30 Abril, 2010

Vazamento nos EUA ameaça tartarugas marinhas em extinção

Espécie põe seus ovos no oeste do Golfo do México, próximo ao local afetado por mancha de óleo

Estadão.com.br / Bloomberg News

Uma das espécies de tartaruga marinha mais ameaçadas do mundo pode ser prejudicada pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, que está se espalhando pela costa americana na região do delta do Mississipi, em Louisianna. O óleo escapa a uma vazão de 5 mil barris por dia, vindos de um poço da British Petroleum (BP).

O único local onde a espécie tartaruga-de-kemp põe seus ovos é no oeste do Golfo do México, e uma das suas principais áreas de alimentação é justamente a região que está sendo afetada pelo vazamento, segundo a página da internet da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A espécie está criticamente ameaçada de extinção, no nível máximo da "lista vermelha" da União Internacional para Conservação da Natureza.

"O petróleo não é bom para estes animais porque é tóxico e pode matá-los", disse Andre Landry, um biólogo marinho que coordena o Laboratório de Pesquisa em Ecologia de Pesca e Tartaruga Marinha na Texas A&M University, em Galveston. A contaminação de petróleo na costa "vai afetar as tartarugas-de-kemp desde as mais jovens até as adultas, assim como sua alimentação e hábitats".
Foto: Pat Sullivan, AP
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Catástrofe nos EUA: Vazamento é 5 vezes maior que o estimado

Depois de uma plataforma de exploração de petróleo da britânica British Petroleum ter explodido no dia 20 de abril e naufragado no dia 22 no Golfo do México, com o desaparecimento de 11 trabalhadores, equipes de emergência da Guarda Costeira dos EUA tentam agora queimar o petróleo espalhado no mar. A gigantesca mancha, há horas de atingir a costa de Louisiana, é cinco vezes maior que a estimativa feita pelas autoridades.

Vermelho.org

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, disse em entrevista coletiva que decretar o estado de "catástrofe nacional" permite ao governo mobilizar mais recursos para fazer frente ao vazamento. Representantes da administração Obama declararam que a mancha de óleo deverá chegar ao litoral na noite de sexta-feira (30), atingindo o delta do Rio Mississippi.

Equipes de emergência iniciaram na quarta-feira (28) a queima controlada do petróleo, tentando atrasar a chegada do óleo à costa do Estado americano da Louisiana. Imagens de satélite da Nasa mostram que o derramamento tem cerca de 2.500 quilômetros quadrados de área, duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

O oficial da Guarda Costeira Cory Mendenhall explicou que os incêndios controlados buscam atenuar os efeitos do vazamento provocado pelo afundamento da plataforma petroleira diante da costa americana, na última quinta-feira (22).

"A mancha de óleo é incendiada com uma pequena boia que se desloca pela mancha e a inflama. A queima ocorre satisfatoriamente", afirmou. No entanto, fortes ventos fizeram a operação ser imobilizada nesta quinta-feira.”
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29 Abril, 2010

Mudança latente

Ricardo Voltolini, Revista Ideia Socioambienltal / Envolverde

“Brasileiro se preocupa com aquecimento global, mas muda pouco.

Pesquisa do Datafolha divulgada no último dia 21 de abril revela que pouco mais de nove entre 10 brasileiros acreditam no fenômeno do aquecimento global. Três quartos dos entrevistados acham que a ação humana é a grande responsável pelas mudanças climáticas.

Os números diferem muito dos registrados em estudos com americanos e ingleses. Nos EUA, metade dos cidadãos não crê na responsabilidade do homem pelo aquecimento global. Na Inglaterra, são 25%. Nesses países, mais do que aqui, o recente ataque dos negacionistas climáticos –que tem confrontado duramente as pesquisas do painel de cientistas do clima das Nações Unidas – fez crescer o número de céticos.

Especialmente no caso dos Estados Unidos, ideias que contestam ou atenuam o impacto humano nas mudanças climáticas costumam ter boa aceitação seja porque oferecem salvo-conduto para não deixar de lançar gases de efeito estufa seja porque reduzem a culpa por um estilo de vida considerado perdulário para o planeta muito conveniente. O país é, como se sabe, o maior emissor de CO2. E, em dezembro último, seu presidente, Barack Obama, ajudou a desandar o acordo do clima justamente por não aceitar metas de redução de emissões mais ambiciosas. Para os EUA e –também para a China, sua grande concorrente no mercado global-- diminuir emissões significa abrir mão de crescimento, coisa que causa arrepios no norte-americano médio e seus representantes políticos no senado.

Outros números do estudo do Datafolha merecem atenção. Segundo os dados, o número de brasileiros que se consideram bem informados sobre o tema saltou de 20% (em 2009) para 34%. Isso é bom, claro. Talvez signifique um primeiro passo. Mas sentir-se bem informado não quer dizer estar preparado para fazer as mudanças individuais necessárias visando a reduzir o impacto ao planeta.”
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Consumo de chocolate aumenta quando a pessoa está deprimida

Jornal do Brasil

“Mulheres e homens com depressão comem mais chocolate à medida que os sintomas do problema aumentam, aponta pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.
O estudo, que trata da relação entre humor e o chocolate, foi divulgado esta semana.

– Ele confirma uma suspeita antiga de que comer chocolate é algo que as pessoas fazem quando estão se sentindo deprimidas – diz Beatrice Golomb, uma das autoras da pesquisa.

Os pesquisadores examinaram eventuais relações entre o consumo de chocolate e o humor em mil adultos que não tomavam medicamentos antidepressivos. Os participantes foram submetidos a testes e avaliados de acordo com a escala de depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos, dos EUA.”
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28 Abril, 2010

Transgênico na Suprema Corte dos Estados Unidos

Matthew Berger, IPS / Envolverde

"Começa hoje a primeira audiência na história da Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos sobre o cultivo de transgênicos. A resolução final poderá ter consequências para o futuro desse tipo de sementes, e também legais para os organismos de controle estatais. O caso da empresa produtora de orgânicos Geertson Seed Farms contra a Monsanto gira em torno de uma alfafa resistente aos herbicidas que foi proibida nos Estados Unidos por um tribunal federal em 2007.

Essa sentença concluiu que o estudo de impacto feito pelo Departamento de Agricultura não era suficientemente rigoroso em relação às consequências para o meio ambiente e para a saúde e determinou outra investigação. Em dezembro, foi divulgado o primeiro rascunho do novo estudo, mas “não há data prevista” para a versão final, disse à IPS Suzanne Bond, porta-voz do Serviço de Inspeção de Saúde Vegetal e Animal (Aphis), encarregado de regular os transgênicos.

Os agricultores orgânicos questionaram o estudo do Departamento de Agricultura com base na Lei Nacional de Política Ambiental, que pode ser muito prejudicada pela resolução final da Suprema Corte, que não está prevista para antes de junho. A lei “obriga os órgãos federais a incluírem o fator ambiental em seu processo de decisão e a considerar as consequências de suas propostas e possíveis alternativas razoáveis”, explicou Bond. A lei também é uma ferramenta legal para que os ambientalistas recusem decisões de organismos estatais.

A vulnerabilidade da lei é uma das razões pelas quais várias organizações se ofereceram para depor no caso contra a Monsanto. O processo “tem amplas consequências sobre a forma como o governo realiza análises ambientais e quando é necessário preparar informes de impacto”, disse Noah Greenwald, do Centro para a Diversidade Biológica, ao justificar a participação de sua organização, que não costuma trabalhar com transgênicos.

“O grande tema é quanta condescendência deve haver com os órgãos de controle e sua capacidade para realizar seu trabalho, em relação com o que é preciso dar à população para que recuse o organismo perante a justiça”, disse o especialista Doug Gurian-Sherman, que escreveu vários artigos de opinião desde que começou o processo em tribunais menores. “A questão aqui é o quanto a Suprema Corte é responsável no que diz respeito a habilitar os cidadãos a exigir de um órgão estatal que não faça seu trabalho. Creio que isso é o essencial dessa decisão”, acrescentou Gurian-Sherman, que trabalha no programa ambiental e de alimentação da União de Cientistas Comprometidos.”
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27 Abril, 2010

Emergentes querem acordo para o clima até 2011

Brasil, África do Sul, Índia e China exigem que países ricos reduzam emissões de C02

Agência Estado

Quatro países em desenvolvimento se reuniram na África do Sul hoje (25) para discutir um acordo global obrigatório sobre mudanças climáticas que, segundo eles, precisa ser finalizado até o ano que vem. Os ministros do Meio Ambiente de Brasil, África do Sul, Índia e China se encontraram na Cidade do Cabo para debater sobre como acelerar o processo de conclusão de um acordo do tipo, exigindo que as nações ricas reduzam as emissões de carbono e combatam o aquecimento global.

