28 Fevereiro, 2010

Biodiversidade

"Nossos parentes mais próximos na escala evolutiva estão à beira da extinção - revela novo relatório elaborado pela IUCN (União Mundial para a Natureza)

Amália Safatle, Terra Magazine

“Com o clima batendo à porta, entrando pelas casas na forma de enchentes, nos cobrindo os joelhos na mais branda das hipóteses, ou nos desidratando em forma de insolação, o assunto do aquecimento global já não é mais distante e nem parece tão técnico.

Nevascas nos Estados Unidos, mortes por frio mundo afora, calorão que um dia desses elegeu o Rio de Janeiro como a cidade mais quente do planeta. Com causas locais e/ou globais, ou mesmo circunstanciais por fenômenos como o El Niño (potencializado ou não por fatores globais), a mudança do clima está na pele.

Ainda assim, não foi possível encontrar uma agenda comum entre povos, por meio de seus representantes reunidos na última cúpula do clima, para amenizar um problema ao mesmo tempo tão longe - pelo seu alcance -, e tão perto.

O que será, então, da agenda da biodiversidade? Antes da COP 16 do clima, a ser realizada no México, Nagoya, no Japão, sediará em outubro a COP 10 da biodiversidade (a 10 ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica). Um artigo publicado na revista Nature, em 24 de setembro do ano passado (nº 461), mostra como a questão supera, um termos de extrapolação dos limites físicos da Terra, até mesmo a questão climática.

Não que sejam assuntos estanques: a mudança do clima impacta diretamente na diversidade biológica do planeta e essa perda, por sua vez, não só torna os ecossistemas menos preparados para enfrentar as alterações climáticas como as acentua.”
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Países propõem criação de agência ambiental no estilo da OMC

Órgão faria parte de reforma da governança ambiental, que será discutida por grupo ministerial até a COP-16

Sunanda Ctragh, Reuters / O Estado de São Paulo

Uma Organização Mundial do Meio Ambiente, semelhante à Organização Mundial do Comércio, poderia ser criada como parte de uma reforma da governança ambiental, decidiu na sexta-feira, 26, uma reunião da ONU com a presença de ministros do Meio Ambiente.

Ministros e representantes de mais de 135 países se reuniram em Nusa Dua, na ilha indonésia de Bali, esta semana para a reunião anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep). É o maior encontro de autoridades ambientais desde as negociações climáticas de Copenhague, em dezembro do ano passado.

O diretor executivo do Unep, Achim Steiner, disse a jornalistas na sexta-feira que a reforma da governança ambiental foi uma parte chave das discussões desta semana e que governos levantaram a possibilidade de ser criada uma Organização Mundial do Meio Ambiente, cuja sigla em inglês seria WEO.”
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27 Fevereiro, 2010

Proteger baleias combate efeito estufa, dizem cientistas

“Pesquisa diz que, em um século, corpos de baleias liberaram 100 mi de toneladas de gás carbônico.

O Estado de São Paulo / BBC Brasil

“Cientistas dos Estados Unidos disseram que proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico acabem indo parar na atmosfera, o que intensifica o efeito estufa.

Segundo os estudiosos da Universidade do Maine, um século de caça às baleias no mundo pode ter liberado para a atmosfera mais de 100 milhões de toneladas de gás carbônico.

As baleias estocam este gás em seus corpos gigantescos e, quando são mortas, grande parte da substância pode ser liberada.

Para o cientista Andrew Pershing, que calculou a estimativa, baleias são as "florestas do oceano" e protegê-las pode ter impacto semelhante ao de programas de reflorestamento.

"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", disse.

Lâmpadas

Pershing destaca que, principalmente no início da caça à baleia, os animais eram fonte de óleo para lâmpadas, que era queimado e liberava o gás carbônico diretamente na atmosfera.

Para conseguir chegar à estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam.

Em seus cálculos iniciais, a equipe estimou que cem anos de caça liberou uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas.

Pershing destacou que esta quantidade ainda é relativamente pequena quando comparada aos bilhões de toneladas de gás carbônico produzidas pela atividade humana a cada ano.”
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26 Fevereiro, 2010

Acusada de plágio, editora processa tradutora e tenta tirar blog do ar

Mariana Lang, Folha Online

"Quando iniciou seu blog Não Gosto de Plágio em dezembro de 2007, a tradutora Denise Bottman, 55, não imaginava que, poucos anos depois, estaria no meio de um debate que envolve liberdade de expressão e internet.

Foi no final da tarde da última sexta-feira (19), no entanto, que Bottman entrou na discussão: a Editora Landmark e seu sócio-proprietário, Fábio Cyrino, abriram um processo pedindo a supressão imediata do blog, além de uma indenização de 400 salários mínimos por calúnia e difamação.

Bottman, 55, apontou suposto plágio de tradução em duas obras literárias da Editora Landmark, ambas lançadas em 2007: "Persuasão", de Jane Austen (que teria sido plagiado de uma tradução lançada em 1996 pela editora portuguesa Europa América, feita por Isabel Sequeira), e "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Brontë --cuja tradução original teria sido publicada em 1971 pela já extinta editora Brugueira, sob autoria de Vera Pedroso.

Ela afirma ainda que tem como comprovar todas as alegações.”
Foto: Arquivo Pessoal
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Desmatamento da Caatinga e do Cerrado será monitorado a partir de março

Agência Brasil

“A Caatinga e o Cerrado serão monitorados pelos técnicos do Ministério do Meio Ambiente com objetivo de combater o processo de desmatamento que atinge dois dos importantes biomas do país. De acordo com o ministro Carlos Minc, o monitoramento começa a ser executado a partir de março.

Para o ministro, o país não deve apenas se preocupar com o desmatamento da Amazônia. “Até algum tempo atrás, só a Amazônia era monitorada, parecia que só existia a Amazônia, como se não houvesse desmatamento dos outros biomas. O Brasil não é um samba de uma nota só”, disse.

Minc participou hoje (25) da reunião do grupo de trabalho responsável pela elaboração do Macro Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da Amazônia. Na reunião estiveram presente também representantes do estados da Amazônia Legal e do Consórcio ZEE Brasil, composto por 14 instituições públicas.

A proposta do zoneamento está em fase de consulta pública no site do Ministério do Meio Ambiente. Até o dia 6 de março, os técnicos responsáveis pela elaboração do ZEE estarão recebendo sugestões e críticas da sociedade, dos movimentos sociais, das universidades, de pesquisadores e dos setores produtivo e empresarial com a finalidade de aperfeiçoar as estratégias de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Minc disse que “o macro zoneamento está numa fase importante, porque as pessoas podem participar”.

O analista ambiental e coordenador do ZEE da Amazônia, Bruno Siqueira, afirmou que a partir do levantamento dos aspectos sociais, ambientais e econômicos feito pelo ZEE, é possível fazer um diagnóstico para propôr uma estratégia de uso e ocupação do território que tenha como objetivo maior a sustentabilidade.

O ministro disse para os representantes dos estados e integrantes do consórcio sobre a importância do zoneamento no cumprimento do Plano de Mudanças Climáticas assumido pelo presidente Lula em Copenhague no fim do ano passado. “Todo mundo olha para a Amazônia e acho que vocês têm uma grande responsabilidade”, afirmou.”

Referendo mundial para enfrentar mudanças climáticas

Ivo Polletto, Envolverde / Adital

“A maioria das pessoas sabe que a Conferência dos Chefes de Estado sobre o Clima, realizada em dezembro de 2009 em Capenhague, foi um fracasso. A grande mídia deu essa informação. Como de hábito, contudo, ela deixou de informar sobre o que fizeram as organizações sociais que também se reuniram na mesma oportunidade. Menos ainda elas noticiaram o que foi proposto por governantes em favor de caminhos alternativos aos que dominaram os debates da Conferência. Em vista disso, o presente artigo propõe-se cobrir parte desse vazio, destacando a proposta apresentada à Conferência no dia 17 de dezembro pelo Presidente da Bolívia, Evo Morales.

Por que Evo Morales?

É importante destacar que Evo Morales faz parte do povo indígena Aymara, e não deixou de ser indígena ao ser eleito Presidente; mesmo porque a Constituição boliviana reconhece as Nações que compõem o Estado da Bolívia. Com certeza, sua proposta tem tudo a ver com a cultura e religião de seu povo, que é parente das culturas dos demais povos de longa história do Continente. Para eles, a Terra é Pachamama, Mãe Terra, fonte generosa de vida. Por isso, toda relação com ela tem a ver com todas as formas de vida, e de modo especial com os seres humanos; tem a ver, na verdade, com os direitos da própria Terra, anteriores aos direitos de todos os seres vivos e dos humanos. Por isso, a atividade da pesca, da caça, da derrubada de árvores, do plantio de sementes, enfim cada atividade deve ser precedida por orações cultuais de pedido de licença, de bênção e de perdão.

