30 Maio, 2009

Governo federal vai cadastrar produtores orgânicos em todo o país

Cristiane Ribeiro, Agência Brasil

“O governo federal vai cadastrar os produtores orgânicos em todo o país para saber quantos são e qual a real produção brasileira sem o uso de agrotóxicos em frutas, legumes, hortaliças, leite, carnes, mel de abelha, produtos cosméticos e de limpeza.

Ao anunciar a medida hoje (30) no Rio de Janeiro, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, informou que o objetivo é fazer um banco de dados para elaborar, pela primeira vez, uma estatística oficial sobre o setor de orgânicos no Brasil.

Ele lembrou que somente a partir da regulamentação da atividade com a Instrução Normativa n° 17, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29) é que o perfil do setor orgânico brasileiro poderá ser conhecido.

Ao participar do Rio Orgânico 2009, evento que marcou no estado encerramento da 5ª edição da Semana Nacional Orgânica, Dias listou uma série de ações que o Ministério da Agricultura vêm fazendo para aumentar a produção dos orgânicos e torná-los mais acessíveis à população.

“Estamos assinando um protocolo com os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia para a criação de núcleos de agroecologia nas escolas técnicas e universidades. Além disso, o governo federal já paga 30% a mais pelo produto orgânico nas compras institucionais. A inclusão dos orgânicos na merenda escolar é nosso próximo passo”, disse.

Para o representante do Ministério da Agricultura, no entanto, é preciso maior engajamento da sociedade. “A população precisa cobrar do comerciante a oferta do produto orgânico nas prateleiras”, pois, conforme acrescentou Dias, esta é uma forma de estimular a produção e, assim, reduzir o preço final do produto.

“Hoje já temos algumas tecnologias melhores, algumas políticas públicas como o pagamento de 30% a mais pelo produto orgânico. Então, nós já temos coisas acontecendo, mas quanto mais a gente entenda a importância desse processo, muita coisa vai acontecer”, defendeu.

Ainda na defesa do consumo dos orgânicos, Rogério Dias enfatizou que o Banco do Brasil e o Programa Nacional de Assistência a Agricultura Familiar (Pronaf) têm linhas de crédito diferenciadas com juros mais baixos e prazo de carência maior para que o produtor faça a conversão do produto convencional para o orgânico.”

Nova ferramenta traz alternativa de comunicação pela internet

Portal Terra

“Os irmãos Lars e Jens Rasmussen não são novatos na criação de ferramentas inovadoras. A dupla fundou a Where 2 Tech, que em 2004 foi comprada pelo Google e desenvolveu a tecnologia Google Maps, amplamente utilizada pelos internautas. Mas seu projeto mais ambicioso só foi anunciado nesta quinta-feira, e se chama Google Wave.

Apresentado durante a conferência para desenvolvedores Google I/O, o Wave parte da premissa de que as comunicações online não precisam ser cópias de meios utilizados há séculos. Para entendê-lo, é possível compará-lo com uma mistura de diversos serviços utilizados cotidianamente pelos internautas.
A ferramenta mistura e-mail, compartilhamento de documentos e redes sociais, ao mesmo tempo em que se beneficia da velocidade de serviços de mensagem instantânea, provendo uma comunicação em tempo real.

A versão apresentada usa uma interface em três colunas, que à primeira vista lembra a estrutura do Outlook. Na coluna da esquerda, assim como no Gmail, estão as "caixas", acesso à pesquisa e lista de contatos. Na central, são listadas todas as comunicações, também como no Gmail, só que ao lado de pequenas imagens referentes a cada um dos envolvidos nas conversas. A diferença é que a mensagem, que é carregada na coluna da direita, pode ser manipulada com liberdade por cada um dos envolvidos, que podem adicionar arquivos, quebrar e comentar e acompanhar, em tempo real, cada interação.”
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Google Wave Developer Preview at Google I/O 2009


Obama terá "ciberczar" para "guerras virtuais"

Novo cibercomando conduzirá operações defensivas e ofensivas contra "computadores inimigos'; nome ainda não foi escolhido
Casa Branca vê ameaça cibernética como desafio de segurança nacional e estima que ação de hackers tenha custado US$ 8 bi em 2 anos

Folha de São Paulo

Após dizer que as redes digitais dos EUA são "bens nacionais estratégicos", o presidente Barack Obama anunciou ontem a criação de um departamento específico na Casa Branca para ação em "guerras virtuais". O órgão será coordenado por um "ciberczar", cujo nome ainda não foi selecionado.

O novo cibercomando conduzirá não apenas operações de segurança mas também ofensivas contra "computadores inimigos". Membros do governo não quiseram detalhar as potenciais operações ofensivas, mas afirmaram ver o ciberespaço como algo comparável a campos de batalha tradicionais.

Obama disse que tecnologias virtuais já são usadas em conflitos reais. "No ano passado, vislumbramos a próxima face da guerra. Enquanto tanques russos entravam na Geórgia, ciberataques prejudicaram sites do governo georgiano; os terroristas que semearam tanta morte e destruição em Mumbai se apoiaram não apenas em armas e granadas, mas também em sistemas GPS e telefones que usavam voz pela internet."

Hoje, ações de segurança virtual nos EUA estão descoordenadas e distribuídas entre vários órgãos, como a Agência Nacional de Segurança (NSA) e o próprio Pentágono. Para Obama, o status quo não é eficiente: "Não estamos tão preparados como deveríamos, nem como governo nem como país. O ciberespaço é real, assim como as ameaças que derivam dele". O novo "ciberczar" integrará as políticas governamentais de cibersegurança e coordenará respostas a eventuais ataques virtuais.

"A Al Qaeda e outros grupos terroristas já falaram de seu desejo de lançar ataques virtuais aos EUA. Atos de terror podem vir não só de extremistas suicidas, mas também de toques em um computador -uma arma de abalo em massa.”
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Kaiowá Guarani: rompendo cercas e cadeados

“Parece que a lei privada do agronegócio está acima da Constituição Federal, no livre direito de "ir e vir"

Egon Heck, Brasil de Fato

Uma das questões que mais causaram indignação e revolta aos integrantes da Caravana de Solidariedade aos Kaiowá Guarani foi a estratégia do agronegócio de isolar a comunidade indígena, impedindo o acesso a ela, obrigando adultos e crianças da comunidade a deslocamentos a pé para ir à escola, receber atendimento à saúde ou mesmo receber o parco alimento da cesta básica. E o mais grave é a negação do acesso ao próprio órgão de assistência do governo federal, a Funai. Parece que a lei privada do agronegócio está acima da Constituição Federal, no livre direito de "ir e vir". "Vamos quebrar esses cadeados da vergonha, entrando com uma ação na justiça", disse Dr. Odete, no sindicato dos trabalhadores rurais de Rio Brilhante.

Os fazendeiros, que se dizem proprietários das terras em que está a comunidade Kaiowá Guarani de Laranjeira Nhanderu, ostentam papéis que dizem ser títulos de propriedade de 1847, portanto quando ali ainda era o Paraguai. Só resta a pergunta que alguns indígenas fizeram a zelosos proprietários: "gostaríamos de saber se os senhores conseguiram assinatura de Deus, pois para nós a terra foi feita por Deus para todos e ele deve ter se negado a assinar qualquer título de propriedade". "Malditas cercas do latifúndio", diria D. Pedro Casaldaliga, que, em seus mais de 80 anos de existência, lutou e continua lutando para romper as cercas do racismo, do preconceito, da acumulação e exclusão, da dominação, da exploração e de todas as formas de injustiça.

Os Kaiowá Guarani continuam isolados pelas cercas e cadeados, até quando?”
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Amazônia perdeu 178 quilômetros quadrados de floresta em dois meses, diz levantamento de ONG

Luana Lourenço, Agência Brasil

“A Amazônia perdeu 178 quilômetros quadrados de cobertura florestal em março e abril deste ano, de acordo com levantamento divulgado hoje (29) pela organização não-governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A devastação pode ter sido ainda maior, porque a grande quantidade de nuvens sobre a região no período dificultou a visualização dos satélites.

Em comparação com o mesmo período de 2008, houve queda de 34%. Segundo o levantamento, Mato Grosso foi o estado que mais desmatou nos dois meses analisados neste ano: 76,6 quilômetros quadrados no total.

A cobertura de nuvens na Amazônia impediu a visualização de 66% da região. “Por esse motivo, os dados de desmatamento podem estar subestimados durante esses meses”, de acordo com o relatório. Em abril, por exemplo, 80% do estado do Pará estava coberto por nuvens.

Os levantamento do Imazon é paralelo à estatística oficial do desmatamento, calculada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na próxima semana, o instituto deve divulgar o desmate acumulado entre fevereiro e abril deste ano.”

