12 milhões de famílias (25% da população brasileira). Na visão do Ministério, a utilização do celular no projeto pode gerar a diminuição de custos dos serviços bancários, previstos pelo MDS, e que possivelmente serão oferecidos em pequenas cidades do nordeste.

Para o diretor de Benefícios do Ministério do Desenvolvimento Social, Anderson Brandão, a vantagem da utilização da telefonia móvel na propagação do serviço bancário é a habilidade desenvolvida pelos beneficiários do Bolsa Família de utilizar um celular. "Quanto mais a gente se envolve nesse tema [celular], a gente descobre que ele é um veículo capaz de diminuir os custos de se manter uma 'conta' virtual, se compararmos esse modelo com o de um banco tradicional."
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Visual do novo Internet Explorer 9 vaza na rede

Eduardo Godarth, Portal Terra

“A versão russa do site da Microsoft disponibilizou por algumas horas uma imagem da nova versão do Internet Explorer, junto com algumas informações técnicas sobre o browser. O pouco tempo que ficou no ar foi o suficiente para que fosse tirado um screenshot da imagem e agora a novidade se espalha pela rede.

O IE9, como é conhecido pelos internautas, tem data de lançamento prevista para 15 de setembro, em um evento na cidade de São Francisco. No entanto, a imagem vazada acabou com um pouco do suspense, pois revela muito mais do que uma primeira olhada pode mostrar.

Como mostra a captura de tela, o browser deve seguir a tendência das novas versões do Chrome e Opera, dando muito mais prioridade para os sites. Ou seja, o layout minimalista coloca o máximo de funções possíveis em um mínimo de espaço.

O novo navegador resolve vários problemas dos seus antecessores, sendo que as versões para testes tiveram desempenho excelente nos testes Acid 2 e 3. O IE9 também deve trazer nativamente as plataformas Java, HTML5 e integrar-se muito bem ao visual do Windows 7. Para saber mais sobre o IE9, leia o artigo que Baixaki preparou: O Internet Explorer 9 vem aí.”

Aumento do nível dos oceanos pode ser inevitável

Fabiano Ávila, do Carbono Brasil / Envolverde

“Mesmo se fossem adotadas medidas drásticas de controle das emissões de gases do efeito estufa os impactos do atual quadro de aquecimento global levará ao aumento de 30 a 70 centímetros do nível do mar até o fim do século afirma um grupo internacional de cientistas formado por pesquisadores da Inglaterra, China e Dinamarca.

“A subida do nível do oceano vai afetar 150 milhões de pessoas e atingirá algumas das maiores cidades do mundo”, explicou Svetlana Jevrejeva, do Centro Nacional de Oceanografia da Grã-Bretanha.

Jevrejeva e seus colegas realizaram simulações sob os mais diversos cenários para o futuro das emissões de GEEs. “Nós utilizamos 300 anos de medidas das marés para reconstruir como os oceanos irão responder a mudanças na temperatura do planeta”, explicou.

O grupo acredita que caberá a geo-engenharia minimizar os impactos e a velocidade da subida dos oceanos, assim como aconselhou o aumento do uso de biocombustíveis aliado com a captura e armazenamento de carbono (CCS).

O estudo pode ser visto no Proceedings of the National Academy of Sciences of The United States of America.”

26 Agosto, 2010

Confira as cem primeiras cidades incluídas no Plano Nacional de Banda Larga

folha.com

“O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, anunciou nesta quinta-feira (26), último dia do Fórum Brasil Conectado, a lista das cem primeiras cidades que serão conectadas à internet rápida pelo PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), totalizando 14.068.645 habitantes atendidos.

Com 58 municípios, o Nordeste será a região do Brasil mais atendida seguida do Sudeste, com 30.

O PNBL, lançado em maio pelo Ministério das Comunicações, tem como meta trazer banda larga para 40 milhões de brasileiros até 2014 com dois planos a preços populares: R$15 e R$35, com velocidade mínima de 512 Kbps (kilobits por segundo), além de levar acesso a banda larga para todos os órgãos do governo e ampliar o acesso móvel.

A elaboração do PNBL teve inspiração nas Metas do Milênio aprovadas por 191 países em 2000, por iniciativa da ONU.”
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De acordo com projeções, em 2012 Facebook será o site mais visitado do mundo

Se rede social e o Google mantiverem suas taxas de crescimento, dentro de 18 meses ela ultrapassará a gigante de buscas

Olhar Digital

Se as atuais projeções se concretizarem, dentro de 18 meses o Facebook se tornará o site mais visitado do mundo. De acordo com o site Alexa, se a taxa de crescimento da rede social e do Google se mantiverem constantes, no início de 2012 o Facebook ultrapassará a gigante de buscas e será visitado diariamente por mais de 50% de todos os internautas.

Atualmente, o Google conta com cerca de 150 milhões de visitas diárias, enquanto o Facebook tem cerca de 125 milhões, o que representa um aumento de 25 milhões em relação ao número de visitantes do ano passado.

Nos últimos sete meses, o serviço registrou um aumento de 25% no número de contas registradas, alcançando em julho a marca de 500 milhões de usuários ativos.”

StarCraft vira curso universitário nos EUA

Felipe Zmoginski, INFO Online

“A prestigiosa Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, abriu inscrições para um novo tipo de curso superior inspirado no game de estratégia StarCraft 2.

Chamado de “Criando habilidades para o século XXI com StarCraft”, o curso visa formar, na descrição da universidade, alunos capazes de “propor inovações às tecnologias já existentes, formular pensamentos críticos e adaptar-se a realidades em contínua transformação”.

O mote do curso, que será ministrado exclusivamente online, parte do game StarCraft e exige que o usuário dispute partidas no PC e grave as imagens.

Faz parte da aula analisar as decisões tomadas pelo próprio aluno e por outros jogadores no game, propor formas de solucionar problemas e identificar erros de estratégia.

Segundo os idealizadores do curso, StarCraft é uma ferramenta com grande potencial para ajudar a formar empreendedores e levantar ideias sobre como agir em projetos inovadores, que ainda não possuem um modelo de negócios pronto ou que lhes sirva de referência.”

25 Agosto, 2010

Descobertos vestígios de cidade de 3.500 anos no Egito

A missão da Universidade Yale realiza escavações no oásis de Umm El-Kharga

Reuters

Arqueólogos encontraram vestígios de uma cidade de 3.500 anos em um oásis egípcio, disse o Ministério da Cultura do país africano.

