Jornal do Brasil“Embora a China tenha anuncido que cortaria até 2020 as emissões de carbono entre 40% e 45% por cada unidade do PIB – índice mais conhecido como intensidade energética – o gigante emergente sinalizou sexta-feira ao mundo que a fiscalização sobre o cumprimento desta meta não será muito fácil.
Yu Qingtai, o embaixador da China para a mudança climática, afirmou sexta-feira que apenas as reduções nas emissões executadas com apoio financeiro internacional estariam abertas à auditoria externa. E, segundo suas próprias palavras, estas reduções financiadas são “proporcionalmente” muito pequenas em relação às emissões totais de CO2do país.
Ele enfatizou que a meta chinesa é uma política voluntária e interna:
– Não se pode aplicar o mesmo tipo de fiscalização a medidas que tomamos por conta própria, com recursos próprios, para ações tomadas com o apoio internacional.
A professora do Instituto de Geoquímica da UFF, Cátia Fernandes Barbosa, já havia manifestado sua preocupação quanto ao cumprimento da meta anunciada pela China na edição do JB de sexta-feira. Segundo ela, por se tratar de um país com governo autoritário, a possibilidade de se acompanhar o processo de redução de emissão por parte da comunidade científica internacional será bem complicado.”
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