29 Maio, 2009

Apreensões de produtos piratas chegaram a R$ 4 bilhões nos últimos cinco anos


Roberta Lopes, Agência Brasil

“As apreensões de produtos piratas pela Receita Federal somaram R$ 4 bilhões de 2004 a 2008. Apenas em 2007, o total chegou a R$ 1 bilhão. Os números foram divulgados hoje (28) pelo Ministério da Justiça, durante o lançamento do Plano Nacional de Combate à Pirataria. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que esse é um dos graves problemas que prejudicam a economia brasileira.

“É grave pelas consequências, inclusive na cidadania. A pessoa que compra um produto pirateado está fora do sentimento de pertencimento da sociedade organizada, portanto estimulando o crime e a ilegalidade”, disse.

O ministro chegou a comparar a compra de um produto pirata com a escolha de candidatos a cargos eletivos pela população. “Temos sempre que lembrar que, por exemplo, os políticos, parlamentares, o poder legislativo e as autoridades são criticados, mas foram eleitos pelo povo diretamente. Os cidadãos e cidadãs foram às urnas e, portanto, são responsáveis por suas escolhas. A mesma coisa ocorre com os produtos pirateados.”
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28 Maio, 2009

62 medidas, não milagrosas, para deter a perda de Biodiversidade

Ecologistas en Acción / Adital

“Por motivo do Dia Internacional da Biodiversidade e diante do fracasso da União Europeia (EU) para cumprir os objetivos marcados pelo próprio organismo, Ecologistas em Acción apresenta um informe com 62 medidas concretas para deter a perda de biodiversidade. A taxa de extinção de espécies é, na atualidade, 1.000 vezes superior aos níveis naturais. Essa perda de biodiversidade e ecossistemas supõe uma ameaça ao funcionamento do planeta, de nossa economia e do bem estar da sociedade humana.

Vários informes científicos confirmam a gravidade da situação e advertem que quase dois terços dos serviços dos ecossistemas em todo o mundo estão em declínio; e, se a situação não mudar, o deterioro anual do bem estar provocado pela perda de serviços ecossistêmicos equivalerá a 6% do PIB mundial.

Em 2001, os chefes de governo da União Europeia comprometeram-se a deter a perda de biodiversidade até 2010. Quando somente restam 590 dias para que o dito prazo termine, é evidente que a EU fracassou em seu objetivo. Esse fracasso se deve especialmente a que a EU não adotou as medidas realmente necessárias para conseguir deter a perda de biodiversidade, pois não levou em consideração as raízes socioeconômicas da perda de biodiversidade, nem condicionou as diferentes políticas setoriais às necessidades da conservação e da regeneração da natureza.

Das 62 medidas propostas pela organização ecologista, sublinham-se as 10 seguintes:

1. Renunciar ao objetivo do crescimento econômico duradouro, que tem levado a graves consequências ambientais. A sociedade do crescimento superou seus limites.

2. Estabelecer um objetivo de redução substancial da marca ecológica da EU e do Estado espanhol durante a próxima década e implementar os mecanismos necessários para sua consecução.

3. Condicionar todas as políticas setoriais da EU ao objetivo de deter a perda de biodiversidade, mudando de forma radical as atuais políticas, especialmente as políticas de transporte, energia, indústria, agricultura e turismo.

4. Reduzir a exploração dos recursos naturais: Reduzir os recursos renováveis de forma que não ultrapassem a capacidade do ecossistema de regenerá-los e os recursos não renováveis até que não ultrapassem as taxas de desenvolvimento de recursos renováveis substitutos. E sempre a um ritmo que produza níveis de resíduos que o ecossistema possa absorver.”
Tradução: Adital
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27 Maio, 2009

Conservar para viver melhor

Mario Mantovani (Ambientalista), JB Online

“Hoje é o Dia Nacional da Mata Atlântica e atualmente vivem neste Bioma desde habitantes de grandes metrópoles até comunidades indígenas, caiçaras, ribeirinhas e quilombolas. É na Mata Atlântica que estão nossas maiores cidades e polos industriais. Nela se desenvolveram também ciclos econômicos históricos desde a chegada dos portugueses ao solo brasileiro: ouro, cana-de-açúcar, café etc.

Diante de tanto impacto, este bioma já foi muito devastado, mas mesmo com essa devastação continua sendo responsável por garantir serviços ambientais essenciais para a vida humana e para qualidade de vida das pessoas que nele vivem.

A Mata Atlântica abriga as nascentes de diversos rios que abastecem as principais cidades e metrópoles brasileiras. A floresta garante água limpa, já que protege e regula o fluxo de mananciais hídricos. Garante ainda ar puro, fertilidade do solo e controle do clima local, além de possuir uma rica e preciosa diversidade biológica, com espécies importantes para as mais diversas pesquisas, fonte de alimentos e matéria prima para remédios.

O elevado grau de devastação da Mata Atlântica ameaça inúmeras espécies de plantas e animais, muitas delas que só ocorrem neste bioma e hoje estão ameaçadas de extinção, tais como o mico-leão-preto, a perereca verde, a saíra-apunhalada, o chauá-verdadeiro, o pato-mergulhão, o mutum-do-sudoeste, o rato-do-mato-vermelho e a jararaca-ilhoa. Das 633 espécies animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica. Além de proteger cerca de 20 mil espécies de plantas, incluindo as medicinais, do bioma também se originam diversos produtos como palmito, erva-mate e madeiras – explorados, geralmente, de maneira insustentável.”
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Minc pedirá veto se Senado aprovar MP que flexibiliza licenciamento

Renata Camargo, Congresso em Foco

“O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta terça-feira (26) que irá pedir veto presidencial caso o Senado aprove a emenda que flexibiliza as regras de licenciamento ambiental para rodovias. A emenda foi inserida à medida provisória que trata do Fundo Soberano. A matéria é o primeiro item da pauta de votações do plenário do Senado.

“A área do meio ambiente está desconfortável. A medida das licenças para estradas foi feita à nossa revelia. Essa ideia de licenciamento por decurso de prazo nós consideramos indecente. Vamos pedir ao presidente [Lula], caso seja aprovado, que vete essa medida, porque nem no tempo da ditadura militar existia licenciamento por decurso de prazo”, criticou Minc durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, no Senado.

De acordo com a emenda, o governo poderá reformar rodovias e fazer obras para tapar buracos em estradas sem a necessidade de licenças ambientais e outras autorizações ambientais. A proposta não estava prevista no texto original da MP encaminhado ao Congresso.”
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Golpistas usam links fraudulentos para roubar senhas no Twitter

“Objetivo é invadir perfis verdadeiros, para sugerir sites a seguidores. 'New York Times' diz que site tirou do ar links divulgados por golpistas.

Do G1

O serviço de microblog Twitter passou a ser usado por golpistas de olho nas informações pessoais dos internautas. O objetivo dos criminosos é roubar login e senha dos usuários desse site, para sugerir aos seguidores desses perfis legítimos a visita a sites de conteúdo adulto.

A informação foi divulgada pelo “New York Times”, com base em informações de Rik Ferguson, especialista da empresa de segurança Trend Micro. Segundo ele, os golpistas parecem ter dado início a um golpe conhecido como phishing scam na última quinta-feira (21). Ferguson acredita que essa fraude já tenha feito diversas vítimas.”
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26 Maio, 2009

Mata Atlântica está reduzida a 7,9% de sua área original, aponta estudo

Flávia Albuquerque, Agência Brasil

"A Mata Atlântica está reduzida a 7,9% de sua área original no país, segundo indicam dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica para o período de 2005 a 2008. O estudo foi realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgado hoje (26) em São Paulo. Entre 2005 e 2008, a Mata Atlântica perdeu 102,9 mil hectares, o que, de acordo com o Inpe, equivale a dois terços da cidade de São Paulo

Quando consideradas as áreas fragmentadas, o número sobe para 11,4%. De acordo com os dados, de 2005 a 2008, foram desmatados 102.938 hectares em dez estados avaliados pelo estudo, o que corresponde a uma média anual de 34.121 hectares destruídos a cada ano.

Conforme o mapeamento, realizado há 20 anos pelas duas entidades, os estados onde a devastação é maior são: Minas Gerais, onde nos últimos três anos foram desmatados 32.728 hectares, Santa Catarina, que perdeu 25.953 hectares e Bahia, que teve 24.148 hectares de Mata Atlântica destruídos. Em seguida, vêm os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo, que, juntos, somam 20.683 hectares desmatados.