A missão da Universidade Yale, realizando escavações no oásis de Umm El-Kharga, um dos cinco desertos ocidentais do Egito, localizado a cerca de 2.000 km ao sul do Cairo, fez a descoberta ao pesquisar antigas rotas pelo deserto.

A cidade fica no que costumava ser uma movimentada rota de caravanas, conectando o Vale do Nilo ao oásis e a Darfur, no Sudão, diz nota. O lugar atingiu o apogeu durante o Médio Reinado (1786-1665 a.C.).

Restos de uma antiga padaria, como dois fornos e uma roda de ceramista, usada para fazer formas de pão, também foram encontrados, o que sugere que o lugar era um grande centro alimentício.”
Foto: AP

Nova lei proíbe empresas de checar Facebook de candidatos a empregos na Alemanha

O globo

“Jovens na Alemanha talvez não precisem mudar de nome ao chegar à vida adulta para esconder as pequenas irresponsabilidades de seu passado digital , afinal de contas. O governo alemão quer tornar ilegal para empresas fuxicar informações pessoais online de candidatos a empregos. Uma proposta de lei apresentada pelo ministro do Interior, Thomas de Maizière, proíbe futuros chefes de checarem o Facebook de potenciais funcionários.

Os pormenores da lei são um bom exemplo da importância de se dar atenção às configurações de privacidade do Facebook e de redes sociais em geral. Pelas novas regras, os empregadores alemães poderão fazer buscas no Google por elementos disponíveis de forma aberta na rede, mas são orientados a ignorar informações muito antigas ou sobre as quais a pessoa não tenha controle. Será permitido também, é claro, checar redes sociais com perfil profissional, como o LinkedIn.

O texto final é resultado de vários meses de negociações entre os principais partidos do governo e deve ser aprovado nesta quarta-feira, segundo os jornais Die Welt e Süddeutsche Zeitung.”

Governo promove debate sobre ampliação da banda larga

A ampliação da cobertura em banda larga, o preço a ser cobrado pelo serviço e a melhoria da qualidade da conexão estão sendo debatidos no 2º Fórum Brasil Conectado, que compõe a agenda de implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado pelo governo federal em maio deste ano com o objetivo de levar a internet em banda larga aos cidadãos excluídos desse serviço.

Vermelho.org

O evento, que acontece de hoje (24) até quinta-feira (26), em Brasília, reúne representantes das operadoras de telecomunicações, da indústria fornecedora de equipamentos para o setor, de provedores de acesso à internet, associações de defesa do consumidor e governos federal, estaduais e municipais, em um total de 56 entidades, que vão discutir e propor ações para o PNBL.

"Todo esse esforço visa a reduzir o preço da banda larga para o usuário final e, com isso, ampliar a penetração e melhorar a qualidade da conexão", explica Cezar Alvarez, chefe de Gabinete-Adjunto de Agenda do Gabinete Pessoal do Presidente da República e coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal.

Alvarez observa que graças aos incentivos do governo, o brasileiro está comprando mais computadores, mas continua sem conexão à internet, uma vez que o Brasil possui um dos serviços de banda larga mais caros do mundo. Além disso, a oferta do serviço ainda não chegou a muitos locais do país por falta de infraestrutura de rede.”
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24 Agosto, 2010

Google testa busca em tempo real

adNews

“No começo do mês, quando o Google anunciou que acabaria com o Wave, foi avisado que algumas funcionalidades do serviço permaneceriam. E parece que uma delas vai aparecer em breve no sistema de buscas da empresa: a escrita em tempo real. A informação é de Danilo Amoroso, do Baixaki.

A descoberta foi feita pelo consultor de marketing Rob Ousbey no sábado (21). Ele escreveu em seu blog que ia fazer uma busca no Google quando percebeu que estava recebendo os resultados enquanto digitava. Sem precisar teclar "Enter", tudo o que escrevia era mostrado.”
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Diretor do Ibama: "Queimadas vão fazer do Brasil um inferno

Carolina Oms, Terra Magazine

“Ou os agricultores e pecuaristas interrompem imediatamente as queimadas, ou "eles vão fazer do Brasil um inferno". Este é o apelo do diretor de Proteção Ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Luciano Evaristo.

Nos últimos meses, o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) vem registrando sucessivos recordes de incêndios florestais no Brasil. Só nesta segunda-feira, 23, havia 12.551 focos espalhados pelo país. Comparado ao mesmo período de 2009, as queimadas na Amazônia cresceram 276% este ano. E mais do que duplicaram em todo o território nacional.

Como diretor de Proteção Ambiental, Evaristo coordena as ações do PrevFogo, (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) responsável por prevenir e combater os incêndios florestais no Brasil:

- A fiscalização do Ibama está toda em campo, quem nós pegarmos tocando fogo será autuado, embargado e conduzido à delegacia de polícia para responder por crime ambiental.
O diretor do Ibama reconhece a dificuldade de identificar os culpados pelos incêndios, mas alerta: "O Ibama não quer saber, vamos autuar e vamos multar quem tiver fogo dentro da sua propriedade".

Leia a entrevista.

Terra Magazine - Só nesta segunda doze mil focos de incêndio foram registrados no país. O que explica esse alto número de queimadas?
Luciano Evaristo - Além do clima seco, todo mundo resolveu fazer queimada ao mesmo tempo. No Mato Grosso, nessa época, a queimada é proibida pela lei estadual. Mas está todo mundo queimando, com a situação atual de baixíssima umidade qualquer queimada controlada que se faça é arriscada, mesmo o aceiro (isolamento do fogo) não é suficiente, o fogo "pula".
Pode colocar aí: pessoal do Mato Grosso, a fiscalização do Ibama está toda em campo, quem nós pegarmos tocando fogo será autuado, embargado e conduzido à delegacia de polícia para responder por crime ambiental.

É possível fiscalizar um país do tamanho do Brasil com o efetivo do Ibama?
Claro! Nós não fiscalizamos o desmatamento? É possível, o satélite diz pra você onde está o fogo, aí você vai lá em cima.

Mas desde o início de agosto as queimadas, os focos de incêndio vêm batendo recordes. O números não estão crescendo?
Houve um aumento, mas a gente vai combater com brigadas do Ibama e com a fiscalização autuando todo mundo. O Ibama estava fiscalizando o desmatamento no Brasil, essa era a prioridade. Agora nós estamos no combate ao fogo. As aeronaves estão indo para o combate ao fogo, todas as aeronaves do Ibama.

