“Rodada Doha, Copenhague e reforma do Conselho de Segurança da ONU não trouxeram as soluções esperadasJamil Chade, O Estado de São Paulo
Nem Copenhague, nem a Rodada Doha, nem a reforma no Conselho de Segurança, nem um novo acordo sobre desarmamento. A década termina com todas as grandes negociações multilaterais em um impasse e com a diplomacia mundial se questionando como dar soluções a problemas globais e ao mesmo tempo preservar interesses nacionais.
Em todos os processos negociadores, o que está em jogo é praticamente a mesma coisa: uma nova posição dos países emergentes, o reconhecimento de que a arquitetura mundial mudou e, claro, a solução de um problema global.
A negociação sobre o clima, que fracassou na última sexta-feira, foi a última de uma série de fiascos no diálogo entre nações.
Para o Wall Street Journal, o entendimento obtido na capital dinamarquesa foi uma "carta morta".
Na Europa e em outras partes do mundo, a preocupação não é apenas com o clima, mas com a credibilidade das negociações multilaterais e da Organização das Nações Unidas (ONU) como centro de decisões.
Para Alden Meyer, da entidade americana Union of Concerned Scientists, o fracasso de Copenhague mostra "a fragilidade do sistema multilateral". Na ONU, diplomatas e a cúpula da entidade está ciente dos obstáculos. Mas a avaliação é de que não há outra solução democrática, garantindo que todos os países participem do projeto.”
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