Sentindo-se agredido, como filho de Pacahmama, pelas propostas dos empresários capitalistas, trazidos a tiracolo pela maioria dos governantes, que teimam em manter o que já feriu a Terra como sua fonte de enriquecimento, aceitando apenas mudanças superficiais, Evo decidiu enfrentá-los. Como? Apostando no poder soberano dos Povos da Terra.”
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25 Fevereiro, 2010

Tailândia apreende duas toneladas de marfim de elefantes africanos

Folha Online / Efe

“Os serviços alfandegários da Tailândia apreenderam duas toneladas de marfim de elefantes africanos, a maior carga ilegal de presas já confiscada na história do país, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira (25).

O carregamento foi apreendido na noite de ontem, no aeroporto internacional de Bancoc. As presas estavam escondidas em caixas de componentes de telefones celulares com destino a Laos, segundo Seree Thaijongrak, porta-voz do Departamento de Alfândegas da Tailândia.

O homem que tentou recolher as presas foi preso. A carga teria um valor aproximado de 120 milhões de bat (US$ 3,6 milhões) no mercado negro, acrescentou Thaijongrak.”
Foto: Martin Harvey, AP
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Acordo climático vai levar dois anos para ser selado, diz Yvo de Bôer

Claudio Ângelo, Folha Online

“O secretário-executivo da Convenção do Clima das Nações Unidas, Yvo de Boer, disse pela primeira vez, em entrevista à Folha, que não acredita que um acordo legal contra a mudança climática será finalizado no fim deste ano em Cancún, México.

"Eu acho que isso vai provavelmente levar mais dois anos", afirmou o secretário-executivo, em uma de suas primeiras entrevistas depois de ter anunciado, na última quinta-feira, que deixará o cargo em junho para trabalhar numa consultoria privada.

Segundo De Boer, a cúpula do clima de Copenhague, que terminou em dezembro com uma mera declaração política em vez de um acordo, foi "um retrocesso de um ano".

Motivo para demissão

O diplomata holandês defende como politicamente importante o resultado de Copenhague, por ter trazido a mudança climática para o topo da agenda mundial.

Mas também afirmou que o encontro não produziu o resultado esperado --e que essa é uma das razões de sua saída. Disse também que a conferência no México, a COP-16, servirá para recuperar o tempo perdido.

"Precisamos fazer em Cancún o que não conseguimos fazer em Copenhague: criar uma arquitetura para implementação sob a convenção e acordar um segundo período de compromisso para o Protocolo de Kyoto. Então, no encontro subsequente, daqui a dois anos, na África do Sul, será possível concluir um novo instrumento legal."
Só para assinantes
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Ministério do Meio Ambiente assina convênio com estados e municípios para tratamento de resíduos sólidos

Agência Brasil

“O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entregou hoje (24) a 21 gestores de estados e municípios termos de convênios que garantem a elaboração de planos de gestão para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Os planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pgirs) têm o objetivo de organizar a gestão dos resíduos dentro das particularidades regionais, econômicas, geográficas, ambientais e sociais, com a meta de promover o desenvolvimento sustentável do ambiente urbano.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destinará para cada município ou consórcio, formado por grupos de pequenos municípios, uma verba em torno de R$ 400 mil.

O prefeito do município de Ariquemes (RO), Confúcio Moura, disse que o programa vai reforçar os consórcios intermunicipais de saneamento ambiental. “O recurso do MMA se destina a melhorar a estrutura jurídica, fazer treinamento de pessoal e aquisição de equipamento para as estruturas existentes nos estados.”
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24 Fevereiro, 2010

Plano de banda larga utilizará estrutura da Eletrobrás, diz Santanna

Luciana Lima, Agência Brasil

“O secretário de Logística do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, disse que o governo não utilizará a estrutura da Eletronet para o Programa Nacional de Banda Larga. De acordo com Santana, a estrutura a ser utilizada no plano, que tem por objetivo universalizar o acesso a internet rápida no Brasil, é toda da Eletrobrás. Ele assegurou que o plano não envolve nenhuma relação econômica com a empresa que pediu autofalência em 2003.

“O meio que o governo vai utilizar não passa por acordo com a Eletronet. A Eletronet é uma massa falida que continua lá, gerida pelo síndico. O que o governo federal pode, eventualmente, lançar mão das redes de distribuição de fibras óticas que estão de posse do sistema Eletrobrás. Não tem nenhuma relação econômica com a Eletronet”, disse Santanna, que é um dos principais elaboradores do programa, considerado prioridade do governo para 2010.

“As fibras são de propriedade da Eletrobrás e que ela [Eletronet] está usando enquanto se discute a falência dela. Então não há nenhum prejuízo e também nenhum uso de qualquer ativo que pertença à falida Eletronet”, explicou.”
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WWF Brasil pede criação de área protegida no litoral paulista

Brasília Confidencial

“O Fundo Mundial para a Natureza (WWF Brasil) lança hoje, 23/02, um abaixo-assinado eletrônico pedindo a criação de uma área protegida com 8.025 hectares, em Bertioga (SP), no mais conservado trecho de Mata Atlântica no litoral paulista. A reivindicação será entregue ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano. A área de planície, que faz conexão com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga rica diversidade de ambientes – dunas, praias, rios, florestas, mangues e uma variada vegetação de restinga – nos quais vivem animais raros e ameaçados de extinção.

De acordo com a ONG, a proteção da área em Bertioga vai contribuir efetivamente para que o Brasil cumpra a meta firmada na Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas que é de proteção de 10% da área original do bioma até 2010. Hoje temos somente 7,9% da Mata Atlântica original. “Neste Ano Internacional da Biodiversidade chamamos a atenção para a necessidade de proteção e recuperação dos ecossistemas terrestres e aquáticos como uma maneira de defendermos a vida em nosso planeta”, comentou a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

“A melhor maneira de prepararmos a natureza para resistir aos impactos das mudanças climáticas é conservando os ecossistemas. Essa é uma forma de prevenirmos os impactos futuros. Criar áreas protegidas é necessário e urgente, pois essa também é uma medida de proteção ao indivíduo e à coletividade, explicou Cláudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil. Estudos realizados pelo Fundo demonstram que a proteção do local colocará a salvo espécies raras e ameaçadas de extinção, praias e a foz de rios. São conhecidas até agora 1.000 espécies de plantas, 44 em risco de desaparecerem. Vivem lá pelo menos 14 espécies de anfíbios e répteis, sete diferentes tipos de aves e 14 variedades de grandes mamíferos. Todos ameaçados de extinção.”

23 Fevereiro, 2010

Novo Código manterá 80% da reserva florestal na Amazônia

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator na comissão especial da Câmara dos Deputados que debate o projeto do novo Código Florestal, diz que não abre mão do conceito de reserva legal e sinaliza pela manutenção no seu parecer dos 80% das áreas de floresta na Amazônia Legal que não podem ser desmatadas.

Vermelho.org

Ele participou do seminário “Código Florestal: desenvolvimento e defesa do meio ambiente”, realizado nesta terça (23), no Auditório Freitas Nobre da Câmara. O evento foi organizado pela liderança do PCdoB na Casa e a Fundação Maurício Grabois.

A líder do PCdoB, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB), que presidiu os trabalhos do seminário, diz que não há clima e nem possibilidade de diminuir um por cento sequer do que já estabelece o atual Código Florestal (Lei 4.771/65).

“Para você produzir na Amazônia e promover o desenvolvimento não precisa desmatar, basta garantir o financiamento para as áreas já degradadas e outras extremamente férteis, como é o caso das várzeas”, argumentou a parlamentar.

Para ela, o relator do seu partido vai manter os 80% da reserva legal da Amazônia e contribuir com a meta já estabelecida pelo governo federal. “Acho que não há duvidas e nem qualquer questionamento de que a política do presidente Lula de combate ao desmatamento é eficaz. Tanto que ele teve credibilidade de expor ao mundo inteiro que tem uma meta até 2014 da necessidade de manutenção da reserva legal nesse patamar”, explicou.”
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ONU pede ação urgente para frear aumento do lixo eletrônico

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu, nesta segunda-feira, medidas urgentes para evitar problemas de saúde e ambientais provocados por sucata eletrônica.

