Paula Rothman, de INFO Online
“Uma equipe européia de astrônomos descobriu que um brilho distante fotografado pelo telescópio Hubble era, na verdade, a galáxia mais distante já registrada.
Usando o Very Large Telescope, do European Southern Observatory, a equipe liderada pelo francês Matt Lehnert calculou que a UDFy-38135539 está a 13,1 bilhões de anos-luz da Terra e é o objeto mais distante já identificado no universo.
Isso significa que, ao olhar para a imagem da galáxia, estamos visualizando a luz de quando o universo possuía apenas 600 milhões de anos – já que o Big Bang ocorreu a cerca de 14 bilhões de anos.
Essas são as primeiras observações confirmadas de uma galáxia cuja luz passa pela neblina opaca de hidrogênio do Universo primitivo. Quando o Universo esfriou após o Big Bang (a cerca de 14 bilhões de anos), os elétrons e prótons se combinaram para formar o gás hidrogênio. Esse gás frio e escuro era o principal elemento do cosmos nessa chamada Era Escura, na qual não existiam objetos luminosos. Essa fase eventualmente chegou ao fim quando as primeiras estrelas se formaram e sua intensa radiação ultravioleta gradualmente separou os átomos do hidrogênio de novo, fazendo a neblina se tornar transparente. Essa época da história do universo primitivo durou entre 150 milhões e 800 milhões de anos depois do Big Bang.”
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