Em pronunciamento conjunto, os ministros afirmaram ter sentido "que um resultado legalmente obrigatório deveria ser concluído em Cancún, no México, em 2010; ou, no máximo, na África do Sul em 2011", referindo-se aos encontros da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima. "A falta de tais acordos afeta mais os países em desenvolvimento do que os desenvolvidos", criticaram.”
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O projeto de marco civil da Internet e a crítica ao mecanismo de bloqueio instantâneo de conteúdo

Sérgio Amadeu / Blog: Trezentos

“A proposta sintetizada pelo Ministério da Justiça para o estabelecimento de um marco civil da Internet no Brasil é prova que as práticas colaborativas e a participação online podem melhorar a compreensão dos temas e elevar a qualidade das decisões democráticas. Depois de abrir uma plataforma para ouvir, interagir e debater com a sociedade, o Ministério da Justiça encaminha um trabalho de sintese que é extremamente claro e que poderá ser uma referência mundial das legislações que tratam nacionalmente da Internet.

Quais os princípios que dirigem a proposta? Que a rede continue livre. Nenhuma regulamentação nacional deve retirar a liberdade de expressão, de criação de novos conteúdos, formatos e tecnologias. A regulamentação não pode sufocar as possibilidades criativas dadas pelos protocolos técnicos da internet. A Internet é uma rede aberta e não-proprietária, sem centros de fluxo obrigatórios. Trata-se de uma rede que se baseia na neutralidade de suas camadas e de seus mecanismos em relação aos conteúdos, tecnologias, origens ou destinos dos pacotes de dados.

Para que isto seja efetivamente assegurado é preciso incluir no artigo 2 mais um princípio que deve reger a Internet no Brasil:

VII – preservação da possibilidade de criação de novos protocolos e tecnologias, independente de autorização do Estado.

Isto visa assegurar efetivamente que a criatividade não seja bloqueada a qualquer momento por um governo de plantão que queira impedir o contínuo processo inventivo por este prejudicar potencial ou realmente corporações e modelos de negócios existentes.

A seguir, este post irá analisar dois aspectos vitais da proposição do Ministério. Por se tratar de dois temas muito polêmicos, eles estão separados. Busquei deixar o mais claro possível os fundamentos da minha crítica e sugestão.

1) SOBRE OS REGISTROS DE CONEXÃO

O artigo 9 diz o seguinte:

Art. 9. A provisão de conexão à Internet impõe a obrigação de guardar apenas os registros de conexão, nos termos da Subseção I da Seção III deste Capítulo, ficando vedada a guarda de registros de acesso a serviços de Internet pelo provedor.

O que o projeto entende como um provedor de conexão?
A pessoa física ou jurídica que provê a “conexão à Internet”. No artigo 4, inciso IV, está claramente dito que “conexão à Internet” é a “autenticação de um terminal para envio e recebimento de pacotes de dados pela Internet, mediante a atribuição de um número IP;”
Portanto, um telecentro ou uma lan house não podem ser enquadrados no artigo 9, pois não atribuem um número de IP a um terminal. São usuários de um provedor de conexão. Mas será que isto é claro para os juízes e promotores? É isto que os formuladores da propostas entendem?

De qualquer forma, para que não paire dúvidas sobre a necessidade de manter a navegação anônima, sem condições de vigilância, exceto em casos necessários a ação da Justiça, devemos incluir um artigo que deixe claro que no Brasil não é obrigatório que os cidadãos realizem um cadastro que vincule sua identidade civil a um terminal.

Esta é uma faculdade do telecentro, da lan house, empresa ou escola que dá acesso à Internet e, não uma obrigação legal.

Quem além dos provedores de acesso comerciais, tais como, Terra, Uol, IG, etc, podem ser enquadrados neste artigo? Obviamente, todas as empresas, escolas, governos e prefeituras que realizem o provimento de acesso. E as Prefeituras que abrem o sinal wireless nas praças e cidades? O fato de atribuirem um número de IP a um terminal os obriga a guardar os registros de conexão? Tudo indica que sim.

Por isso, sugiro que no artigo 8 seja incluido um novo parágrafo:
“Parágrafo… Ninguém será obrigado a vincular sua identidade civil a um terminal de acesso ou a um número IP, exceto com sua expressa anuência.”

Assim, fica claramente garantido o direito inealienável às redes abertas.”
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26 Abril, 2010

Humanidade deve evitar contato com alienígenas, alerta físico britânico

BBC Brasil

“O renomado físico britânico Stephen Hawking sugeriu que os seres humanos devem evitar fazer contato com seres extraterrestres.

Em uma série de documentários a ser exibida em maio no Discovery Channel, Hawking diz que é "perfeitamente racional" acreditar que pode existir vida fora da Terra, mas adverte que os alienígenas podem simplesmente roubar os recursos do planeta e ir embora.

"Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos", afirma.

"Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar."
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MPF-SP pede ao Google dados que apontam Brasil como líder de remoção de conteúdo

Folha Online

“O Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal em São Paulo enviou ofício ao Diretor Geral do Google Brasil, Alexandre Silveira Dias, requisitando, em 72 horas, cópia dos dados fornecidos pelo braço brasileiro da companhia sobre a liderança do Brasil em pedidos de remoção de conteúdo. O pedido foi feito nesta segunda-feira (26), segundo comunicado do MPF.

Em nota, o MPF informa que a procuradora da República Priscila Costa Schreiner, coordenadora responsável pela investigação de casos de pornografia infantil e racismo na internet, questiona se os números citados sobre conteúdos removidos se referem especificamente aos crimes de pornografia infantil --e quer saber de que tipo de casos tratam os outros números sobre o país que aparecem no relatório, especificando a quais serviços do Google eles se referem.”
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Expedição na Amazônia quer capturar 100 mil insetos e encontrar novas espécies

Grupo de pesquisadores navegará por 20 dias no Alto Rio Negro. Em 2009, a viagem não deu certo porque o barco naufragou.

Lucas Frasão, Globo.com

Uma expedição formada por mais de 20 pesquisadores de todo o Brasil partirá, no dia 1º de junho, em busca de novas espécies de insetos na Amazônia brasileira.

Até 21 de junho, o projeto pretente recolher cerca de 100 mil amostras de insetos na selva, em uma aventura que vai percorrer as principais vias no Alto Rio Negro.

Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenador da expedição, José Albertino Rafael não tem dúvidas de que novas espécies serão encontradas pelo caminho. Segundo ele, existem cerca de 1 milhão de insetos conhecidos atualmente no mundo. "Uma estimativa sensata diz que pode haver mais de 5 milhões de espécies. E a Amazônia é muito rica em biodiversidade", diz ele.”
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25 Abril, 2010

Governo lança pré-edital de concessão de floresta no Pará

Agência Brasil

“O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Ministério do Meio Ambiente, lançou o pré-edital de concessão para a Floresta Nacional do Amana, no Pará. Serão disponibilizados 210 mil hectares para a extração de madeira de forma legal e sustentável. A área equivale a 1,3 vezes a do município de São Paulo.

A medida faz parte da estratégia do governo federal para reduzir o desmatamento, evitar a grilagem de terras, estimular a extração legal de madeira na Amazônia e estabelecer uma economia baseada no uso sustentado da floresta. A iniciativa é a primeira de uma série de ações desse tipo previstas para a região de influência da BR-163.

"A concessão é o principal instrumento para desenvolver a economia de base florestal com geração de renda e a manutenção da floresta em pé", disse o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel.

A floresta do Amana fica no oeste do Pará e faz parte dos municípios de Itaituba e Jacareacanga. A área foi dividida em cinco unidades de diferentes tamanhos para dar chance a diversos empreendedores. A concorrência pública para exploração da floresta é aberta a empresas, cooperativas e associações.

Estima-se que a produção de madeira no local chegue a 150 mil metros cúbicos por ano e seja responsável por uma arrecadação anual em torno de R$ 6,7 milhões. Este valor será repartido entre União, estado e municípios e deve ser aplicado em ações de conservação, manejo e uso sustentável das florestas.

De acordo com o gerente de concessões do SFB, Marcelo Arguelles, os benefícios socioeconômicos vão muito além do valor arrecadado pela União. “Gera circulação, nos municípios abrangidos pela floresta, de cerca R$ 50 milhões anuais nos setores associados à atividade florestal."

Além de madeira, os vencedores poderão extrair outros produtos, como látex, cascas, cipós, óleos, frutos e sementes. Além disso, eles terão a possibilidade de implantar infraestrutura para expandir o turismo, por meio de atividades como os esportes de aventura e a visitação à região. O SFB projeta a criação de cerca de 1.700 empregos diretos e indiretos com a concessão da área.”

Clima é maior preocupação de populações urbanas, diz pesquisa

Mais da metade dos entrevistados em São Paulo, Londres e Paris destacaram a mudança climática

estadão.com.br / Reuters

Os moradores das grandes cidades do mundo citam a mudança climática como sendo a questão global mais premente, exceto os habitantes de metrópoles dos EUA, para os quais a economia é o maior problema, segundo pesquisa do banco HSBC.

A mudança climática é a maior preocupação de cerca de dois terços dos moradores entrevistados em Hong Kong, e de mais da metade em Londres, Paris, São Paulo, Toronto, Vancouver e Sydney. Para os norte-americanos, a questão climática aparece em terceiro lugar, atrás da economia e do terrorismo.