A diretora da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do estudo pela entidade, Márcia Hirota, disse que o desmatamento nesses estados ocorre principalmente para substituir o uso da floresta, geralmente para a agropecuária e exploração de pinus, principalmente em Santa Catarina.”
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Austrália lança programa para salvar espécies de cavalos-marinhos

Giovana Vitola, BBC Brasil

"Um biólogo marinho lançou na Austrália um programa pioneiro para tentar salvar espécies ameaçadas de cavalos-marinhos.

O biólogo marinho David Harasti, da Universidade de Newcastle, na Austrália, criou filhotes de duas espécies não-ameaçadas em cativeiro nos últimos seis meses e soltou-os em seu habitat natural, na baía de Sydney.

A maioria das espécies de cavalos-marinhos não se adapta bem ao cativeiro, apresentando alto nível de estresse e baixo índice de reprodução. A esperança do experimento é que os filhotes sobrevivam sozinhos.

Se a experiência, realizada com animais das espécies cavalo-marinho-de-barriga, a maior espécie existente, e o cavalo-marinho-branco, der certo, o programa poderá ser usado com espécies em extinção em outros países.

"Estamos testando se cavalos-marinhos nascidos em cativeiro se adaptam à natureza, pois poderíamos introduzir o programa em outros países onde as populações estão diminuindo, como Filipinas, Vietnã e Indonésia (que possui o maior número de cavalos-marinhos do mundo), disse ele à BBC Brasil.”
Foto: David Harasti
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25 Maio, 2009

Empresários pedem preço fixo para bônus de carbono

O objetivo é criar regras fixas para acabar com a incerteza nos mercados de bônus de carbono

Associated Press

“Mais de 500 líderes empresariais de 57 países reunidos na Cúpula Empresarial Mundial sobre Mudança Climática, em Copenhague, estabeleceram a necessidade de um preço fixo para a troca de bônus de carbono como condição para fazer com que a economia mundial gere baixas emissões de gás carbônico (CO2).

O objetivo de criar regras fixas para acabar com a incerteza nos mercados de bônus de carbono deve ser incluído como fator essencial no acordo mundial que será negociado na capital dinamarquesa no final do ano.

Junto com padrões comuns para combustíveis não renováveis, essas regras contribuiriam também para impulsionar o desenvolvimento tecnológico necessário para acelerar o processo, defendeu o diretor-executivo da British Petroleum (BP), Tony Hayward, durante uma mesa-redonda com outros líderes empresariais.

"Precisamos de mais transparência e clareza e acabar com a incerteza de um preço variável. Além disso, mais países devem seguir o exemplo da União Europeia (UE), estabelecendo regras e objetivos concretos. Mas tudo deve ser feito de forma gradual", afirmou Samuel DiPiazza, diretor-executivo da PricewaterhouseCoopers.”
Agência Estado
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Pressão pesqueira reduz vida nos oceanos a um nível "insustentável"

EFE

A abundância e tamanho dos animais marítimos se reduziram de forma alarmante nos últimos séculos devido à atividade humana, chegando a um nível "insustentável", segundo um grupo de cientistas marítimos que fará parte de uma conferência internacional em Vancouver, no Canadá.

A conferência "Past II" analisará do dia 26 ao 28 de maio as pautas de mudança nos ecossistemas marítimos, as razões econômicas e sociais, assim como as consequências das alterações, exemplos históricos de recuperação de ecossistemas e o desenvolvimento de estudos de história do ambiente.

O "Past II" é organizado pelo programa de História das Povoações Animais Marinhas do Censo da Vida Marinha que em outubro de 2010 apresentará o primeiro compêndio de todas as formas de vida que existiram e existem nos oceanos.”
Último Segundo / Foto: Reuters
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24 Maio, 2009

Com Licença, sim?

A disputa entre aqueles que defendem o uso dos softwares livres e dos que utilizam o softwares proprietários não envolve apenas questões tecnológicas. A escolha do usuário tem efeitos na política, na economia e no desenvolvimento sustentável de um país como o Brasil

Cíntia Guedes e Matheus Araújo, LMD Brasil


Navegar é preciso, pagar não é preciso

É quase sempre proibido copiar, distribuir, reproduzir ou modificar a maioria dos produtos que tem como matéria-prima a informação, a tecnologia ou o conhecimento. Acostumamos com o tal dos ‘direitos reservados’, e é assim com a imensa maioria dos livros, CDs, softwares etc. Até pouco tempo, só com muito dinheiro era possível acompanhar o ritmo das inovações. Agora, proliferam-se no mundo inteiro movimentos que defendem a bandeira do sistema colaborativo de produção de conhecimento criando soluções palpáveis, inteligentes e rentáveis de produção, entre outras coisas, de Softwares Livres. Alternativas, aparentemente, mais acessíveis e bem mais justas [1].

A principal característica de um software livre é a abertura do código fonte. O usuário pode estudar como o software funciona e adaptá-lo às suas necessidades, alterando-o num sistema de soma e não de sobreposição, uma vez que um problema é solucionado ou uma nova adaptação é feita ela é divulgada e pode ser usada por todos, sem pagar nada. O software proprietário trabalha de maneira oposta: não permite que o usuário tenha acesso ao código fonte e cobra preços de softwares novos por pequenas inovações. Ou seja, enquanto o Software Proprietário é padronizado, o Software Livre permite adequações aos mais diferentes usos.

O exemplo maior desta disputa parece ser entre o Software Proprietário Windows e o Software Livre Linux, ambos, sistemas operacionais para computadores. Há diferenças bem marcadas entre os dois. A atualização do Linux é muito mais rápida, uma vez que não há necessidade de uma nova versão: os erros podem ser corrigidos por usuários em qualquer lugar do mundo. Já o Windows demora mais tempo para ser atualizado, pois o acesso às novas versões depende da Microsoft e do lançamento do produto no mercado. O Vista, a mais recente atualização do Windows, foi lançado em 2007, cinco anos depois de seu antecessor, a versão XP. Isso acontece porque o Windows utiliza a licença de reserva de direitos autorais enquanto o Linux utiliza outra licença - a GPL (General Public License ou Licença Pública Geral). [2].

Ao navegar pelo Software Proprietário que conferiu a Bill Gates o status de homem mais rico do mundo durante anos, encontramos uma interface altamente amigável, com ferramentas simples e práticas.- Além disso, o uso massivo do Windows faz com que ele seja, na maioria das vezes, muito mais familiar. Já o Linux, à primeira vista, parece coisa de outro planeta. O usuário comum, acostumado com a interface do Windows e sem conhecimentos aprofundados de informática, demora a habituar-se ao Linux. Segundo o estudante de jornalismo Breno Fernandes, que usa tanto o Windows quato o Linux, a maior dificuldade para um iniciante em Software Livre é dar-se conta de que não entende tanto de computadores como pensava. O exemplo é bastante ilustrativo: “imaginemos que a pessoa só usou o Internet Explorer toda a vida; e aí quando chega no Linux vai logo buscar o ezinho azul e o nome internet. Nesse momento, falta, ou tarda a vir, a informação de que Internet Explorer não é a Internet, mas um browser ou navegador, uma ferramenta, um software que te permite acessar a internet. ”. Ainda a superação do estranhamento inicial depende, em parte, da predisposição do usuário em conhecer um novo sistema.”
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Brasil reduz em 95% emissão de CFC na camada de ozônio em sete anos

Leandro Kleber, Contas Abertas

“A emissão de gases CFCs (clorofluorcarbonos) na camada de ozônio sempre preocupou ambientalistas do mundo todo. No Brasil a situação não foi diferente. E o resultado das medidas adotadas, principalmente com o surgimento de tecnologias para conter a destruição da camada e ajudar no combate ao aquecimento global, parecem ter dado resultado. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente atualizados este ano, o consumo de CFC no país caiu 95% desde 2001. A destruição potencial passou de 6.230 toneladas de ozônio em 2001 para 318 toneladas em 2007.

Hoje, a maior parte da indústria é livre de CFC e o consumo e uso remanescentes desses gases estão praticamente limitados à manutenção de equipamentos domésticos e comerciais de refrigeração, condicionadores de ar automotivos, resfriadores centrífugos e para os chamados Inaladores de Dose Medida, bombinhas para asmáticos, por exemplo.

Uma das principais medidas para diminuir a emissão de CFC no Brasil foi a criação do Plano Nacional para a Eliminação de CFC (PNC), cuja ação é baseada em treinamento e assistência técnica, implementação de novas tecnologias, mudanças legislativas e de processos industriais para reduzir ainda mais o uso e os estoques de gases agressivos ao meio ambiente. O PNC segue as recomendações do Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1986 e atualizado em 2007 pelo qual países da ONU se comprometem a acabar com a emissão desse e de outros gases que prejudicam a camada de ozônio.”
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23 Maio, 2009

Chrome 2 da Google comparado com Firefox 3.1 e Explorer 8

A versão final do navegador Chrome 2 do Google é 9 vezes mais veloz que o Explorer 8, e 3 vezes mais rápido que o Firefox 3.1 Beta, reportou a PC Magazine .

