Paula Scheidt, do CarbonoBrasil / Envolverde"Fundação inglesa mapeia a cadeia produtiva da soja, óleo de palma e outras commodities para mostrar às companhias os riscos associados à pegada florestal de seus negócios e convencê-las a agirem com responsabilidade ambiental.
O que uma grande companhia aérea européia tem a ver com o desmatamento na Amazônia? Provavelmente muito, já que há grandes chances de o frango que é servido a bordo ter sido alimentado com soja que, muito possivelmente, veio de plantações brasileiras que contribuíram para a destruição de mata nativa.
Indivíduos e empresas contribuem para o desmatamento muitas vezes sem saberem disto, pois tais conexões da origem da matéria-prima até o produto que chega aos consumidores nem sempre são fáceis de serem feitas.
“Se de um lado os países ricos dizem para parar o aquecimento global dando dinheiro para conter o desmatamento nos países pobres, por outro lado é o próprio mercado destes países que está incentivando a derrubada das florestas”, afirma o coordenador de campanhas da Global Canopy Foundation, Niki Mardas.
Junto com medidas de controle e fiscalização dos governos em solo e incentivos financeiros para manter as áreas de preservação ambiental bem cuidadas, identificar esta pegada florestal e, depois, reduzi-la é um passo crucial para proteger as florestas.
Por esta razão, a ONG inglesa Global Canopy Foundation se propôs a analisar a cadeia produtiva das cinco commodities chaves no processo de desmatamento – soja, carne bovina (e couro), madeira, óleo de palma e biocombustíveis – para mostrar às empresas o quanto seus negócios contribuem para a destruição das florestas, no chamado projeto Forest Footprint Disclosure (FFD - http://www.forestdisclosure.com).
“Nosso objetivo é ajudar os negócios a entender e medir sua pegada florestal. Só depois eles poderão lidar com ela”, explica Mardas.
Segundo o estudo, estimados 32% da soja brasileira são exportadas para a Europa e tem como destino principal a alimentação de rebanhos de aves ou porcos, por exemplo. Entre 1999 e 2004, a produção de soja na região da Amazônia cresceu 15% ao ano, com a safra de 2004/05 produzindo 50 milhões de toneladas sobre 23 milhões de hectares – uma área do tamanho do Reino Unido.
Outro exemplo vem do óleo de palma, que é considerado um ‘super produto’ pela sua alta versatilidade, já que serve para fazer desde pasta de dente e chocolates até sopas e cereais. Praticamente 10% do que está nas prateleiras dos mercados europeus contém óleo de palma. Mais de 80% das 42 milhões de toneladas produzidas em 2007 mundialmente vieram da Indonésia e Malásia. Entre 1990 e 2005, mais da metade da expansão nestes países ocorreu na conversão de matas nativas e turfas.”
Matéria Completa, ::Aqui::


0 comentários:
Postar um comentário