"Quando você olha qual foi o impacto da recente crise global, os indivíduos dos EUA tiveram um maior porcentual das suas carteiras ou um maior porcentual da sua riqueza negativamente afetado", disse Andy Ireland, diretor de serviços bancários "premier" do HSBC. "Acho que pode haver uma correlação entre as duas coisas."
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Projeto estuda Reservas de Biosferas da Amazônia

Yuri Rebêlo, UFPA / Envolverde

“A Cátedra UNESCO de Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento Sustentável, sediada na Universidade Federal do Pará (UFPA), iniciou os trabalhos para o Projeto “Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Rural Sustentável nas Reservas de Biosferas da Amazônia”. O Projeto tem previsão de duração pelos próximos 5 anos.

Segundo o coordenador da Cátedra, o professor Luis Aragón, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, o Projeto foi elaborado para criar uma sinergia maior entre as Reservas de Biosferas da Amazônia, de tal forma que elas possam evoluir conjuntamente. A integração entre pesquisadores da América do Sul é justamente um dos objetivos da Cátedra da UNESCO.

Luis Aragón explica que o Projeto será dividido em três etapas. Em um primeiro momento, os pesquisadores irão fazer um levantamento de informações já existentes sobre as biosferas da região amazônica, não só no Brasil, mas também em toda a Amazônia Sul-Americana. “Na Amazônia brasileira, existe somente uma, no Parque Nacional do Jaú, na Amazônia Central. Existem duas na Bolívia, três no Equador, duas na Colômbia, duas na Venezuela, e essa aqui. São dez”, conta o pesquisador.”
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23 Abril, 2010

Comissão Internacional da Baleia propõe permissão para caça com limites

estadão.com.br / The Guardian

“A Comissão Internacional da Baleia (CIB) propôs permissão para caça sob quotas rígidas, deixando o mundo um passo mais próximo da primeira normatização legal para pesca comercial de baleias dos últimos 25 anos.

A proposta, divulgada ontem, permitiria que o Japão, a Noruega e a Islândia – que caçam baleias amparadas por várias exceções ao monitoramento imposto em 1986 – pescassem por dez anos, mas sob limites rígidos estabelecidos pela CIB, que reduziriam o volume total pescado no mundo.

O Japão propôs uma quota anual de 935 baleias minke da Antártica, que não estão em perigo de extinção, limite que cairia para 400 ao longo dos próximos cinco anos, e para 200 nos cinco anos seguintes. A caputra anual do País, de 320 indivíduos das espécies sei e mike em águas próximas do Japão, seria cortada para 210.

A proposta á uma tentativa de compromisso entre as nações pró-caça às baleias e os países que se opõem à atividade, como Estados Unidos e Austrália. A comissão argumenta que a permissão da pesca sob limites bem definidos ajudaria a melhorar o modelo atual de pesca, sobre o qual não há nenhum controle.

A CIB está preparando uma reunião geral em junho no Marrocos, onde a proposta será debatida.”

Cultivando com cinzas vulcânicas

Lowana Veal, IPS / Envolverde

“Por incrível que possa parecer, a vida diária da vasta maioria dos habitantes da Islândia praticamente não foi afetada pela erupção vulcânica na geleira Eyjafjallajökull, que causou o cancelamento de vários voos na Europa e deixou em péssima situação milhares de passageiros em todo o mundo. Os ventos do oeste e do norte levaram a enorme coluna de cinzas para fora da Islândia, para o mar e para a Europa continental. No entanto, para as cerca de 700 pessoas que vivem na zona sul e leste da geleira, a história foi diferente. Os agricultores foram os mais afetados.

Finnur Tryggvason, da localidade de Raudafell, é um deles. Em sua fazenda, cerca de 15 quilômetros ao sul do local da erupção, cria cavalos e algumas ovelhas. “Aqui ficou negro como a noite durante todo o dia devido à nuvem de cinzas”, disse à IPS. No dia 18, a nuvem estava mais baixa, a três quilômetros de altura, e por isso quase não podia se dissipar. “Também houve muitos trovões, mas não dava para ver os raios”, acrescentou.

Por ser um país vulcânico ativo, as erupções não são algo estranho na Islândia. A última ocorreu um pouco mais a leste e acabou 36 horas antes de começar a de Eyjafjallajökull. Aquele evento, no entanto, foi muito menos prejudicial e passou a ser conhecido como “erupção turística”. As duas ultimas foram precedidas de terremotos. Geólogos acompanham de perto a situação, e o Departamento de Proteção Civil está em alerta.

Cerca de 800 pessoas foram acordadas e retiradas por volta das quatro horas da manhã do dia 14, antes da explosão do vulcão. Foram levadas para um centro da Cruz Vermelha instalado no povoado mais perto, já que a Proteção Civil previa um evento destas características e, inclusive, temia que houvesse uma inundação pelo derretimento da geleira.

Os agricultores puderam ir cuidar dos animais, mas logo tiveram de retornar ao centro. A ordem de evacuação finalmente foi levantada à noite para que todos, menos os moradores de 20 fazendas, que só puderam retornar às suas propriedades na noite do dia 17. Tryggvason foi um dos evacuados. “Na realidade, não havia necessidade. Minha fazenda fica bem no alto”, disse. Muitos também tinham sido retirados na erupção anterior, pelo medo de inundações.

“Foi terrível para os moradores. Tirando os fazendeiros, muitos abandonaram suas casas e foram viver com amigos ou parentes”, disse Urdar Gunnarsdottir, do Departamento de Proteção Civil. As equipes de resgate distribuíram máscaras contra pó e luvas para os afetados. Muitos selaram janelas e portas de suas casas e os estábulos para impedir a entrada de cinza. Mas isto nem sempre funciona. “As cinzas entraram nas casas, principalmente nas construções anexas que não foram seladas tão hermeticamente”, disse Tryggvason.”
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22 Abril, 2010

Acordo de Copenhague aumentará CO2, diz estudo

Claudio Angelo, Folha Online

“Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam, ele pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e com elas os termômetros.

A conta foi feita por Joeri Rogelj, Malte Meinshausen e colegas, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico "Nature".

Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 por 76 países que aderiram ao acordo, produzido na cúpula do clima de dezembro passado.

A conferência na Dinamarca terminou sem um acordo global e legalmente vinculante de corte de emissões de gases-estufa para o período 2013-2020. Produziu um documento frouxo, sem metas de longo prazo, no qual os países anotariam seus compromissos voluntários de redução para 2020.

"Como não sabíamos que propostas os países inscreveriam, não tínhamos como saber qual seria o nível real de ambição do Acordo de Copenhague", disse Meinshausen à Folha. "Sabemos agora, e ele calha de ser inadequado para cumprir a meta de 2ºC."

Os alemães inseriram os valores mínimos e máximos das propostas num modelo computacional de resposta do clima a emissões de origem humana.”
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Montanhistas fazem mutirão para limpar o topo do Monte Everest

Grupo espera retirar 2 toneladas de lixo e um cadáver de uma altitude superior a 8 km

Estadão.com.br / Reuters

Vinte montanhistas nepaleses estão partindo para o Monte Everest nesta semana, para tentar remover o lixo da montanha, na campanha de limpeza em maior altitude já realizada.

Vários montanistas, estrangeiros e nepaleses, já limparam o Everest no passado, mas Namgyal Sherpa, líder da Extreme Everest Expedition 2010, afirma que ninguém nunca tentou uma limpeza acima dos 8 km de altitude, a região conhecida como "zona morta" por causa do ar rarefeito e do terreno traiçoeiro.

Sherpa e sua equipe de montanhistas experimentos levarão sacos e sacolas especiais para trazer de volta garrafas vazias de oxigênio, latas velhas, tendas rasgadas, cordas e utensílios abandonados. Ele já escalou o Everest sete vezes.”
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Charge do Bessinha

21 Abril, 2010

Brasil: o país que mais pede remoção de conteúdo

Tatiana de Mello Dias, estadão.com.br

“O Google lançou nesta terça-feira uma ferramenta que dá uma exata noção da liberdade de expressão em alguns países no mundo. Ela mostra os Países em que os governos pediram para o Google removerde conteúdo – sejam sites, blogs ou comunidades em redes sociais. Surpresa: o Brasil lidera.

O País teve o maior número de pedidos de requisição de dados (3,663) e de remoção (291). Nos EUA, foram 3580 pedidos de requisição e 123 remoções. Segundo o Google, a censura governamental na web está crescendo rapidamente. Essa censura ocorre de várias formas: do bloqueio imediato e filtro de sites à ordens judiciais limitando o acesso à informação e legislação forçando as companhias a atuarem como autocensoras, lista a empresa.

O Google diz que não havia uma ferramenta que medisse em escala global os pedidos dos governos. Ao jogar luz sobre eles na rede, a empresa acredita que conseguirá combater a censura. São utilizados dados de julho a dezembro de 2009.

“Nós sempre concordamos com princípios e prátiticas de privacidade e liberdade de expressão. No espírito desses princípios, nós temos a esperança de que essa ferramenta iluminará em alguma escala o escopo de requisições de censura e divulgação de dados pelo mundo. Nós também esperamos que isso seja um primeiro passo para aumentar a transparência dessas ações através das indústrias de tecnologias e comunicação”.
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20 Abril, 2010

Construção de hidrelétricas sempre gera impactos ambientais, afirma Pinguelli

Nielmar Oliveira, Agência Brasil

“O diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, defende que o suprimento de energia para o desenvolvimento do país passa “necessariamente” pela construção de novas usinas hidrelétricas.