IB Times

Testes feitos no navegador ora lançado mostraram que o Chrome 2 bate de longe inclusive a versão 1.

O Chrome 2 completou a bem conhecida avaliação SunSpider JavaScript em 1.503 microsegundos. O Explorer 8 precisou de 9.065 microsegundos para completar o SunSpider e o Firefox 3.1 Beta fê-lo em 3.045 microsegundos. A versão 1 correu o teste completo em 2.689 microsegundos.

O Chrome 2, que corria na sua versão Beta foi oficialmente lançado ao público ontem (quinta-feira) e encontra-se disponível para download.

Em termos de features, pouco mudou desde da revisão do Beta. O fato mais notável seria que, você agora pode remover thumbnais da sua escolha apartir das novas páginas que você abrir. Isto também inclui 'auto-fill', modo ecrã maior, e habilidade de arrastar or baixar janelas para se ajustar ao ecrã.”
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Mudança climática: Copenhague está próxima

Matthew Berger, IPS

"Faltando apenas 199 dias para uma definição em Copenhague das negociações internacionais sobre mudança climática em curso, estão sendo obtidos avanços constantes, embora lentos. Porém, é provável que alguns assuntos, como o financiamento e os papeis dos países industrializados e em desenvolvimento, continuem na mesa até que em dezembro aconteça na capital da Dinamarca a 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática.

“Nas negociações existe um clima construtivo”, disse na semana passada Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção, em uma entrevista coletiva na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York. “O que me parece muito positivo é ver os países industrializados finalmente darem às nações em desenvolvimento algum crédito pelo que já estão fazendo em relação à mudança climática”, afirmou.

A conferência acontecerá em Copenhague de 7 a 18 de dezembro. Para que tenha êxito, considera-se vital conhecer com antecipação os compromissos financeiros e políticos dos governos, disse a ministra dinamarquesa de Clima e Energia, Connie Hedegaard, que presidirá o encontro. Após a primeira sessão do ano, em março e abril, serão realizadas, antes de dezembro, outras quatro rodadas preliminares de negociações: entre 1º e 12 de junho e de 10 a 14 de agosto em Bonn; de 28 de setembro a 9 de outubro em Bancoc e de 2 a 6 de novembro em local a ser confirmado.

O Congresso Científico Internacional sobre Mudança Climática, que reuniu 2.500 participantes na semana passada na capital dinamarquesa, concluiu que as emissões constatadas fazem prever cenários piores do que os antecipados no ano passado pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas da ONU na matéria (IPCC). “Os padrões climáticos já se movem para além das variações naturais em cujo contexto se desenvolveu e prosperou nossa sociedade e nossa economia”, disseram delegados da conferência em uma apresentação realizada no último dia 12 na ONU. A aceitação das conclusões dos cientistas já não é um problema.”
Envolverde
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22 Maio, 2009

Blogueira "mais velha do mundo" morre aos 97, na Espanha

“Uma espanhola tataravó, que se autointitulou como a "blogueira mais velha do mundo", e que ganhou diversos seguidores na internet, morreu na terça-feira (19), aos 97.

Maria Amelia Lopez, que foi introduzida à blogosfera por um de seus netos, usava uma mistura de humor e nostalgia para narrar sua vida durante a longa ditadura de Francisco Franco.

"Hoje é meu aniversário e meu neto, que é muito mesquinho, me deu um blog", ironizou Lopez em seu primeiro post, datado de 23 de dezembro de 2006. O endereço da página é amis95.blogspot.com.

Seu blog rapidamente ganhou popularidade depois que a imprensa o descobriu. O número de visitas ultrapassou os 1,5 milhão --número que a "credenciou" para um encontro com o primeiro-ministro da Espanha, Jose Luis Rodriguez Zapatero, que ela abertamente apoiava.

Autoproclamada comunista e nascida em 1911, Lopez eventualmente abordava os problemas de saúde em seus posts, desde consultas aos médicos até suas próprias opiniões sobre o quadro clínico.”
Gazeta do Sul
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21 Maio, 2009

Minc quer aliança com pequenos agricultores para derrotar bancada ruralista

Catarina Alencastro, O Globo

“O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, coordena deste momento uma discussão na Agência Nacional de Águas (ANA) sobre mudanças no Código Florestal. Segundo ele, algumas alterações podem ser feitas por decreto presidencial e por resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Atropelando a discussão em andamento no Congresso Nacional, o ministro sustenta que deve haver um tratamento diferenciado aos pequenos agricultores, que representa a grande maioria dos produtores rurais.

- Os pequenos agricultores hoje são quase 90%. Eles têm uma ciência ambiental. Nós vamos dar um tratamento diferenciado à produção familiar para fazer face ao rolo compressor dos ruralistas e terminar de vez com esse terrorismo que está sendo tocado em cima do pequeno agricultor que acaba sendo arregimentado para interesses daquele que quer passar a motosserra e o trator em cima do que restou - disse Minc.

Os agricultores familiares poderiam somar Áreas de Proteção Permanente (APP) com a reserva legal. E para fins de recuperação dessas áreas, combinar o plantio de árvores nativas com frutíferas. Com isso, algumas plantações de culturas permanentes como maçã, pêra e café, poderão ser feitas dentro da APP, o que hoje não é possível.”
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20 Maio, 2009

Definitivamente: a internet incomoda a mídia corporativa

Jovem tem que "despendurar" da web e voltar para a TV, diz Hélio Costa

Lorenna Rodrigues, Folha Online

Depois que Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, pediu que os jovens desligassem seus computadores e experimentassem a "vida real", o ministro Hélio Costa (Comunicações) deu um conselho similar à juventude brasileira: deixar o PC e "voltar" para a TV e o rádio.

A declaração foi feita pelo ministro na noite desta terça-feira (19), durante a cerimônia de abertura do 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, realizado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), em Brasília. "Essa juventude tem que parar de ficar só pendurada na internet. Tem que voltar a assistir TV e ouvir rádio", afirmou o ministro.”
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Vigília permanente pela Amazônia


Marina Silva, Terra Magazine

"Me sinto impotente e imensamente triste com o desmatamento nas áreas de preservação deste país. Não existe nenhum respeito pela natureza. Abram os olhos e trabalhem. Salvem nosso país, senhores".

Essa mensagem de Jussara Renaux, de Brusque, Santa Catarina, foi uma das mais de oito mil enviadas, por meio do serviço "Alô Senado" e por correio eletrônico, durante a Vigília pela Preservação da Amazônia, realizada na noite do último dia 13, no Plenário do Senado.

Artistas, ambientalistas, senadores, deputados, representantes de organizações não governamentais e de comunidades indígenas, quilombolas e seringueiras, ficaram até as duas horas da manhã do dia 14 dialogando sobre a Amazônia, sua importância para o País e o planeta, as ameaças que a atingem, suas potencialidades, as dificuldades e os avanços em termos de gestão pública e atividades sustentáveis.

A história dessa noite memorável começou com a angústia expressada pela atriz Cristiane Torloni, diante das dificuldades para sensibilizar o governo para o Manifesto Amazônia para Sempre, encabeçado por ela, Vitor Fasano e Juca de Oliveira, que alcançou mais de um milhão de assinaturas. Daí veio a ideia do senador Cristovam Buarque de fazer a Vigília, encampada por um grupo de senadores e concretizada pelas comissões Mista do Aquecimento Global, de Direitos Humanos e Legislação Participativa, e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização.

A própria origem - uma demanda de cidadãos encampada pela representação política - ajuda a explicar a enorme vitalidade sentida naquelas horas. Fazia um profundo sentido estar ali. Era unânime o reconhecimento da urgência de dar consistência aos esforços já feitos para proteger um patrimônio incomparável e, ao mesmo tempo, denunciar e impedir iniciativas que possam resultar em desastre ambiental e social na Amazônia.”
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom, ABr
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19 Maio, 2009

Denúncia da participação de fumageiras em Caixa 2 de Yeda chega à ONU

De um lado, as fumageiras exploram os pequenos agricultores através de seus contratos de produção integrada. De outro, , a relação promíscua das empresas com políticos

Raquel Casiraghi, Agência Chasque

“As denúncias de que as fumageiras Alliance One e CTA-Continental teriam doado irregularmente R$ 400 mil para a campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB) chegaram à Organização das Nações Unidas (ONU). Na última sexta-feira (15), a organização não-governamental Terra de Direitos entregou reportagens e demais documentos que retratam as acusações de Caixa 2 ao Representante Especial da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, John Ruggie.