Por que o agricultor continua utilizando uma técnica tão rudimentar e perigosa em suas terras?
É a maximização de lucros, porque você tem gente grande, que tem poderio econômico, usando o fogo. E tem gente que usa porque não tem outro meio de fazê-lo. O cara que coloca o fogo está economizando horas de trator, é muito mais barato.
Temos que avisar o pessoal para parar de queimar nesta época, porque eles vão fazer do Brasil um inferno. Nós orientamos os agricultores a pararem de queimar totalmente, mas, se não tiver outro jeito, aguardem a situação climática melhorar, para que a queima controlada seja possível.

Quem atear fogo corre o risco de ser preso?
Pode ser detido imediatamente, levado à autoridade policial.

Como encontrar os culpados pelo fogo?
Em um ambiente como esse, ninguém gerou o fogo, são milhares de pobres coitados que receberam o fogo dos seus vizinhos, isso não é verdade. No Mato Grosso, toda vez que alguém põe fogo na própria terra, vai à delegacia e registra o Boletim de Ocorrência, dizendo que alguém pôs fogo, pra não levar a culpa. Mas o Ibama não quer saber: vamos autuar e vamos multar quem tiver fogo dentro da sua propriedade."
Foto: Marcello Casal Jr, Agência Brasil

Zoo pode ser multado por filhotes de tigre com leão

BBC Brasil

“O dono de um zoológico em Taiwan poderá ser multado por cruzar um leão macho africano com uma tigresa de bengala asiática, dando origem a três dos poucos filhotes das duas espécies já criados.

O criador diz, no entanto que foi surpreendido pelo nascimento, mas admitiu que vem mantendo os dois animais na mesma jaula há seis anos, desde que eram pequenos.

Os filhotes sofrem de problemas genéticos. Dois deles já morreram desde o nascimento, e o terceiro está em estado crítico de saúde.

O caso levantou preocupações sobre o tratamento de animais selvagens na ilha e gerou acusações de que o governo não estaria fazendo o suficiente para punir quem mantém e cruza esses bichos ilegalmente.”
Foto: BBC Brasil

23 Agosto, 2010

Embargo europeu a derivados de focas inicia hoje, com exceções


folha.com / France Presse

“O embargo decidido pela União Europeia (UE) sobre os produtos derivados de focas entra em vigor nesta sexta-feira (20), tal como previsto, afirmou Maria Kokkonen, uma porta-voz da Comissão Europeia.

A caça de focas realizada tradicional e principalmente no Canadá, é criticada e considerada um massacre por muitos grupos de defesa animal.

No entanto, como disse hoje a porta-voz da UE, o embargo não vai se aplicar a grupos que moveram ações contra a decisão por enquanto, "até que a Corte Geral tenha a oportunidade de ouvir todas as partes envolvidas".

Nesta quinta-feira (19), uma organização de inuits (esquimós) do Canadá afirmou que a Corte Europeia de Justiça tinha suspendido o embargo. Kokkonen havia dito ontem simplesmente que "a Corte não se reúne neste momento".

A UE apenas autoriza a venda "com fins não lucrativos" de produtos derivados da pesca tradicional praticada pelas comunidades inuits, lembrou a porta-voz.

Os países da União Europeia decidiram em julho de 2009 proibir o comércio de produtos derivados das focas, apesar das ameaças do governo canadense de apresentar uma ação diante da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O embargo acontece na ocasião da abertura da temporada de caça de 2010. O fechamento dos mercados da UE soma-se a embargos decretados anteriormente por Estados Unidos e México, principais sócios comerciais do Canadá.”
Foto: Jonathan Hayward, AP

Ministério da Justiça lança cartilha para proteger compradores na web

Vladimir Platonow, Agência Brasil

“O Ministério da Justiça (MJ) lançou um conjunto de medidas para reforçar, dentro do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, as relações de consumo nas compras por meio eletrônico. As diretrizes foram divulgadas durante a 65ª reunião do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) pela secretária de Direito Econômico do ministério, Mariana Tavares de Araújo.

“Essas diretrizes são a interpretação comum do sistema nacional dos direitos dos consumidores e das obrigações dos fornecedores para as compras realizadas por meio eletrônico. Com a expansão do comércio eletrônico, percebeu-se um registro crescente de reclamações nessas compras”, explicou Mariana.

Segundo ela, um princípio fundamental do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é o da vulnerabilidade do consumidor, maior no comércio eletrônico do que nos meios tradicionais.

“Para equilibrar essa relação é preciso que haja providências muito objetivas do fornecedor para dar uma proteção adequada ao consumidor. São providências simples, como permitir ao consumidor acesso mais claro e transparente às informações relacionadas ao próprio fornecedor: quem ele é, onde está e como ter acesso, se tiver problema com a compra”, destacou.

Segundo Mariana, na eventualidade de o consumidor decidir que o produto adquirido não corresponde às expectativas, ele poderá devolve-lo sem ter que explicar o motivo da devolução e sem pagar nada a mais.

“Agora está claro para o consumidor que, se ele receber o produto e não gostar, não precisa dar motivos e pode devolver sem custo algum. Aumentando a confiança do consumidor, o fornecedor ganha também. Pois o consumidor devidamente protegido e mais confiante tende a comprar melhor e mais. Da mesma forma, espera-se que o fornecedor tenha menos problema com o consumidor”, afirmou.

As diretrizes editadas pelo ministério estabelecem que o fornecedor é obrigado a apresentar, logo na primeira página na internet, todas as informações da empresa, como o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço da sede, endereço eletrônico e meios para contato.

“O consumidor precisa saber quem é o fornecedor, se vai poder acha-lo. Precisa prestar atenção em cada etapa da transação e conhecer todos os custos inerentes, como impostos e taxa de entrega”, frisou Mariana.

Mais de 22 mil reclamações referentes ao comércio eletrônico foram registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), entre outubro de 2004 e janeiro de 2010. Mas a representante do Ministério da Justiça acredita que o volume de casos seja ainda maior. “Alguns consumidores não reclamam, têm problemas e não tomam providências a respeito. A expectativa é de que, agora, esse volume [de reclamações] se reduza”.

