31 Agosto, 2009

Marina Silva filia-se ao PV prometendo "reformar" o partido

A senadora Marina Silva (AC) assinou neste domingo termo de filiação ao Partido Verde em meio a gritos de "Marina presidente" e com promessa de trabalhar pelo desenvolvimento sustentável e de reforma da legenda. A senadora também defendeu que o PV deve levantar a bandeira da ética na política.

Vermelho.org

Em uma luxuosa cerimônia no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o PV homologou a filiação da ex-ministra com as assinaturas de Elenira Mendes, filha de Chico Mendes, José Luis Penna, presidente do partido, Eduardo Jorge, secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, do líder do PV na Câmara, Sarney Filho (MA),e do deputado federal Fernando Gabeira (RJ).

A senadora, que falou por cerca de meia hora a uma multidão de membros do partido e muitos simpatizantes arregimentados para dar volume ao ato, lembrou Chico Mendes, ambientalista assassinado no final da década de 80, e figuras como Martin Luther King e Nelson Mandela.

Em um discurso emocionado, principalmente nos momentos em que lembrou seus mais de 30 anos de militância no PT, Marina afirmou que uma das exigências que fez para entrar no partido foi a reformulação do programa político de modo a se tornar mais focado nas questões de desenvolvimento sustentável. Marina saiu do PT há algumas semanas afirmando não encontrar "condições políticas" para avanços na questão ambiental.

A senadora também defendeu que o partido deve levantar a bandeira na ética da política. "Homens e mulheres de bem aperfeiçoam as instituições", disse Marina, reiterando que não tem mais ilusão acerca de partidos perfeitos.

A senadora, ao justificar sua saída do PT e sua entrada no PV, recheou o discurso com trechos de escritores como Guimarães Rosa e Santo Agostinho. Para "homenagear" seu passado, citou uma frase de um conto de Guimarães Rosa. "Será que você seria capaz de se esquecer de mim, e, assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?" Para homenagear seu futuro no PV, preferiu Santo Agostinho: "Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, Tarde vos amei ! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos!"
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A Senadora Marina Silva mostra sua ficha de filiação ao Partido Verde apos assiná-la durante cerimônia em São Paulo

Foto: Lalo de Almeida, Folha Imagem

30 Agosto, 2009

Greenpeace pede "desmatamento zero" na Amazônia até 2015

Marli Moreira, Agência Brasil

“Ativistas da organização não governamental Greenpeace promoveram uma manifestação hoje (29) no Parque Ibirapuera, próximo à Assembleia Legislativa, marcada por um apitaço para chamar a atenção do público sobre a 15ª Reunião da Convenção do Clima, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

Eles instalaram um relógio em um das entradas do parque – como parte da campanha Tic Tac Tic Tac – que vai fazer a contagem regressiva dos 100 dias que faltam para o encontro. Também recolherem assinaturas em favor de medidas propostas pelo Greenpeace ao governo brasileiro.

"Queremos que o governo brasileiro zere o desmatamento até 2015 na Amazônia e que gere mais energia renovável”, disse João Palocchi, coordenador de uma das campanhas da ONG no Brasil.

Segundo ele, a expectativa é que o país se coloque de forma mais ambiciosa no cenário externo, defendendo redução de pelo menos 40% das emissões dos gases que causam o aquecimento global.

"Queremos que haja contribuição financeira para que países em desenvolvimento possam crescer sem cometer os mesmos erros que os Estados Unidos e a Europa cometeram, de emitir muitos gases de efeito estufa queimando muito carvão e petróleo.”

Governo estuda criar bolsa-floresta para custear preservação

Proposta é pagar a famílias e trabalhadores rurais que deixem de desmatar; custo seria de 5% do Bolsa-Família

O governo federal poderá pagar para quem mantiver a floresta amazônica em pé. Uma proposta apresentada por consultores do Ministério do Meio Ambiente (MMA) à equipe econômica, esta semana, criará uma espécie de mercado nacional de carbono, com um valor mínimo para cada tonelada de emissão evitada no País. Com isso, famílias, cooperativas e grupos que preservarem terão direito a um recurso, uma espécie de bolsa-floresta, por prestação de serviços ambientais.

O argumento é que a floresta em pé tem um valor que pode ser calculado pelo que ela deixa de emitir de CO² e quem a preserva pode receber por isso e ainda saber de antemão com qual recurso contará. A ideia base, preparada para o MMA pelo engenheiro florestal Tasso Azevedo, está sendo discutida com o Ministério da Fazenda.

"A intenção é simplificar muito o processo. Um sistema de transferência de recursos como esse pode empoderar quem está lá na ponta, gerindo a floresta", explica Tasso. A proposta parte da ideia da criação de um estoque nacional de carbono não emitido. Cada tonelada teria um valor mínimo, a ser calculado pelo governo, que seria revertido a quem preservou.”
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29 Agosto, 2009

Caça aos golfinhos

"Às vésperas de o Japão abrir a sua temporada de pesca predatória, o protesto de ambientalistas ecoa no mundo e chega até a secretária de Estado americana, Hillary Clinton

Luciana Sgarbi, ISTOÉ

Lugares paradisíacos se transformam ao longo de 180 dias em um cenário de matança. Do lado vilão, que pena, está o homem. Do lado vítima, que pena, uma das espécies mais inteligentes, brincalhonas e que se mostram muito amigas de seu algoz: os golfinhos. Vinte e seis pescadores em 13 barcos os encurralam aos milhares em uma pequena enseada e os matam com arpões e facões.

A angra de 4,6 metros quadrados na pequena cidade japonesa de Taiji se torna vermelha, de sangue, é claro. "Os caçadores se vestem com roupas de borracha escura que têm cauda semelhante à dos golfinhos. É triste ver os animais se aproximarem para brincar e ser capturados. É uma perversa estratégia", diz Ric O'Barry, famoso biólogo americano que treinou durante cinco anos os golfinhos da série de televisão "Flipper".

Ele perseverou por oito anos na perseguição a pescadores japoneses para gravar um documentário sobre a crueldade da caça a esses mamíferos. Apesar de essa prática ser ilegal na maioria dos países, ela é lícita no Japão em nome de sua cultura e economia. Por determinação do governo japonês, no entanto, procura- se esconder do mundo os métodos empregados. "Não foi fácil conseguir filmar tudo o que vi", diz O'Barry, que lançou na semana passada o documentário "The Cove".

Todos os anos, no dia 1º de setembro, abre-se no Japão uma nova estação de caça a golfinhos e repetem-se em todo o mundo os protestos de ambientalistas. No curso da temporada, cerca de 23 mil animais são capturados com vida e podem ou não ser abatidos - cada peça de um golfinho vale US$ 500 nos mercados de Taiji, cidade de três mil habitantes. Outro destino para esses animais é vendê-los vivos por mais de US$ 30 mil, cada um, aos parques aquáticos da Coreia do Sul e dos Emirados Árabes.”
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Técnica evita defeitos de DNA da mãe com transferência do núcleo do óvulo

Procedimento gera filhotes com DNA de duas fêmeas distintas. Testes em humanos podem ser viabilizados em dois anos, diz cientista.

Do G1

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (26) um procedimento experimental que previne que o feto herde de sua mãe enfermidades originadas em falhas no DNA das mitocôndrias, as “baterias” das células. A prova do sucesso foi o nascimento de quatro macacos-resos (Macaca mulatta), saudáveis. Dois deles, batizados Mito e Tracker, aparecem na foto acima.

A tecnologia consiste em transferir material genético do núcleo de um óvulo para outro (cujo núcleo foi previamente removido) deixando para trás o DNA mitocondrial da célula de origem – e com ele todas as mutações que desembocam em doenças como diabetes tipo 2. O “óvulo oco”, evidentemente, tem mitocôndrias saudáveis.

(Ao menos 1 em cada 200 nascimentos apresentam uma mutação mitocondrial potencialmente patogênica.)”
Foto: Oregon National Primate Research Center
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28 Agosto, 2009

COP-15: as propostas do governo e as do Brasil

Celso Dobes Bacarji, Envolverde

“Os empresários da indústria paulista (Fiesp), reunidos em sua elegante e moderníssima sede na av. Paulista, em São Paulo (SP), debateram, desde a terça-feira (25/08), as questões ambientais e os desafios das empresas para os próximos anos na luta contra as causas do aquecimento global. Em debate específico sobre as propostas do Brasil para a COP-15, no encontro que terminou nesta quinta-feira, os empresários ouviram do embaixador brasileiro para as mudanças do clima, Sergio Serra, que o Brasil vai levar a Copenhague uma “posição de governo, não uma posição do Itamarati”.

Ele explicou que o núcleo do processo decisório para a conferência do clima, no caso brasileiro, é formado por três ministérios: do Meio Ambiente (MMA), de Ciência e Tecnologia (MCT) e o Itamarti. Mas ressaltou que o processo teve um universo de consulta bastante maior, que incluiu o setor empresarial e outros da sociedade civil. E resumiu dizendo que o país espera da COP-15 “um resultado ambicioso que se oriente pelas recomendações da ciência”.