O objetivo, explica Gisele Cassano, advogada da Terra de Direitos, é mostrar à ONU as duas formas de atuação das empresas do Brasil.

De um lado, as fumageiras exploram os pequenos agricultores através de seus contratos de produção integrada. De outro, aponta Gisele, estaria a relação promíscua das empresas com políticos para ter influências econômicas. Ela exemplifica que o deputado federal gaúcho Sergio Moraes (PTB), que já foi duas vezes prefeito de Santa Cruz do Sul, cidade que é forte produtora de fumo, recebeu R$ 72,5 mil das empresas para sua campanha. O parlamentar foi autor do projeto para a criação de um Fundo Nacional da Fumicultura (FNF), a fim de estimular o plantio de tabaco.

"Quem acaba financiando isso é o fumicultor. Porque ele trabalha, nunca consegue pagar suas dívidas às empresas porque são altíssimas. E por outro lado você vê essa questão de financiar R$ 400 mil em campanhas políticas. A gente vê que é tudo o mesmo sistema. Essa superexploração do fumicultor lá na ponta também é definida para obter dinheiro, o lucro, para financiar essas campanhas e influenciar diretamente nas decisões políticas em relação ao fumo", argumenta.”
Brasil de Fato
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18 Maio, 2009

Ibama pode restringir importação de pneus para remoldagem, decide TRF-2

Redação, Última Instância

“A 6ª Turma Especializada do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) determinou que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovaveis) pode negar licenças de importação de carcaças de pneus usados. A decisão reformou a sentença de 1ª instância que havia sido favorável a empresa Autotec Recauchutagem, que pretendia conseguir autorização para importar mais de seis milhões de pneus usadas para utilizá-los como matéria-prima na fabricação de pneus remoldados.

O Ibama recorreu a primeira decisão alegando, nos autos, que a importação de carcaças de pneus é expressamente proibida pela legislação brasileira. O Instituto afirmou que a pretendida liberação de “quantidades extremas de pneus usados, sem qualquer garantia concreta de reversibilidade, exporia o patrimônio ambiental e público a risco de lesões irreparáveis”.

De acordo com o relato, o órgão ambiental ainda sustentou que as carcaças importadas não são totalmente convertidas em pneus reformados, pois “passam por prévio processo de seleção que elimina estimativamente cerca de 60% ou mais dos pneus importados, transformando imediatamente essa quantidade em resíduos a serem dispostos”.
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Economias emergentes enfrentam risco agudo de desastres, diz órgão da ONU

Laura MacInnis, Reuters

“Desastres naturais ameaçam provocar danos e sofrimento amplos em países emergentes, muitos dos quais já se encontram à beira da catástrofe em função da recessão global, anunciou um organismo das Nações Unidas neste domingo.

De acordo com a Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (ISDR, da sigla em inglês), os países em desenvolvimento, muitos dos quais deixaram de lado os padrões de segurança durante os anos recentes de crescimento acelerado, têm 1 bilhão de pessoas que vivem em favelas e áreas de invasão sujeitas a catástrofes.

Favelas e outras áreas densamente povoadas e com redes de saneamento insuficientes estão elevando a frequência e a gravidade de enchentes em muitas cidades, especialmente na Ásia, onde, segundo a ISDR, grandes áreas de imóveis comerciais e infraestrutura também estão expostos a tempestades e terremotos.
"Os riscos de desastre vêm aumentando de maneira alarmante, ameaçando os ganhos obtidos com o desenvolvimento e colocando em risco a estabilidade e segurança globais", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao apresentar em Bahrein o relatório de 200 páginas da ISDR.

A organização, que tem sede em Genebra, estimou que a parcela da economia global que é diretamente ameaçada por enchentes dobrou desde 1990 e que 28 por cento mais pessoas correm o risco de perder suas casas, rendas e vidas hoje do que duas décadas atrás.

"A maior parte do risco de inundações se concentra em países asiáticos", disse a ISDR, estimando que três quartos das pessoas que correm o risco de morrer em enchentes em todo o mundo se concentram em Bangladesh, Índia e China.”
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17 Maio, 2009

Primeira evacuação de uma ilha devido ao aquecimento global

Público

“A primeira deslocação de toda a população de uma ilha devido ao aquecimento global (provocado pelo homem) começou nas ilhas Carteret, na Papua Nova Guiné, onde a subida das águas ameaça o local, cujo ponto mais alto está a apenas 170 centímetros acima do nível do mar.

Nas pequenas ilhas do Pacífico, que têm o nome do navegador britânico que as descobriu em 1767 (Philip Carteret), vivem cerca de 2600 pessoas.

As primeiras cinco famílias já se mudaram para Bougainville, a ilha maior perto a cerca de 80 quilómetros das ilhas Carteret, perto da costa da Papua Nova Guiné, segundo o blogger que escreve para o site Ecologist, Dan Box.

A vida nas ilhas Carteret vem a ficar cada vez mais difícil nos últimos anos: as águas do mar vêm e limpam as ilhas dos frutos e vegetais cultivados, destruindo a sua capacidade de subsistência.
Foto: Jeremy Sutton-Hibbert, Reuters
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Minc: regularização fundiária garante legalidade ambiental

Agência Brasil

“O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, interpretou o resultado da votação da medida provisória que trata da regularização fundiária na Amazônia, aprovada na Câmara dos Deputados, como uma derrota dos ruralistas que pretendiam derrubar a norma que determina a perda do título de propriedade por desobediência às exigências ambientais.

"A regularização fundiária da Amazônia, além de fazer justiça com as pessoas que vivem naquelas terras há muito tempo, representa uma vitória dos ambientalistas sob vários aspectos. Em primeiro lugar, com a identificação dos proprietários também se estabelece a legalidade ambiental", afirmou o ministro. "Poderemos responsabilizar e punir quem cometer crimes ambientais e, melhor ainda, incentivar e apoiar quem produzir de forma sustentável e conservando a floresta."

Conforme o texto aprovado, essa eventual desobediência implicará a reversão da propriedade das terras para a União. Entre as exigências aos que receberem os títulos de posse está a de demarcar as áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal para serem recuperadas. Outra, contida no artigo 15º, estabelece que quem receber o título da terra não poderá desmatá-la.
A Medida Provisória 458 permite à União transferir, sem licitação, terrenos de sua propriedade de até 1,5 mil hectares aos ocupantes das áreas na Amazônia Legal.”

Geógrafa: investimentos ambientais podem evitar desastres

Agência Brasil

“A geógrafa Mônica Veríssimo, presidente da organização não governamental Fundação Sustentabilidade e Desenvolvimento e do Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal, afirmou que os estragos causados por secas e enchentes, como as que atingem atualmente as regiões Sul, Norte e Nordeste do País, poderiam ser evitados ou pelo menos amenizados com mais investimentos em políticas públicas ambientais que garantam a adaptação das cidades às mudanças climáticas.

As possibilidades de eventos climáticos cada vez mais extremos, apontadas por cientistas como os do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), devem ser consideradas nos planejamentos dos governos para evitar prejuízos e mortes por causas das secas ou chuvas, segundo Mônica.
"Você pode não mitigar o problema, tem que assumir que esse problema vai existir. Os cientistas fizeram modelos mostrando isso: haverão secas mais severas e chuvas mais fortes que causarão inundações", lembrou.

A especialista defende medidas como o reforço da canalização pluvial das cidades, construções mais resistentes e principalmente a manutenção de Áreas de Preservação Permanente (APP) e a retirada de casas das margens dos rios e das encostas de morros. "O importante é agir e adaptar. Não é esperar sempre que a história se repita", alertou.

Segundo Mônica Veríssimo, as mudanças no Código Florestal, defendidas por representantes do agronegócio para flexibilizar a obrigatoriedade de APPs e reduzir a reserva legal, podem agravar os riscos de repetição de tragédias, como a de Santa Catarina,em 2008.
"O governo está deixando passar com a justificativa de que o agronegócio vai perder. Pelo contrário, vai perder se continuar retirando a reserva legal e matas ciliares", avaliou.

Além de medidas governamentais, a busca de soluções para evitar grandes desastres por causa do clima passa por mudanças de comportamento e de hábitos de consumo.

A ambientalista sugere o uso mais racional dos recursos naturais, principalmente a água e o descarte correto do lixo, como ações individuais que podem melhorar a qualidade de vida nas cidades e evitar maiores prejuízos em situações de emergência.
"É preciso escutar mais o que os cientistas têm a dizer. Os impactos não vão estar somente no futuro dos nossos filhos e netos. Estão num futuro cada vez mais próximo", ponderou.”