Baleia é carregada por equipes de resgate. 63 baleias encalharam na praia de Karikari - Nova Zelândia

Foto: AFP

22 Agosto, 2010

Governo quer banda larga a 80% da população até 2022

AdNews

“Nessa quinta-feira (19), representantes do setor de comunicações se reuniram para o 54º Painel Telebrasil - O Brasil que Queremos 2011 – 2014. No evento, ocorrido em Guarujá (SP), o assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Luiz Alfredo Salomão, disse que o governo quer levar banda larga a 80% das casas brasileiras.

A meta está inserida no Projeto 2022, que a Secretaria quer encaminhado ao Congresso pelo presidente Lula para ser transformado em Projeto de Lei. Dessa forma, fica assegurado que as medidas precisarão ser analisadas pela próxima gestão.

A internet rápida requerida pelo projeto é de 100Mbps (megabits por segundo), bem diferente da web a que o brasileiro está acostumado. Atualmente, somente 46% da população digital do país tem conexão com velocidade média acima de 1 Mbps. O Plano Nacional de Banda Larga, por exemplo, define que, até 2014, 75% das casas tenham banda larga de no mínimo 512 quilobits.

Mas Salomão afirmou que são duas ideias diferentes, já que o PNBL estipulou uma meta mais curta. “Estamos definindo um objetivo de longo prazo”, disse.”

Siderúrgica que poluiu o ar no Rio pode ter multa agravada

Agência Brasil

“A secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro está preocupada com a emissão de poluentes provocada pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), instalada no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio. O alto forno número 1 da empresa apresentou problemas na semana passada e acabou lançando na atmosfera partículas tóxicas, principalmente de óxido metálico, afetando os moradores vizinhos, que fizeram a denúncia ao órgão estadual.

A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, esteve nesta sexta-feira (20) na siderúrgica e informou que está fazendo um levantamento junto aos postos de saúde para saber se alguém chegou a procurar atendimento médico por causa da poluição. Após as denúncias, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) autuou a empresa por crime ambiental, no último dia 16.

A CSA, controlada pela ThyssenKrupp, da Alemanha, iniciou a fase de testes do alto forno no dia 13 de julho. Marilene Ramos reconheceu que nessa fase de testes é normal que ocorram ajustes na produção. Salientou, porém, que a empresa errou ao não comunicar os problemas imediatamente ao órgão licenciador do Estado.

Segundo a secretária, essa "é uma situação inaceitável" e pode servir como agravante na fixação da multa aplicada à CSA, cujo valor será definido até o próximo dia 30 pelo Inea. A multa pode variar entre R$ 800 e R$ 2 milhões. O presidente do Inea, Luiz Firmino, afirmou que essa falha pode gerar novas exigências por parte da secretaria, com repercussão, inclusive, no licenciamento ambiental da CSA.

A empresa já vem adotando as medidas recomendadas pelo Inea, entre as quais a redução da produção de ferro-gusa de 7,5 mil toneladas diárias para 3,2 mil toneladas/dia. As medidas já conseguiram amenizar a presença de poluentes em suspensão, de acordo com testemunhos dados por moradores à secretária. Algumas pessoas se queixaram de ardência nos olhos em razão do pó emitido pela usina.

Marilene Ramos deixou claro, entretanto, que a solução definitiva do problema só ocorrerá quando a aciaria, onde o ferro-gusa é transformado em aço, entrar em funcionamento, daqui a 15 dias.”

Facebook lança "Places", seu serviço de localização

AdNews / Reuters

“Enquanto o Google luta para entrar no ramo das redes sociais, o Facebook acaba de anunciar que pretende se expandir para além dele. Na quarta-feira (18), Mark Zuckerberg lançou o aplicativo ‘Places’, que permite ao usuário informar sua localização e interagir com a área em que está.

Por meio de um iPhone ou outro smartphone, o usuário poderá ser acompanhado e receber, assim, informações sobre agenda de cinema, descontos em lojas etc. “O ponto não é que o usuário divulgue ao mundo onde está, mas que revele aos seus amigos o seu paradeiro”, disse o gerente de produto do ‘Places’, Michael Sharon.

Segundo Zuckerberg, o novo serviço vai se focar em três pilares: permitir que se compartilhe a localização aos amigos; ver qual deles está próximo; e descobrir lugares. E para não cair no problema de privacidade, o Facebook rapidamente inseriu opções para que o internauta aceite ou não o ‘Places’.

“Você pode imaginar um mundo inteiro se desenvolvendo em volta disso”, disse o CEO. “Mas nós iremos pensar em monetização mais a frente.” De certa forma, o ‘Places’ servirá como extensão para os comerciantes, que podem oferecer descontos e condições especiais. “É um espaço adicional onde você pode se comunicar com os clientes enquanto eles se movem, e fornecer a eles algo de valor”, disse Lisa Bradner, presidente da agência GeoMomentum, em Chicago.”

21 Agosto, 2010

Instituto afirma que Porto Alegre foi atingida por chuva ácida

Brasília Confidencial

“A água de cor alaranjada que surpreendeu os moradores de Porto Alegre em 12 de agosto era chuva ácida, atestou ontem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o pesquisador Saulo Freitas, a fuligem chegou ao Rio Grande do Sul nas massas de ar procedentes das regiões afetadas por queimadas no Brasil, na Argentina, no Paraguai e na Bolívia. As gotas atravessaram as camadas de poluição e caíram com as partículas de poluentes.

Segundo o portal Zero Hora, há dois dias uma espécie de chuva negra assustou a população de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. A meteorologista Estael Sias, ouvida por Zero Hora, manifestou a suspeita de que também em Livramento tenha caído chuva ácida, embora de cor diferença da que caiu em Porto Alegre.

“O processo, em princípio é o mesmo. Fica a diferença das cores, tem que ver o que isso significa”.

O Inpe não esclareceu o teor de acidez da chuva que atingiu a capital gaúcha na semana passada.

Anteontem, em Livramento, a chuva escura caiu no início da tarde. O Departamento de Meio Ambiente coletou amostras da água para análise.

“Estamos atentos e preocupados com isso. Vamos buscar as respostas para saber qual a origem disso, se tem acidez”, disse ontem prefeito à Zero Hora.”

20 Agosto, 2010

Brigitte Bardot apela à Dinamarca contra 'massacre' de golfinhos

JB Online / AFP

“Ex-símbolo sexual do cinema francês e ativista dos direitos dos animais, Brigitte Bardot, e o grupo de defesa da vida marinha Sea Shepherd apelaram, esta quinta-feira, à soberania da Dinamarca para suspender o massacre anual de golfinhos nas Ilhas Faroe, território autônomo dinamarquês no Atlântico Norte.