De acordo com os especialistas, para manter o aquecimento abaixo de dois graus centígrados até o final do século, é necessário que os países desenvolvidos apresentem uma proposta de redução de emissões entre 25% a 40%, a médio prazo, (até 2020) e, no caso de países em desenvolvimento, uma redução da conta de emissões, ou seja, uma redução da curva de crescimento dessas emissões.

No caso do Brasil, segundo o embaixador, “há um fator negativo gerado por uma série de ações do governo que levam ao aumento das emissões, como o programa luz para todos e o ainda incógnito programa de exploração de petróleo na faixa do pré-sal”. Mesmo assim, ele é otimista e acredita que o país tenha condições de reduzir bastante essa curva de crescimento. Ele ratificou o que já foi declarado pelo ministro Celso Amorim, "que o país tem condições de levar números a Copenhague”. Mas ressaltou que “esse ainda é um trabalho em construção”.
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Emissão de CO2 pela indústria cresce 77% em 13 anos

Lisandra Paraguassú, Agencia Estado

“As emissões de carbono feitas pela indústria brasileira cresceram 77% entre 1994 e 2007. No mesmo período, a emissão por queima de combustíveis fósseis subiu 49%. Os números, apresentados hoje pelo Ministério do Meio Ambiente, mostram que, apesar do desmatamento ainda ser a principal fonte de CO2 no Brasil, os combustíveis e a indústria passam e ter uma importância muito maior como poluidores do que há 13 anos. "A preocupação vai continuar sendo a floresta, claro, mas a importância da energia e da indústria passa a ser muito maior que em 1994. Precisamos de políticas públicas mais específicas", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

De acordo com Minc, a importância desses setores deverá subir de 18% em 1994 para algo entre 25% e 30%. Já o desmatamento, calcula, deverá ser responsável por 55% ou 60% das emissões brasileiras, contra 75% em 1994. Os dados divulgados hoje são uma estimativa feita com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da própria indústria. Em 1994, ao contrário, foi feito um inventário de emissões, mais acurado. No entanto, a metodologia usada foi a mesma, segundo Minc, e é possível fazer comparações.”
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27 Agosto, 2009

Poluição e aquecimento 'encolheram' ursos polares, diz estudo

Um estudo de uma universidade da Dinamarca sugere que os ursos polares diminuíram de tamanho no último século.

Victoria Gill, BBC News

Os cientistas compararam os crânios destes ursos recolhidos no começo do século 20 com os que foram recolhidos no final daquele século e descreveram mudanças no tamanho e forma que poderiam estar ligadas a um aumento na poluição e à redução do gelo no mar.
Os pesquisadores usaram os crânios como indicadores do tamanho do corpo. Os crânios do final do século 20 eram entre 2% e 9% menores.

O estresse físico causado por poluentes nos corpos dos ursos e o aumento do esforço necessário para encontrar alimento podem ter limitado o crescimento do animal, segundo a equipe de pesquisadores.

"Pelo fato de o gelo estar derretendo, os ursos precisam usar muito mais energia para caçar suas presas", explicou Cino Pertoldi, professor de biologia da Universidade Aarhus, da Dinamarca, e da Academia Polonesa de Ciência, líder deste estudo.

"Imagine que você tem dois gêmeos - um é bem alimentado durante a fase de crescimento e um está passando fome. (O que passa fome) será muito menor, pois não terá energia o bastante para destinar ao crescimento", acrescentou.”
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Multas da Operação Boi Pirata 2 já ultrapassam R$ 65 milhões

Alex Rodrigues, Agência Brasil

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já aplicou mais de R$ 65 milhões em multas desde que deflagrou, em julho deste ano, a Operação Boi Pirata 2. Com o objetivo de coibir a criação de gado em áreas desmatadas e as queimadas ilegais na Amazônia, sobretudo na Floresta Nacional do Jamanxim, no oeste do Pará, a operação visa a retirar da região cerca de 15 mil cabeças de gado ilegal, o chamado "boi pirata".

Com o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar do Pará, os agentes do órgão lavraram 50 autos de infração, embargando mais de 15 mil hectares de área desmatada ou queimada e apreendendo mil metros cúbicos de madeira serrada e em tora, o equivalente a 58 caminhões carregados.

Onze pessoas foram presas em flagrante. Mais 17, entre elas uma grávida, foram detidas e liberadas em seguida. Entre os presos estão três fazendeiros da região norte da Floresta do Jamanxim, onde o Ibama encontrou cerca de 15 mil animais criados ilegalmente. Os agentes federais também apreenderam 22 armas, entre elas uma espingarda calibre 12, dois rifles com mira telescópica e três veículos roubados.”
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26 Agosto, 2009

El Niño pode afetar padrões climáticos nos próximos meses, dizem especialistas

A Organização Mundial de Meteorologia, com sede em Genebra, afirmou que os padrões climáticos para os próximos seis meses deverão ser diferentes, devido ao impacto do fenômeno El Niño, no Oceano Pacífico.

BBC Brasil

De acordo com o correspondente da BBC David Bamford, nas últimas semanas fazendeiros do sul da Ásia ficaram alarmados com a falta das tradicionais chuvas de monção, que atingem a região nesta época do ano.

Partes da Indonésia e Malásia se encontram atualmente escondidas debaixo de uma névoa forte.

A seca está causando um efeito devastador nas lavouras e nos estoques de alimentos no Quênia e leste da África, enquanto que o número de furacões no Caribe diminuiu muito.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, todos estes eventos climáticos parecem estar interligados e podem ser conseqüência do El Niño, que está de volta, porém com intensidade menor do que a registrada em 1997.

Há 12 anos, o efeito do fenômeno foi responsabilizado pela perda de lavouras e centenas de mortes no mundo inteiro.”
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Hábitos de consumo: por que é tão difícil mudar?

Neuza Árbocz, Envolverde

"A situação ambiental atual pede novas formas de realizar negócios, buscando construir um mundo em equilíbrio com o ritmo de renovação da Natureza. A grande questão para as indústrias e empresas é, contudo, como fazer frente ao crescimento, constante, do consumo. O primeiro "R" do "Reduzir, Re-utilizar e Reciclar" está sendo ignorado solenemente, segundo dados de mercado.

A crise que deu ao planeta um tempo de descanso, já dá sinais de enfraquecimento, tendo sido, inclusive, amenizada por medidas imediatistas, como a redução de IPI justamente para carros, um dos elementos centrais da poluição atmosférica e de stress e conflito nos grandes centros urbanos. Mercado se aquecendo, as indústrias precisam encontrar uma forma de ampliar a produção, para manter preços estáveis e evitar antigos fantasmas como o da inflação.

O vício nas datas comemorativas impulsiona ainda mais a roda do consumo, sempre em movimento. E a mais temível de todas as datas, o Natal, logo baterá a nossas portas novamente, provocando ondas de compras de todo tipo de produtos; mesmo os supérfluos, que ficam jogados em gavetas ou aqueles nada duráveis, que estragam mal começamos a usar. Mas afinal, quem quer arriscar novas formas de demonstrar afeto e carinho, sem os tradicionais presentes?

Será que alguém acredita ser possível mantermos estes costumes e diminuir, ao mesmo tempo, o impacto provocado nos ciclos naturais que sustentam nossas vidas? Provavelmente, muitos já diriam que consumir num ritmo tão constante e acelerado não faz mesmo sentido. Contudo, parar de comprar de fato é, ainda, uma atitude de poucos.”
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25 Agosto, 2009

Trabalho escravo e desmatamento

Marina Silva, Terra Magazine

“No domingo, em comemoração ao Dia Mundial em Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, a Organização Mundial do Trabalho (OIT) lançou o livro "Trabalho Forçado: Coerção e Exploração na Economia Privada" (Forced Labor: Coercion and Exploitation in the Private Economy).

A data é em memória à insurreição iniciada na noite de 22 para 23 de agosto de 1791, no Caribe, que teve papel decisivo na abolição do tráfico transatlântico de escravos.

O livro analisa as formas modernas de escravidão na América Latina, sul da Ásia, África e Europa. Segundo a OIT, mais de 12 milhões de pessoas ao redor do mundo estão sob coerção ao trabalho forçado, em escravidão ou em situação similar.

No Brasil, apenas em 2008 foram libertados quase 4 mil trabalhadores. Aqui, o trabalho degradante, análogo ao de escravo, continua diretamente relacionado à pecuária e ao desmatamento ilegais, como demonstra o estudo: "A mão-de-obra escrava continua sendo usada no país para desmatar a Amazônia, preparar a terra para a criação do gado e em atividades ligadas a agricultura em áreas rurais".