BBC Brasil

Em um relatório, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) analisou dez países em desenvolvimento e destaca a urgência da adoção de medidas preventivas principalmente no Brasil, na Índia, na China e no México.

O documento alerta para o aumento de vendas de computadores, celulares, televisores e outros eletrodomésticos o que deve levar a um crescimento acelerado do lixo eletrônico nesses dez países.
O relatório Recycling - from E-Waste to Resources (“Reciclando – de Lixo Eletrônico a Recursos”, em tradução livre) projetou a quantidade de lixo nestes países a partir de dados atuais.

Na China e na África do Sul, por exemplo, a previsão é de que até 2020 a sucata de computadores obsoletos cresça 200% e 400% em comparação aos níveis de 2007. Na Índia, o aumento deverá ser de 500%, de acordo com o estudo.”
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22 Fevereiro, 2010

charge do Lex

A Sociedade Mundial da Cegueira

Leonardo Boff , Adital

“O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes.

Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.

O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais.

Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.”
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Brasil tem projetos e modelos de carros movidos a eletricidade

Luiz Urjais, Jornal do Brasil

“O Brasil, pioneiro na área de combustíveis alternativos, com o sucesso do álcool, também está atento à tecnologia e ao desenvolvimento de veículos movidos a eletricidade. A concessionária de energia elétrica Light tem dois destes carros servindo à sua diretoria, em caráter experimental.

Um deles é um modelo híbrido, um Toyota Prius, que faz uso de seu motor elétrico, utilizando a energia da sua bateria e do motor a combustão. Segundo a empresa, “o processo de desaceleração do Prius (freio convencional e freio motor), por exemplo, é regenerativo, utilizando a energia gerada pelo movimento das rodas para transformá-la em eletricidade para as baterias”. Segundo a empresa, o carro híbrido reduz em 89% as emissões de CO2, na comparação com um veículo movido à gasolina. Na cidade, o carro gasta apenas 4,3 litros a cada 100 quilômetros rodados, despontando como um dos automóveis mais econômicos do mercado.”
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21 Fevereiro, 2010

US$ 2,2 trilhões: o real custo da poluição

Andrea Vialli, O Estado de São Paulo / Blog

“Se tivessem que arcar com os reais custos da poluição, das mudanças climáticas e de outros impactos ambientais, as 3.000 maiores empresas globais perderiam nada menos que um terço de seus lucros – o equivalente a US$ 2,2 trilhões, valor superior ao PIB da maior parte dos países do mundo.

É o que mostra um estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela iniciativa Princípios para o Investimento Responsável, também da ONU. O estudo, executado pela consultoria Trucost, com sede em Londres, ainda será divulgado, mas a reportagem do jornal britânico The Guardian teve acesso ao estudo. O artigo completo pode ser lido aqui.

Foram analisados os negócios de 3.000 empresas globais, muitas delas com ações negociadas nas principais bolsas de valores do mundo.
O levantamento dá fôlego à preocupação crescente de que o mercado realmente não paga nada pelo uso, pelas perdas e esgotamento a que a atividade econômica diariamente submete o meio ambiente. E avisa: esses impactos já estão tomando proporção de crise, em forma de poluição e da perda rápida de reservas de água, estoques pesqueiro e solos férteis.”
Foto: Sergio Neves, AE
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Que faremos com o clima?

Washington Novaes, Envolverde

“A recente sanção presidencial à lei brasileira sobre mudanças climáticas, as novas previsões sobre a safra de grãos no País (10/2), ao lado do noticiário sobre desastres provocados por chuvas e inundações nos últimos meses, reafirmam que o País precisa preocupar-se - e muito - com a questão do clima.

Embora se anteveja um aumento da safra de grãos, há culturas e regiões nas quais a queda tem sido relevante, como é o caso das safras de milho, feijão e arroz em partes do Centro-Oeste ou do arroz no Sul. E no Centro-Oeste ela tende a continuar.

O tema é ainda mais preocupante quando se toma conhecimento do estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil, feito por 11 institutos universitários de pesquisa, coordenado por Carolina Dubeux, da Coppe-RJ, e divulgado pelos jornais (7/2). Ali se mostra que em 40 anos, dependendo do cenário, o Brasil poderá perder R$ 3,6 trilhões em suas safras, por causa de problemas climáticos. E isso inclui redução de áreas aptas para culturas alimentares e acesso mais limitado à água. Que podem resultar também em maior pressão para ocupar áreas de florestas. O Estado de São Paulo, no pior cenário, pode perder R$ 1,2 trilhão.

A preocupação não é só brasileira, mas outros países estão à nossa frente em estratégias e cuidados. A Inglaterra - para citar apenas um - tem um Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais que já implanta uma estratégia de segurança alimentar planejada para 20 anos, que propõe até uma revolução tecnológica. E uma descentralização da produção e do comércio, para que eventuais danos sejam menos amplos. Além disso, está mergulhada numa discussão com produtores e consumidores sobre a necessidade - ou não - de reduzir o consumo de carne vermelha, da mesma forma que o consumo de fertilizantes, pesticidas e combustíveis na produção de alimentos.

Também da ONU vêm notícias (Estado, 18/12) das consequências que poderá ter na área de alimentos um aumento de 3 graus Celsius na temperatura do planeta - o horizonte mais provável com a redução insuficiente de emissões de gases oferecida pelos países industrializados e pelos "emergentes". As consequências de secas e enchentes seriam muito fortes nas colheitas de países tropicais e mais 550 milhões de pessoas - além do 1 bilhão atual - estariam expostas à fome.”
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20 Fevereiro, 2010

Austrália ameaça ações legais contra o Japão por caça de baleias

Folha Online / Efe

“O governo da Austrália ameaçou nesta sexta-feira (19) realizar ações legais contra o Japão em novembro, caso até então não haja um acordo bilateral para o fim da caça de baleias na Antártida.

"Fomos muito claros com os japoneses e isto é o que vamos fazer", disse o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, em entrevista à rede de televisão "Channel Seven".

Entretanto, o ministro australiano de Assuntos Exteriores, Stephen Smith, que recebe amanhã seu colega japonês, Katsuya Okada, em visita oficial de dois dias à Austrália, assegurou que "a caça de baleias não vai atrapalhar as relações" entre os países.”
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19 Fevereiro, 2010

Ibama identifica 150 empresas fantasmas de compra e venda de madeira no Pará

Luana Lourenço, Agência Brasil

“A Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará identificou mais de 150 empresas fantasmas de comercialização de madeira e outros produtos florestais. O número é um dos resultados parciais da Operação Caça-Fantasma, que rastreia a cadeia produtiva florestal no estado.

As empresas flagradas pelo Ibama forneciam informações falsas sobre planos de manejo e guias florestais para justificar a compra de madeira ilegal. As notas fiscais apresentadas aos fiscais eram de empresas que não existiam.

Em alguns casos, as placas dos veículos informados como responsáveis pelo transporte dos produtos florestais eram de carros de passeio e motos, e não de carretas ou caminhões como alegavam os compradores.

Com o esquema, as empresas conseguiam esquentar a madeira extraída ilegalmente como se fosse produto de manejo. Além de autuar os responsáveis, o Ibama cobra o estorno do produtos florestais comercializados com a fraude.

Os infratores terão que devolver 170 mil metros cúbicos de madeira, além de carvão e lenha. O total de produtos florestais seria suficiente para encher mais de 7,5 mil caminhões.

De acordo com o Ibama, a operação continuará por tempo indeterminado.”

18 Fevereiro, 2010

O alerta final de Lovelock

Amália Safatle, Terra Magazine

“Pode-se ou não concordar com James Lovelock, sua teoria da Terra como um organismo vivo e suas posições favoráveis sobre a energia nuclear, céticas sobre as chamadas fontes renováveis no combate ao aquecimento global e críticas sobre o movimento verde.

Mas em Gaia: Alerta Final (Ed. Intrínseca), o cientista inglês, do alto de seus 90 anos e disposto a embarcar neste ano na viagem espacial que inaugura a companhia Virgin Galactic, traz argumentos bem construídos em um texto provocador e envolvente neste livro lançado no começo do ano.

A começar das críticas que faz ao consenso do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, formado por cientistas do mundo todo - e que justamente tem sido alvo de desconfianças no tocante a algumas de suas conclusões e previsões.

A crítica que Lovelock especialmente faz ao painel é o abrandamento no tom ao se divulgar as conseqüências do aquecimento global - segundo ele, maiores e mais graves do que tudo aquilo que vem sendo mostrado à sociedade.

