16 Novembro, 2009

Tudo aquilo que você gostaria que a Internet esquecesse

Jean-Baptiste Chastand, Le Monde / UOL

"Acho que mostrei minhas nádegas na festa de Saint-Nicolas em 1969. Não fiz mais isso desde então. E não gostaria que isso ainda me perseguisse." Com uma piada, Alex Türk, presidente da Comissão Nacional da Informática e Liberdades (CNIL) resume a questão do direito ao esquecimento na Internet. Desde a criação dos fóruns, dos blogs e sobretudo das redes sociais, a questão da conservação das informações publicadas por qualquer um na internet não para de crescer.

O que fazer para impedir que o seu futuro empregador, seu vizinho, sua família, consultem fotos ou textos colocados online há muitos anos e que você preferiria que tivessem desaparecido? O que fazer quando podemos rastrear toda a vida de um desconhecido buscando apenas fontes no Google, como fez a revista Le Tigre? A criação de um "direito ao esquecimento digital" é objeto de uma proposta de lei recente no Senado, assim como de uma conferência organizada pela Secretaria de Economia Digital do Estado, na quinta-feira, 12 de novembro, no instituto Sciences Po.

Para Alex Türk, o que está em jogo é "traduzir uma função natural, o esquecimento, que faz com que a vida seja suportável". A proposta de lei dos senadores Yves Détraigne (União Centrista) e Anne-Marie Escoffier (Partido Radical de Esquerda) sugere a supressão dos dados a partir de um simples pedido por e-mail e da informação a partir de um tempo determinado. "O objetivo é proteger aqueles que não estão conscientes dos dados que podem deixar na internet, principalmente os menores", explica Yves Détraigne.”
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