A partir de dados e estatísticas do governo e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o estudo mostra que as vítimas são recrutadas em regiões muito pobres nos estados de Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia e Piauí, atraídas por promessas de emprego. Elas são, então, levadas para regiões isoladas, no meio da floresta, de onde dificilmente conseguem sair.”
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Brasil assumirá metas de controle do efeito estufa, diz Minc

As metas ainda serão definidas pelos ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Itamaraty

Talita Figueiredo, Agência Estado

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o Brasil vai assumir metas de redução das emissões de C02 durante a reunião da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague (Dinamarca), em dezembro. “Está definido que haverá (metas).Isso é mais um avanço das discussões que estão tendo nossas equipes técnicas e vamos chegar a um número. O Brasil terá metas, mas naturalmente cobrará recursos, parcerias tecnológicas”, afirmou Minc, depois de palestra na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Urca, zona sul do Rio.

As metas ainda serão definidas pelas equipes técnicas do chamado G-3, que inclui os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Itamaraty. “Primeiro foi uma queda de braço para a gente fazer um plano com metas voluntárias e internas, porque antes não tinha nem isso. Depois criamos o G-3 e estamos avançando mais. O Brasil já aceitou o parâmetro de não mais de 2 graus de elevação (da temperatura) até o final do século e não mais do que 450 ppms (partes por milhão) de CO2 na atmosfera”, disse.”
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O que é o Twitter?

Ricardo Freire, Digestivo Cultural

“O problema de explicar o Twitter é que o release inicial foi malfeito. Como assim, o Twitter é um "serviço de microblog"? Quem escreveu isso certamente nunca teve blog. As duas coisas podem até ter alguma ligação, mas são tão diferentes quanto o caju e a castanha.

É muito difícil resumir o Twitter numa definição que caiba em 140 caracteres. Basicamente porque o Twitter pode ser, sei lá, mil coisas. O máximo que alguém pode fazer é definir o que seja o Twitter na sua experiência particular. Ou então, num ataque de pretensão, dizer qual seria, no seu entender, o melhor uso do Twitter.

Pois bem. Eu vou dizer qual é, no meu entender, o melhor uso do Twitter.

Para mim o Twitter é o brinquedinho que promove qualquer um à função mais importante da sociedade da informação: a função de editor.

Nunca você teve tanto poder de editar a informação que consome. No Twitter, quem decide o grau de utilidade e de futilidade do que quer saber é você mesmo. Milhares de produtores e distribuidores de informação estão ao seu alcance ― inclusive, por que não, os jornais, revistas, sites e blogs de sua preferência.

Quando você decide "seguir" alguém (ou "algum perfil", no jargão da coisa), na verdade você está fazendo uma assinatura do conteúdo que essa pessoa ("esse perfil") produz ou distribui. Uma assinatura que pode ser interrompida a qualquer instante, se você parar de achar suficientemente útil ou fútil o que lê.”
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24 Agosto, 2009

Pipoca pode ajudar a evitar câncer, dizem cientistas

A pipoca e outros cereais matinais contém “quantidades surpreendentes” de substâncias antioxidantes conhecidas como polifenóis – que têm potencial de diminuir o risco de câncer e doenças cardíacas – normalmente encontradas em frutas e legumes.

BBC Brasil

O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington.

Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes – e alimentos como chocolate, vinho, café e chá – se tornaram conhecidos por seu potencial para diminuir o risco de doenças.

Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o câncer e doenças cardíacas por causa de seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém havia comprovado a alta presença de polifenóis.”
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Século XX versus XXI: o direito de ver estrelas

Fabio Feldmann, Terra Magazine

“Esta semana vou escrever sobre algo aparentemente poético mas que merece uma profunda reflexão: "o direito à luz das estrelas e em defesa dos céus noturnos".

De acordo com matéria publicada no Estadão, astrônomos reunidos na 27ª Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU na sigla em inglês) resolveram defender o reconhecimento desse direito, lançando uma campanha de conscientização sobre o mesmo, o que para alguns poderia ser encarado como algo supérfluo, ornamental, despropositado.

Na minha opinião, essa campanha é absolutamente vital, uma vez que cada vez mais o mundo se torna urbano, de modo que perdemos completamente a possibilidade de usufruir de um prazer enorme revestido de absoluta simplicidade: olhar o céu, acompanhar as estrelas!

Alguns anos atrás me foi dito que quem olha para o próprio umbigo adquire a escala de um anão e quem olha para cima, a de um gigante. De fato muitas vezes, quando estamos angustiados pelos problemas do dia-a-dia, nos perdemos das questões essenciais, sendo que a energia se vai em coisas irrelevantes. Quando olhamos para cima e vemos a imensidão do céu os problemas se tornam menores.

Simples?

O acesso ao céu depende nos dias de hoje de menos poluição, valendo lembrar que na Ásia existe uma grande nuvem carregada de poluição tóxica que atinge milhares de quilômetros, e em muitas das cidades na China, a poluição do ar é tão grande que os dias são literalmente cinzentos.”
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23 Agosto, 2009

Planta gigante. e carnívora

Cientistas anunciam a descoberta de uma nova espécie vegetal que devora insetos e roedores e mede 1,50m de altura

Luciana Sgarbi, ISTOÉ

O britânico Stewart McPherson é uma das principais referências em todo o mundo no campo da botânica. E costuma dizer que sua paixão pelas plantas não esmorece porque elas não param de surpreendê-lo. Eis uma de suas declarações na semana passada: "Levei um grande susto. Buscava, como sempre, raridades na flora, mas não estava preparado para o que encontrei." O encontro ao qual McPherson se refere se deu em matas da região central das Filipinas: ele e sua equipe se depararam com uma espécie de bosque repleto de uma até então desconhecida espécie de planta carnívora gigante. Só para se ter uma ideia da razão pela qual o pesquisador se assustou, essas plantas são extremamente vorazes ao prenderem e devorarem pequenos roedores e insetos - e chegam a atingir nada menos que um metro e meio de altura.

Essa mesma expedição científica capitaneada por McPherson catalogou outras diversas espécies, também novas, como, por exemplo, a dos cogumelos azuis e a das samambaias rosas. "Ficamos cercados por um mundo totalmente desconhecido pela botânica. Mas é claro que as plantas carnívoras acabaram monopolizando as atenções, e nem poderia ser diferente", diz o pesquisador Alastair Robinson, botânico da Universidade de Cambridge, em Londres, e também integrante da expedição.”
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Manifestação do Greenpeace neste sábado em três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador) contra a energia nuclear

Foto: Paulo Alvadia, O Dia

22 Agosto, 2009

Microsoft e Yahoo se unem a opositores do Google Books

David Lawsky, Reuters

“A Microsoft e o Yahoo se uniram a um grupo de opositores do acordo judicial que autoriza o Google a digitalizar milhões de publicações, informaram as empresas nesta sexta-feira.

As empresas se uniram à Aliança Livro Aberto, formada por ONGs e bibliotecas que levantaram a bandeira contra os planos do Google de digitalizar livros e colocá-los na Internet.

- Sim, concordamos em participar da coalizão - disse um porta-voz da Microsoft. Uma porta-voz do Yahoo também confirmou sua participação.

A Amazon.com supostamente também se uniu à Aliança, mas uma porta-voz afirmou:

- Não comentamos boatos e especulação.

Críticos dizem que o acordo dá ao Google a liberdade de fixar preços para bibliotecas, uma vez que escaneiam os livros e os colocam na Internet. Se o serviço se tornar uma necessidade nas bibliotecas, elas enfrentariam um monopólio de preço, dizem os opositores do Google.”
JB Online
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21 Agosto, 2009

Quase metade dos medicamentos é usada irracionalmente em todo o mundo

Hoje há mais de 20 mil remédios disponíveis no mercado. Fenômeno é uma das 6 principais causas de morte nos EUA.

Luis Fernando Correia, G1

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas), quase metade dos medicamentos consumidos no mundo está sendo utilizada de maneira irracional. Essa é a conclusão a que chegaram os especialistas da entidade após coleta e análise de dados sobre a utilização e a disponibilidade dos remédios globalmente.

Os exemplos de utilização inadequada são vários: “supertratamento” de doenças simples, mau uso dos antibióticos, automedicação, tratamentos incompletos ou tratamento incorreto de doenças sérias. Importante lembrar que esses fatos ocorrem em todos os países e não só nos menos desenvolvidos.

Atualmente existem mais de 20 mil medicamentos diferentes disponíveis e com apenas 316 a humanidade poderia tratar as doenças mais importantes, entre as quais as enfermidades crônicas.

Os dados são impressionantes:

-Em torno de 50% dos antibióticos utilizados no mundo são subutilizados ou utilizados sem indicação.