A própria ideia de um consenso, moldado a interesses políticos e econômicos como os da indústria do petróleo, não faz sentido no ambiente científico, defende ele: "Ciência tem a ver com verdade e deve ser inteiramente indiferente à justiça ou à conveniência política." Para emendar logo depois: "Dizem que a verdade é a primeira vítima da guerra, e parece que isso vale também para a mudança climática."

Outra crítica é a de que os modelos climáticos são construídos com base na Terra como um planeta inerte, e não vivo, como sustenta a sua Teoria de Gaia. "A maioria dos modelos de mudança climática, por exemplo, não inclui a resposta fisiológica dos ecossistemas do solo ou dos oceanos (à mudança do clima)." Ou seja, a sua capacidade de auto-regulação.”
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França aprova lei que permite controle da internet

adNEWS

“A Assembleia Nacional Francesa aprovou nesta terça-feira (17) uma lei chamada LOPPSI II (Lei de Orientação e Programação para a Segurança Interior, em tradução livre). Dentre as propostas dessa lei, que tem como objetivo tornar a França um lugar “mais seguro”, está a possibilidade do governo instalar trojans em computadores para monitorar pessoas. Para ser colocada em prática, a lei necessita passar ainda por exame em mais duas instâncias.

O projeto de lei, segundo informações do site britânico “The Register” e da PC World americana, foi aprovada na Assembleia Nacional por 312 votos contra 214 e abrange várias áreas como o combate à pornografia infantil, a pedofilia e a criminalização do roubo de identidades online.

A LOPSI II prevê o aumento de gastos da polícia, através de investimentos em monitoramento de câmeras, aumento de penas para quem roubar identidades na internet, a ampliação do acesso ao banco de dados de DNA da polícia nacional e o possibilidade de grampo em linhas telefônicas e monitoramento de acesso à internet.”
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17 Fevereiro, 2010

Cientistas discutem medidas para evitar desabastecimento global

Redação, Jornal do Brasil

“A população mundial deve chegar 9 bilhões de pessoas em 2050, segundo estimativas, mas o total da área cultivável, da oferta de água potável e de outros recursos fundamentais para a sobrevivência da população parece não acompanhar a tendência. Por isso, a edição mais recente da revista Science aborda o tema da segurança alimentar em uma seção especial, com reportagens e artigos produzidos por dezenas de cientistas de diversos países. E as conclusões não são boas.

Mesmo com os avanços científicos, refletidos nas tecnologias agrícolas, o número de pessoas desnutridas no mundo já passa de 1 bilhão. Em um cenário como esse, a questão é como fazer para alimentar o mundo sem exacerbar problemas ambientais e, ainda por cima, tendo que lidar com a questão das mudanças climáticas?

Para o painel de cientistas convidados pela Science, a resposta está na adoção de medidas radicais na produção de alimentos. Os pesquisadores pedem aos líderes mundiais que “alterem dramaticamente suas noções a respeito de agricultura sustentável, de modo a prevenir uma fome de dimensões catastróficas até o fim deste século entre os mais de 3 bilhões de pessoas que vivem próximas à linha do equador”.

Os pesquisadores pedem, por exemplo, que os governantes “superem os conceitos populares contra o uso da biotecnologia agrícola”, particularmente com relação a culturas modificadas geneticamente, de modo a produzir mais em piores condições, e que os países tomem como base de suas regulações no setor os mais avançados trabalhos científicos.”
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16 Fevereiro, 2010

Avanço do setor eólico atrai novas fabricantes para o Brasil

Paulo Silva Jr., DCI

“Grandes indústrias do setor de energia eólica têm acenado com a possibilidade de plantas no Brasil. Isso porque, menos de dois meses após o primeiro leilão exclusivo para usinas eólicas contratar 1.805 MW, o governo anunciou um novo certame para fontes alternativas ainda no primeiro semestre. E é o sucesso do leilão de dezembro, a sinalização de uma sequência para a nova fonte e os incentivos para a produção nacional de equipamentos que têm motivado os fabricantes.

Hoje, só as multinacionais WPE - subsidiária da argentina Impsa - e a Wobben, ligada à alemã Enercon, produzem aerogeradores em solo brasileiro. Dupla que deve se juntar a outros quatro fornecedores.

Ainda em 2009, a Alstom assinou um protocolo de intenções com o governo da Bahia. "A ideia é começar a construir a planta no final do primeiro semestre deste ano, para entrar em operação já em 2011", considerou o vice-presidente de energia da companhia na América Latina, Marcos Costa.”
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TERRAMÉRICA - Quando a cidade te deixa doente

Mario Osava, Terramérica / Envolverde

“Controlar não garante a saúde cardiovascular em cidades poluídas como São Paulo, pois as partículas suspensas no ar alteram a composição molecular do LDL, o “colesterol ruim”, deixando-o mais perigoso. A estrutura alterada do LDL (lipoproteína de baixa densidade) facilita o acúmulo de gordura nas artérias, isto é a arteriosclerose, cujo agravamento obstrui a circulação sanguínea e pode prejudicar órgãos vitais como coração e cérebro. O estudo que comprovou esse risco é a tese de doutorado da biomédica Sandra Castro Soares, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

A pesquisa foi feita com ratos, como de costume, mas colocando-os pela primeira vez no ambiente real, respirando o mesmo ar que as pessoas, perto de uma agitada avenida dessa superpovoada cidade. Um grupo de animais foi exposto a essa contaminação de rua, principalmente causada pelo tráfego de veículos, durante seus quatro primeiros meses de vida, que correspondem a 40 anos nos seres humanos, idade em que costumam acontecer os infartos. Outro grupo de cobaias foi mantido em câmaras com ar filtrado.

O primeiro grupo terminou o período de testes com as parede arteriais mais grossas, o LDL alterado e anticorpos contra essa modificação. Tudo aponta para maior risco de infarto. O problema são as micropartículas que “atravessam as barreiras nasais e pulmonares, entrando na circulação sanguínea”, explicou a biomédica ao Terramérica. “Não alteram a quantidade de gordura, mas sua qualidade” de aderir às paredes das artérias, acrescentou. A alteração atrai mais anticorpos, o que, por sua vez, atrai mais LDL, agravando o quadro.

Nas últimas décadas, São Paulo conseguiu reduzir pela metade a quantidade de partículas contaminantes em sua atmosfera. Mas a pesquisa revelou que esse ar ainda não é saudável, embora hoje tenha a qualidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde, com uma concentração inferior a 50 microgramas de partículas por metro cúbico de ar, disse Lúcia Garcia, orientadora da tese de Soares no Laboratório de Poluição Atmosférica da FMUSP. As partículas são oxidantes e o LDL oxidado intensifica a arteriosclerose, aumentando os riscos de doenças vasculares para quem vive nas grandes cidades do mundo. Correr pelas ruas poluídas pode ser muito prejudicial para a saúde, advertiu Garcia.

De fato, há numerosos e variados efeitos da poluição urbana, revelados por estudos recentes em São Paulo. Nascem mais meninas do que meninos, aumentam os partos prematuros ou com peso inferior ao normal, bem como a infertilidade masculina e as mortes por doenças respiratórias. O câncer infantil e o hipotiroidismo são outras consequências possíveis. Nascer com baixo peso não é apenas uma questão de tamanho. Trata-se de “um feto mais imaturo”, com órgãos sem desenvolvimento total, o que pode deixar sequelas e inclusive causar morte precoce, explicou o médico Paulo Saldiva, que coordena o Laboratório de Poluição.”
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15 Fevereiro, 2010

Área verde obrigatória pode ser útil ao produtor

Biodiversidade equilibra ecossistema e garante bons resultados agrícolas

Afra Balazina, O Estado de São Paulo

As áreas verdes obrigatórias que precisam ser mantidas nas propriedades rurais - vistas por muitos ruralistas como um empecilho à produção - podem ser bastante úteis aos agricultores. Cientistas defensores do Código Florestal têm mostrado que as determinações da legislação ambiental não são caprichos de ambientalistas.

Segundo Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a biodiversidade nativa tem um efeito de equilíbrio do ecossistema e pode ser importante para garantir o sucesso do que é cultivado nas áreas agrícolas.

Para comprovar, ele conta que, ao fazer a recomposição da mata ciliar em reservatórios da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) usando cem espécies diferentes por hectare, conseguiu-se evitar a ocorrência de pragas e doenças nas árvores. Após dois anos, nem formigas atacavam.

