Brasília Confidencial “Que o Carnaval do Rio se tornou uma fonte inesgotável de dinheiro, ninguém duvida. No entanto, há quem questione os ganhos reais e a maneira como se gera lucro com a maior festa do planeta. Há teses que defendem que o evento pode até ser deficitário. Sem o mínimo de planejamento estratégico, há muito desperdício e pouca sustentabilidade. Para alguns analistas, é um negócio e deveria funcionar de modo eficiente como tal. Já para outros, a folia de Momo é a mais pura manifestação cultural da população e não há por que tratá-la como uma empresa.
Para Heliana Marinho, gerente da área de Economia Criativa, do SEBRAE/RJ, o carnaval começa no desmonte da escola. Ali, estão concentrados grande parte dos desperdícios, a exemplo dos carros alegóricos, fantasias e materiais que são abandonados, sem quaisquer métodos de estocagens. “Não há planejamento nem rigor, tudo é feito na intuição, há uma descontinuidade na compra de produtos e insumos, não há conhecimento sobre a utilização de materiais alternativos e estes não são reciclados. Não existe controle e os produtos são comprados aleatoriamente. O fornecedor, por sua vez, não é organizado e por isso também não consegue atender à demanda. Isso tudo gera recurso mal alocado e prejuízo”, conclui.
A gerente do Sebrae e sua equipe fizeram uma varredura nas escolas de samba e ficaram surpresos com o resultado. “Tivemos um olhar pelo avesso da magnitude do Carnaval. Pesquisamos o Grupo Especial e também as escolas do grupo de acesso, pois são eles que vão realizar a festa no futuro”, observou. Segundo ela, a única escola que faz uso racional dos recursos é a Vila Isabel. Para ajudar a mudar esse cenário, o Sebrae está desenvolvendo estudos a fim de oferecer qualificação e informações aos profissionais envolvidos acerca dos materiais como tecidos, garrafas PET, bambu, látex, isopor e papel reciclável, de modo a serem aproveitados como fonte de renda.”


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