-Nos Estados Unidos os efeitos adversos decorrentes do uso inadequado de medicamentos é uma das seis causas mais importantes de morte.”
Foto: Tony Cenicola, The New York Times
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20 Agosto, 2009

Brasil registra primeiro caso de desapropriação de terras por prática de crime ambiental

Pedro Peduzzi, Agência Brasil

"A União desapropriou hoje (20), pela primeira vez na história do país, uma fazenda por crime ambiental. A medida está prevista na Constituição Federal de 1988. A desapropriação da Fazenda Nova Alegria, localizada no município de Felisburgo (MG), região do Vale do Jequitinhonha, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

A medida atende a uma reivindicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Nunca conseguimos desapropriar nenhuma área por consequência da prática de crime ambiental pelos proprietários. Esta é a primeira vez que isso acontece”, afirma o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Minas Gerais, Gilson de Souza.

Segundo ele, 90% dos imóveis que estão na fase de vistoria ou aquisição pelo Incra em Minas Gerais têm problemas ambientais. “Com essa decisão, a sociedade será beneficiada porque vislumbra a possibilidade de os proprietários de terras passarem a respeitar mais as leis que visam à preservação do meio ambiente”, avalia. “A bandeira do meio ambiente está colocada. Não podemos permitir que os crimes ambientais continuem sendo cometidos impunemente”, completa.

Apesar de ter sido a questão ambiental a que mais pesou no caso da Fazenda Nova Alegria, Souza chama a atenção para outros tipos de crimes cometidos no local e analisados durante o processo.

“O fato de a decisão ser pautada na prática de crime ambiental não torna menos relevante o massacre ocorrido na área em 2004. Cinco pessoas morreram e 13 ficaram feridas a mando do proprietário da fazenda”, argumenta o superintendente do Incra. Além de ser apontado como mandante, o dono da fazenda, Adriano Chafick, é, segundo o superintendente, acusado de ser o executor do massacre, uma vez que estava junto com os pistoleiros no momento dos assassinatos.”
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Câmara derruba dispensa de licenciamento ambiental para obras em rodovias

Iolando Lourenço, Agência Brasil

“A Câmara dos Deputados aprovou há pouco, por 193 votos a 164, o destaque do PSDB, que retira do texto da MP 462 o dispositivo que acabava com a necessidade do licenciamento ambiental para a realização de obras nas faixas de domínio das rodovias federais, atualmente de 100 metros. Com a aprovação do destaque ficam mantidas as regras atuais, que exigem estudos de impacto ambiental para obras nas faixas contínuas às rodovias federais.

O texto principal da MP 462, que garante o repasse de R$ 1 bilhão, este ano, para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a fim de compensar as perdas de arrecadação decorrentes da crise financeira internacional, foi aprovado ontem (18). No entanto, foram apresentados 17 destaques com objetivo de alterar o substitutivo apresentado pelo relator da MP, deputado Sandro Mabel (PR-GO). O grande número de destaques se deu pela falta de entendimento em torno do texto apresentado pelo relator.

Mabel chegou a apresentar sete versões do texto aos líderes partidários na busca de um entendimento para a votação da MP. Como a 462 é a última MP que, segundo o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) seriam aceitas emendas sobre matérias diferentes do texto principal da medida provisória, o relator incluiu, em seu substitutivo ao texto do governo, até matérias já aprovadas pelo Congresso e vetadas pelo presidente da República.

A MP vem trancando a pauta de votações da Câmara desde o mês de junho e, assim, impedindo a votação de outras matérias nas sessões ordinárias da Casa. Temer informou que acertou hoje com os líderes partidários a votação de todos os destaques apresentados à MP, para que ela possa ser mandada à apreciação do Senado Federal.”

Astrônomos encontram agente 'formador da vida' em cometa

"Cientistas da Nasa (Agência Espacial Americana) encontraram o aminoácido glicina, fundamental na formação de proteínas por seres vivos, em amostras de um cometa.

BBC Brasil

Esta é a primeira vez que se encontra um aminoácido neste tipo de corpo celeste.

As proteínas são formadas por combinações de aminoácidos e, por sua vez, são usadas na formação de várias estruturas dos organismos vivos, de cabelos a enzimas.

"Nossa descoberta sustenta a teoria de que alguns dos ingredientes para a criação da vida se formaram no espaço e foram trazidos à Terra pelo impacto de meteoritos e cometas", disse Jamie Elsila, cientista no Centro de Voos Espaciais da Nasa em Greenbelt, no Estado de Maryland, e principal autor de um estudo sobre o assunto, a ser publicado na revista Meteoritics and Planetary Science.

Para Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, a análise da equipe de Elsila reforça o argumento de que a vida no universo "pode ser mais comum do que rara".
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19 Agosto, 2009

Mudança climática: Mais desilusões a caminho de Copenhague

Julio Godoy, IPS / Envolverde

“A decepção provocada pelas negociações climáticas em Bonn é um sinal de que os países industrializados não estão dispostos a realizar contribuições substanciais para a redução de suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Nas conversações ocorridas na semana passada, essas nações não conseguiram atender as expectativas apresentadas em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), que funciona na órbita da Organização das Nações Unidas.

Em um informe apresentado em fevereiro desse ano, o IPCC exigiu reduções de até 40%, tendo 2020 como prazo. Se isso não for conseguido, a temperatura média da Terra aumentará mais de dois graus até 2050, alertou. Considera-se que dois graus são o máximo que o planeta pode tolerar para manter seu equilíbrio ecológico. Um aumento de temperatura acima desse índice causará catástrofes ambientais como secas severas, maior derretimento dos glaciais e aumento do nível do mar, além de ciclones e furacões mais fortes e mais freqüentes, segundo o IPCC.

As nações industrializadas lançam a maior parte dos gases estufa que contaminam a atmosfera e causam o aquecimento global, contribuindo para a mudança climática. Foram precisamente esses países que propuseram redução entre 16% e 24% até 2020, em relação aos níveis de 1990. As reduções totais oferecidas pelos países ricos representam muito menos do que as emissões geradas nos Estados Unidos, o maior contaminador mundial por pessoa e que não se comprometeu nem mesmo com essa meta.

“Se contarmos as emissões norte-americanas, as reduções propostas em Bonn pelas nações industrializadas caem entre 10% e 15%,”, disse à IPS Martin Kaiser, especialista em mudança climática que trabalha para o Greenpeace. “Se continuarmos neste ritmo, não conseguiremos”, afirmou, por sua vez, Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, organizadora da reunião que aconteceu entre 10 e 14 deste mês na cidade alemã. De Boer fez estas declarações em entrevista coletiva realizada após o fim das negociações, das quais participaram cerca de dois mil delegados de 192 países.”
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18 Agosto, 2009

Ibama concede licença ambiental para rodovia na Amazônia

Luana Lourenço, Agência Brasil

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença prévia (LP) para a pavimentação de um trecho de 110 quilômetros da BR-317, que liga o Amazonas ao Acre. A LP, primeira das três do processo de licenciamento ambiental, foi assinada pelo presidente do instituto, Roberto Messias Franco.

A licença prevê as condicionantes ambientais para preservação da área no entorno da rodovia, entre elas a assinatura de termos de compromisso com as prefeituras de municípios vizinhos ao empreendimento e o cumprimento de orientações da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Em acordo assinado com o governo do Amazonas, o Ibama delegou ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a responsabilidade pelas próximas etapas do licenciamento da rodovia. A transferência é permitida pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
Pelo acordo, segundo o Ibama, o instituto estadual “será responsabilizado por danos que por sua omissão ou ação, eventualmente, sejam causados a terceiros ou ao meio ambiente” e deverá seguir a licença prévia concedida hoje como parâmetro.”

17 Agosto, 2009

Geleira da Antártida derrete quatro vezes mais rápido que há dez anos, diz estudo

Uma das maiores geleiras da Antártida está perdendo espessura quatro vezes mais rápido do que há dez anos, de acordo com uma pesquisa liderada pela University College de Londres (UCL).

David Shukman, BBC Brasil

Um estudo das medidas tomadas por satélite da geleira Pine Island, no oeste da Antártida revelou que a superfície do gelo está baixando 16 metros por ano. Desde 1994, a geleira baixou em até 90 metros, o que traz graves implicações para o aumento do nível do mar.

Cálculos feitos com base na taxa de derretimento registrada há 15 anos sugeriram que a geleira poderia durar 600 anos. Mas, de acordo com as novas informações, a geleira poderá durar apenas mais 100 anos.

A taxa de perda de gelo é mais rápida no centro da Pine Island e os pesquisadores temem que, se o processo continuar, a geleira poderá se quebrar e começar a afetar a camada de gelo do continente.
A pesquisa foi liderada pelo professor Duncan Wingham, do University College de Londres e publicada na revista científica Geophysical Research Letters.”
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Devagar, mas se move

Marina Silva, Terra Magazine

“A menos de quatro meses da 15ª Conferência das Partes (COP 15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o governo da Coreia do Sul anuncia que vai adotar metas concretas de redução de emissões de gases do efeito estufa até 2020.

A COP 15 - que se realizará entre os dias 7 e 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca - será decisiva. É a nossa melhor oportunidade para, finalmente, superar a marcha lenta em que andam as negociações internacionais para mudar o futuro do Planeta.
Lá estarão reunidos representantes de mais de 200 países para discutir um acordo que suceda o Protocolo de Quioto e faça frente ao mega desafio das mudanças climáticas.