Experiências também no entorno de plantações de eucalipto levaram a um resultado positivo. Como as florestas de eucalipto e pínus têm diversidade genética muito baixa - e neste caso não é viável economicamente utilizar agrotóxicos -, as florestas nativas ajudaram a evitar problemas. "Muitas vezes as florestas de eucalipto têm um só clone ou material genético, então, se uma árvore é suscetível a uma praga, todas são afetadas", disse Kageyama, que já foi diretor de conservação da biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo ele, para a pecuária, a recuperação de APPs - Áreas de Preservação Permanente, como encostas e margens de rios - e reservas legais também pode ser benéfica. "Planta-se o mesmo capim em centenas de hectares e, muitas vezes, é preciso aplicar muito agrotóxico. O País foi campeão no uso de agrotóxico em 2009, deveria ter vergonha disso."
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14 Fevereiro, 2010

O começo do fim do mundo

As alterações climáticas e suas trágicas intempéries não deixam dúvida de que algo de muito grave está acontecendo no mundo

Zeca Baleiro, ISTOÉ / Colunistas

Uma antiga lenda maia diz que o mundo se acabará no ano da graça de 2012. A julgar pelas tragédias sem fim neste início de ano – terremotos no Haiti, o mais que rigoroso inverno europeu e mais chuvas, inundações e deslizamentos de terra com nefastas consequências no Brasil –, o fim está mesmo próximo. Desde que o mundo é mundo fala-se no seu fim. E o fim do mundo sempre foi um assunto da jurisprudência divina. Em várias culturas o fim é uma prerrogativa de Deus. Mas Deus há tempos está de férias, e é o homem que tem na mão, agora e já, o destino do mundo. Destino que passa inexoravelmente pela relação entre ele, o homem e a Natureza. Teorias conspiratórias e discursos ecoxiitas à parte, o assunto é premente. E não se resume a atitudes como reciclagem, contenção de emissões e busca por modos alternativos de geração de energia – importantes sim, porém insuficientes. A questão ambiental deve ser agenda prioritária de governos e governantes, mas, a julgar pelo noticiado “fracasso” das negociações da Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro do ano passado, não é. Prevalece o velho e tenebroso princípio de opor progresso à conservação ambiental. Há muita gente que acredita que o aquecimento global é lorota, conversa de país rico pra boi de país pobre dormir. Mas as cada vez maiores alterações climáticas e suas trágicas intempéries não deixam dúvida de que algo de muito grave está acontecendo no mundo. E que a possível resolução desse problema, ou o seu agravamento, passa (assim como o tema do fim do mundo) pelas cercanias de um deus, mas aqui falo de um deus profano e contemporâneo: o deus Dinheiro. O que se viu, nas propostas falaciosas dos chamados países ricos para redução de emissão de gases, foi uma disputa por poder e pela atenção da mídia mundial. Para levar a cabo tais propostas, seria preciso mais que vontade política. Uma dose de abnegação também seria bem-vinda. Mas seria ingênuo falar de abnegação quando há poder econômico em jogo (e nem Barack Obama em toda a sua glória tem carta branca para agir nessa seara arenosa). No Brasil, muito ainda precisa ser feito. Aqui temos um sério agravante. Grande parte dos políticos brasileiros com poder de voto e de veto no Congresso Nacional está à frente (às vezes atrás) de negócios com implicações desastrosas para o meio ambiente, tais como madeireiras, empreiteiras e fazendas com produção ou pastos inescrupulosos. Não há muito o que esperar dessa corja de boçais, e o episódio ocorrido no ano passado, do governador (na verdade, um ogro disfarçado de político) sul-mato-grossense que ameaçou “estuprar em praça pública” o ministro Carlos Minc, é uma folclórica e triste ilustração do fato. Apocalipses e brutalidades à parte, lembro-me agora de um velho samba do bamba Assis Valente, “E o Mundo Não se Acabou”, em que um sujeito desavisado narra seus desvarios diante da notícia de que o mundo iria se acabar: “Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar / por causa disso minha gente lá em casa começou a rezar ... /... beijei na boca de quem não devia / peguei na mão de quem não conhecia / dancei um samba em traje de maiô / e o tal do mundo não se acabou.” O mundo se acabou para Valente em 1958, quando ele pôs fim à sua vida ao ingerir formicida com guaraná, depois de outras duas frustradas tentativas de suicídio. Depois da tentativa frustrada de Copenhague, é possível que o mundo ainda tenha uma ou duas chances, não mais que isso.”

Brasileiro é o terceiro lugar no Word Press Photo 2009

Maurício Nogueira, Quid Novi

“O fotógrafo italiano Pietro Masturzo venceu o concurso World Press Photo 2009, faturando o prêmio Foto do Ano. O resultado do concurso foi divulgado nesta sexta-feira, 12. Sem patriotada, a foto de Daniel Kfouri, 35, a terceia colocada na categoria Esportes é espetacular. Enquanto o italiano Masturzo flagou mulheres gritanto no terraço de um prédio em Teerã, em protesto à reeleição suspeita de ser fraudada e que colocou Mahmoud Ahmadinejad no poder do Irã, Kfouri conseguiu uma belíssima foto de um skatista em plena manobra aérea em São Paulo. Foram inscritas mais de 100 mil fotos inscritas por cerca de seis mil fotógrafos, um recorde do concurso.

Foto vencedora de Pietro Masturzo

O júri premiou os trabalhos de 63 fotógrafos de 23 nacionalidades em dez categorias.

Daniel Kfouri, que fotografa desde 2001, foi o único brasileiro premiado. "Eu já tinha participado de outros concursos nacionais e fui convidado para expor em Cuba com outros barsileiro, mas este é meu primeiro prêmio internacional", disse. A Foto do Ano faz parte de uma série ambientada nas noites seguintes às eleições presidenciais de junho de 2009 no Irã, que por sua vez foi a ganhadora da categoria Pessoas em Notícias. As fotografias refletem como os protestos que aconteciam nas ruas de Teerã, durante o dia, continuavam noite adentro nos telhados, terraços e varandas da capital iraniana.

A foto vencedora do prêmio máximo "mostra o começo de algo, o início de uma grande história", disse o presidente do júri, o turco Ayperi Karabuda, em declarações publicadas no site do concurso. Masturzo receberá o prêmio durante uma cerimônia que acontecerá no dia 2 de maio em Amsterdã, assim como um prêmio em dinheiro no valor de dez mil euros e equipamento de fotografia digital de última geração.”

Carnaval: Sebrae ensina a transformar desperdício em lucro

Brasília Confidencial

“Que o Carnaval do Rio se tornou uma fonte inesgotável de dinheiro, ninguém duvida. No entanto, há quem questione os ganhos reais e a maneira como se gera lucro com a maior festa do planeta. Há teses que defendem que o evento pode até ser deficitário. Sem o mínimo de planejamento estratégico, há muito desperdício e pouca sustentabilidade. Para alguns analistas, é um negócio e deveria funcionar de modo eficiente como tal. Já para outros, a folia de Momo é a mais pura manifestação cultural da população e não há por que tratá-la como uma empresa.

Para Heliana Marinho, gerente da área de Economia Criativa, do SEBRAE/RJ, o carnaval começa no desmonte da escola. Ali, estão concentrados grande parte dos desperdícios, a exemplo dos carros alegóricos, fantasias e materiais que são abandonados, sem quaisquer métodos de estocagens. “Não há planejamento nem rigor, tudo é feito na intuição, há uma descontinuidade na compra de produtos e insumos, não há conhecimento sobre a utilização de materiais alternativos e estes não são reciclados. Não existe controle e os produtos são comprados aleatoriamente. O fornecedor, por sua vez, não é organizado e por isso também não consegue atender à demanda. Isso tudo gera recurso mal alocado e prejuízo”, conclui.

A gerente do Sebrae e sua equipe fizeram uma varredura nas escolas de samba e ficaram surpresos com o resultado. “Tivemos um olhar pelo avesso da magnitude do Carnaval. Pesquisamos o Grupo Especial e também as escolas do grupo de acesso, pois são eles que vão realizar a festa no futuro”, observou. Segundo ela, a única escola que faz uso racional dos recursos é a Vila Isabel. Para ajudar a mudar esse cenário, o Sebrae está desenvolvendo estudos a fim de oferecer qualificação e informações aos profissionais envolvidos acerca dos materiais como tecidos, garrafas PET, bambu, látex, isopor e papel reciclável, de modo a serem aproveitados como fonte de renda.”

