Odair Dias Gonçalves, Laércio Vinhas e Alexandre Gromann, Jornal do Brasil
“A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), responsável pelo licenciamento das atividades nucleares no Brasil, vem a público dizer que não compartilha absolutamente com as opiniões expressas no artigo intitulado O Anacronismo de Angra 3 (JB, dia 5, pág. A11).
Diferentemente do que foi afirmado, o pedido de licença de Angra 3, apesar de o reator ter sido projetado há mais de 30 anos, incorpora modernos itens de segurança atualizados com base na experiência operacional de mais de 200 reatores do mesmo tipo em operação no mundo, tendo de cumprir rigorosamente os requisitos de segurança previstos em norma, não podendo ser diferente, pois caso contrário não obteria as licenças necessárias. Levantar a possibilidade de uma repetição do acidente de Chernobyl, fato tecnicamente impossível em relação ao tipo de reator usado no Brasil, é irresponsável e alarmista.
Quanto ao trabalho da Cnen no licenciamento da usina, este compete em verificar a conformidade do projeto com as normas de segurança, não cabendo avaliações subjetivas. O único envolvimento da Cnen com o projeto de Angra 3 é o processo de licenciamento, que tem como principal foco as questões de segurança, não havendo portanto qualquer conflito de interesse.”
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