16 Maio, 2009

Twitter cresce 456% no Brasil

QuidNovi

“O formato do microblog somado à ferramenta de rede social conquistou internautas em todas as partes do planeta. No Brasil, país com recorde de tempo de navegação, o site teve um crescimento de 456% entre acessos únicos em abril de 2009, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Já há até aqueles que temem pelo sucesso e consequente popularização do serviço. "O SBT agora tá falando de Twitter. Favelização em massa", escreveu, há poucos dias, um usuário em seu perfil. Outro abriu uma enquete para medir a popularização do site. A pergunta feita: o Twitter vai virar um Orkut? Segundo dados do Ibope, embora tenha existido um crescimento considerável da adesão ao Twitter, o microblog faz as vezes de um Davi perto do Golias, o Orkut.

Dos 25,5 milhões de internautas residenciais no Brasil, 17,85 milhões acessam o site de relacionamentos do Google. "O Orkut chega a 70% dos usuários, mensalmente", diz o analista do Ibope, José Calazans. "O Twitter possui 3,9% do mesmo público."

Ainda assim, nos primeiros três meses do ano, houve um crescimento de 258% da navegação brasileira no Twitter: de 255 mil acessos únicos em janeiro para 999 mil em abril. Mas, atenção: o número não se refere aos internautas cadastrados no serviço de microblogs, mas sim todos aqueles que acessaram qualquer um dos domínios twitter.com.”
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15 Maio, 2009

Eventos naturais ou provas do aquecimento global?

Fábio Feldmann, Terra Magazine

“Novamente os noticiários mostram imagens chocantes de chuvas e alagamentos no Brasil. O filme visto em Santa Catarina em fevereiro deste ano, desta vez se passa no Nordeste do país, mais especificamente nos estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará, onde as chuvas já fazem 42 vítimas e deixam mais de 200 mil pessoas prejudicadas.

A seca, por sua vez, rotineiramente discutida quando se trata dos problemas do Nordeste, agora é protagonista nos terrenos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nos quais 196 e 108 municípios, respectivamente, estão em estado de emergência pela falta de chuvas. O pantanal mato-grossense também pode ser um exemplo já que experimenta em 2009 o período mais seco dos últimos 35 anos.

Insisto em escrever sobre este tema - o aquecimento global, pois os fatos ocorridos ultimamente estão se tornando corriqueiros e comprovando as projeções científicas. Embora não possamos responsabilizar o aquecimento global diretamente pelos ocorridos, dada a sempre existente possibilidade de ser um evento natural, ficam cada dia mais evidentes as conseqüências deste fenômeno. O IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima, já alertava em seu último relatório de 2007 o provável aumento de enchentes e a modificação dos padrões de precipitação que afetariam inclusive o suprimento de água.

Mais recentemente, no início de 2009, foi publicado no International Journal of Climatology um estudo sobre as futuras mudanças de temperatura e precipitação extremas na América do Sul, desenvolvido pelo Office Hadley Center e pelo INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do qual participou o brasileiro José Antonio Marengo. O estudo projeta que as precipitações e secas extremas devem continuar a ser intensificadas em relação ao observado na segunda metade do século vinte.”
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14 Maio, 2009

Cresce o 'ódio' em redes sociais na internet, indica pesquisa

Reuters

Militantes fazem propaganda em sites como Facebook e YouTube. Grupos cresceram 25% em 2008, diz relatório do Simon Wiesenthal Center.

Militantes e grupos de promoção do ódio cada vez mais usam sites de redes sociais como o Facebook, MySpace e YouTube na função de ferramentas de propaganda para recrutar novos membros, de acordo com um relatório do Simon Wiesenthal Center.

O relatório divulgado nesta quarta-feira (13) notou um aumento de 25% no ano passado no número de grupos "problemáticos" nas redes sociais da web.

O estudo se baseia em "mais de 10 mil sites, grupos de redes sociais, portais, blogs, salas de chat, vídeos e jogos na internet que promovem a violência racial, o antissemitismo, a homofobia, a música de ódio e o terrorismo".

"Cada aspecto da internet está sendo usado por extremistas de todos os matizes para reaproveitar velhos ódios, vilipendiar o 'Inimigo', arrecadar fundos e, desde o 11 de setembro, recrutar e treinar terroristas para a Jihad", afirmou o Simon Wiesenthal Center em comunicado.”
G1
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O fumo em lugares fechados

Dr. Drauzio Varella, Adital

“Agora que as paixões acalmaram volto à proibição do fumo em ambientes fechados, aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo.
Incrível como esse tema ainda gera discussões acaloradas. Como é possível considerar a proibição de fumar nos lugares em que outras pessoas respiram uma afronta à liberdade individual?

As evidências científicas de que o fumante passivo também fuma são tantas e tão contundentes que os defensores do direito de encher de fumaça restaurantes e demais espaços públicos só podem fazê-lo por duas razões: ignorância ou interesse financeiro. Sinceramente não consigo imaginar terceira alternativa.

Vamos começar pela ignorância. Num país de baixos níveis de escolaridade como o nosso, nem todos têm acesso a conhecimentos básicos. A fumaça expelida dos pulmões fumantes contém, em média, um sétimo das substâncias voláteis e particuladas do total inalado. Já aquela liberada a partir da ponta acesa, contém substâncias tóxicas em concentrações bem maiores: três vezes mais nicotina três a oito vezes mais monóxido de carbono, 47 vezes mais amônia, quatro vezes mais benzopireno e 52 vezes mais DNPB (estes dois cancerígenos potentes).

Por serem de tamanho menor, as partículas que se desprendem da ponta acesa, produzidas durante 96% do tempo em que um cigano é consumido penetram com mais facilidade nos alvéolos pulmonares. Depois de uma manhã de trabalho num escritório em que várias pessoas fumam, a concentração de nicotina no sangue de um abstêmio pode atingir os níveis de quem tivesse fumado três a cinco cigarros. Empregados de bares e restaurantes que passam seis horas em ambientes carregados de fumaça, chegam a ter concentrações sanguíneas de nicotina equivalentes a de quem fumou cinco ou mais cigarros.”
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13 Maio, 2009

Ruralistas iniciam sua maior ofensiva contra leis ambientais

Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país.

Maurício Thuswohl, Carta Capital

Ao que tudo indica, os últimos 18 meses do governo Lula serão marcados por uma forte ofensiva ruralista contra os avanços conquistados pelo Brasil em sua política ambiental. Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país. Essa contra-ofensiva passa pela aprovação no Congresso de duas Medidas Provisórias que alteram o atual Código Florestal e também pela tentativa de retirar da União e transferir aos estados a prerrogativa de definir as políticas ambientais.

Já aprovada na Câmara, encontra-se agora em discussão no Senado a MP 452 que, apesar de originalmente tratar da regulamentação do Fundo Soberano, leva de “carona” uma emenda feita pelo relator, deputado José Guimarães (PT-CE), que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para as obras a serem realizadas em rodovias federais já existentes. Além disso, a MP 452 também estabelece o prazo máximo de 60 dias para que o Ibama conceda as licenças de instalação para obras em rodovias, o que, na prática, fará com que estas obras possam ser iniciadas sem a obtenção das licenças.

Existem atualmente em processo de análise no Ibama 183 pedidos de licenciamento em rodovias, dos quais apenas 82 já receberam licença prévia do órgão ambiental. As obras do PAC são responsáveis por 140 destes pedidos, fato que faz com que os parlamentares ligados ao agronegócio estejam otimistas em receber o decisivo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Até o momento, nem o presidente nem a ministra externaram suas posições.”
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12 Maio, 2009

Não dá mais para esperar

Marina Silva, Terra Magazine

“Para quem imagina a Amazônia apenas como expressão de uma grandiosa floresta, o conhecimento de que ela é também a casa de mais de 25 milhões de brasileiros veio de maneira dolorosa, por meio das imagens das enchentes dos últimos dias. Da mesma forma, parece quase incompreensível que o Nordeste, costumeiramente associado à seca, esteja assolado pelo excesso de chuvas.

Até o último fim de semana, segundo a Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, os estragos provocados pelos alagamentos já haviam deixado um saldo de 38 mortos, quase 800 mil pessoas afetadas e danos em 287 municípios localizados nos estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Amazonas e Pará. Os prejuízos ultrapassam 1 bilhão de reais só no Nordeste.

Em novembro do ano passado, o país assistia estarrecido as enchentes e deslizamentos em Santa Catarina. Em menos de um ano, portanto, temos perdas irrecuperáveis em vidas, histórias de vida e bens materiais, além de desequilíbrios econômicos regionais de monta.