12 Fevereiro, 2010

Educação ambiental poderá ser custeada por produtos descartáveis

JB Online

“A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6572/09, do deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), que obriga os fabricantes de produtos com embalagens descartáveis a destinarem à educação ambiental 10% dos seus gastos com a propaganda dessas mercadorias.

Além disso, o projeto determina a aplicação em planos, programas e projetos de educação ambiental de pelo menos 20% da arrecadação das multas por descumprimento da legislação ambiental. Os recursos provenientes de ambas as medidas deverão ser depositados na carteira de educação ambiental do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.”

11 Fevereiro, 2010

Relatório mostra "pegada florestal" de grandes empresas

Luana Lourenço, Agência Brasil

“Relatório lançado no Reino Unido mostra o impacto da atividade de 35 grandes empresas sobre a floresta. O documento, elaborado pela organização Forest Footprint Disclosure calcula a “pegada florestal” de companhias que utilizam commodities ligadas às florestas e que podem pressionar o avanço do desmatamento, como soja, carne, couro, madeira e biocombustíveis.

A organização consultou 217 companhias, mas somente 35 atenderam o pedido de enviar informações sobre o impacto de suas cadeias sobre as florestas, entre elas gigantes como a Unilever, Nike, Adidas, Carrefour e BMW.

O baixo índice de respostas, segundo a organização, mostra que ainda há desconhecimento sobre a relação direta entre desmatamento e mudanças climáticas e que os investidores ainda não relacionam a diminuição dos impactos de suas companhias sobre as florestas como um requisito para a transição para uma economia de baixo carbono.

De acordo com o relatório, há vários casos de grandes empresas que investem alto em publicidade ambiental, mas não aplicam a sustentabilidade na prática.

Dezenove empresas brasileiras foram convidadas, mas apenas duas divulgaram sua “pegada florestal”: o grupo Independência, do setor agropecuário, e a Fibria, gigante de papel e celulose.

O Brasil é citado com frequência na análise da pegada florestal do setor agropecuário e da soja. O relatório defende a necessidade urgente de um sistema de certificação para carne bovina, para impedir que o boi do desmatamento continue sendo exportado.

O documento cita como exemplo a Moratória da Soja, assinada em 2006, e que “reduziu significativamente” a expansão de lavouras de soja na Amazônia brasileira.

Entre as companhias brasileiras que não concordaram em enviar dados sobre os impactos de suas atividades sobre as florestas estão a Cosan, o grupo André Maggi e os frigoríficos Bertin, JBS e Marfrig.

O levantamento pretende subsidiar a escolha de produtos com garantia de origem e sustentabilidade na cadeia produtiva. A iniciativa lembra o relatório A Farra do Boi na Amazônia, lançado em 2009 pelo Greenpeace, que levou grandes redes de supermercados a romper contratos com frigoríficos que não conseguiram comprovar que os bois eram criados em áreas áreas livres de desmatamento ilegal.”

Os avisos do Apocalipse

Mauro Santayana, JB Online

“Os nova-iorquinos estão chamando Apocalipse 2 à tempestade de neve que se abate nestas últimas horas sobre o noroeste dos Estados Unidos. O primeiro teria sido registrado durante a semana passada. Não é ainda o fim do mundo, mas não deixa de ser um aviso. A concentração humana nas grandes metrópoles, com a perturbação da natureza, agrava as consequências dos desastres. Enquanto a neve desaba no Hemisfério Norte, atingindo a região mais densamente povoada e de ocupação pioneira dos Estados Unidos, no Brasil e em outros países do Sul as grandes chuvas fazem desabar as casas pobres e matam impiedosamente. Há também os terremotos, esses males inseparáveis do destino do planeta, posto que a ele congênitos. Mas, também no caso dos terremotos, desde os registrados na Antiguidade, os danos são equivalentes à densidade da ocupação nas áreas atingidas.

A partir do terremoto de Lisboa, ocorrido no dia 1 de novembro de 1755, discute-se essa relação, e o desastre chegou a alimentar a ideia de que a sede do Império deveria deslocar-se para o Brasil. Não há cifras confiáveis, mas se calcula que entre 30 mil e 90 mil pessoas tenham morrido, em uma população de 270 mil. Como relatam os historiadores, o terremoto causou profundo impacto no pensamento europeu. Todas as crenças, filosóficas e religiosas, sofreram grande abalo e, até hoje, filósofos ainda discutem os seus efeitos na razão humana.

A grande discussão que se faz é em torno do chamado “progresso”. Qualquer restrição ao desenvolvimento da técnica, com seus efeitos sobre a natureza, costuma ser considerada atitude reacionária. O mito do progresso infinito, no entanto, se choca com a consciência dos limites da vida humana e dos recursos do mundo. Parece impossível impor rédeas à busca do conhecimento e à aplicação tecnológica das descobertas. O físico brasileiro José Israel Vargas resume o raciocínio em uma frase linear: é impossível “desinventar”. Uma vez descoberto qualquer processo de intervenção na natureza, imediatamente surge seu proveito industrial, isto é, tecnológico. Se aceitarmos esse postulado, o homem pode estar sendo condenado a sucumbir vitimado pela própria razão, a razão que garantiu sua sobrevivência até o momento.”
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10 Fevereiro, 2010

Minc e Tarso querem R$ 500 milhões para fundo de combate a crimes ambientais

Luana Lourenço, Agência Brasil

“Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Justiça, Tarso Genro, assinaram hoje (9) proposta de projeto de lei (PL) a ser encaminhada ao Congresso Nacional para criação de um fundo de pelo menos R$ 500 milhões por ano para financiar o combate a crimes ambientais.

O PL institucionaliza a Comissão Interministerial no Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia) e cria o Fundo de Proteção Ambiental para financiar as ações do grupo, que reúne Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal, Força Nacional de Segurança e outras instituições.

Segundo Minc, o dinheiro virá da arrecadação de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Fundo Nacional de Segurança Pública e do recém-criado Fundo Nacional de Mudanças Climáticas.

“Não temos um estimativa prática, mas seguramente será mais de R$ 500 milhões por ano”, disse o ministro ao comentar o volume de recursos do fundo.

Pelo menos metade dos recursos deverá ser investida nas forças policiais dos estados, para fortalecimento e criação de batalhões ambientais.

“É uma forma de garantir o protagonismo das forças estaduais, que muitas vezes não tem recursos”, afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri. “O fundo dará condições concretas para que essa intervenção seja decisiva e permanente”, completou.

Minc atribuiu ao trabalho articulado dos dois ministérios a queda nas taxas de desmatamento na Amazônia e disse que a consolidação da comissão será necessária para que haja redução do desmate em outros biomas. Os ministros não informaram quando a proposta será enviada ao Congresso Nacional.

A cerimônia, em tom de despedida do ministro Tarso Genro, que deixa hoje (9) o governo para concorrer às eleições estaduais no Rio Grande do Sul, foi marcada pela troca de elogios entre os ministros. Minc chamou o titular da Justiça de “ecoministro” e ouviu de Tarso que é um ministro “muito generoso”.

Empresário brasileiro que enviou lixo da Inglaterra para o Brasil é condenado em Londres

Agência Brasil

“O empresário Júlio César da Costa, proprietário da empresa britânica Worldwide Biorecyclables, foi condenado pela Justiça em Londres (High Court of Justice) a pagar 735 mil libras esterlinas, mais de R$ 2 milhões à empresa MSC, dona dos navios que transportavam o lixo para o Brasil. A informação é da Agência de Notícias BBC.

Segundo a agência, a decisão é referente a uma disputa comercial entre as duas empresas e não trata da investigação da agência ambiental britânica sobre o envio do lixo doméstico (fraldas, restos de comida e pilhas) em julho do ano passado.

Naquela época, o Ministério das Relações Exteriores apresentou denúncia por tráfico de lixo ao Secretariado da Convenção da Basileia sobre o controle de movimentos transfronteiriços de resíduos perigosos e seu depósito.”

09 Fevereiro, 2010

Helicóptero lançará 42 toneladas de veneno contra rato em ilha paradisíaca

Operação na Ilha Lord Howe, a 800 km da costa de Sydney, Austrália, está marcada para agosto de 2012.

G1 / BBC

A prefeitura de uma ilha paradisíaca na Austrália anunciou um plano ousado para tentar acabar com uma praga de ratos: o de lançar 42 toneladas de veneno de helicóptero sobre a ilha.