“O fato é que o desenvolvimento do país e o suprimento energético passam necessariamente pela construção de novas hidrelétricas. É claro que sempre há impactos ambientais numa obra desse porte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação do ex-presidente da Eletrobras, houve, no entanto, “uma certa falta de competência” do governo federal na construção de um pacto em torno da necessidade de implantação da hidrelétrica de Belo Monte. Duas subsidiárias da Eletrobras disputam a licitação para a construção da Usina de Belo Monte – cujo leilão seria realizado hoje (20), mas está suspenso por decisão judicial.

“Houve uma certa falta de competência do governo em fazer um pacto com os grupos e movimentos sociais e ambientais. Há a questão das terras indígenas, um complicador. Havia e há a necessidade de se chegar a um acordo com eles. As condições de vida na região são muito precárias em geral e tem muito que se fazer. Isto também não foi bem resolvido. A princípio, eu sou a favor [da construção de Belo Monte], mas com essa ressalva”.

Luiz Pinguelli Rosa disse que também concorda com as posições defendidas pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, e pelos últimos dois ministros de Minas e Energia (Silas Roundeau e Edison Lobão) de que o país tem que optar por qual tipo de energia prefere na continuidade do seu modelo energético: as hidrelétricas (com menos impacto ambiental e proveniente de uma fonte mais limpa), a água, ou a obtidas de fontes não tão limpas e, em geral utilizando combustível fóssil – como o carvão e o óleo combustível.

“Se você não tiver as hidrelétricas, outras usinas, utilizando outras fontes, serão feitas. E pelo andar da carruagem tenderão majoritariamente ser usinas termelétricas, a partir do carvão, do gás, do óleo combustível. O fato é que esse impasse ambiental tem levado a um crescimento grande da participação do combustível fóssil na nossa matriz energética.”

Segundo Pinguelli Rosa, é “uma utopia” pensar que é possível atender ao crescimento da economia brasileira a partir do aumento da oferta de energias alternativas – como a eólica e a solar. “É muito difícil que isso possa ocorrer. Elas podem ter uma participação, um papel maior do que tem hoje, mas nunca cobrirão toda a oferta de geração que propiciará Belo Monte, por exemplo. Seria impossível.”

Para Pinguelli, porém, o governo tem a obrigação de respeitar e ouvir os ambientalistas. “Acho que os ambientalistas devem ser respeitados. Acho que o governo deve responder a todas as perguntas e questionamentos deles, mas eu não vejo, a princípio, um impedimento maior em fazer essa usina [de Belo Monte]. Ela não inunda muito. O problema é, inclusive, o contrário: a redução da água em grande parte do Rio [Xingu], mas isso pode ser evitado com condições restritivas na operacionalização da usina. Então, há solução.”

Facebook é o site mais visitado em ambientes corporativos

JB Online

“De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa NetworkBox, especializada em serviços de gerenciamento de segurança no Estados Unidos, o Facebook é o site mais acessado em ambientes de trabalho de toda a internet.

A NetworkBox também constatou que o Facebook consome uma parcela significativa da banda utilizada pelas empresas, chegando a 4,5%. O site só perde para o YouTube, que consome 10% da quantidade total.

A lista dos sites mais visitados dentro das empresas tem o Facebook em primeiro com 6,8% de todo o acesso, seguido pelo Google com 3,4%, Yimg - servidor de imagens do Yahoo! - ocupando 2,8% do número de acessos, Yahoo (2,4%) e a empresa de banners e anúncios w eb Doubleclick (1,7%).”
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Legalização da maconha volta ao debate nos EUA. Maioria contrária, segundo sondagem AP-CNBC

Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra Magazine / Sem Fronteiras

“A legalização da maconha volta ao debate nos EUA. Confira a última sondagem.

1. A questão da legalização da maconha voltou a ser debatida pela sociedade norte-americana com a aproximação de duas consultas, na Califórnia e na Dakota do Sul.

O debate norte-americano, frise-se, não foi motivado pela última constatação européia de que, em alguns países de linha criminalizante, ocorreu o aumento do consumo de maconha na faixa etária relativa aos maiores de 65 anos.

2. Na Califórnia, em novembro próximo, será decidido, no voto, pela liberação ou não do porte e do consumo lúdico-recreativo da marijuana.

Na Dakota do Sul, com grande atraso diante de outros estados federados, a consulta popular versará, no outono próximo, sobre o consumo terapêutico da maconha.

Só para recordar, uma lei estadual autoriza, na Califórnia e há anos, o uso médico, terapêutico.

Tal fato fez o ex-presidente W. Bush provocar a Suprema Corte. Isto para que ela declarasse inconstitucional a lei californiana.”
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19 Abril, 2010

Greenpeace, uma experiência enriquecedora

Fabio Feldmann, Terra Magazine

“Essa semana compartilharei um pouco da minha experiência dentro de uma das organizações ambientalistas mais importantes do mundo, o Greenpeace. Fui membro de seu Board Internacional por três anos, tendo recentemente terminado o meu mandato, e durante esse tempo convivi com pessoas do mundo inteiro, discutindo não só sobre os temas ambientais mais relevantes, mas também aprendendo sobre o modelo de governança e estratégias de campanha e engajamento.

O Greenpeace é uma organização global independente, que atua para mudar atitudes e comportamentos para proteger e conservar o meio ambiente e promover a paz. Ele está presente em mais de 40 países, incluindo Europa, África, Américas, Ásia e Pacífico. A sua história é bem interessante e seu início, inusitado: tudo começou em 1971, quando um pequeno barco, com voluntários e jornalistas a bordo, navegava por Amchitka no Alaska, para impedir o governo americano de fazer testes nucleares. Desde então, a organização vem conquistando um enorme número de colaboradores que já ultrapassa os 2,8 milhões. No Brasil, a organização está presente desde 1992 e já reúne mais de 34 mil colaboradores.

Considero essa organização como uma das mais importantes e dinâmicas do mundo, pois ela ultrapassa seus objetivos e projetos, conseguindo atender a uma demanda extramamente exigente da sociedade global, que faz questão de sua presença em todos os principais temas, conferências, e etc, sejam eles sobre mudanças climáticas, biodiversidade, desmatamento, energia renovável, baleias, dentre tantos outros. Sua missão ambiciosa faz com que especialmente os jovens se identifiquem com a organização e suas ações, e se disponham a trabalhar voluntariamente.”
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Cientista cubano vence 'Nobel verde'

O vencedor desenvolveu um trabalho de melhoramento natural e sustentável das sementes contra o uso de agrotóxicos

Estadão.com.br / AP

“O cientistas cubano Humberto Ríos Labrada, de 47 anos, venceu o Prêmio Ambiental Goldman, considerado pelos ecologistas como o 'Nobel verde'. Ele foi premiado por seu trabalho de uma década com melhoramento genético participativo em plantas, um processo pelo qual os camponeses mudam a estrutura genética das plantas, selecionando-as de acordo com sua resistência a pragas ou sua adequação a tipos de terra em particular.

"Cuba pode ser um belo exemplo de como enfrentar uma crise e seguir em frente", disse Ríos. O pesquisador estudou pedagogia, mas passou a trabalhar com os camponeses como coordenador do Programa de Inovação Agrária Local (Pial), uma rede que desenvolve a agricultura orgânica e sustentável a partir do melhoramento das sementes de maneira natural. Ríos não rejeita os transgênicos e outros produtos agroquímicos, mas expressou cautela quanto à utilização deles.

A diretora do prêmio, Lorrae Rominger, disse que a seleção de Ríos reflete a importância da agricultura sustentável. E afirmou que os êxitos de Ríos são particularmente notáveis se levarmos em conta as limitações que Cuba enfrentou no campo agrícola.

Cuba gasta cerca de US$ 2 bilhões por ano para importar alimentos para cobrir a demanda da população, incluindo arroz e feijão, componentes básicos da dieta cubana.”
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18 Abril, 2010

As ideias geniais de Einstein e sua relação com o Brasil

Redação, Jornal do Brasil

“Os cariocas e os visitantes que estão de passagem pelo Rio poderão saber mais sobre a vida e a obra de Albert Einstein, bem como conhecer sua relação com o Brasil na exposição que está em cartaz no Museu Histórico Nacional (MHN).

A exposição concebida pelo Museu de História Natural de Nova York, teve uma primeira versão brasileira, em 2008, em São Paulo, No Rio, ganhou duas seções – Átomos e Einstein no Brasil – além das oito da mostra original: Vida e Tempo, Luz, Tempo, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global e Legado. Ao longo das dez seções, as ideias revolucionárias de Einstein serão aproximadas da realidade do visitante.

– Mostramos que alguns de seus conceitos serviram de base para inovações do cotidiano, como o laser, o GPS e a fibra ótica – diz Marcelo Knobel, coordenador científico da exposição.
Para atender o objetivo principal, que é provocar no observador o interesse pela ciência, a mostra conta com muita interatividade. A ideia é desmistificar, com tecnologia de ponta, assuntos, muitas vezes, de difícil compreensão para o público.