Segundo os ambientalistas, centenas de baleias-piloto, que apesar do nome são da família dos golfinhos, são perseguidas até a praia, onde são mortas a golpes de faca até a morte em um sangrento ritual de verão.

"Este espetáculo macabro é uma vergonha para a Dinamarca e as Ilhas Faroe", disseram em carta destinada à rainha Margrethe II.

"Não é uma caçada, mas um abate em massa", de acordo com uma versão em francês do texto, que condenou uma "tradição antiquada que não tem aceitação justificável no mundo de hoje".

Christophe Marie, da Fundação Brigitte Bardot, que defende os direitos dos animais, disse que os ativistas têm monitorado há três semanas a matança de golfinhos - um evento que remonta há milhares de anos - a bordo de um navio.

"A matança de golfinhos foi originalmente concebida para dar alimento às pessoas", explicou Marie à AFP, por telefone.”
Foto: Reprodução
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A era das mãos entrelaçadas

Leonardo Boff, Envolverde

“Meus artigos sobre a situação ecológica da Terra poderão ter suscitado nos leitores e nas leitoras não poucas angústias. E é bom que assim seja, pois são as angústias que nos tiram da inércia, nos fazem pensar, ler, conversar, discutir e buscar novos caminhos. A tranquilidade em tempos sosmbrios como os nossos se afigura como uma irresponsabilidade. Cada um e todos devemos agir rápido e juntos porque tudo é urgente. Temos que nos mobilizar para definir um novo rumo à nossa vida neste Planeta, caso quisermos continuar habitando nele.

Os tempos de abundância e comodidade pertencem ao passado. O que está ocorrendo não é uma simples crise, mas uma irreversibilidade. A Terra mudou de modo que não tem mais retorno e nós temos que mudar com ela. Começou o tempo da consciência da finitude de todas as coisas, também daquilo que nos parecia mais perene: a persistência da vitaiidade da Terra, o equilíbrio da biosfera e a imortalidade da espécie humana. Todas estas realidades estão experimentando um processo de caos. No início ele se apresenta destrutivo, deixando cair tudo que é acidental e meramente agregado, mas em seguida, se revela criativo, dando forma nova ao que é perene e essencial para a vida.

Até agora vivíamos sob a era do punho cerrado para dominar, subjugar e destruir. Agora começa a era da mão estendida e aberta para se entrelaçar com outras mãos e, na colaboração e na solidariedade, construir "o bem viver comunitário" e o bem comum da Terra e da humanidade. Adeus ao inveterado individualismo e bem-vinda a cooperação de todos com todos.

Como os astrofísicos e os cosmólogos nos asseguram, o universo está ainda em gênese, em processo de expansão e de auto-criação. Há uma Energia de Fundo que subjaz a todos os eventos, sustenta cada ser e ordena todas as energias para frente e para cima rumo a formas cada vez mais complexas e conscientes. Nós somos uma emergência criativa dela.”
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Shell e Basf são condenadas a pagar R$ 622 milhões por contaminação

Redação, Última Instância

“A Justiça do Trabalho de Paulínia condenou as empresas Shell do Brasil e Basf S/A ao pagamento de indenização por danos morais causados à coletividade no valor de R$ 622 milhões, reversível ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), devido a um caso de contaminação de empregados por substâncias tóxicas.

As empresas também foram condenadas a custear o tratamento médico de todos os ex-trabalhadores da unidade de fabricação de agrotóxicos no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia, desde a década de 70 até o ano de 2002, quando houve a interdição da planta.

A decisão também se aplica aos filhos de empregados, autônomos e terceirizados que nasceram durante ou após a prestação de serviços, que os colocou em contato com substâncias tóxicas, gerando o quadro de contaminação dos trabalhadores.

Cada ex-trabalhador e cada filho de ex-trabalhador nascido durante ou depois da prestação de serviços deverá receber o equivalente a R$ 64.500, indenização que se refere ao período compreendido entre a data da propositura da ação até 30 de setembro. Este valor será acrescido de juros e correção monetária a partir da sentença e de mais R$ 1.500 por mês caso não seja feito o reembolso mensal das despesas nos meses seguintes.

As empresas devem constituir um comitê gestor do pagamento da assitência médica até 30 de setembro. Em caso de descumprimento da decisão, estarão sujeitas ao pagamento de multa no valor de R$ 100 mil.

Mais de 1.000 ex-trabalhadores das empresas foram beneficiados com a sentença, além de outras centenas de familiares, também suscetíveis à contaminação. De todos os trabalhadores que tentam provar que foram expostos a substâncias contaminantes, ao menos 100 possuem ações individuais em trâmite na Justiça.”
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19 Agosto, 2010

Dez anos para deter a desertificação

Megan Iacobini de Fazio, IPS / Envolverde

“A desertificação é, há muito tempo, considerada um grave problema ambiental, econômico e social por muitos países. Apesar dos esforços internacionais, a degradação da terra se intensifica. Yukie Hori, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UCCD), disse à IPS que o Plano de Ação contra este fenômeno, adotado na conferência internacional de 1977, “não chama de maneira suficiente a atenção para melhorar a situação nas terras semiáridas”.

Entretanto, marcou um começo na luta contra a desertificação e “serviu de plataforma para um enfoque novo e integrado para o problema, enfatizando a ação para promover o desenvolvimento sustentável em nível comunitário”, disse Yukie.

Impulsionar ações que protejam as zonas semiáridas será o objetivo da Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta contra a Desertificação, lançada oficialmente ontem e que vigora desde janeiro de 2010 até dezembro de 2020. O lançamento da Década coincide com a abertura da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade de Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, que acontece em Fortaleza, capital do semiárido Estado do Ceará.

Quando os habitantes da África ocidental sofrem escassez de alimentos devido a uma seca prolongada, a importância de chamar a atenção sobre a desertificação e suas consequências não pode ser subestimada, afirmaram especialistas. A região mais afetada é a do Sahel, longa faixa de terra que atravessa o continente africano do Atlântico até o Mar Vermelho, e onde o Programa Mundial de Alimentos implementa um plano de emergência para ajudar cerca de oito milhões de pessoas.

