Tânia Martins, Adital“A ocupação desordenada do Cerrado piauiense tem levado a extinção de milhares de espécies da fauna e da flora do bioma, muitas delas desconhecidas pela ciência. O modelo da exploração aplicado com a conivência do governo é o responsável pelo fim do ecossistema.
Há sete anos, são 50 caminhões diários de lenha retirados do Cerrado do Sudoeste e Sul do Piauí: eis o tamanho da omissão
Muito já se falou sobre o avanço da destruição do Cerrado no Piauí, mas nada é feito para conter o modelo de exploração ali agregado, privilegiando a produção de carvão e o agronegócio direcionado a produzir grãos em grande escala. Essa indústria vem sendo alimentada à custa da matéria prima disponí¬vel no bioma, que já tem data para ser extinto, em 2030, segundo pesquisa da ONG Conservação Internacional, que fez estudos no Piauí e recomendou a postura de "desmatamento zero", pelo menos até que se faça um planejamento para sua ocupação. Outro caminho para conhecer a realidade do bioma hoje, leva as Academias de Ciências. Nas prateleiras das universidades é possível se encontrar pilhas de dissertações, pareceres, teses e monografias voltadas para o uso e ocupação do Cerrado, todas alertando para o modelo destrutivo que se instalou nos 24 municípios que compõem a região.
Sabe aquela expressão "entrou por um ouvido, saiu pelo o outro". É assim que o Governo do Piauí e empresários se comportaram em relação às recomendações. Considerado uma das últimas fronteiras agrícolas do Brasil, o Cerrado do Piauí possui 11.856.866 milhões de hectares, correspondente a 46% da área do Estado, desse total, se estima que mais de 70% já foi destruído. O Governo fala em 10%, mas pela proporção do consumo de lenha nativa pela multinacional Bunge, na unidade de Uruçuí, a 450km de Teresina, que há sete anos consome 50 caminhões diários de lenha, se tem a certeza do tamanho da destruição. Como não existe monitoramento do bioma por satélite é preciso enveredar por trilhas da região para se ter uma idéia do tamanho do estrago. Os municípios que são referência da ocupação, Uruçuí e Bom Jesus, considerados celeiro agrícola, desde o ano de 2000, não param de expandir o agronegócio.
Última esperança
"Aqui em Uruçuí não sobrou quase nada"
Para testemunhar a transformação dessa terra percorremos cerca de 200km aleatoriamente por entre áreas descampadas e plantadas, principalmente por soja, carro-chefe da ocupação. Passamos por diversas fazendas e testemunhamos a existência de plantio em áreas contínua de milhares de hectares. Segundo o presidente da Fe¬deração dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí - FETAG, Evandro de Araújo Luz, existem dezenas de plantios de monoculturas que chagam até 3 mil hectares plantados de forma contínua. "São pouquíssimos os empresários que deixam um pedaço para reserva", afirma o sindicalista. Segundo ele, o tamanho dessas áreas, compradas a preços ínfimos, chegam a 40 mil hectares plantados. "As fazendas menores giram em torno de mil hectares". Ficamos a imaginar quantos animais e árvores frondosas foram e continuam sendo dizimados no bioma.
E o agronegócio se expande pelo interior do Piauí.
As grandes plantações sucedem à destruição das matas para produção de carvão e uso da madeira para alimentar as caldeiras das multinacionais de alimento.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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Direito de Resposta
Caro Editor,
A matéria veiculado neste veículo de comunicação é desproposital e mentirosa quando diz que o ambientalista Judson Barros fez acordo com a Bunge Alimentos. A jornalista escreveu a matéria para atender interesses escusos de amigos seus. A mentira deslavada põe em risco a credibilidade deste renomado veículo de comunicação, foi toda planejada com o fim único de inserir a informação de tal acordo. Espero que esta resposta seja inserida abaixo da matéria da jornalista, é o mínimo que deve ser feito. Não posso está sendo acusado irresponsavelmente sem ter o direito de me defender, mostrar a outra versão para o fato. Constituição brasileira em seu art.. 5°, V vaticina: "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem".
A jornalista produziu o texto de modo tendencioso sem pelo menos ouvir o ambientalista. A intenção era plantar uma mentira para afagar o ego de quem provavelmente pagou pela matéria.
