30 Maio, 2010

Estudo de Uerj revela que mudança climática afeta a orla do Rio

André Balocco , Jornal do Brasil

"A menos de uma semana de comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), más notícias para quem vive na orla do Rio: estudo sobre o litoral carioca apresentado pela Faculdade de Oceanografia da Uerj no IV Congresso Brasileiro de Oceanografia, realizado no Rio Grande do Sul na semana passada, aproxima a cidade do cenário do filme 2012. Comandado pelo oceanógrafo David Zee, o estudo chega à conclusão que, diante da maior incidência de ressacas, por conta das mudanças climáticas no planeta, a faixa de areia de parte da praia de Copacabana está com os dias contados. Até mesmo as normas técnicas que regem a construção na beira-mar devem ser refeitas.

– Não dá mais para construir perto do litoral, porque o mar vai comer, vai avançar – diz Zee, impressionado com o que tem visto.
Presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães afirma que o mar está apenas "usando o espaço que lhe é de direito".

– Parte da areia foi aterrada para a construção da Avenida Atlântica, o mar precisava desse espaço – argumenta. – Quando se anuncia uma ressaca, os donos de quiosques constroem barricadas com sacos de areia afim de evitar que o mar invada seus banheiros, cozinha e depósito subterrâneos.

Também coordenador do Mestrado em Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida, Zee diz que a diminuição da faixa de areia nos postos 5 e 6 é apenas a ponta do iceberg que descongela.

– Normalmente, a largura da praia de Copacabana, desde o aterro nos anos 60, varia de 80 a 120 metros. Em situações extremas de ressacas, diminui para 40 a 60 metros. Nunca vi do jeito que está agora – espanta-se, numa referência ao fato de a água, por vezes, bater no calçadão. – A tendencia é piorar.”
Matéria Completa, ::Aqui::

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