A esperança é que as iniciativas da Década ajudem a reverter o processo de desertificação, evitando crises por secas no futuro. O lançamento global no Brasil será complementado por atividades regionais, como uma entrevista coletiva conjunta em Nairóbi do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os lançamentos simultâneos destacarão o fato de que se trata de um “problema global” e, portanto, merece a atenção de todos.

A desertificação, definida como degradação dos ecossistemas tanto por atividades humanas como por variações climáticas, ocorre em todos os continentes, menos na Antártida, sendo de especial preocupação nas áreas áridas e semiáridas. Os principais fatores são exploração de recursos naturais de maneira insustentável em razão do aumento populacional, determinadas políticas socioeconômicas e algumas formas de agricultura.”
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Google quer apoio das TVs

AdNews

“A concorrência entre o Google e as TVs pode ser extinta. O gigante das buscas procura agora um apoio dos estúdios para seu novo software, o Google TV. As informações são da jornalista Jessica E. Vascellaro, do The Wall Street Journal - repercutida no Valor Econômico.

As TVs relutam em se associar a um serviço que invade seu mercado, já que permite ao telespectador assitir e buscar a programação da TV paga e da internet nas TVs, caixas conversoras e aparelhos de DVD equipados com o novo software do Google.

Fabricados pela Sony Corp., os primeiros aparelhos chegam às lojas nos próximos meses fomentando a discussão entre as empresas de tecnologia, que anseiam pela maior oferta de conteúdo, e as de comunicação, que temem oferecê-lo de graça.”
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Ibama proíbe a caça de espécies consideradas pragas, que afetem a agricultura

Christina Machado, Agência Brasil

“Uma instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União de hoje (18), revogou uma norma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que autorizava o controle populacional do javali, por meio de captura e abate.

O javali e seus híbridos exóticos são considerados animais invasores e nocivos às espécies nativas, aos seres humanos, ao meio ambiente e, principalmente, à lavoura agrícola. Por isso, o controle é autorizado em caráter emergencial e circunstancial, em algumas ocasiões, para preservar as safras.

A instrução normativa prevê ainda um grupo de trabalho, que terá de apresentar e definir propostas para melhorar a eficiência do controle e elaborar alternativas para minimizar os impactos desses predadores. O grupo terá representantes das superintendências do Ibama nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Acre, Maranhão, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e da Bahia.

O desequilíbrio populacional das espécies é resultado do desmatamento realizado para dar lugar ao cultivo agrícola. A devastação retira as condições de sobrevivência dos predadores naturais, principalmente gaviões e corujas. Sem eles, e com grande oferta de alimento disponível nas lavouras, as espécies encontraram as condições ideais para sobreviver.”

18 Agosto, 2010

Saneamento básico precisa da união de empresas públicas e privadas, defende sindicato

Agência Brasil

“As instituições públicas e privadas não são capazes de universalizar o serviço de saneamento básico brasileiro por conta própria. Esta é a opinião do presidente do Sindicato Interestadual das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sintercon), Carlos Henrique da Cruz Lima.

“Para resolver o problema de saneamento no Brasil, nem a iniciativa privada nem as empresas públicas darão conta sozinhas. É preciso que a gente dê as mãos e enfrente esse grave problema”, disse hoje (16), em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM.

De acordo com o presidente do sindicato, apesar da sanção da Lei 8.987 em 1995, que estabelece diretrizes para as licitações nas concessões de água e esgoto, o setor privado corresponde a uma parcela pequena desses serviços. “Passados 15 anos dessa lei, apenas 10% da população conta com esses serviços operados por empresas privadas. Os outros 90% são empresas estatais”.

Lima afirmou ainda que os agentes privados estão preparados para crescer nesse mercado, desenvolvimento que será possível devido à Lei 11.445, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007. “Há apenas três anos esse mercado ficou regulado. A partir daí a participação da iniciativa privada começa a crescer, porque você encontra as bases legais para investir e ter retorno desse investimento”. Conhecida como Lei do Saneamento Básico, a norma regulamenta as políticas públicas para a área.

Segundo dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto de 2008, do Ministério das Cidades, falta água potável para 19,8% da população brasileira. Os serviços de coleta e tratamento de esgoto atendem a menos da metade dos brasileiros: 43,2% e 34,6%, respectivamente.

A partir de amanhã (17) até o dia 20, o Sintercon promove o 2º Encontro Nacional das Águas, no Rio de Janeiro. No evento, serão discutidas questões como recursos humanos, tecnologia, gestão comercial e assuntos jurídicos e regulatórios.”

Energias do amanhã

"O Brasil ocupa posição de destaque no cenário energético do mundo, mas pode estar investindo olhando a realidade pelo retrovisor. Carta Capital e Envolverde convidaram executivos e especialistas para lançar o debate à frente.

Manuel Lume, Envolverde

A energia que vai mover a economia do futuro e proporcionar conforto e qualidade de vida à sociedade não pode vir das fontes tradicionais que movem o mundo desde o século XIX. Novas fontes já estão disponíveis. No entanto, somente uma parcela pequena da população do planeta tem acesso à energia que vem do sol, do vento, do mar, do vulcões, de restos vegetais e até do lixo. Há quem inclua o etanol da cana-de-açúcar e de outros vegetais (celulósicos) na lista, mas essa não é uma opinião unânime. O que é consenso é que, à exceção do etanol, a exploração em grande escala dessas inesgotáveis fontes de energia precisa se tornar políticas prioritárias de governos e empresas privadas. Essa, no entanto, é uma luta que ambientalistas ainda não venceram.

O Brasil assumiu diante da comunidade internacional compromissos bastante avançados em relação às mudanças climáticas. Levou à COP 15, em Copenhague, no fim de 2009, a meta de reduzir emissões de gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9% até 2020. Para isso, deverá atuar principalmente em duas frentes: redução do desmatamento de biomas, como a Amazônia e o Cerrado, e ampliar o uso de energias renováveis na geração de eletricidade e no transporte.