Um cinema 3-D, por exemplo, leva o espectador a uma viagem pelo espaço. Uma “máquina do tempo” mostra a variação da passagem do tempo em relação à velocidade da luz. Há ainda uma mesa high-tech, que, quando tocada, abre buracos negros – conceito estudado por vários físicos, inclusive Einstein.

A mostra traz o primeiro museu virtual de ciências do mundo, o TryScience. Trata-se de um quiosque multimídia criado para auxiliar na compreensão de teorias complexas, aproximando o espectador das descobertas mais importantes da ciência, da biologia e da física.”
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Março de 2010 bate recorde de calor para o mês no mundo

Contribuiu para o calor recorde o El Niño, um aquecimento periódico das águas tropicais do Oceano Pacífico

Estadão.com.br / Associated Press

O mês passado foi o março mais quente já registrado em todo o mundo, de acordo com registros mantidos desde 1880, informam cientistas dos Estados Unidos.

A temperatura global média do mês foi de 13,5º C, de acordo com a Administração Nacional dE atmosfera e Oceano (NOAA). Isso está 0,77º C acima da média para março ao longo do século 20.

Pesquisadores do NOAA dizem que excesso de calor foi particularmente notável no norte da África, sul da Ásia, Tibet, Índia e Canadá.

Regiões que experimentaram temperaturas abaixo da média no mês incluem Rússia oriental, norte e oeste da Europa, México, norte da Austrália, oeste do Alasca e sudeste dos EUA.”
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Vulcão da Islândia faz o homem refletir sobre sua insignificância

Folha Online

“Os nossos antepassados ligavam a felicidade à falta de sorte. Já os clássicos diziam que os homens não controlavam seu destino, eram apenas vítimas dele. Essa concepção foi alterada pela modernidade, quando a sorte passou a ser feita pelos próprios homens. A partir deste momento, eles seriam responsáveis pela construção dos seus destinos.

Porém nem tudo depende da nossa vontade. Por conta disso, João Pereira Coutinho, colunista da Folha faz um brinde ao vulcão da Islândia. A nuvem de cinza gerada pela sua erupção causou nesta sexta-feira o cancelamento de 17 mil voos em toda a Europa, de um total esperado de 28 mil, segundo a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol).

"Brindo ao vulcão porque ele lembrou aos homens modernos a evidente insignificância deles perante uma natureza indiferente e em certos casos, brutal", diz o colunista neste podcast, que também sofreu com a falta de voos pela Europa.”

Da biodiversidade às florestas e pajés

Washington Novaes, Envolverde / Mercado Ético

“Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) traz boa notícia: o desmatamento e a conversão de áreas florestadas para a agropecuária caíram na década 2000/2009 para 13 milhões de hectares anuais (ou 130 mil km2, pouco mais de metade da superfície do Estado de São Paulo), ante 16 milhões de hectares anuais na década anterior. Mas complementa: ainda assim, o “ritmo de perda de florestas tropicais continua alarmante”.

Brasil e Indonésia, diz o relatório da FAO, são os principais agentes desse desmatamento. E o estrago só não foi maior porque China, Índia, EUA e Vietnã plantaram 7 milhões de km2 anuais de florestas na década. Com isso, a perda líquida caiu de 8,3 milhões de hectares anuais, na década anterior, para 5,2 milhões de hectares anuais, na última. E a superfície florestal mundial ficou em 4 bilhões de hectares (ou 40 milhões de km2), cerca de 31% da superfície terrestre.

Os números do Brasil no relatório são fortes: 2,6 milhões de hectares anuais (ou 26 mil km2) desmatados em todo o País na última década, ante 29 milhões de hectares anuais na década de 90. E isso tem consequências graves, já que os 900 especialistas de 178 países reunidos pela FAO não hesitam em dizer que as florestas “têm um papel muito importante” na mitigação de mudanças climáticas, pois armazenam 289 bilhões de toneladas de carbono, mais do que já está acumulado na atmosfera e intensifica o efeito estufa. Sem a floresta, o carbono liberado irá para a atmosfera. E as florestas primárias atualmente representam 36% da superfície florestal total. Delas, 1% é atingido a cada ano por incêndios.

Por onde se poderia avançar na proteção das florestas e da biodiversidade? Está em curso uma discussão semelhante à que ocorre na área do clima, com muitos especialistas propondo a criação de uma entidade fora do âmbito da ONU, porque neste as decisões só são tomadas por consenso, e ele não acontece por causa das divergências entre países-membros. Desde a Rio 92, quando foi criada, a Convenção da Diversidade Biológica está empacada na discussão sobre a soberania dos países detentores da biodiversidade e a repartição de benefícios quando alguma espécie neles pesquisada é transformada em produto industrial patenteado em outro país. Enquanto não se avança, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que um terço do 1,9 milhão de espécies já identificadas está em “situação crítica”. Dos 34 “hotspots” (lugares mais ameaçados no mundo), 2 estão no Brasil: Cerrado e Mata Atlântica.”
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16 Abril, 2010

MEC investirá R$ 82 milhões em computadores para quase 200 mil alunos do país

Brasília Confidencial

“O Ministério da Educação começou ontem a entrega dos laptops educacionais do programa Um Computador por Aluno (UCA). O primeiro lote, de 33.765 máquinas a serem entregues até o próximo dia 13/05, abrangerá 85 escolas em 10 estados da federação. A distribuição começou por Tiradentes (MG), um dos cinco municípios em que todas as escolas receberão os portáteis. Até o final do ano serão entregues outros 150 mil para 300 escolas selecionadas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Cada escola definirá a forma de utilização dos computadores, de acordo o seu projeto pedagógico, mas eles devem permanecer dentro da instituição. Para que não haja problemas, um sistema de segurança desativa automaticamente as máquinas retiradas do prédio. O laptop educacional foi desenvolvido especialmente para o programa pela CCE, empresa vencedora da concorrência pública realizada pelo MEC. Ele possui capacidade de armazenamento de 4 Gb, tem 512 Mb de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas e acesso sem fio à internet. A máquina pesa 1,5 kg e funciona com uma bateria com autonomia de três horas. O custo por equipamento é de R$ 550,00 e prevê um ano de garantia. O investimento total até o final do ano será de R$ 82 milhões.”

Belo Monte e a Amazônia

Mauro Santayana, JB Online

“No centro do debate do projeto de construção da grande usina hidrelétrica de Belo Monte encontra-se o plano internacional de ocupação da Amazônia. Quanto mais a região estiver intocada, mais fácil será a sua ocupação pelos que a cobiçam. No caso, usam o pretexto da preservação da cultura indígena, que, em consequência do represamento do Xingu, sofreria com as alterações do meio ambiente. Contra essa preocupação há o irrecusável argumento de que essa cultura já se encontra violada, com a intensa presença de estrangeiros brancos na área. Essa presença, que vem de muito tempo, com os missionários e “pesquisadores”, é ainda acrescida dos receptores de rádio e televisão e, agora, dos computadores. É evidente que, a menos que o mundo se volte de cabeça para baixo, o avanço dos costumes da sociedade moderna e, com eles, dos processos tecnológicos de produção, será inevitável. Como notou Ortega y Gasset, em seu estudo sobre o assunto, o homem não é natureza, é história. E a História se fez, até o momento, no confronto com a natureza.

Não se trata de defender a destruição do mundo natural, mas de saber como será possível ao homem continuar a construir sua história de forma mais racional, a fim de que não venha a perder o planeta. A renúncia à ereção da barragem não preservará o “paraíso” do Xingu. A civilização, queiramos ou não, até agora, choque-nos ou não, tem sido assim. Temos que contar com a ciência para que nos encontre o caminho do equilíbrio.”
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15 Abril, 2010

Brasil prepara etanol de 2ª geração a partir de caprinos

Diego Costa, DCI

“O etanol de 2ª geração deve ganhar nos próximos anos mais um contribuinte natural. A descoberta está ligada aos caprinos (bodes e cabras), que há cerca de dois anos tornaram-se alvos de pesquisas de profissionais de Brasília e do Ceará. O Brasil não está só, e países como França (opera com cupim) e Austrália (opera com Wallaby, um canguru menor) também integram esse cenário de alternativas à produção de biocombustíveis. "O caprino ingere as folhas ou os restos de vegetação para se alimentar. No rúmen, os microorganismos degradam o alimento - processo conhecido como quebra das fibras - em unidades de glicose que é fermentada e convertida em etanol", diz Betania Quirino, pesquisadora da Embrapa Agroenergia do Distrito Federal.

Complexa, a pesquisa é desenvolvida no Ceará com caprinos da raça moxotó. Marco Bonfim, pesquisador-chefe da Embrapa Caprinos e Ovinos do Ceará, disse que o processo é feito através de uma cirurgia. "Nós fazemos uma pequena operação, chamada fistularuminal, a qual dá acesso direto ao estômago do animal. Retiramos as enzimas, degradadas. A partir daí, torna-se possível extrair o álcool para a produção de biocombustíveis", diz Bonfim.