Apesar de não propor cortes drásticos, a iniciativa da Coreia do Sul, a quarta maior economia asiática, é mais do que bem-vinda. Ela vem de um país considerado em desenvolvimento, que dobrou suas emissões entre 1990 a 2005, e não é signatário do Protocolo de Quioto.

Segundo anunciado, o governo sul-coreano deve escolher entre três opções: aumentar no máximo 8% os níveis de 2005 em 2020; não ultrapassar os níveis de 2005; ou reduzir em 4% os níveis de 2005. A expectativa é que as metas evitem um crescimento de 30% nas emissões no país até 2020.”
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Marina da Silva e a noção de tempo

Jung Mo Sung, Adital

“A possibilidade do lançamento da candidatura da senadora Marina da Silva para presidente na próxima eleição está agitando o cenário político brasileiro. Todos concordam que é a grande novidade do momento na corrida eleitoral porque quebra a bipolaridade PT-PSDB, Dilma-Serra. Outros vêem mais longe e apontam para o fato de que ela traz para a mesa principal da discussão política algo de fundamental para o futuro do país e da humanidade: a noção de desenvolvimento sustentável.

Está na moda hoje falar em "verde", ecologia e sustentabilidade. Como todas as palavras de moda, essas também acabaram se impondo sobre os discursos de pessoas - especialmente dos políticos - que estão mais interessados em acompanhar a "onda" do momento, em agradar o seu público, do que realmente modificar o seu modo de ver e agir.

Há também grupos e pessoas que radicalizam o discurso de "defesa da natureza" e são contrários ao primeiro termo da expressão: desenvolvimento. Para eles, a noção em si de desenvolvimento deveria ser abandonada porque estaria irremediavelmente comprometido com a visão industrial do século XIX-XX e com o antropocentrismo moderno que pretenderia dominar e explorar a natureza em função dos interesses humanos, e assim estaria em contradição frontal com a defesa do meio ambiente. Defendem uma economia que não busque nenhum tipo de crescimento ou desenvolvimento, mas que seja fundada somente na noção de sustentabilidade.

Entretanto, se olharmos a realidade social-ambiental, não a partir de uma visão geral e abstrata que considera o meio-ambiente e os seres humanos em totalidade, mas sim a partir de realidades dos pobres, podemos perceber que há muitas regiões em que o desenvolvimento econômico-social é fundamental para permitir que pessoas superem a situação de miséria ou de pobreza. É claro que esse desenvolvimento não pode ser entendido como um crescimento econômico que destrói o seu meio-ambiente e, com isso, as condições que permitem a reprodução da vida. Daí a importância de pensarmos a expressão como um todo: "desenvolvimento sustentável".
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16 Agosto, 2009

Primeiros títulos do Terra Legal na Amazônia devem sair até outubro

Mariana Jungmann, Agência Brasil

“Os primeiros títulos das propriedades regularizadas pelo programa Terra Legal, na Amazônia, devem começar a sair até outubro. A expectativa é do coordenador do programa, Carlos Guedes, que também espera que o cronograma do projeto seja antecipado. “O projeto deveria ser finalizado em 2011, mas nós acreditamos que no próximo ano já teremos concluído toda a titulação”, afirmou.

De acordo com ele, nos primeiros 60 dias, 4.281 posses foram cadastradas, de um total de 296.859. Dos pedidos de cadastramentos feitos até o momento, 27,2% foram solicitados por mulheres. Os dados são significativos, na opinião de Guedes.

“Esse é um dado interessante porque geralmente se associa a atividade rural a uma atividade iminentemente do homem e esse dado tá demonstrando que existe uma participação efetiva das mulheres”, disse o coordenador do programa.

Os dados também revelaram que 46,8% dos posseiros que fizeram o cadastramento até agora nasceram em municípios da Amazônia, o que contraria a ideia, segundo Guedes, de que os beneficiados são pessoas de outras partes do país.

“Se você pensa que teve um processo de ocupação daquela região por quase 20 ou 30 anos, imagina-se que grande parte das pessoas que estão requerendo a regularização sejam de fora. E é justamente o contrário, nós estamos regularizando a vida das pessoas que nasceram na Amazônia”, disse.

Ainda de acordo com o coordenador do programa, as principais atividades desenvolvidas são agricultura e pecuária, e 88,7% dos imóveis cadastrados são de até quatro módulos fiscais, ou seja, 400 hectares.”

Desmatamento deflagra boicote a produto brasileiro

Investidas de ruralistas contra legislação ambiental estimulam restrições à importação de artigos nacionais de origem duvidosa. Nike, Wal-Mart e Timberland anunciaram suspensão de produtos originários de áreas desmatadas ilegalmente

Renata Camargo, Congresso em Foco

As investidas dos ruralistas contra a legislação ambiental ameaçam desencadear uma onda de boicote a produtos brasileiros. As crescentes derrubadas de mata à margem da lei e as propostas para reduzir as áreas de proteção estimulam multinacionais a desistirem de importar artigos nacionais produzidos em áreas de desmatamento ilegal.

A advertência é feita por entidades ambientalistas ouvidas pelo Congresso em Foco, que veem nas restrições impostas recentemente contra o couro e a carne do Brasil o início de um processo que pode afetar a economia brasileira e abrir caminho para uma nova tomada de consciência.

“O Congresso e o Executivo têm que tomar muito cuidado, porque senão a gente vai receber boicote. O agronegócio tem um papel fundamental para o Brasil, mas ele tem que se enquadrar dentro da legislação ambiental e dos preceitos básicos da sustentabilidade”, afirma o presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), o empresário Fernando Almeida.

Reações

Em julho deste ano, a Nike, uma das gigantes na fabricação de materiais esportivos, anunciou que não iria mais comprar couro proveniente de animais criados na Amazônia. A multinacional argumentou que não tinha como comprovar que os produtos comercializados eram oriundos de terras desmatadas legalmente e que, por isso, faria a moratória até que os fornecedores se adaptassem. A Nike estabeleceu o prazo até julho de 2010 para que os fornecedores implantem “um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.
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15 Agosto, 2009

Brincando de São Pedro

Eric Câmara, BBC Brasil

“Se você ainda não ouviu falar em geoengenharia, preste atenção: a palavra deve ganhar cada vez mais espaço nos noticiários e significa projetos de tecnologias para manipular o clima do planeta.

Técnicas como injeção de dióxido de enxofre ou cinzas na atmosfera ou até mesmo a dispersão de espelhos no espaço - tudo com o objetivo de reduzir a temperatura do planeta. Métodos como estes, de administração da radiação solar, de eficácia praticamente garantida.

O que não se sabe é quais outras consequências eles teriam sobre o meio ambiente. A injeção de dióxido de enxofre, para "semear" nuvens, ou de cinzas, também para refletir a luz solar, são métodos usados pela natureza desde que o planeta roda - é o que faz a atividade vulcânica.

A diferença é que elas acontecem muito esporadicamente.
É mais ou menos consenso na comunidade científica que a única forma de realmente saber o que aconteceria com a Terra se esse tipo de manipulação fosse aplicada é testá-las para valer, ou seja, usar o nosso planeta como cobaia.

Coisa que a cautela até agora proíbiu (leia aqui a conclusão de uma conferência sobre geoengenharia da Associação Meteorológica dos Estados Unidos em junho)

Essas ideias ficam, pelo menos até agora, como último recurso para o dia em que a tal catástrofe climática mostrar todas as suas garras.”
Blog: Planeta e Clima
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14 Agosto, 2009

À procura de água no Universo

Washington Castilhos, Agência FAPESP

“Cientistas apontam que daqui a cerca de 1 bilhão de anos toda a água do planeta terá evaporado, devido às altas temperaturas. Até lá, os habitantes do planeta terão que encontrar outro lugar para viver.

“Em todo o sistema estelar há o que chamamos de zonas habitáveis. No momento, em nosso Sistema Solar, esta região é a Terra. Vênus está muito perto do Sol e, devido à elevada temperatura superficial, conta somente com vapor de água. Em Marte, há gelo subterrâneo”, disse o geólogo James Bell, professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, em palestra especial sobre o tema “Água em outros planetas”, realizada na 27ª Assembleia da União Astronômica Internacional (UAI), que termina na sexta-feira (14/8), no Rio de Janeiro.

Segundo Bell, há bilhões de anos, quando o Sol era muito mais fraco, Vênus ocupava a atual posição da Terra, que então era um lugar muito frio para abrigar vida. “Mas algo muito catastrófico ocorreu em Vênus e fez com que o planeta levasse 243 dias para girar uma única vez em torno do Sol”, disse.