No centro da questão energética está a exploração do pré-sal, que coloca o País entre os maiores produtores de petróleo do mundo e pode mudar o eixo dos investimentos no setor nos próximos anos. “Os bilhões de dólares que serão investidos para trazer o petróleo do pré-sal à superfície tornariam viáveis muitas outras tecnologias energéticas, como o desenvolvimento de baterias para carros ou de painéis solares de custo compatível para implantação em milhões de residências em todo o Brasil”, diz o cientista Antônio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O custo da extração e produção do petróleo do pré-sal está estimado em US$ 880 bilhões, segundo estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e divulgado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nobre defende a aplicação desse dinheiro em pesquisas focadas em outras tecnologias, que garantiriam não apenas eficiência na produção, mas a otimização no uso de energia. “Carros com motor a álcool ou gasolina tem muito pouca eficiência energética”, explica. Entre 60% e 80% da energia contida nestes combustíveis serve apenas para gerar calor que é dissipado nos radiadores.

A principal preocupação em relação aos investimentos no pré-sal é em relação à continuidade do desenvolvimento de energias de baixo carbono. Outro participante do debate “O Brasil e as Energias do amanhã”, promovido pela revista Carta Capital e pela Envolverde, Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, e atual candidato ao Senado pelo PV paulista, aponta que um horizonte incerto na gestão de energias renováveis. “O País estava na dianteira nessa questão. Desenvolvemos os biocombustíveis, o etanol, a energia solar mas, com a descoberta de petróleo no pré-sal, o debate mudou de eixo. Agora, o foco é a partilha do dinheiro do pré-sal e os impactos que esta nova realidade terá sobre a economia.”

Foi justamente este cenário de opções em aberto, onde o etanol avança em direção a tornar-se uma commoditie global e o Brasil desponta como um dos maiores produtores de petróleo do mundo que levou a revista Carta Capital e a Envolverde a construir mais uma edição da série Diálogos Capitais, desta vez focado na questão “Energias do amanhã”. Foram reunidos executivos de empresas, pesquisadores e especialistas para ajudar a compreender os desafios de suprir o Brasil com a energia necessária para manter a trajetória de crescimento econômico e, ao mesmo tempo, cumprir os compromissos internacionais assumidos em relação à redução das emissões de gases estufa. Estiveram presentes no auditório da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, no último dia 6 de agi, o coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Ricardo Baitelo, a chefe do Departamento de Energia do BNDES, Márcia Leal, o presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Única), Marcos Jank, o gerente geral de Energias Renováveis da Petrobras, Renato de Andrade Costa, o pesquisador Antonio Nobre, do Instituto nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, e o professor Ladislau Dowbor, da PUC-SP, que conversaram com um público de quase 300 pessoas.”
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Google solta nova versão do Picasa

Fabiano Candido, Info Online

“O software de organização de fotos do Google, Picasa, ganhou hoje uma nova versão. E apresenta novidades interessantes mesmo para quem não é muito fã do programa.

A mais útil é a integração com o webware de edição de imagens Picnik. O serviço, comprado pelo Google recentemente, permitirá aos usuários do Picasa realizar ajustes mais avançados – e com poucos cliques - nas imagens e fotos.

O software ganhou ainda um recurso chamado Face Movie. A ferramenta usa o recurso de identificação de faces e faz uma fotomontagem automática – de apenas ume pessoa - com transições especiais.”
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17 Agosto, 2010

A vida com um xing ling

Juliano Barreto, INFO

“O relato de um editor da INFO sobre o uso de um autêntico celular chinês vendido nos camelôs de São Paulo.

"Quinta-feira, 10 de junho. Às 7h28 descobri que era verdadeira a promessa de que aquele seria um dos dias mais frios e cinzentos do ano. Acordei dois minutos antes do que deveria, pois a tarefa de me despertar tinha trocado de responsável. Escalado no lugar do meu surrado Palm Treo Pro com Windows Mobile, quem iria me acordar era um autêntico celular xing ling comprado na Santa Ifigênia, rodando algum sistema compatível com Java. Minha missão era passar 15 dias vivendo só com ele.

A ideia foi começar os testes usando uma função muito legal do folclórico HiPhone: para poupar bateria, ele pode ser ligado e desligado em horários predefinidos. Não confiei nisso e quebrei a cara, ele funcionou direitinho. Ligou sozinho e tocou seu alarme na hora certa. Essa foi uma das raras vezes em que o smartphone funcionou como deveria. Logo no primeiro SMS que precisei responder, a tela “sensível” e o teclado virtual mostraram o que estava por vir. Com os dedos, é impossível acertar as letras, e a stylus (que também é a antena!) não resolve o problema. Melhor responder numa ligação mesmo, apesar da baixa qualidade do som.” Foto: Marcelo Kura
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Modelo de TV digital brasileiro será convergente e complementar à internet

Pedro Peduzzi, Agência Brasil

“O assessor especial da Presidência da República para a área de políticas públicas em Comunicação, André Barbosa, disse que a TV digital não concorrerá com a internet no Brasil, ao contrário do que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos. Segundo ele, no Brasil essas tecnologias serão convergentes e complementares.

“O Brasil adotou uma posição diferente da que vem sendo praticada em países europeus e nos Estados Unidos, que é a de dar fim à comunicação aberta e de estimular as TVs pagas”, disse Barbosa à Agência Brasil. “Eles vêm, ainda que aos poucos, caminhando no sentido de pôr fim à comunicação aberta e gratuita. E acreditam que, no futuro, internet e televisão se fundirão até se tornarem a mesma coisa. Nós não pensamos assim”.

“Broadcasting [TV] e banda larga [internet] não são a mesma coisa. Uma coisa é você fazer uma conexão que parte de um ponto específico e vai para todos os demais pontos. Outra coisa é você conectar um ponto a outro. Essas tecnologias podem até assimilar recursos uma da outra, mas não têm como se tornarem a mesma coisa, até porque a internet não vai substituir a produção áudiovisual das TVs, que tem por base o cinema”.

Barbosa disse que a tecnologia nova não vai substituir a antiga porque elas podem ser convergentes e complementares. “Ao ser integrada à banda larga [na forma como o padrão adotado pelo Brasil], as TVs digitais passarão a ser também uma ferramenta de inclusão digital bastante eficiente por já estarem presentes em diversos lares”.

Ban Ki-moon alerta que desertificação pode aumentar conflitos por terra

Agência Brasil

“O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse hoje (16) que a desertificação pode aumentar o risco de conflitos pela terra e acirrar instabilidades sociais nas cidades que recebem as pessoas que deixam suas regiões por causa da seca.

A ONU lançou hoje a Década para os Desertos e a Luta contra a Desertificação (2010-2020). O problema afeta cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, que vivem em desertos e terras secas.