O procedimento é feito somente uma vez, porém, é introduzido no animal uma cânula (espécie de tampão), permanente para retirada da matéria. De acordo com o pesquisador, o bagaço da cana-de-açúcar é misturado na matéria-prima coletada. Bonfim afirmou ainda que o trabalho não é prejudicial à saúde dos caprinos.”
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Reino Unido absolve cientistas na polêmica dos e-mails sobre clima

Mensagens vazadas indicariam manipulação de dados científicos para sustentar o alerta para o aquecimento

Estadão.com.br / Reuters

Investigação concluída nesta quarta-feira, 14, absolveu cientistas britânicos da culpa pelo vazamento de e-mails com informações que colocavam em dúvida os dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global.

Os membros responsáveis pela sindicância afirmaram que não encontraram evidências que sustentem a hipótese de que os cientistas ingleses teriam intenção de vazar os dados para distorcer os dados que a ONU utiliza como base científica para alegar que o aumento das emissões de poluentes influencia na elevação da temperatura global.

Após o vazamento dos e-mails do servidor da Universidade East Anglia, o debate sobre as mudanças climáticas ganhou a participação de cientistas e políticos que criticam a decisão dos países de gastar trilhões de dólares para combater as emissões de poluentes.”
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14 Abril, 2010

Mortalidades materna e infantil se mantêm altas no mundo

JB Online / AFP

“Quinhentas mil mulheres e meninas ainda morrem no parto, anualmente, assim como mais de três milhões de recém-nascidos, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado esta terça-feira.

O estudo, feito pela Associação para a Saúde Materna, do Recém-Nascido e das Crianças (PMNCH, na sigla em inglês) foi preparado para um encontro da ONU, na quarta-feira, da qual participarão vários representantes de países e especialistas em saúde materna e infantil.

O objetivo do encontro é definir os esforços necessários para reduzir a mortalidade das mulheres que dão à luz e das crianças pequenas nos países em desenvolvimento até 2015.

Estas duas estão entre as oito Metas do Milênio, estabelecidas pela ONU no ano 2000 e que se concentram em 68 países, a maioria da África, que representam 92% dos óbitos maternos no parto, de recém-nascidos e de crianças pequenas.

Embora avanços consideráveis tenham sido obtidos para se alcançar as Metas do Milênio, os relacionados com a redução da mortalidade materna e infantil estão atrasados e por isso se exige uma reativação dos esforços para que sejam atingidos, avaliam especialistas.”
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Artista transforma jipe em carruagem puxada por cavalos


BBC Brasil

"Um artista baseado em Nova York transformou um jipe Hummer em uma carruagem puxada por cavalos para chamar a atenção para a necessidade de conservar os recursos energéticos do planeta e fazer escolhas mais sustentáveis.

O artista Jeremy Dean gastou 20 mil dólares do seu próprio dinheiro, e passou um ano criando o projeto chamado “Back to the Futurama”.

Dean disse que foi motivado pela ideia de que quanto maior melhor e de que os americanos têm o direito de viver com grandeza.

Segundo ele, esse tipo de visão resultou na crise econômica e no problema da obesidade no país. Tudo foi ficando maior e maior, disse. "Os jipes Hummer são o ápice do consumismo."

O carro tem cinco televisores que passam um vídeo criado pelo artista.

A carruagem só saiu às ruas uma vez, pois é difícil conseguir a permissão para transitar nas vias públicas. A obra ficará exposta em um museu do Estado de Kentucky.”

Após conquistar milhões de usuários, Twitter mira em anunciantes

JB Online / AFP

“O microblog Twitter, um dos sites mais visitados do mundo, revelou, nesta terça-feira, sua estratégia para ganhar dinheiro, integrando progressivamente às páginas iniciais dos usuários "Tweets (mensagens) promocionais", pagas pelos anunciantes e que podem ser multiplicados pela rede de followers (seguidores das suas mensagens).

Depois de quatro anos de crescimento exponencial, o Twitter, que atingiu a marca de dezenas de milhões de usuários do mundo sem se preocupar em ganhar dinheiro, mudou de estratégia.

As mensagens promocionais "serão pagas pelas empresas ou organizações que quiserem ampliar o grupo de usuários que receberem o anúncio", explicou o site californiano em seu blog.
Entre os primeiros anunciantes a usar este novo suporte estão a cadeia de lojas de eletrônicos Best Buy, o energético Red Bull, o estúdio de cinema Sony Pictures, a companhia aérea Virgin America e a rede de cafés Starbucks.

Esse desenvolvimento, baseado na convicção de "otimizar o valor do site para depois colher os benefícios", como sublinhou um dos criadores Biz Stones nesta terça-feira, lhe permitiu drenar os financiamentos importantes e valorizar o site em milhões de dólares.”
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13 Abril, 2010

Rivalidade e desconfiança marcam encontro em Bonn

Fabiano Ávila, Carbono Brasil / Envolverde

“A primeira reunião para discutir políticas climáticas realizada desde Copenhague tentou estabelecer os novos procedimentos para futuros encontros, mas acabou mesmo servindo de palco para o já conhecido conflito entre países ricos e pobres

Aparentemente pouco mudou desde dezembro do ano passado, quando a Conferência de Copenhague (COP 15) foi marcada por conflitos e impasses. Nos últimos três dias, delegados de 175 países estiveram reunidos em Bonn, na Alemanha, tentando avaliar como aproveitar as decisões da COP 15 e seguir em frente. Mas, infelizmente, as diferenças de opiniões ainda são profundas demais para possibilitar avanços significativos.

As conversas em Bonn se focaram em determinar quais os procedimentos para as próximas reuniões. Por exemplo, com que texto base começar as discussões? Os documentos que já vem sendo debatidos desde Bali em 2007 ou o Acordo de Copenhague? Um amálgama deles? Quantas reuniões fazer até o grande encontro de Cancun?

A princípio ficou acertado que a presidente das negociações, Margaret Mukahanana-Sangarwe, do Zimbábue, irá apresentar um rascunho do texto base no dia 17 de maio. Margaret afirmou que vai analisar o Acordo de Copenhague e pode vir a usar elementos dele em conjunto com os textos trabalhados em Bali. Mas isso não ficou totalmente acertado.

A próxima reunião climática será também em Bonn a partir do dia 31 de maio e outros dois ou três encontros devem ser ainda agendados antes da grande conferência de Cancun em novembro. Porém, isso também não foi decidido.

O ano de 2010 deverá ser focado em financiamento e em como colocar em prática as poucas medidas concretas decididas em Copenhague, como a ajuda aos países mais pobres. Seriam US$ 10 bilhões anuais entre 2010 e 2012, e essa quantia iria aumentando até alcançar a soma de US$ 100 bilhões em 2020. Mas muito pouco foi debatido na Alemanha sobre como iniciar a liberação desses recursos.”
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Tribo na Amazônia quer garantir futuro com projeto de carbono

Etnia quer usar dinheiro de projeto de Redd para financiar plano de desenvolvimento de 50 anos

estadão.com.br / BBC Brasil

Uma etnia indígena da Amazônia brasileira quer ser pioneira na elaboração de um projeto de redução de carbono para financiar o seu desenvolvimento de forma sustentável.

Os Surui, que detêm a posse da reserva Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso, querem receber recursos para manter a floresta de pé, e aplicar o dinheiro em um plano de desenvolvimento capaz de garantir pelo menos meio século de sobrevivência da etnia.

A reserva, homologada em 1983, tem uma área total de cerca de 248 mil hectares, dos quais 243 mil ainda estão preservados. A idéia é que a etnia se comprometa a evitar o desmatamento dentro desta área e, em troca, receba recursos oriundos da não-emissão de CO2 na atmosfera.

Para saber quanto carbono deixará de ser emitido, técnicos do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesan) estão fazendo um estudo do estado de degradação da área e de como ela poderia ser recuperada a partir da adoção de atividades sustentáveis.

O modelo deve ficar pronto até o fim de junho. A partir dele, um plano deve ser desenvolvido até setembro.

A atividade econômica na reserva já deixou uma marca de degradação na terra. O primeiro contato com o homem branco, em 1969, fez a população cair de 5 mil habitantes para em torno de 250 pessoas. As doenças e os conflitos com os madeireiros ilegais levaram à escassez dos recursos.

Sem fonte de renda, muitos indígenas fizeram acordos para explorar a madeira ao redor de suas aldeias. Outros arrendaram terras para a pecuária ou para o plantio do café. Uma situação que perdurou até há poucos anos.”
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12 Abril, 2010

Aquífero descoberto no Norte seria maior que Guarani

Reserva, sob Amazonas, Amapá e Pará, permitiria acesso mais fácil à água por ser mais espessa e menos profunda

Karina Ninni, O Estado de S.Paulo

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgarão oficialmente na semana que vem a descoberta do que afirmam ser o maior aquífero do mundo. A imensa reserva subterrânea sob os Estados do Pará, Amazonas e Amapá tem o nome provisório de Aquífero Alter do Chão - em referência à cidade de mesmo nome, centro turístico perto de Santarém.