Para o cientista, no futuro Marte estará na zona habitável. “No ano passado a Phoenix, uma missão da Nasa [agência espacial norte-americana] a Marte, pousou perto do polo norte do planeta e encontrou gelo muito próximo à superfície. As sondas Spirit e Opportunity também constataram a existência do elemento, depois de cinco anos de pesquisa em solo marciano”, relatou.

A descoberta de água em um determinado planeta pode sugerir que naquele lugar exista ou tenha existido vida e que possa ser um local habitável para o homem. No entanto, o pesquisador observa que onde há água nem sempre há vida.”
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TST equipara alcoolismo a doença de trabalho e manda empresa readmitir empregado

Redação, Última Instância

“O alcoolismo crônico pode ser equiparado a uma doença de trabalho e garantir estabilidade de emprego às suas vítimas. Essa tese foi confirmada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), que negou recurso de uma empresa do Espírito Santo e determinou a reintegração de um funcionário demitido.

Dispensado após trabalhar por 27 anos na Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), o eletricitário processou a empresa alegando que o alcoolismo era decorrente de sua função. Um laudo pericial pedido pela Justiça apontou que o trabalho em redes elétricas de alta tensão fez com que o funcionário se entregasse à bebida.

Segundo a perícia, outro fator que contribuiu para o alcoolismo do empregado teria sido a expectativa de perda do emprego, durante o processo de privatização da companhia elétrica, quando existiram demissões em massa. O empregado teve ganho de causa tanto na 1ª quanto na 2ª instância.”
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13 Agosto, 2009

Brasil cobra ação de países desenvolvidos sobre o clima

Falta compromisso com metas maiores e com redução doméstica, diz negociador brasileiro

Herton Escobar, O Estado de São Paulo

Ontem foi a vez de os países em desenvolvimento cobrarem mais transparência e mais ação por parte dos desenvolvidos no combate às mudanças climáticas. Após várias horas de debate sobre as metas de redução de emissões que as nações industrializadas estão colocando na mesa para o próximo período do Protocolo de Kyoto, o Brasil fechou o dia de negociações com uma intervenção enfática do representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, José Domingos Miguez.

"Todo mundo diz que é preciso reduzir as emissões urgentemente, mas não é isso que eu vejo nos números", disse Miguez ao microfone, levantando uma lista com estatísticas de emissão de carbono dos países do chamado Anexo 1 - aqueles que têm obrigação de reduzir suas emissões dentro do Protocolo de Kyoto.

A soma mostra que as emissões agregadas do grupo caíram levemente entre 1990 e 2006, mas só graças à Rússia e Ucrânia, que reduziram muito sua atividade industrial após o desmembramento do bloco soviético. Sem esses dois países, a soma das emissões do Anexo 1 aumentou, calculou Miguez. "Depois dizem que a gente é que é o vilão, que a gente é que não está fazendo nada."

Além disso, todas as metas apresentadas até agora para o segundo período de compromisso do protocolo, que começa em 2013, estão abaixo do que se considera necessário para manter a elevação da temperatura global sob controle (no mínimo 40% até 2020).

"Onde está essa tal urgência?", cobrou Miguez. "Vocês querem comer o omelete sem quebrar o ovo", completou o negociador brasileiro, indicando que os países desenvolvidos querem se proteger do aquecimento global, mas não se mostram dispostos a fazer os sacrifícios necessários para reduzir suas emissões nesse sentido.”
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12 Agosto, 2009

Países ricos propõem corte de até 21% em emissão de gás até 2020

Alister Doyle, Reuters

“Os países industrializados, exceto os Estados Unidos, planejam reduzir suas emissões de gases do efeito estufa de 15 a 21 por cento em relação aos níveis de 1990, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira como parte das discussões para um novo tratado climático global.

Os números, divulgados por delegados de uma conferência da ONU que vai até dia 14 em Bonn, ficam aquém dos cortes de 25 a 40 por cento defendidos por uma comissão científica da ONU como necessários para evitar os piores efeitos do aquecimento global.

"As emissões (...) devem ficar, até 2020, entre 15 e 21 por cento abaixo dos níveis de 1990", afirmou o Secretariado Climático da ONU, referindo-se a cifras compiladas a partir de diversos planos nacionais, inclusive de Rússia, Japão, Canadá e membros da União Europeia.

Ao todo, as emissões dos 39 países industrializados, com base nos planos existentes, iria cair para o equivalente a entre 9,86 e 10,71 bilhões de toneladas de dióxido de carbono até 2020. Em 1990, a emissão foi de 12,53 bilhões de toneladas.

Os dados excluem os EUA, maior emissor de gases do efeito estufa depois da China. Washington não participa do atual tratado climático, o Protocolo de Kyoto, que prevê que os países industrializados reduzam suas emissões, até 2012, para pelo menos 5 por cento abaixo dos níveis de 1990.”
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Rio quer construir resorts da Copa-14 em áreas de proteção ambiental

Novo Plano Diretor atinge Marapendi e Grumari; governo alega combate à favelização e ecologistas têm ressalvas

Felipe Werneck, O Estado de São Paulo

Prefeitura do Rio estuda uma mudança na legislação que poderá permitir a construção de até 11 eco resorts em áreas de proteção ambiental na orla da zona oeste. Os terrenos são privados, cada resort teria 200 suítes e os lotes seriam vendidos separadamente, para financiar a construção, o que hoje não é permitido. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) relaciona o projeto à necessidade de vagas na rede hoteleira para a realização da Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, que o Rio ainda disputa.

"Trata-se de uma área controlada que merece todo o cuidado, mas temos de levar algum tipo de situação econômica para dar sustentabilidade, senão o proprietário abandona", argumentou o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias. Segundo ele, o empreendimento começaria na Área de Proteção Ambiental (APA) da Restinga de Marapendi e poderia ser estendido, caso haja interessados, até a APA de Grumari, um dos últimos refúgios de restinga do Rio. Para Dias, o projeto teria o efeito de inibir a eventual favelização dos terrenos. "Queremos trazer os melhores operadores (de resorts) brasileiros e internacionais."

Responsável pela lei que criou a APA de Marapendi, em 1992, o vereador Alfredo Sirkis (PV), ex-secretário municipal de Meio Ambiente e de Urbanismo, desconfia do modelo em estudo. "A construção do jeito que eles prometem já é viável. Além disso, o projeto ecoturístico não seria solução para responder à demanda por vagas na rede hoteleira." Somados, os 11 eco resorts forneceriam 2.200 quartos. Mas o documento "Games of the XXXI Olimpiad 2016 Working Group Report" aponta a promessa de fornecer mais 21.394 quartos. O relatório foi preparado pelo IOC Candidatura Acceptance Working Group, grupo técnico que examinou as propostas de sete cidades para a Olimpíada, em 2008.”
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11 Agosto, 2009

Setor quer crédito carbono para iniciativas ambientais

Priscila Machado, DCI

“A iniciativa privada do agronegócio brasileiro quer transformar desmatamento, redução de queimadas e manutenção de matas ciliares em crédito de carbono. Estima-se que o País teria o equivalente a até US$ 2 bilhões em papéis com potencial de serem negociados no comércio internacional nesse segmento.

O setor já está se organizando para que o pleito seja levado pelo Itamaraty para a mesa de negociação da Conferência das Partes (COP-15) da Convenção do Clima, que se realizará em Copenhagen, em dezembro deste ano. No entanto, a iniciativa de transformar o País no que chamam de prestador de serviços ambientais pode esbarrar justamente no âmbito governamental, já que outras agendas, de caráter político, estarão em pauta.

Para as entidades que compõem a Associação Brasileira de Agrobusiness (Abag) iniciativas como a redução do desmatamento e outros serviços ambientais devem ser remuneradas com financiamento direto. Segundo Carlo Lovatelli, presidente da Abag e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), isso geraria um mercado que atrairia fundos nacionais e internacionais. "Pode ser feita uma bela produção disso para ser colocada no mercado e o governo substituiria ações de controle no agronegócio brasileiro", disse Lovatelli na abertura da 8ª edição do Congresso Brasileiro de Agribusiness, que começou ontem e acaba hoje, em São Paulo. Segundo ele, o País está fazendo sua parte na preservação ambiental, mas não está conseguindo a contrapartida de forma adequada.

Ingo Plöger, presidente da IP Desenvolvimento, consultoria especializada em sustentabilidade e internacionalização, explica que há dois mercados de crédito de carbono: um atrelado ao Protocolo de Kyoto e outro liderado pelos Estados Unidos, que negociam seus papéis na Bolsa de Chicago. "Será difícil o Brasil recolocar esses itens na pauta das Nações Unidas (ONU) porque o governo brasileiro está comprometido com Kyoto e poderia ficar numa situação política delicada", afirmou. "O setor privado agrícola tem interesse, mas o governo está em uma saia-justa", destacou Plöger, também diretor da Abag.”
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Rosto amazônico da igreja

Frei Betto, Adital

“As CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), surgidas no Brasil na década de 1960, congregam pessoas das classes C e D em torno da fé cristã. São a presença da base social na Igreja e da Igreja na base social. Atuam em vários países da América Latina, África e Ásia.
Entre 21 e 25 de julho, lideranças das CEBs brasileiras se encontraram no 12º interclesial, em Porto Velho (RO), para orar e debater o tema Ecologia e Missão - Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia. Eram, ao todo, 2.174 leigos; 238 religiosos(as); 331 sacerdotes; e 56 bispos católicos, entre bispos, pastores e fiéis das Igrejas Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Unida de Cristo do Japão.

