18 Fevereiro, 2010

O alerta final de Lovelock

Amália Safatle, Terra Magazine

“Pode-se ou não concordar com James Lovelock, sua teoria da Terra como um organismo vivo e suas posições favoráveis sobre a energia nuclear, céticas sobre as chamadas fontes renováveis no combate ao aquecimento global e críticas sobre o movimento verde.

Mas em Gaia: Alerta Final (Ed. Intrínseca), o cientista inglês, do alto de seus 90 anos e disposto a embarcar neste ano na viagem espacial que inaugura a companhia Virgin Galactic, traz argumentos bem construídos em um texto provocador e envolvente neste livro lançado no começo do ano.

A começar das críticas que faz ao consenso do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, formado por cientistas do mundo todo - e que justamente tem sido alvo de desconfianças no tocante a algumas de suas conclusões e previsões.

A crítica que Lovelock especialmente faz ao painel é o abrandamento no tom ao se divulgar as conseqüências do aquecimento global - segundo ele, maiores e mais graves do que tudo aquilo que vem sendo mostrado à sociedade.

A própria ideia de um consenso, moldado a interesses políticos e econômicos como os da indústria do petróleo, não faz sentido no ambiente científico, defende ele: "Ciência tem a ver com verdade e deve ser inteiramente indiferente à justiça ou à conveniência política." Para emendar logo depois: "Dizem que a verdade é a primeira vítima da guerra, e parece que isso vale também para a mudança climática."

Outra crítica é a de que os modelos climáticos são construídos com base na Terra como um planeta inerte, e não vivo, como sustenta a sua Teoria de Gaia. "A maioria dos modelos de mudança climática, por exemplo, não inclui a resposta fisiológica dos ecossistemas do solo ou dos oceanos (à mudança do clima)." Ou seja, a sua capacidade de auto-regulação.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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