06 Abril, 2010

Ibama embarga 33 empresas acusadas de uso ilegal de madeira de desmatamento

Brasília Confidencial

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou 33 empresas, entre siderúrgicas e transportadoras, que consumiam e comercializavam carvão produzido com madeira de desmatamento. Elas foram lacradas e estão impedidas de funcionar até decisão judicial. A ação resultou da Operação Corcel Negro, realizada entre os dias 22 e 31/03, nas áreas mais críticas de produção ilegal de carvão na Caatinga e no Cerrado, biomas severamente ameaçados pela atividade siderúrgica. “Algumas siderurgias reclamaram que tiveram que reduzir a produção em função da fiscalização. Se isto aconteceu é porque houve ilegalidade. A siderurgia nacional tem que funcionar, mas não com a destruição do cerrado e da caatinga”, destacou Roberto Cabral Borges, coordenador da operação.

Borges explicou que o Código Florestal, de 1965, deu prazo de 20 anos para que as empresas se tornassem autossustentáveis, produzindo em reflorestamentos madeira suficiente para alimentar seus fornos. Mas esse prazo, segundo ele, tem sido prorrogado de forma recorrente. “Nossa preocupação é que as empresas comecem a investir na produção autossustentável. Se a indústria não tiver seu próprio reflorestamento haverá um colapso econômico e ambiental”, alertou.

Além dos embargos, o IBAMA aplicou 260 autos de infração, num total de R$ 275 milhões em multas e destruiu mais de 250 fornos. O campeão de irregularidades foi o Pará, seguido por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Maranhão e Piauí.”

1 comentários:

Eduardo Lima disse...

Estou tentando achar a lista das empresas. Infelizmente ainda não consegui achar!

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