O caráter pluriétnico, pluricultural e plurilinguístico do encontro transparecia no rosto das 38 nações indígenas presentes, acompanhadas de quilombolas, seringueiros, ribeirinhos, posseiros e migrantes do campo e da cidade.

O primeiro dia teve como patrono Dom Helder Câmara, cujo centenário de nascimento se comemora este ano. Os participantes analisaram a realidade local em plenários que levavam nomes de doze rios da bacia amazônica: Madeira, Juruá, Purus, Oiapoque, Guamá, Tocantins, Tapajós, Itacaiunas, Guaporé, Gurupi, Araguaia e Jari. Partilharam-se experiências em relação à nossa Casa comum, a Terra, a partir do bioma amazônico e dos demais biomas do Brasil (cerrado, caatinga, pantanal, pampas, mata atlântica e manguezais da zona costeira).

Constatou-se que a Casa está ameaçada pelo desmatamento, com o avanço da pecuária, das plantações de soja, cana, eucalipto e outras monoculturas, sobre áreas de florestas; pela ação predatória de madeireiras; pelas queimadas, poluição e envenenamento das águas, peixes e seres humanos pelo mercúrio dos garimpos; pelos rejeitos das mineradoras; pelo lixo nas cidades; pelo crescente tráfico de drogas, e o extermínio de jovens devido à violência urbana.

Todos ergueram seu apelo para que a Amazônia, onde vivem 23 milhões de pessoas, não seja tratada como colônia, de onde se retiram suas riquezas em favor de interesses alheios. É preciso que os governantes, pautados por uma ética do cuidado, adotem uma política de contenção de projetos que agridem a Amazônia e seus povos da floresta -quilombolas, ribeirinhos, migrantes do campo e da cidade-, numa perspectiva que efetivamente inclua os amazônidas como colaboradores. Falou-se também de responsabilidades em relação ao uso da água, da terra e do solo urbano.”
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10 Agosto, 2009

Humanos podem ter assassinado Neandertal há mais de 50 mil anos

Uma pesquisa da Universidade de Duke, da cidade de Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, indica que um homem de Neandertal pode ter sido morto por humanos modernos em um confronto ocorrido há mais de 50 mil anos.

BBC Brasil

O estudo poderia indicar que os humanos modernos podem ter colaborado para provocar o desaparecimento dos neandertais.

Os pesquisadores analisaram o esqueleto de um neandertal chamado pelos cientistas de Shanidar 3 - um dos nove neandertais descobertos entre 1953 e 1960 em uma caverna no nordeste do Iraque. Ele foi morto há entre 50 mil e 75 mil anos quando tinha entre 40 e 50 anos de idade.

Neste esqueleto foi identificado um ferimento profundo que atingiu uma das costelas no lado esquerdo. Segundo os pesquisadores, este ferimento poderia ter sido causado por uma lança de um tipo usado pelos humanos modernos, mas não por homens de Neandertal.
"O que temos é um ferimento na costela com uma série de possíveis explicações", afirmou Steven Churchill, professor associado de antropologia evolucionária na Universidade de Duke.

"Não estamos sugerindo que ocorreu um ataque relâmpago, com humanos modernos marchando pela terra e executando homens de Neandertal", acrescentou.

"Acreditamos que a melhor explicação para este ferimento é uma arma que pode ser lançada e, levando em conta os que tinham esta arma e os que não tinham, isto implica em pelo menos em um ato de agressão entre as espécies."

Na pesquisa, Churchill e seus colegas usaram um arco e flecha especialmente calibrados, cópias de antigas pontas de lança feitas de pedra e várias carcaças de animais para chegar a esta conclusão.
O estudo foi divulgado pela publicação científica Journal of Human Evolution.”
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Professor de 34 anos foi alvo principal de ataque ao Twitter

Portal Terra

“Na quinta e sexta-feira, os ataques ao Twitter e a outros populares serviços da web perturbaram as vidas de centenas de milhões de usuários da internet, mas o alvo principal pareceu ser um homem: um professor de economia de 34 anos da República da Geórgia.

Durante a ofensiva - a última erupção de um conflito que já dura um ano entre os hackers nacionalistas da Rússia e Geórgia -, atacantes não identificados enviaram milhões de e-mails de spam e bombardearam Twitter, Facebook e outros serviços com lixo eletrônico. O ataque foi uma tentativa de bloquear as páginas web do professor, nas quais ele reconta os acontecimentos que levaram à breve guerra territorial entre Rússia e Geórgia há um ano.

Os ataques foram "o equivalente a bombardear toda uma rede de TV porque você não gosta dos apresentadores", Mikko Hypponen, chefe de pesquisa da firma de segurança de internet F-Secure, disse em uma postagem de blog. "A quantidade de efeitos colaterais é imensa. Milhões de usuários do Twitter, LiveJournal e Facebook tiveram problemas por causa desse ataque."

O blogueiro, um refugiado da região de Abcásia, território no Mar Negro disputado entre Rússia e Geórgia, escreve sob o nome Cyxymu, mas se identificou apenas pelo nome Giorgi em uma entrevista telefônica.

Giorgi, que disse lecionar na Universidade Estadual de Sukhumi, notou pela primeira vez na tarde de quinta-feira que o LiveJournal, uma popular plataforma de blog, não estava funcionando para ele.
"Decidi ir ao Facebook", ele disse. "E o Facebook não funcionou.
Então fui ao Twitter e também não funcionou. 'Que estranho', pensei. 'Muita coincidência todos eles não funcionarem ao mesmo tempo'."
Especialistas em segurança dizem que é quase impossível determinar quem exatamente está por trás do ataque, que atrapalhou o acesso ao Twitter, Facebook, LiveJournal e alguns sites do Google na quinta-feira e continuou a afetar muitos usuários do Twitter até a noite de sexta-feira.”
JB Online
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09 Agosto, 2009

Intimidação a um blogueiro

O blogueiro e publicitário, Marcelo Vitorino, responsável pelo blog “Pergunte ao Urso” recebeu dois telefonemas com ameaças para que retire três textos sobre o vereador de São Paulo, Floriano Pesaro (PSDB), de sua página. Vitorino informa em um post publicado na quinta-feira (06/08) que, para preservar sua integridade física, irá retirar os textos do ar.

Comunique-se

“Recebi duas ligações anônimas. Todas falavam que eu deveria retirar os textos do ar, se não algo poderia acabar acontecendo comigo”, afirmou.

Os posts, datados de 2008, criticam ações do vereador, que na época ocupava o cargo de Secretário Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social na Prefeitura de São Paulo. Nos textos Vitorino trata de matérias publicadas na Folha de S. Paulo sobre um suposto pedido de “afrouxamento” da fiscalização eleitoral feito por Pesaro, além de textos sobre contratação irregular da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC).

De acordo com Vitorino, a primeira coisa que fez após a ameaça foi entrar em contato com o gabinete do vereador, para saber qual a posição de Pesaro sobre o caso, mas até o início desta quinta-feira não teve resposta.

Pesaro afirma que não tem nenhuma relação com o caso e se diz surpreso. “Essa é uma situação absurda. Jamais censuraria coisa alguma. Não tenho ideia de quem possa estar fazendo isso. É algo sem cabimento”, declarou.”
Do Vermelho.org
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Cachorros!

EFE

“Uma pesquisa afirma que alguns cachorros têm a capacidade de contar até cinco, entendem mais de 150 palavras e inclusive tentam enganar os homens para conseguir uma vantagem.

Estas são as conclusões do psicólogo e especialista em investigação canina Stanley Coren, da Universidade British Columbia, que participa do congresso anual da Associação Psicológica Americana para falar de "como os cachorros pensam".

Coren, autor de livros sobre cachorros e seu comportamento, revisou vários estudos para concluir que o melhor amigo do homem tem capacidade de resolver problemas complexos e é mais parecido com os humanos e outros grandes primatas do que se pensava.

Ele explicou que, segundo diversas medidas de comportamento, "as capacidades mentais do cachorro estão próximas às de uma criança de dois a dois anos e meio".

Segundo o especialista, a inteligência varia conforme o tipo de cão e a raça determina algumas das diferenças entre animais.