A discussão de fundo nesse período tem sido a pertinência de se atribuir esses fenômenos a mudanças climáticas provocadas pela excessiva emissão de gases do efeito estufa em todo o mundo, detectadas pelos especialistas do IPCC-Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU. Para o climatologista Carlos Nobre, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) e membro do IPCC, eventos extremos, como chuvas abundantes que quebram recordes históricos na Amazônia e no Nordeste e seca persistente em partes do Sul e no Uruguai e Argentina, fazem parte de um quadro de aquecimento do planeta. Embora fenômenos semelhantes tenham ocorrido no passado, agora estão muito mais intensos e frequentes.”
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Microsoft provoca Apple em propaganda de lançamento de sua loja online

Redação, Portal IMPRENSA

“Uma campanha da gigante dos computadores Microsoft - que promove o lançamento do serviço de vendas de música online Zune Pass - ataca diretamente a Apple pelo preço das músicas na iTunes Store. "Você tem US$ 30 mil para gastar em música?", indaga a peça.

O valor, de acordo com a propaganda da empresa, corresponde ao dinheiro necessário para preencher a versão mais recente do iPod, de 120GB, com músicas vendidas ao preço de US$ 1 a unidade. Já o novo serviço da Microsoft oferece "acervo ilimitado" de músicas para baixar, segundo o anúncio, por US$ 14,99 ao mês.”
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Ministério publica aviso de habilitação para 463 novas rádios comunitárias

Sabrina Craide, Agência Brasil

“Ministério das Comunicações publicou hoje (12) no Diário Oficial da União um aviso de habilitação para inscrição de entidades interessadas em executar o serviço de rádio comunitária em 463 localidades do país. Todos os estados foram contemplados. O estado que terá mais habilitações é Minas Gerais, com 51 localidades.

As emissoras interessadas devem se inscrever e apresentar a documentação em até 45 dias, mediante pagamento de R$ 20, que deve ser feito em qualquer agência do Banco do Brasil. O modelo do formulário de inscrição está disponível na página do Ministério das Comunicações na internet.

A documentação necessária para a habilitação inclui Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), Estatuto Social e a relação dos associados da empresa. Os documentos devem ser encaminhados pelo correio ou entregues pessoalmente na sede do ministério, em Brasília.”

Ato contra o AI-5 digital


Samadeu

“A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente
importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.”
Blog do Sergio Amadeu
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Australianos tentam capturar crocodilo em praia de nudistas

Giovana Vitola, BBC Brasil

“Autoridades australianas espalharam armadilhas para tentar capturar um crocodilo visto rondando uma praia nudista no norte da Austrália.

O animal, de cerca de dois metros, foi avistado duas vezes nesse final de semana enquanto nadava na praia nudista de Casuarina, na cidade de Darwin, conhecida no país como a capital dos crocodilos.

Segundo o jornal local Northern Territory News, o crocodilo foi visto por um guarda florestal da região.

"Ele estava aproveitando as águas tranquilas da praia", disse Tom Nichols, o agente florestal, ao diário.”
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11 Maio, 2009

Artistas anunciam vigília em favor da Amazônia

Fábio Góis, Congresso Em Foco

“Na próxima quarta-feira (13), às 19h, o plenário do Senado será palco de uma audiência pública conjunta em defesa da Amazônia. Estão previstos na reunião – que terá coordenação das comissões Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas; de Meio Ambiente; de Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; e de Direitos Humanos e Legislação Participativa – pronunciamentos de parlamentares e diversos setores da sociedade civil organizada, bem como a participação de artistas e a entrega do manifesto do Movimento Amazônia para Sempre, que reúne mais de um milhão de assinaturas em prol da preservação daquela região.

De acordo com o cronograma do ato, artistas, representantes de diversos segmentos da sociedade civil, jovens e adolescentes ficarão concentrados em frente ao prédio do Congresso Nacional, a partir das 19h, em nome da preservação da Amazônia, do desenvolvimento sustentável, da proteção do meio ambiente e da salvaguarda da legislação ambiental brasileira. A idéia é adentrar a noite como forma de sensibilizar o poder público em nome da causa, com o apoio de nomes como o da ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva (PT-AC).”
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Pantanal vive período mais seco desde 1974 e futuro preocupa especialistas

Marco Antonio Soalheiro, Agência Brasil

“O Pantanal mato-grossense experimenta, em 2009, o período mais seco dos últimos 35 anos e as mudanças climáticas podem tornar este tipo de fenômeno mais recorrente nas próximas décadas. O alerta é do pesquisador da Embrapa Pantanal, Ivan Bergier, em entrevista concedida ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“Este ano será bastante atípico. Vai se realmente seco. Já temos detectados focos de incêndio e a incidência de queimadas deve ser alta até o fim do ano”, afirmou Bergier.

Entre 1974 e 2008 o nível do Rio Paraguai se manteve sempre alto, na faixa entre 3 metros e 5 metros. Este ano a projeção dos especialistas é de que fique abaixo dos 3 metros. A última seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1963 e 1973. Não é possível afirmar que vá se repetir um ciclo parecido. O prognóstico indica até um aumento de precipitação na região até 2050.

Entretanto, também não permite descartar a preocupação com novas situações atípicas.

“Hoje estamos vendo um ano muito seco e daqui para frente é uma incógnita. Pode haver manutenção de níveis máximos, mas as mudanças climáticas podem ter outros efeitos aqui [no Pantanal] como o aumento da ocorrência de eventos extremos”, disse.

As chuvas acima da média histórica no Norte e Nordeste estão relacionadas, segundo Bergier, ao fenômeno La Niña, que amplifica as chuvas naquelas regiões e, ao mesmo tempo, torna o clima mais seco na Região Sul. As causas da seca vigente no Pantanal ainda não estão claramente detectadas.

“Ainda não temos uma explicação consistente. Pode ter relação com erupção vulcânica, mas ainda não existe um fenômeno compreensível para explicar esse período de seca”, afirmou Bergier.”

09 Maio, 2009

A ‘gripe A’ beneficia ao Tamiflu de Donald Rumsfeld?

Ernesto Carmona, Paralelo 2

“O medicamento chamado Tamiflu, desenvolvido por um laboratório manejado por Donald Rumsfeld, ex-ministro de defesa de Bush, obterá grandes lucros com a atual epidemia de influenza ‘A’, segundo a imprensa independente, a diferença dos grandes meios de comunicação que manipulam a opinião pública mundial.

O Tamiflu, inventado por Gilead Sciences Inc. e recomendado inclusive pela Organização Mundial de Saúde (OMS) seria até agora um dos poucos tratamentos eficazes para curar a gripe causada pelo vírus H1N1, causador dos brotes da chamada influenza no México e EUA. Rumsfeld foi presidente da Gilead desde 3 de dezembro de 1997 até assumir o cargo do Pentágono, em 2001; porém, conserva seu pacote de ações na empresa.

Posteriormente, Gilead vendeu os direitos sobre o Tamiflu para os laboratórios Roche, cujas ações foram beneficiadas na bolsa durante a epidemia de gripe aviária. O medicamento é fabricado a partir do anis desde que foi inventado, no início dos anos 90, quando surgiu a enfermidade que devastou os galinheiros da Ásia em 2005-2006 e causou grande mortalidade em seres humanos, quando Rumsfeld era chefe do Pentágono, cuja "missão também consiste em promover experimentos bacteriológicos com fins militares".

O vírus da gripe aviária foi manipulado geneticamente para que fosse transmitido aos seres humanos nos laboratórios fármaco-terroristas do exército dos Estados unidos, em Fort Dix, Nova Jersey, em 1976, causando então a morte de vários soldados. Existe a justificada suspeita de que essa nova versão H1N1 tenha uma procedência similar.”
Tradução: Adital
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08 Maio, 2009

Efeitos do Alzheimer são revertidos em ratos

Droga que trata o mal de Huntington se mostra eficaz

JB Online

Cientistas americanos afirmam terem conseguido reverter os efeitos do mal de Alzheimer usando drogas experimentais em ratos de laboratório. O artigo publicado na revista Nature conta que o tratamento ajudou a restaurar a memória de longo prazo dos animais e a melhorar o aprendizado de novas tarefas.

Os inibidores HDAC estimularam a função de um gene envolvido na formação da memória no cérebro – recém identificado pela mesma equipe de cientistas, do Instituto Picower para Aprendizado e Memória do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A proteína histona deacetilase 2 (HDAC2), ligada ao mal de Alzheimer e sobre a qual a droga atua, regula a expressão de vários genes implicados na habilidade do cérebro de mudar em resposta a experiências e na formação da memória.