"Temos estudos pontuais e vários dados coletados ao longo de mais de 30 anos que nos permitem dizer que se trata da maior reserva de água doce subterrânea do planeta. É maior em espessura que o Aquífero Guarani, considerado pela comunidade científica o maior do mundo", assegura Milton Matta, geólogo da UFPA. A capacidade do aquífero não foi estabelecida. Os dados preliminares indicam que ele possui uma área de 437,5 mil quilômetros quadrados e espessura média de 545 metros. "É menor em extensão, mas maior em espessura do que o Guarani."

Matta cita a porosidade da rocha em que a água está depositada como um dos indícios do potencial do reservatório. "A rocha é muito porosa, o que indica grande capacidade de reserva de água. Além do mais, a permeabilidade - a conexão entre os poros da rocha - também é grande."
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Sucesso do iPad anima concorrentes no mercado de tablets

Na 1ª semana após lançamento, aparelho vendeu 450 mil unidades. Tire suas dúvidas sobre essa nova categoria de computadores.

Leopoldo Godoy, G1

Ele não é um computador, não substitui seu telefone celular, e não traz nenhuma tecnologia nova para o consumidor. Ele não é nem mesmo o primeiro de sua classe a chegar ao mercado. Ainda assim, o iPad, tablet da Apple que chegou às lojas nos Estados Unidos no último sábado (3), já é um marco na transição entre um modelo computacional apoiado nos PCs e a chamada computação móvel.

Apoiado na capacidade da Apple de gerar interesse no consumidor e no sucesso do "ecossistema" iPhone, o iPad conseguiu, enfim, transformar os tablets em uma realidade no mercado. Há mais de 15 anos a indústria de computadores tenta lançar produtos neste formato, sem sucesso.

A Apple afirma ter vendido mais de 300 mil iPads no dia de lançamento do produto, incluindo as entregas das pré-encomendas, canais de parceria lojas Apple Store. Ao final de 6 dias, foram 450 mil unidades. Os números fizeram a empresa acreditar que a previsão de colocar 5 milhões de iPads nas ruas até o fim de 2010 foi, na verdade, tímida.”
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11 Abril, 2010

Twitter: mais de 60% das contas são de fora dos EUA

AdNews

“Mais de 60% dos cadastros no Twitter vêm de fora dos Estados Unidos, e a adoção de novos idiomas para o serviço ¿ já são seis ¿ fazem aumentar o número de pessoas que criam uma conta.

Segundo Matt Sanford, engenheiro da equipe internacional do Twitter, "existem usuários do Twitter em grandes países que você imagina, em alguns países menores que você não espera (como a Cidade do Vaticano) e até mesmo do espaço" (citando o astronauta Soichi Noguch, ou @astro_soichi, que envia fotos e comentários da vida na Estação Espacial Internacional).”
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Estudo aponta usinas que poderão ser construídas no Rio Araguaia

Alana Gandra, Agência Brasil

"A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, concluiu a revisão dos Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Araguaia. O documento, entregue nesta semana à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aponta as usinas que poderão ser construídas ao longo do rio e constitui o primeiro passo para o leilão, disse à Agência Brasil o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

“O estudo de inventário vê a partição da queda d’água, a melhor maneira de você dividir a queda para explorar os potenciais dessa bacia”, explicou. O estudo de inventário é feito juntamente com uma avaliação ambiental integrada, que vê o impacto dessas usinas funcionando juntas na bacia. “Então, na análise da melhor divisão, é olhado tanto o aspecto ambiental e social quanto o econômico”.

Após a aprovação do inventário, terão de ser feitos estudos de viabilidade técnica e econômica e de impacto ambiental para cada empreendimento. O estudo de impacto ambiental é apresentado no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para obtenção da licença prévia. Depois disso, é feito o leilão.

O presidente da EPE não vê problemas ao meio ambiente nem à sociedade para a construção ou licenciamento das usinas no Araguaia. “No caso do Araguaia, a área mais sensível é a do médio Araguaia, onde tem a planície do Bananal. Então, não se colocou usinas nessa área, mas só no alto ou no baixo Araguaia”. A decisão respeita as recomendações do Plano Estratégico da Bacia Hidrográfica dos Rios Araguaia e Tocantins, elaborado pela Agência Nacional de Águas (Ana).

O estudo da EPE mostra um total de 2.483 megawatts (MW) de potência instalada na bacia do Rio Araguaia, considerando as hidrelétricas de Santa Isabel (1.087 MW), Couto Magalhães (150 MW), Torixoréu (408 MW), Toricoejo (76 MW) e Água Limpa (320 MW). Foram identificados ainda três novos pontos de aproveitamento, com capacidade conjunta de 442 MW.

No caso de Santa Isabel e Couto Magalhães, o presidente da EPE lembrou que as usinas já foram leiloadas. A perspectiva é de que comecem a construir ou a participar de leilões para venda de energia em 2011. Para Água Limpa e Toricoejo, a previsão é para 2013.

Outros seis inventários deverão ser concluídos este ano, envolvendo as bacias dos rios Branco, Jari, Juruena, Tibagi, Aripuanã e Sucunduri, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Maurício Tolmasquim acredita que essas usinas deverão ser leiloadas a partir de 2014.”

10 Abril, 2010

Os direitos da Mãe Terra na Rota de Cochabamba

Celso Dobes Bacarji, Envolverde

"A Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, que acontecerá entre os dias 19 e 22 de abril de 2010, em Cochabamba, na Bolívia, é uma alternativa avançada na luta pela sustentabilidade da vida humana no Planeta. As negociações inter-governamentais desenvolvidas sob o comando da ONU jamais chegarão a um consenso sem passar por um longo e complexo processo de debates, que envolvem interesses conflitantes, muitos deles irreconciliáveis.

A Convenção da Partes, das Nações Unidas, poderá, talvez, fechar um acordo depois que a sociedade como um todo estiver consciente e mobilizada, exercendo pressões em todos os níveis para que as mudanças sejam implementadas. Por enquanto, seguimos assistindo espetáculos como o de Copenhague, que mais ajudam a aumentar as emissões do que contribuem com a correção dos rumos de nossa civilização.

Eventos como o de Cochabamba são fundamentais para a mobilização dos povos, contrapondo, debatendo e pressionando governos, empresas e outros agentes de mudança. Assim como o Fórum Social Mundial se contrapôs ao Fórum Econômico de Davos.

A Conferência dos Povos é um evento bottom up. Emblematicamente, foi convocada por Evo Morales, presidente da Bolívia, um representante legítimo de povos desassistidos da América Latina, um líder sindicalista, de etnia indígena aymará, tradicionais cultivadores de coca naquele país. É o ambiente mais propício para fortalecer a voz dos que não têm voz, dos excluídos, que se transformam agora em vítimas daqueles que acumularam o poder e a riqueza durante tanto tempo.

Ao mesmo tempo, o encontro, diferente do que ocorreu em Copenhague, será holístico. À parte a proximidade com a cultura milenar dos povos indígenas que a Bolívia ainda preserva, a Conferência busca lançar luz sobre a relação de interdependência entre o homem e a Mãe Terra, relação esta que exige harmonia e respeito da humanidade para com o seu Planeta.”
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09 Abril, 2010

Inpe: desmatamento na Amazônia cai 51% entre agosto e fevereiro

Demétrio Weber, O Globo

“A nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou nesta quinta-feira uma redução de 51% no desmatamento da Amazônia, entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do Deter, sistema de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cuja finalidade é alertar as equipes de fiscalização em terra para coibir a devastação.

Segundo a ministra, os dados preliminares indicam tendência de queda, o que poderá levar o país a atingir mais cedo as metas de diminuição do desflorestamento, cujo objetivo maior é chegar a 2020 com queda de 80% nos índices registrados entre 1996 e 2005.

- Há uma tendência de antecipar as metas que o governo brasileiro estabeleceu - disse Izabella, em entrevista coletiva.

O Deter informa que 1.352 quilômetros quadrados foram destruídos na Amazônia entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010. Nesses mesmos meses de 2008 e 2009, a devastação havia derrubado 2.781 quilômetros quadrados de floresta.”
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Mercado de carbono é melhor que fundos públicos, diz comissão da área

Daniel Mello, Agência Brasil

“A comissão criada nesta quarta-feira (7) para elaborar as normas técnicas a fim de regulamentar o mercado voluntário de carbono do Brasil se reuniu pela primeira vez na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Na avaliação do coordenador da comissão, Marco Antonio Fujihara, o mecanismo de financiamento privado, por meio de compra e venda de créditos, tem boa chance de ser a maneira mais eficaz de financiar o desenvolvimento de tecnologias que emitam menos gases causadores de efeito estufa.

Para Fujihara, esse modelo seria mais importante do que os fundos públicos de adaptação climática.

"Os países emergentes já têm um mercado que regula esses processos e melhor relação custo-benefício, o [modelo] mais barato possível é por meio do mercado, e não pelos fundos públicos", disse ele.

Regulação

Fujihara prevê que a regulação mais transparente poderá impulsionar o mercado de carbono no Brasil. "Os investidores se sentem mais propelidos a trabalhar em ambientes regulados", afirmou.

Segundo o coordenador, a "mecânica da transação" com crédito de carbono é um dos principais assuntos em discussão pelos integrantes da comissão.

