Fabiano Ávila, Carbono Brasil / Envolverde“A primeira reunião para discutir políticas climáticas realizada desde Copenhague tentou estabelecer os novos procedimentos para futuros encontros, mas acabou mesmo servindo de palco para o já conhecido conflito entre países ricos e pobres
Aparentemente pouco mudou desde dezembro do ano passado, quando a Conferência de Copenhague (COP 15) foi marcada por conflitos e impasses. Nos últimos três dias, delegados de 175 países estiveram reunidos em Bonn, na Alemanha, tentando avaliar como aproveitar as decisões da COP 15 e seguir em frente. Mas, infelizmente, as diferenças de opiniões ainda são profundas demais para possibilitar avanços significativos.
As conversas em Bonn se focaram em determinar quais os procedimentos para as próximas reuniões. Por exemplo, com que texto base começar as discussões? Os documentos que já vem sendo debatidos desde Bali em 2007 ou o Acordo de Copenhague? Um amálgama deles? Quantas reuniões fazer até o grande encontro de Cancun?
A princípio ficou acertado que a presidente das negociações, Margaret Mukahanana-Sangarwe, do Zimbábue, irá apresentar um rascunho do texto base no dia 17 de maio. Margaret afirmou que vai analisar o Acordo de Copenhague e pode vir a usar elementos dele em conjunto com os textos trabalhados em Bali. Mas isso não ficou totalmente acertado.
A próxima reunião climática será também em Bonn a partir do dia 31 de maio e outros dois ou três encontros devem ser ainda agendados antes da grande conferência de Cancun em novembro. Porém, isso também não foi decidido.
O ano de 2010 deverá ser focado em financiamento e em como colocar em prática as poucas medidas concretas decididas em Copenhague, como a ajuda aos países mais pobres. Seriam US$ 10 bilhões anuais entre 2010 e 2012, e essa quantia iria aumentando até alcançar a soma de US$ 100 bilhões em 2020. Mas muito pouco foi debatido na Alemanha sobre como iniciar a liberação desses recursos.”
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