– Os inibidores do HDAC2 provocam mudanças de longa duração em como outros genes se expressam, o que provavelmente é necessário para aumentar o número de sinapses e reestruturar circuitos dos neurônios, e assim melhorar a memória – explicou a chefe da pesquisa, Li-Huei Tsai, em entrevista à rede britânica BBC. – Agora sabemos que eles têm o potencial de estimular a formação da memória. O próximo passo é desenvolver novos inibidores HDAC2 e testar sua função em doenças humanas associadas a problemas de memória para tratar de doenças neurodegenerativas.”
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07 Maio, 2009

'Epidemia, pandemia ou mania?'

Anda o mundo de pernas para o ar e aterrado com a gripe suína que, para fazer devida justiça aos pobres porquinhos, já não se chama assim mas H1N1, nome muito menos mudiático, como é fácil de ver. Contudo, não há dia em que os media não se refiram à H1N1 contando-lhe rigorosamente todos os casos. Os que são e os que depois se vem a saber que o não eram. Zelo admirável!

Pedro Campos, Jornal Avante!

Curiosamente, esta epidemia ou pandemia – os especialistas ainda não lhe definiram as proporções – só afecta com certa virulência o México do batoteiro Calderón – onde parece que toda a gente anda de tapa-boca – e os Estados Unidos do mediático Barak Obama.

Contudo, e longe de pretender minimizar aqui a importância dos mortos num e noutro país e a dor dos respectivos familiares e amigos, parece um tanto estranho tanto interesse das mídias nesta gripe.

É que, neste momento, segundo números da Organização Mundial da Saúde, o H1N1 provocou 17 mortes. Entretanto, cada dia morrem de fome 16 mil crianças, oito mil por culpa da malária e mais seis mil devido à Aids. Veja-se só isto. A leitura desta nota até aqui deve ter tomado mais ou menos 60 segundos a um leitor experimentado.

Nesse mesmo tempo morreram de fome 16 pessoas. Bem feitas as contas, são cifras muito mais impressionantes e não se fala delas todos os dias.

Por outro lado, os nossos neurônios começam a agitar-se com a suspeição quando as agências de notícias nos dizem que, numa crise generalizada, sobem significativamente de valor as ações das empresas... farmacêuticas!”
Vermelho.org
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‘A Amazônia é um grande empório, mas nós vamos pagar o preço’

IHU – Unisinos

"40% do rebanho bovino no Brasil é produzido na Amazônia. Segundo informações do nosso entrevistado de hoje, Mario Menezes, 73 milhões de hectares da Amazônia já foram desmatados e, desse total, mais de 80% foi feito pelos agropecuaristas. De toda a carne produzida na Amazônia, 1/3 é enviado para exportação. "O poder aquisitivo das pessoas que vivem na Amazônia é muito baixo e poucas pessoas podem comer carne", disse Menezes, que é diretor-adjunto da Organização Amigos da Terra e recentemente publicou um estudo intitulado A hora da conta: pecuária, Amazônia e conjuntura.
Mário Menezes traz dados importantes para entendermos a que nível chegou o desmatamento da floresta e o que é preciso ser feito para reduzir o problema. "Estamos trocando a Floresta Amazônica por grão e carne que poderiam continuar sendo produzidos em outras regiões", afirma ele, nesta entrevista concedida por telefone à IHU On-Line.

Mario Menezes trabalha na Amazônia há 32 anos, 20 dos quais mais diretamente com a problemática socioambiental da região.

IHU On-Line - Para conter a expansão das atividades dos frigoríficos e, por consequência, os problemas na Amazônia, o BNDES deve conter os investimentos nessa área?

Mario Menezes - Conter não, mas reorientar, com certeza. É isso que o estudo indica. Os recursos públicos em geral não devem ser destinados para a expansão agropecuária na floresta, justamente o que está acontecendo hoje. O estudo aponta para uma reorientação no sentido de verticalizar a atividade agropecuária, ou seja, concentrar a atividade em áreas já alteradas e aumentar a produtividade da atividade para evitar essa expansão sobre a floresta.

IHU On-Line - O que permitiu que 40% do rebanho bovino do país fosse criado na Amazônia?

Mario Menezes - Primeiro, a falta de uma política pública coerente. Estamos falando de um ecossistema florestal. A vocação natural da Amazônia é florestal, não agropecuária. Tem área para a agropecuária? Tem e ela está dando a sua contribuição no que se refere ao desenvolvimento da agropecuária no Brasil. No entanto, a Amazônia não pode ser uma grande fazenda, pois presta um serviço florestal para todo o Brasil, inclusive para o Sul (principal área do agronegócio).”
Adital
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Lixo eletrônico e a ilusão de absolescência

Felipe Fonseca, NovaE

“Lixo eletrônico é a denominação genérica para todo tipo de descarte de equipamento eletro-eletrônico. Com o aumento contínuo na produção e consumo de eletrônicos, a quantidade desse tipo de lixo gerado a cada ano torna-se um problema cada vez maior. O lixo eletrônico não pode ser descartado junto com o lixo comum: o grande número de elementos tóxicos pode contaminar o meio-ambiente. Além disso, qualquer eletrônico é por definição um objeto recheado de conhecimento aplicado, e muitas vezes descartá-lo é desperdiçar esse conhecimento.

O problema do Lixo Eletrônico começa com a produção e o consumo. Com o auxílio da mídia especializada, a indústria de eletroeletônicos se esforça para criar a ilusão de obsolescência – convencer as pessoas de que precisam trocar seus computadores, celulares, câmeras e outros equipamentos em períodos cada vez mais curtos. Além disso, a indústria também adota práticas predatórias no processo produtivo – mão de obra precária, uso de matérias-primas extraídas sem levar em conta os impactos social e ambiental, entre outras. Por outro lado, as pessoas comuns, que em última instância têm a grande possibilidade de mudança desse cenário – é delas o poder de compra – ignoram a gravidade da situação e continuam acelerando o ritmo de consumo, sem pensar no que acontece com seus equipamentos daqui a poucos anos.

No âmbito da produção e do consumo, existem algumas medidas que se pode tomar para amenizar a situação. A primeira delas é o consumo consciente. O Greenpeace publica várias vezes ao ano seu “Guide to greener electronics”, que monitora as práticas das maiores empresas de eletrônicos. É uma boa ferramenta para saber como as fabricantes se comportam. Outra medida importante é a extensão da vida útil dos eletrônicos, através do reuso. Por exemplo, um computador de dez anos atrás ainda pode ser usado como servidor de rede, armazenamento ou impressão. O software livre, com a flexibilidade que lhe é inerente, pode ajudar bastante nesse sentido. A terceira maneira de reduzir os danos do lixo eletrônico é buscar um descarte responsável: em vez de jogar os eletrônicos no lixo, procurar projetos sociais e educacionais que façam uso deles, ou então empresas que realizem a remanufatura ou reciclagem dos equipamentos.”
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06 Maio, 2009

Brasil passa Rússia e já é o 13º em produção de artigos científicos no mundo

Vladimir Platonow, Agência Brasil

“O Brasil subiu duas posições no ranking de número de artigos científicos publicados em 2008 e já ocupa a 13a posição. Em 2007, o país estava no 15o lugar, atrás da Holanda e da Rússia, países que foram ultrapassados este ano. Os dados foram divulgados hoje (5) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e constam da estatística realizada pela empresa Thomson Reuters, que contabiliza anualmente os números de trabalhos científicos publicados em 200 países.

O Brasil passou da 22a posição no ranking, atingida em 2000, para o a 15a em 2007, até conseguir a atual colocação. No ano retrasado, foram publicados 19.436 artigos brasileiros, que chegaram a 30.415.
Haddad disse que a melhora foi alcançada graças ao trabalho conjunto entre os ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação.

Ele citou outros fatores que resultaram na melhora da produção científica nacional, como a substituição de professores temporários por mestres efetivos, a instalação de laboratórios e equipamentos nas universidades e a expansão das bolsas de mestrado e doutorado.
“Nós estamos vivendo um momento no país que foi possível, de um ano para outro, aumentar em 50% a produção científica brasileira, em periódicos indexados por agência internacional. Dos países de ponta, é o que proporcionalmente ampliou mais a produção científica”, disse o ministro.

Segundo ele, a expectativa é aprovar R$ 150 milhões em recursos para financiar este ano projetos de incentivo à produção científica-tecnológica, aplicada à produção. Haddad participou, no Rio de Janeiro, da Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências, que este ano homenageou os cientistas Charles Darwin e Galileu Galilei.

O ranking da Thomson Reuters dos 20 primeiros países em número de artigos científicos em 2008 é o seguinte: Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Inglaterra, França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália, Coréia do Sul, Brasil, Holanda, Rússia, Taiwan, Suíça, Turquia, Polônia e Suécia.”
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