Em entrevista à TV Sky News, Stephen Willi, prefeito da ilha, admitiu que o plano é radical mas "não há outra solução para eliminar os ratos de uma vez por todas". "Esse é um dos lugares mais bonitos do mundo, por isso precisamos de um plano detalhado e de resultado", disse.

A Ilha Lord Howe, a 800 quilômetros da costa de Sydney, está na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Os helicópteros lançarão iscas com veneno sobre as áreas não habitadas - nas habitadas, as iscas serão espalhadas manualmente.”
Foto: Lord Howe Island Tourism Association
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Sobre Angra 3 e o programa nuclear brasileiro

Odair Dias Gonçalves, Laércio Vinhas e Alexandre Gromann, Jornal do Brasil

“A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), responsável pelo licenciamento das atividades nucleares no Brasil, vem a público dizer que não compartilha absolutamente com as opiniões expressas no artigo intitulado O Anacronismo de Angra 3 (JB, dia 5, pág. A11).

Diferentemente do que foi afirmado, o pedido de licença de Angra 3, apesar de o reator ter sido projetado há mais de 30 anos, incorpora modernos itens de segurança atualizados com base na experiência operacional de mais de 200 reatores do mesmo tipo em operação no mundo, tendo de cumprir rigorosamente os requisitos de segurança previstos em norma, não podendo ser diferente, pois caso contrário não obteria as licenças necessárias. Levantar a possibilidade de uma repetição do acidente de Chernobyl, fato tecnicamente impossível em relação ao tipo de reator usado no Brasil, é irresponsável e alarmista.

Quanto ao trabalho da Cnen no licenciamento da usina, este compete em verificar a conformidade do projeto com as normas de segurança, não cabendo avaliações subjetivas. O único envolvimento da Cnen com o projeto de Angra 3 é o processo de licenciamento, que tem como principal foco as questões de segurança, não havendo portanto qualquer conflito de interesse.”
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08 Fevereiro, 2010

Cresce interesse por hotéis verdes

Estabelecimentos investem na adoção de práticas ecologicamente corretas para preservar o ambiente e o clima

Afra Balazina, O Estado de São Paulo

O luxo e o conforto oferecidos pelos hotéis estão frequentemente relacionados a extravagâncias e desperdícios. Mas a cada dia é mais comum que empreendimentos e hóspedes tentem aliar o bem-estar e o aconchego com o respeito ao ambiente. O movimento é observado no Brasil e no mundo.

Entre as ações adotadas estão o tratamento de esgoto, a separação do lixo, a redução do consumo de água e o aproveitamento de fontes alternativas de energia, como a solar.

Mas um dos pontos que ainda faltam avançar no País é a certificação no momento de construir os prédios - nenhum hotel tem. Segundo a ONG Green Building Council Brasil (GBC), hoje existem só 14 empreendimentos certificados com o Leed - Leadership in Energy and Environmental Design, selo verde para a construção civil. Em processo de certificação são 150 obras, entre as quais alguns hotéis. Um deles será instalado na zona sul de São Paulo e outros, na Região Nordeste.

INTEGRAÇÃO

Além de ações de sustentabilidade, alguns hotéis vêm adotando medidas de integração com a comunidade onde eles estão instalados. Esse é o casos do Paraíso Eco Lodge, em Ribeirão Grande, no Vale do Ribeira. O empreendimento patrocinou um grupo de artesãos da região e promoveu o renascimento de grupos de dança de fandango.

Praticamente todos os funcionários são de Ribeirão Grande, de preferência do bairro mais próximo do hotel. "Não destruir e respeitar a natureza é o mínimo, mas não podemos deixar de lado o elemento humano", diz o coordenador do Paraíso, Manoel Pereira Lizo Filho.”
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EUA criam agência federal para lidar com mudança climática

NOAA vai consolidar seus serviços sobre a situação climática em uma nova agência com sede em Washington

Associated Press / O Estado de São Paulo

O governo do presidente Barack Obama está formando uma nova agência para estudar e reportar a mudança climática, um tema que vem atraindo mais atenção nos últimos anos, à medida que as temperaturas pelo mundo se elevam, ameaçando arrasar colheitas, aumentar a disseminação de doenças e elevar o nível do mar, entre outros efeitos.

O secretário de Comércio Gary Locke e a chefe a Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA), Jane Lubchenco, planejam anunciar, ainda nesta segunda-feira, 8, que a NOAA criará um novo Serviço Climático para operar em conjunto com o Serviço Meteorológico Nacional e o Serviço Oceânico Nacional.

A NOAA recentemente informou que a década 2000-2009 foi a mais quente já registrada no mundo; a segunda mais quente foi a de 90. A maioria dos cientistas de atmosfera acredita que o aquecimento é causado principalmente pelas ações humanas, com o acréscimo de gases à atmosfera a partir ad queima de combustíveis fósseis.”
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Uso excessivo da internet é sinal de depressão

Redação, Jornal do Brasil

“Pessoas que ficam o tempo todo plugadas na internet têm mais tendência à depressão. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra: pessoas consideradas viciadas em internet são cinco vezes mais deprimidas do que o internauta padrão. A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos

– Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. Se as pessoas depressivas são atraídas pela internet ou se o uso da rede causa depressão – diz Catriona Morrison, uma das autoras do estudo. – Agora precisamos investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa.

Segundo os cientistas que elaboraram o estudo, usuários que fazem uso compulsivo da internet substituem a interação social no mundo real pelo virtual, em redes sociais ou chats. O grupo dos “viciados em internet” é formado principalmente por usuários mais jovens, com média de idade de 21 anos.”

07 Fevereiro, 2010

TERRAMÉRICA - Unidade e coragem para evitar o desastre

Kumi Naidoo, Envolverde / Terramérica

“Como novo diretor-executivo do Greenpeace, frequentemente me perguntam quais mudanças penso fazer na organização e respondo o mesmo que considero aplicável a toda a sociedade civil: gostaria que o Greenpeace se tornasse mais inclusivo do que já é e que pudéssemos nos unir a mais forças para trabalhos conjuntos. Também que sejamos mais determinados em nossa atitude em relação ao poder e ainda mais ativos em todo o mundo. Chegamos a um momento na história em que algumas das mais importantes infraestruturas internacionais estão em pedaços e contribuíram para desencadear a atual série de crises: de alimentos, do petróleo, da pobreza e naturalmente da mudança climática.

Podemos simplesmente optar por remendar as infraestruturas disfuncionais com frágeis “acordos”, realizar resgates financeiros desequilibrados e fazer vista grossa diante das necessidades dos pobres. Mas este caminho, aparentemente favorecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e por outros líderes mundiais, não serve para enfrentar as causas que nos levaram ao desastre. Ou podemos remodelar nosso futuro com a criação de novas infraestruturas que encaminhem nossa sociedade e o planeta para um caminho de sustentabilidade e equanimidade. Esta não é a opção mais fácil, mas creio que é a correta.

No caso da mudança climática, por exemplo, a natureza exige mudanças fundamentais em nosso modo de viver. Temos de reformar a economia e passar de um sistema baseado nos combustíveis fósseis e no consumismo para um que utilize energias limpas e eficientes, e que pratique a moderação. O Fórum Global Humanitário de Kofi Annan estima que cerca de 300 mil pessoas morrem ao ano pelos efeitos da mudança climática. A horrível ironia é que a grande maioria dessas pessoas é de pobres do mundo em desenvolvimento, embora o problema tenha sido causado pelos ricos do mundo industrializado.

Uma nova ordem mundial exige que olhemos além dos próprios interesses locais e nacionais e que pensemos globalmente porque, como muitos dos maiores problemas atuais, a mudança climática não conhece fronteiras. Infelizmente, faltou aos políticos coragem para admitir esta verdade nas conversações da ONU sobre clima realizadas em Copenhague. Mas, algo bom surgiu em Copenhague: a unidade da sociedade civil, coisa que não ocorria desde o fim da Guerra Fria.

Vimos, unidos no chamamento sobre a questão climática, o Conselho Mundial de Igrejas e outros grupos religiosos, sindicatos e organizações que se ocupam do desenvolvimento e normalmente não se envolvem em assuntos ambientais. Esse foi o objetivo da campanha Tck Tck Tck, uma coalizão de organizações da sociedade civil que inclui Greenpeace, Anistia Internacional e Confederação Sindical Internacional, entre outras.”
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Aprovação ambiental é 1º 'round' em briga internacional do etanol, diz Única

Orgão ambiental dos EUA recomendou etanol como combustível ecológico. Segundo o setor, esta vitória é trunfo para derrubar tarifas internacionais.