Coren disse que há três tipos de inteligência canina: instintiva; adaptativa (a capacidade de aprender do entorno para resolver problemas) e de trabalho e obediência (o equivalente à "aprendizagem escolar").
Do G1
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08 Agosto, 2009

Carlos Minc assina portaria que estabelece participação de sindicatos e centrais sindicais na concessão de licenças ambientais

Anselmo Massad, Revista Brasil

O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc assinou na tarde desta quinta-feira (6) portaria que, entre outros artigos, determina que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) submeta às centrais sindicais o programa básico ambiental exigido para a concessão de licenças de instalação de empreendimentos. A portaria foi assinada em São Paulo, no plenário do 10º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (Concut).

O trabalhador, por meio de suas entidades de classe, terá assegurado o direito de acompanhar os processos de licença e de discutir também alternativas tecnológicas mais limpas. Segundo o ministro, o objetivo é inserir, na concessão de licenças ambientais, a saúde do trabalhador como um elemento do que ele denominou “ecologia humana”. Minc revelou ainda que a iniciativa que resultou na portaria partiu de proposta da CUT.

A iniciativa é inédita no país e demonstra, na visão de Minc, um amadurecimento tanto do governo quanto do movimento sindical, particularmente da CUT, que coloca temas relativos ao meio ambiente na sua agenda de atuação.”
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Twitter

Usuários relatam dificuldade de acessar aplicações de terceiros e enviar posts via mensagens de texto. Twitter diz que ataque é contínuo.

IDG News Service

O ataque de negação de serviço, conhecido como denial-of-service (DoS), que tirou o Twitter do ar por mais de três horas na quinta-feira (6/8) ainda está afetando o microblog nesta sexta-feira, informou a empresa em seu blog.

Mais especificamente, o Twitter teve de tomar algumas medidas defensivas para evitar que aplicações de terceiros se comuniquem com a interface de programação de aplicativos (API na sigla em inglês) do Twitter.
Muitos usuários reclamaram que não conseguem publicar posts no Twitter via mensagens de texto (SMS) já que o Twitter continua se defendendo do ataque descrito pela empresa como "contínuo".

"Estamos trabalhando o mais rápido que podemos para restabelecer o serviço completamente" comunicou a empresa.

Em um comentário mais recente no blog do Twitter, Biz Stone, co-fundador do serviço disse que a situação é uma "aventura" e que a companhia enfrentou uma série de ataques nas últimas 24 horas, com modificações de "natureza e intensidade".
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07 Agosto, 2009

Triste fim do Cerrado no Píaui

Tânia Martins, Adital

“A ocupação desordenada do Cerrado piauiense tem levado a extinção de milhares de espécies da fauna e da flora do bioma, muitas delas desconhecidas pela ciência. O modelo da exploração aplicado com a conivência do governo é o responsável pelo fim do ecossistema.

Há sete anos, são 50 caminhões diários de lenha retirados do Cerrado do Sudoeste e Sul do Piauí: eis o tamanho da omissão

Muito já se falou sobre o avanço da destruição do Cerrado no Piauí, mas nada é feito para conter o modelo de exploração ali agregado, privilegiando a produção de carvão e o agronegócio direcionado a produzir grãos em grande escala. Essa indústria vem sendo alimentada à custa da matéria prima disponí¬vel no bioma, que já tem data para ser extinto, em 2030, segundo pesquisa da ONG Conservação Internacional, que fez estudos no Piauí e recomendou a postura de "desmatamento zero", pelo menos até que se faça um planejamento para sua ocupação. Outro caminho para conhecer a realidade do bioma hoje, leva as Academias de Ciências. Nas prateleiras das universidades é possível se encontrar pilhas de dissertações, pareceres, teses e monografias voltadas para o uso e ocupação do Cerrado, todas alertando para o modelo destrutivo que se instalou nos 24 municípios que compõem a região.

Sabe aquela expressão "entrou por um ouvido, saiu pelo o outro". É assim que o Governo do Piauí e empresários se comportaram em relação às recomendações. Considerado uma das últimas fronteiras agrícolas do Brasil, o Cerrado do Piauí possui 11.856.866 milhões de hectares, correspondente a 46% da área do Estado, desse total, se estima que mais de 70% já foi destruído. O Governo fala em 10%, mas pela proporção do consumo de lenha nativa pela multinacional Bunge, na unidade de Uruçuí, a 450km de Teresina, que há sete anos consome 50 caminhões diários de lenha, se tem a certeza do tamanho da destruição. Como não existe monitoramento do bioma por satélite é preciso enveredar por trilhas da região para se ter uma idéia do tamanho do estrago. Os municípios que são referência da ocupação, Uruçuí e Bom Jesus, considerados celeiro agrícola, desde o ano de 2000, não param de expandir o agronegócio.

Última esperança
"Aqui em Uruçuí não sobrou quase nada"

Para testemunhar a transformação dessa terra percorremos cerca de 200km aleatoriamente por entre áreas descampadas e plantadas, principalmente por soja, carro-chefe da ocupação. Passamos por diversas fazendas e testemunhamos a existência de plantio em áreas contínua de milhares de hectares. Segundo o presidente da Fe¬deração dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí - FETAG, Evandro de Araújo Luz, existem dezenas de plantios de monoculturas que chagam até 3 mil hectares plantados de forma contínua. "São pouquíssimos os empresários que deixam um pedaço para reserva", afirma o sindicalista. Segundo ele, o tamanho dessas áreas, compradas a preços ínfimos, chegam a 40 mil hectares plantados. "As fazendas menores giram em torno de mil hectares". Ficamos a imaginar quantos animais e árvores frondosas foram e continuam sendo dizimados no bioma.

E o agronegócio se expande pelo interior do Piauí.
As grandes plantações sucedem à destruição das matas para produção de carvão e uso da madeira para alimentar as caldeiras das multinacionais de alimento.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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Direito de Resposta

Caro Editor,

A matéria veiculado neste veículo de comunicação é desproposital e mentirosa quando diz que o ambientalista Judson Barros fez acordo com a Bunge Alimentos. A jornalista escreveu a matéria para atender interesses escusos de amigos seus. A mentira deslavada põe em risco a credibilidade deste renomado veículo de comunicação, foi toda planejada com o fim único de inserir a informação de tal acordo. Espero que esta resposta seja inserida abaixo da matéria da jornalista, é o mínimo que deve ser feito. Não posso está sendo acusado irresponsavelmente sem ter o direito de me defender, mostrar a outra versão para o fato. Constituição brasileira em seu art.. 5°, V vaticina: "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem".

A jornalista produziu o texto de modo tendencioso sem pelo menos ouvir o ambientalista. A intenção era plantar uma mentira para afagar o ego de quem provavelmente pagou pela matéria.

Quando ninguém no Piauí se habilitou para encarar a Bunge, eu o fiz. A Fundação Águas, ONG da qual presido ajuizou uma Ação Civil Pública na justica Federal. Por duas vezes a Funaguas logrou êxito no TRF em decisões seguidas (3 a zero as duas). A Bunge deveria estar parada. Mas infelizmente é a Bunge e um governo corrupto sem medida. Ainda de quebra jornalistas venais de interesses excusos jogando para a platéia e de agindo na calada da noite no intuito de concundir a opiião pública.

Quem melhor pode explicar a situação é a jornalista. Ela não falou comigo antes de escrever a matéria, de cunho tendencioso e parcial, para atender interesses de amigos dela. A matéria é infame e mentirosa.

Não recorri das decisões no TRF porque seria um grande mal para uma luta que temos levado adiante e, sobrtudo para o meio ambiente. O tempo dirá se eu fiz acordo com a Bunge. A sugestão do amigo da Tânia que tem os seus interesses feridos era de que a Funaguas entrasse com Embargos de Declaração numa decisão que tinha sido ao nosso favor. Conversei com vários advogados e todas foram desfavoráveis no sentido de que a Fundação Águas entrasse com os embargos, pois suspenderia a decisão da Desembargadora proferida no TRF.

A jornalista é que deve saber por que escreveu essa matéria desprovida de qualquer escrúpulo e sem conhecimento de causa. Talvez ela possa dizer quanto foi o "jabar". Aqui eu afirmo: a jornalista agiu de modo venal e calculado.

Ainda mais um pouco, a Polícia Federal, a pedido do TRF, entrou no caso, vamos ver se consta no Inquérito Policial algum acordo do ambientalista Judson Barros com a Bunge.

A Fundação Águas requereu junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE (maio/2009) que este Tribunal e o MP do TCE promovesse uma auditoria nas isenções fiscais da Bunge Alimentos no Piauí. A jornalista sabe disso, todavia silenciou.

A multinacional promove uma ação contra o ambientalista na comarca de Uruçui, alegando damos materias e morais onde pede uma reparação de 2 milhões de reais de indenização, a jornalista também sabe disso, mais uma vez silenciou.


Tem que se ter limites até para a venalidade e a mentira, mesmo que seja isto fonte de renda.

Existe um fruto para o justo, porque existe Deus que faz justiça sobre a Terra.
O justo se alegrará ao ver a vingança e lavará os seus pés no sangue do injusto.

Judson Barros - Presidente da Fundação Águas - FUNAGUAS
7 de Agosto de 2009
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