Ki-moon alertou que a migração forçada de milhões de pessoas, os chamados refugiados climáticos, cria riscos de colapso social nas terras que eles deixam para trás, além de piorar problemas sociais nas cidades que os abrigam, por causa da competição por trabalho, moradia e serviços.

Apesar da gravidade do problema, o secretário-geral da ONU disse que “é possível enfrentar o desafio” e que a ajuda a populações locais pode recuperar ou preservar milhões de hectares de terra, reduzir a vulnerabilidade dessas populações às mudanças climáticas e aliviar a fome e a pobreza.”

16 Agosto, 2010

Etanol no tanque do planeta

Dal Marcondes, Envolverde

“A produção brasileira de biocombustíveis está entre as maiores do mundo, mas pode derrapar se o país não entrar de cabeça no desenvolvimento do etanol de 2ª geração.

O Brasil de 40 anos atrás, governado por militares e profundamente dependente de petróleo importado, muito pouco tem em comum com o país que hoje não apenas produz todo o petróleo de que necessita, como prepara-se para ocupar um posto entre os maiores produtores do mundo. Assolado por uma crise internacional que lançou às alturas o preço dos derivados de petróleo, o governo do então general Geisel adotou nos anos 70 medidas drásticas para a economia de combustível, como fechar postos de gasolina à noite e nos finais de semana, submetendo a população a um quase racionamento. No entanto, nesse cenário germinou a semente do processo que transformaria o país em grande produtor mundial de biocombustíveis e estimularia o desenvolvimento de tecnologias pioneiras para o uso do álcool de cana-de-açúcar como combustível corriqueiro para automóveis.

O Proálcool, criado pelo governo em 1975, estimulou a produção de álcool para adicionar à gasolina e, assim, reduzir a dependência de importações de petróleo. Dois importantes ganhos ambientais foram os efeitos colaterais dessa decisão: a adição de um percentual de álcool à gasolina eliminou a necessidade de usar o poluente chumbo para regular a octanagem do combustível, e os motores a álcool fizeram com que o país reduzisse suas emissões de carbono em mais de 100 milhões de toneladas entre 1975 e 2000. Sob a ótica econômica, o país deixou de gastar mais de 11 bilhões de dólares no que, à época, era conhecido como “Conta Petróleo”. Nesse mesmo período, as montadoras de automóveis contabilizaram a venda de quase seis milhões de veículos movidos exclusivamente a álcool, um modelo quase abandonado no início dos anos 90. A experiência, no entanto, serviu como base para uma nova geração de motores, os chamados flex-fuel, capazes de trabalhar tanto com álcool como com gasolina, e que já estão disseminados por diversos países.

Este é o contexto histórico que garante, em pleno século XXI, o sucesso e o crescimento de uma atividade que plantou suas primeiras raízes em 1532, na cidade de São Vicente, litoral paulista, quando Martim Afonso de Souza instalou o primeiro engenho de cana no Brasil. Hoje, existem no País 437 unidades industriais para processamento de cana para a produção de álcool e açúcar, sendo que a produção de álcool ultrapassou 25,5 bilhões de litros na safra 2009/2010. Além disso, o setor prevê investimentos de 33 bilhões de dólares até 2012, sendo 23 bilhões na área industrial e 10 bilhões na área agrícola.

No entanto, história, tradição e todo esse dinheiro não são suficientes para garantir ao Brasil um berço esplêndido nos próximos anos. A corrida pelo etanol celulósico, ou de segunda geração, produzido a partir da transformação de celulose em biocombustível, mobiliza muitos competidores. Estados Unidos, Europa e China estão no primeiro pelotão e o Brasil precisa acelerar o passo para garantir um lugar no pódio. “ A produção de álcool a partir da celulose é um processo dominado, mas ainda caro”, explica José Maria Gusman Ferraz, pesquisador da Embrapa. Ele acredita que em algum momento nos próximos cinco a dez anos o processo estará maduro para entrar em operação comercial.

Dados da Embrapa mostram que o álcool de cana-de-açúcar produzido no Brasil é o biocombustível de melhor balanço energético do mundo. Para cada unidade de energia fóssil, ou seja, derivada do petróleo empregada em sua produção, o álcool armazena 9,3 unidades. “A produção de etanol celulósico aumentará o volume de combustível sem aumentar a área plantada com cana-de-açúcar,” diz Guzman Ferraz. A estimativa é de que o aproveitamento do bagaço e parte das palhas e das pontas da cana-de-açúcar elevem a produção de álcool em 30 a 40 %, sem que necessidade de aumentar a área plantada com cana-de-açúcar.

A perspectiva de ampliar a produção a partir de novas tecnologias está provocando um grande movimento entre as empresas do setor. E o Brasil está sendo visto no cenário internacional como um dos principais atores em um mercado global de biocombustíveis. Com pouca objetividade, mas alguma visão, um colunista do The New York Times, Thomas Friedman, chegou a publicar que o país pode ser comparado a uma “Arábia Saudita dos biocombustíveis”.
Artigo Completo, ::Aqui::

Falha em site parceiro do Twitter facilita invasão de contas

Veja como proteger sua conta no microblog e evitar ter sua página invadida

Rosana Hermann, R7

Uma falha em um site parceiro do Twitter ameaça a segurança dos usuários do serviço de microblogs mais popular da internet. Devido à vulnerabilidade do site parceiro, cujo nome não pode ser revelado a pedido do próprio departamento de segurança do Twitter, qualquer um poderia invadir uma conta e publicar um comentário na página de praticamente qualquer usuário.

Leia mais sobre o assunto no blog Querido Leitor

O Twitter já trabalha para solucionar o problema, porém, vale lembrar que a empresa conta com milhares de parceiros, seja para divulgar uma foto ou mesmo para limpar as mensagens. E toda vez que o internauta utiliza alguns desses serviços de parceiros, é preciso autorizar o uso por meio de um sistema de autorização (Oauth).

É possível se proteger revogando a autorização após o uso do serviço (clicando em Settings/Connections), porém, quase ninguém faz isso, deixando uma espécie de janela aberta para os invasores.

A reportagem pediu a ajuda de Dan Salles, um programador e entusiasta do Twitter, para revelar a facilidade de quebrar o código de segurança de uma conta no site - e teve êxito em poucas horas.

Portanto, fica o alerta: toda vez que usar um serviço de um dos parceiros do Twitter, não esqueça de revogar a autorização depois e, claro, nunca dê seu login e senha para ninguém.”
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