Do G1

Para os produtores brasileiros de etanol, 2010 será o ano de concentrar forças para derrubar barreiras e, enfim, ‘desencantar’ o antigo sonho vender globalmente o álcool de cana-de-açúcar fabricado no Brasil e transformar o produto em commodity negociada internacionalmente, como o petróleo.

O setor ganhou "injeção de ânimo" com notícias divulgadas esta semana, como a decisão da Environmental Protection Agency (EPA), o "Ibama dos EUA", de classificar o álcool de cana-de-açúcar como “combustível avançado” e a parceria firmada entre Shell e Cosan, anunciada na segunda-feira (1).”
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Fiscais apreendem mais de 2 mil caranguejos em feira de Belém

Segundo secretaria, animais foram coletados em período proibido. Maioria dos animais foi doada a centro comunitário.

Globo.com

Denúncia recebida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Pará levou à apreensão de 2.300 caranguejos numa feira em Belém, nesta sexta-feira (5).

O responsável, segundo a Sema, alegou que os caranguejos haviam sido adquiridos no último sábado (30) quando ainda não havia sido iniciado o período de proibição de coleta destes animais, conhecido como defeso.”
Foto: Divulgação, Solange Luz-Sema
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05 Fevereiro, 2010

Adolescentes perdem interesse por blogs, indica pesquisa

BBC Brasil / UOL

“Os internautas mais jovens estão perdendo o interesse nos blogs e se voltando cada vez mais para formas mais curtas e portáteis de comunicação pela rede, enquanto a popularidade dos blogs entre os mais velhos se mantém inalterada, segundo indica uma pesquisa norte-americana.

Segundo o estudo feito pelo Pew Research Center, o número de jovens internautas norte-americanos entre 12 e 17 anos que escrevem blogs caiu de 28% para 14% desde 2006.

Os adolescentes que disseram ter feito comentários em blogs de colegas caiu de 76% para 52% no mesmo período.

A pesquisa indica que os adolescentes vêm preferindo colocar postagens curtas em sites de redes sociais ou de microblog, como o Facebook ou o Twitter, além de acessar a internet pelo telefone celular.

Ao mesmo tempo, a proporção de internautas adultos que disseram manter um blog na rede se manteve constante de 2006 para cá, em cerca de 10%.

Apesar de a popularidade dos blogs ter se mantido constante de uma maneira geral entre os adultos, a pesquisa mostra uma diferença clara quando analisados os dados entre os grupos por faixas etárias específicas.

A proporção de internautas entre 18 e 29 anos que mantêm um blog caiu de 24% para 15% desde 2007, enquanto entre os internautas com 30 anos ou mais essa proporção cresceu de 7% para 11%.”
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04 Fevereiro, 2010

Brasil ganha 'YouTube' só de vídeos históricos gratuitos

Site Zappiens.br foi apresentado pelo Comitê Gestor da Internet. Serviço educativo terá filmes feitos entre as décadas de 1930 e 1970.

Gustavo Petró, G1

Vídeos históricos do país, que antes só podiam ser acessados pelo Arquivo Nacional, aulas e eventos da USP e filmes, agora podem ser assistidos pelo público por meio do portal Zappiens.br. O portal gratuito de distribuição de vídeos apresenta um acervo exclusivo, voltado para o conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa.

O serviço apresentado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em parceria com o Arquivo Nacional, a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), de Portugal, nesta quinta-feira (4), disponibilizará vídeos para a consulta, permitindo usá-los como referência em pesquisas acadêmicas e trabalhos escolares, por exemplo.

Inicialmente, estarão disponíveis materiais do CGI.br, e dos parceiros USP e Arquivo Nacional, como os Cinejornais, programas de notícias apresentados antes dos filmes nos cinemas brasileiros entre as décadas de 1930 e 1970. No momento, o portal possui cerca de 6 mi vídeos.”
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Brasil aumentou em 77% capacidade de geração de energia eólica

Vítor Abdala, Agência Brasil

“A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.

Os dados, divulgados hoje (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado”, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012.”

03 Fevereiro, 2010

Aquecimento global acelera crescimento de árvores, afirma estudo

Mas pesquisadores dizem que é preciso avaliar melhor o que isso significa. Artigo foi publicado na revista científica americana PNAS.

France Presse / G1

O aquecimento global pode causar um crescimento mais rápido das árvores e aumentar a duração das temporadas propícias a seu desenvolvimento, afirma um estudo publicado nesta semana nos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Para realizar a pesquisa, os cientistas do Centro de Investigações Ambientais Smithsonian (Maryland) reuniram dados coletados em árvores de 55 bosques diferentes do leste dos Estados Unidos, além de informações de 100 anos de medições meteorológicas e de 17 anos de medições de emissões de gás carbônico.

Segundo os resultados, o crescimento recente das árvores "superou os valores esperados", provavelmente por causa das mudanças climáticas.”
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Pentágono avalia que aquecimento pode gerar conflitos globais

Departamento de Defesa dos Estados Unidos incluiu em seu plano quadrienal a questão das mudanças climáticas

EFE / O Estado de São Paulo

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos apresentou na segunda-feira, 1, o programa para os próximos quatro anos, no qual identifica o terrorismo, os ciberataques e a mudança climática como os principais desafios do país no período. As novas ameaças apontadas forçam algumas mudanças na estratégia militar americana, como ressalta a chamada "Revisão de Defesa Quadrienal 2010".

Durante quase 25 anos, o Pentágono construiu sua estratégia em torno de uma hipotética situação de duas guerras convencionais em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Seu objetivo, então, era estar equipado e preparado para enfrentar isso. No entanto, a realidade mudou e o Pentágono trabalha agora com a hipótese de um novo cenário, com uma multidão de inimigos tanto físicos como virtuais.

A nova revisão inclui pela primeira vez a mudança climática como um fator potencial de instabilidade ou conflito no mundo. Por isso, o Pentágono pensa em operações em que o aumento dos níveis do mar e a redução da camada de gelo no Ártico sejam um fator a mais no planejamento militar.”
Foto: Reuters
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02 Fevereiro, 2010

Amazônia perdeu 247 km² de floresta em dois meses

Luana Lourenço, Agência Brasil

“O desmatamento na Amazônia em outubro e novembro de 2009 atingiu 247 quilômetros quadrados (km²) de floresta. Na comparação com os mesmos meses de 2008, houve queda de 72,5%. Os números, divulgados hoje (4), são calculados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Os dados são de queda significativa. Houve redução de 68% em um mês e 80% em outro”, avaliou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Em outubro de 2008, o Inpe havia registrado 540 km² de desmate, em 2009 contabilizou 175 km². Já em novembro de 2008, a área desmatada foi de 356 km² contra 72 km² em 2009.

A medição do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. Segundo Minc, a cobertura de nuvens na região em 2009 foi menor que em 2008, o que permitiu que os satélites observassem áreas maiores de floresta.

“Ninguém pode dizer que não vimos o desmatamento porque estava tudo coberto de nuvens. Não é o caso, porque a nuvem abriu e mesmo assim verificamos que o desmatamento caiu.”
Foto: Marcello Casal Jr./ ABr
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01 Fevereiro, 2010

Judiciário não está preparado para lidar com crimes digitais, diz especialista

Mariana Ghirello, Última Instância

“Se há um consenso entre especialistas, é o de que o Judiciário precisa se especializar para lidar corretamente com assuntos relacionados a internet. “No Direito Digital, as questões técnicas estão entrelaçadas com as questões jurídicas, um não trabalha sem o outro, o que exige um grau de profundidade maior”, afirma o advogado especialista Renato Opice Blum. O especialista alerta ainda, que apesar de termos uma legislação que fornece uma cobertura de 95% dos problemas relacionados a internet, as punições são brandas em relação ao prejuízo causado devido alcance da rede mundial de computadores.

Para Opice Blum, existe um vácuo de 5% na legislação brasileira quando se trata de crimes na internet, como a invasão de computadores, que por si só, não caracteriza ato ilícito. Segundo o especialista, a legislação deixa de levar em conta o que uma invasão pode acarretar, visto que hoje as empresas e usuários guardam informações importantes nos computadores. “Não podemos ter um cenário onde a invasão de um computador não é nada”, afirma.

“As empresas enfrentam vazamentos de informações protegidas, segredos, planos estratégicos, documentos confidenciais, e quando isso acontece ou quando alguém tem sua intimidade exposta existem medidas que podem ser tomadas, mas que nem sempre alcançam o objetivo almejado, como a retirada do conteúdo do ar”, observa.”
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