Ele disse que o objetivo é estabelecer metodologias para certificar os créditos, que deverão deixar o mercado mais transparente.

Estavam presentes nessa primeira reunião representantes da Associação Brasileira de Normas Técnicas, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e especialistas do setor.”

Estudos sugerem relação entre QI, consumo de álcool e fumo

Claudio R. S. Pucci, Portal Terra / JB Online

“Estaria o grau de inteligência de uma pessoa relacionada com vícios condenáveis como cigarro e bebida? Duas pesquisas, uma conduzida na Inglaterra e outra em Israel dizem que, sim, mas cada uma da uma justificativa diferente para seu caso. Já que de um lado temos como resultado que pessoas mais ignorantes fumam mais e, por outro, que mulheres mais cultas bebem mais.

Mark Weiser, do Centro Médico Sheba, do Hospital Tel Hashomer, em Israel, mostrou que aqueles que fumam mais de 20 cigarros ao dia acabam indo pior do que os não fumantes em testes de QI. Estudando 20 mil jovens, a pesquisa viu que os fumantes inveterados ficam com uma média de 94 pontos no teste, enquanto os não fumantes pontuam 101 _enquanto a faixa geral está entre 84 e 116. Até mesmo irmãos que receberam a mesma criação apresentam diferença de desempenho no teste quando um tem o vício do tabaco, e o outro não.

O problema está em como chegar a uma conclusão em cima dos resultados. Os próprios médicos envolvidos não conseguem dizer se fumar diminui a inteligência ou se pessoas de QI reduzido acabam tomando péssimas decisões a respeito de sua saúde, e aí envolvendo também consumo de drogas, comida não-saudável e falta de prática de exercícios.”
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07 Abril, 2010

Contra ambientalistas, relator mantém votação do Código Florestal para maio

Agência Câmara

“O relator da comissão especial que analisa 11 propostas de alteração ao Código Florestal e à Lei de Crimes Ambientais, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) descartou o adiamento do debate para 2011 e anunciou que vai apresentar seu parecer até o fim deste mês.

"Os ambientalistas têm todo tempo do mundo, os produtores rurais não têm. Os produtores têm uma safra todo ano para colher, portanto, eles não podem esperar", disse o parlamentar, após audiência pública realizada pela Comissão Especial do Código Florestal.

Em seminário realizado na terça-feira (6) de manhã, os presidentes da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), e da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), haviam defendido que a votação seja adiada para 2011. Segundo eles, a discussão será prejudicada por este ser um ano eleitoral.

O assunto abriu uma polêmica entre ruralistas, favoráveis à flexibilização do percentual de reserva legal, e ambientalistas, contrários a alterações no texto. Para ampliar o debate, a comissão especial realizou debates em Brasília e 18 estados, com participação de universidades, ONGs e agricultores.

Divergência

Convidado para participar da audiência, o promotor de Franca (SP), Fernando de Andrade Martins, defendeu normas mais flexíveis. Para ele, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) devem ser consideradas como reserva legal das propriedades, desde que integrem o mesmo bioma.
As APP são as áreas de vegetação protegidas por lei, como as encostas com mais de 45º de declividade, os manguezais e as matas ciliares.

Além de manter as APPs intactas, o produtor rural é proibido de desmatar a chamada reserva legal, que varia de acordo com a região, podendo chegar a 80% da propriedade em regiões de florestas.
Segundo Martins, essa interpretação do Código Florestal, adotada por ele e outros promotores de São Paulo, garante a preservação do meio ambiente sem onerar os produtores. "Isso significou uma adesão do produtor rural aos projetos de reservas legais", diz ele. "Se a gente move uma ação judicial, demora 15 anos para conseguir uma decisão, que dá mais 15 anos para fazer [o reflorestamento]', afirma.
Líder do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP) disse que o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal discordam dessa interpretação dada pela promotoria de Franca ao código.

"É uma maneira conformista de ver a situação: se já está devastado, então em vez de mandar recuperar, você arruma fórmulas para garantir que a área da reserva legal pode juntada à APP", disse. "Isso pode estimular o desmatamento em nome de se ter uma solução mais pragmática."

Morte do Mar de Aral é 'desastre chocante', diz secretário-geral da ONU

Projeto de irrigação soviético reduziu o mar interno da àsia Central em 90%; água gera disputa

estadão.com.br

O ressecamento do mar de Aral é um dos desastres ambientais mais chocantes do mundo, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao pedir que os líderes da Ásia Central se esforcem para resolver o problema.

O Aral, que já foi o quarto maior lago do planeta, encolheu 90% desde que os rios que o alimentavam foram desviados para um projeto soviético de plantio de algodão.

O encolhimento do mar arruinou a economia pesqueira da área, e deixou navios encalhados em um deserto arenoso, como se tivessem caído do ar. A evaporação do mar deixou o solo coberto por camadas de areia extremamente salgada, que os ventos espalham pelo mundo, do Japão à Escandinávia, e que causam danos à saúde da população local.

Ban visitou o mar de helicóptero, como parte de um giro pelos cinco países da antiga Ásia Central Soviética. A viagem incluiu uma parada em Muynak, no Usbequistão, uma cidade que ficava na beira do Aral, e onde hoje as docas estendem-se sobre um deserto cinzento e camelos passeiam entre navios encalhados.”
Foto: Alexander Zemlianichenko, AP
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06 Abril, 2010

Ibama embarga 33 empresas por irregularidades sobre carvão vegetal

Lisiane Wandscheer, Folha Online

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou 33 empresas, entre siderúrgicas e transportadoras de carvão no país. A ação faz parte da Operação Corcel Negro, realizada entre os dias 22 e 31 de março, que tinha o objetivo de fiscalizar o transporte, a produção e o consumo de carvão.

Com o embargo, as empresas ficam impedidas de funcionar até decisão judicial. Entre as causas mais comuns para a punição está a falta de autorização para funcionar.

No total foram realizados 260 autos de infração em 14 Estados, resultando em R$ 275 milhões em multas. O Pará foi o campeão de irregularidades, com um total de R$ 266,9 milhões em multas e 250 fornos destruídos, seguido por Minas Gerais, pelo Mato Grosso do Sul, pelo Paraná, pela Bahia, pelo Maranhão e pelo Piauí.
Segundo o coordenador da Operação Corcel Negro, Roberto Cabral Borges, o cerrado e a caatinga estão sendo destruídos para a produção de carvão.”
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Ibama embarga 33 empresas acusadas de uso ilegal de madeira de desmatamento

Brasília Confidencial

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou 33 empresas, entre siderúrgicas e transportadoras, que consumiam e comercializavam carvão produzido com madeira de desmatamento. Elas foram lacradas e estão impedidas de funcionar até decisão judicial. A ação resultou da Operação Corcel Negro, realizada entre os dias 22 e 31/03, nas áreas mais críticas de produção ilegal de carvão na Caatinga e no Cerrado, biomas severamente ameaçados pela atividade siderúrgica. “Algumas siderurgias reclamaram que tiveram que reduzir a produção em função da fiscalização. Se isto aconteceu é porque houve ilegalidade. A siderurgia nacional tem que funcionar, mas não com a destruição do cerrado e da caatinga”, destacou Roberto Cabral Borges, coordenador da operação.

Borges explicou que o Código Florestal, de 1965, deu prazo de 20 anos para que as empresas se tornassem autossustentáveis, produzindo em reflorestamentos madeira suficiente para alimentar seus fornos. Mas esse prazo, segundo ele, tem sido prorrogado de forma recorrente. “Nossa preocupação é que as empresas comecem a investir na produção autossustentável. Se a indústria não tiver seu próprio reflorestamento haverá um colapso econômico e ambiental”, alertou.

Além dos embargos, o IBAMA aplicou 260 autos de infração, num total de R$ 275 milhões em multas e destruiu mais de 250 fornos. O campeão de irregularidades foi o Pará, seguido por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Maranhão e Piauí.”

05 Abril, 2010

País planeja ofertar 10 mil MW a partir da biomassa até 2020

Diego Costa, DCI

“A co-geração de energia elétrica por biomassa no Brasil deve aumentar, em dez anos, para mais de 10 mil megawatts (MW), que serão ofertados em leilão e no mercado livre. A previsão é de Carlos Silvestrin, presidente da Associação da Indústria de Co-geração de Energia (Cogen).Atualmente, essa co-geração soma 5.400 MW instalados.

Segundo Silvestrin, desde 2005 foram comercializados 3.700 MW em leilões regulamentados.

Ainda de acordo com a Cogen e com o Programa Bioeletricidade 2011-2020, a participação na matriz elétrica brasileira das usinas a biomassa movidas a partir do bagaço de cana-de-açúcar deve passar do patamar atual de 4% para 12% no período.

"O mundo todo caminha para o sistema de co-geração de energia a partir de uma única fonte", disse o presidente da Cogen.

Para Zilmar José de Souza, assessor de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em 2009 o mercado de biomassa, através da produção de cana-de-açúcar, obteve uma boa performance: "Foi a fonte que mais agregou capacidade instalada: 1.112 MW no ano. Superamos as térmicas convencionais e as grandes hidroelétricas", afirmou o assessor da Unica.”
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