“Represantante da organização reconhece que não será fechado um tratado de redução de emissão de CO2
O Estado de São Paulo / EFE
A última reunião em nível ministerial antes da cúpula climática em Copenhague terminou nesta terça-feira, 17, com um reconhecimento pela ONU e pelo Governo dinamarquês de que não será fechado um tratado na capital dinamarquesa, e que o objetivo é uma fórmula reduzida em forma de acordo político vinculativo.
Esta constatação é consequência da declaração feita na semana passada pelos presidentes dos Estados Unidos e da China, os dois países que mais poluem do mundo, de que não será possível um acordo vinculativo nessa cúpula para reduzir as emissões de dióxido de carbono.
Tanto o responsável da ONU sobre mudança climática, Yvo de Boer, quanto o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, e sua ministra do Clima, Connie Hedegaard, apoiaram a proposta dinamarquesa de "um acordo, dois propósitos", que pretende fechar um pacto sobre as principais questões e adiar a assinatura de um tratado para mais adiante.
A proposta, apresentada há dois dias, em Cingapura, por Rasmussen em reunião com líderes mundiais à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), conta com a aprovação dos EUA, segundo se esforçou em ressaltar Hedegaard, em entrevista coletiva com De Boer ao final do encontro. "Continuamos falando de um tratado de Copenhague, só que não sabemos quando será fechado", disse De Boer, que falou que a cúpula sobre o clima de 7 a 18 de dezembro deve ser um "ponto de inflexão".
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