15 Outubro, 2009

Copenhague será oportunidade para o Brasil

Neuza Árbocz, Envolverde

“As alterações no clima global não precisam mais ser medidas apenas com instrumentos científicos. Já chegaram aos noticiários das Tvs, que mostram extremos de secas e chuvas, descontrole no comportamento de espécies e cenas de desalento com derretimentos de geleiras nos polos e nas montanhas. Combater a aceleração deste processo de aquecimento global é vital para a a manutenção dos habitats humanos e para reduzir a extinção em massa de espécies em todo o planeta. O mundo precisa de um acordo global urgente e eficaz para enfrentar este desafio e os perigos que as mudanças climáticas representam, e o Brasil pode ter um papel de destaque na formulação das políticas públicas que vão balizar um novo padrão de economia, baseado em baixas emissões de carbono e mais solidária em relação aos problemas sociais.

Esta visão foi defendida pelos participantes do Diálogos Capitais “Na Rota de Copenhague – O Brasil e os compromissos para a construção de uma economia de baixo carbono”, realizado pela revista Carta Capital e pela Envolverde no dia 13 de outubro em São Paulo, com representantes do governo, do meio acadêmico, de empresas, de bancos e do terceiro setor.

Sérgio Barbosa Serra, embaixador extraordinário de Mudanças Climáticas do Itamaraty abriu o encontro salientando que há hoje dois ‘trilhos’ na abordagem deste problema. Um, mais específico, estabelecido pelo Protocolo de Quioto e o outro, mais geral, formulado pela Convenção Marco sobre Mudança Climática, assinada na ECO-92 por mais de 160 governos.

Os acordos estabelecidos pelo Protocolo vão até 2012 e prevê-se sua revisão e renovação na próxima Conferência da ONU sobre o Clima que acontece na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro próximo, a COP-15. A grande questão, como lembrou o embaixador é: “Os Estados Unidos estarão prontos para negociar nesta data?”, já que este país – o principal gerador de gases de efeito estufa entre os países desenvolvidos – negou-se, até o momento, a assumir metas definidas de redução de suas emissões.

Quanto ao Brasil, Barbosa garantiu que o país está disposto a abraçar metas ambiciosas de redução e ainda desempenhar um papel pró-ativo para que a reunião em Copenhague gere um resultado robusto, equitativo e orientado pela ciência.

Convivência fraternal no planeta

Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos e mediador da mesa matutina do Diálogo, lembrou ser essencial ter atenção com o que não se está discutindo em relação ao acordo climático. “Este é um assunto transversal, que requer o envolvimento de todos e negociações entre os povos pautadas na construção de uma convivência fraternal no planeta”, salientou.

Ele indaga se a crise traz a necessidade de mais intervenção dos governos junto ao setor produtivo. “As empresas pensam no longo prazo, com planos para 10, 20 anos. Assim, precisam de marcos regulatórios claros. Os riscos devem estar transparentes e o setor produtivo bem capacitado para seu planejamento”.
Matéria Completa, ::Aqui::

0 comentários:

Faça rentável seu site/blog! Confira o Smowtion!