21 Março, 2010

Informação faz diferença em consumo consciente

Ricardo Voltolini, Revista Ideia Socioambieltal / Envolverde

"Comportamento socioambiental da empresa tem peso de 9% na decisão de compra.

Pesquisa Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, da Market Analysis, revelou que a análise do comportamento socioambiental da empresa fabricante corresponde a um peso de 9% de importância na decisão de compra dos consumidores. Os resultados apontam que o preço continua sendo, de longe, o fator mais valorizado (35%) pelo consumidor brasileiro no momento de escolher o produto, seguido por características funcionais (19%) e confiança na marca (16%).

O primeiro grau de relevância atribuído ao preço não chega a ser nenhuma novidade. Afinal, em todo o mundo, os consumidores médios valorizam mais esse fator. Também não chega a surpreender que os atributos funcionais e a força da marca estejam entre os pontos mais valorizados. A rigor, a maioria das pessoas compra produtos porque suas funções geram benefícios e atendem necessidades. E as marcas – como já se sabe – representam segurança, conforto, menor risco e garantia de entrega de uma experiência positiva de consumo.

O componente sustentável é, de fato, uma peça nova no tabuleiro. Os 9% referidos ao atributos socioambientais não são pouca coisa. Segundo o estudo, esse percentual superou o de “status” (8%) e não ficou tão longe das questões de conveniência (facilidade de achar o produto), que carregam um peso de importância de 13%.

Uma análise mais afinada dos dados permite concluir que informação faz diferença. Entre os 21% de brasileiros que a Market Analysis classifica como indivíduos mais atentos ao que as empresas estão fazendo em sustentabilidade, a distância entre o fator preço (mais importante) e o fator comportamento socioambiental é menor. No caso dos informados (ouviram falar ou leram sobre comportamento de empresas) ela cai de 26 pontos percentuais para 17%. Entre os debatedores (conversaram ou discutiram), fica em apenas 15% , mostrando uma proporção mais pró-consumo consciente.

Diante desses números, e do quadro que moldam, duas perguntas são plausíveis: (1) Qual o efetivo potencial de expansão do consumo consciente no Brasil? e (2) Com que nível de urgência as empresas devem se preparar para um movimento que cresce em ritmo aparentemente mais lento do que em outros lugares do mundo? Não há, evidentemente, respostas simples para um quadro tão complexo.

No entanto, uma revisitação aos números levantados, em uma década de acompanhamento pelo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa, indica uma tendência que pode e deve ser considerada para uma compreensão mais ampla desse cenário.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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