Quando ninguém no Piauí se habilitou para encarar a Bunge, eu o fiz. A Fundação Águas, ONG da qual presido ajuizou uma Ação Civil Pública na justica Federal. Por duas vezes a Funaguas logrou êxito no TRF em decisões seguidas (3 a zero as duas). A Bunge deveria estar parada. Mas infelizmente é a Bunge e um governo corrupto sem medida. Ainda de quebra jornalistas venais de interesses excusos jogando para a platéia e de agindo na calada da noite no intuito de concundir a opiião pública.
Quem melhor pode explicar a situação é a jornalista. Ela não falou comigo antes de escrever a matéria, de cunho tendencioso e parcial, para atender interesses de amigos dela. A matéria é infame e mentirosa.
Não recorri das decisões no TRF porque seria um grande mal para uma luta que temos levado adiante e, sobrtudo para o meio ambiente. O tempo dirá se eu fiz acordo com a Bunge. A sugestão do amigo da Tânia que tem os seus interesses feridos era de que a Funaguas entrasse com Embargos de Declaração numa decisão que tinha sido ao nosso favor. Conversei com vários advogados e todas foram desfavoráveis no sentido de que a Fundação Águas entrasse com os embargos, pois suspenderia a decisão da Desembargadora proferida no TRF.
A jornalista é que deve saber por que escreveu essa matéria desprovida de qualquer escrúpulo e sem conhecimento de causa. Talvez ela possa dizer quanto foi o "jabar". Aqui eu afirmo: a jornalista agiu de modo venal e calculado.
Ainda mais um pouco, a Polícia Federal, a pedido do TRF, entrou no caso, vamos ver se consta no Inquérito Policial algum acordo do ambientalista Judson Barros com a Bunge.
A Fundação Águas requereu junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE (maio/2009) que este Tribunal e o MP do TCE promovesse uma auditoria nas isenções fiscais da Bunge Alimentos no Piauí. A jornalista sabe disso, todavia silenciou.
A multinacional promove uma ação contra o ambientalista na comarca de Uruçui, alegando damos materias e morais onde pede uma reparação de 2 milhões de reais de indenização, a jornalista também sabe disso, mais uma vez silenciou.
Tem que se ter limites até para a venalidade e a mentira, mesmo que seja isto fonte de renda.
Existe um fruto para o justo, porque existe Deus que faz justiça sobre a Terra.
O justo se alegrará ao ver a vingança e lavará os seus pés no sangue do injusto.
Judson Barros - Presidente da Fundação Águas - FUNAGUAS
7 de Agosto de 2009


1 comentários:
Caro Editor,
A matéria veiculado neste veículo de comunicação é desproposital e mentirosa quando diz que o ambientalista Judson Barros fez acordo com a Bunge Alimentos. A jornalista escreveu a matéria para atender interesses escusos de amigos seus. A mentira deslavada põe em risco a credibilidade deste renomado veículo de comunicação, foi toda planejada com o fim único de inserir a informação de tal acordo. Espero que esta resposta seja inserida abaixo da matéria da jornalista, é o mínimo que deve ser feito. Não posso está sendo acusado irresponsavelmente sem ter o direito de me defender, mostrar a outra versão para o fato. Constituição brasileira em seu art.. 5°, V vaticina: "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem".
A jornalista produziu o texto de modo tendencioso sem pelo menos ouvir o ambientalista. A intenção era plantar uma mentira para afagar o ego de quem provavelmente pagou pela matéria.
Quando ninguém no Piauí se habilitou para encarar a Bunge, eu o fiz. A Fundação Águas, ONG da qual presido ajuizou uma Ação Civil Pública na justica Federal. Por duas vezes a Funaguas logrou êxito no TRF em decisões seguidas (3 a zero as duas). A Bunge deveria estar parada. Mas infelizmente é a Bunge e um governo corrupto sem medida. Ainda de quebra jornalistas venais de interesses excusos jogando para a platéia e de agindo na calada da noite no intuito de concundir a opiião pública.
Quem melhor pode explicar a situação é a jornalista. Ela não falou comigo antes de escrever a matéria, de cunho tendencioso e parcial, para atender interesses de amigos dela. A matéria é infame e mentirosa.
Não recorri das decisões no TRF porque seria um grande mal para uma luta que temos levado adiante e, sobrtudo para o meio ambiente. O tempo dirá se eu fiz acordo com a Bunge. A sugestão do amigo da Tânia que tem os seus interesses feridos era de que a Funaguas entrasse com Embargos de Declaração numa decisão que tinha sido ao nosso favor. Conversei com vários advogados e todas foram desfavoráveis no sentido de que a Fundação Águas entrasse com os embargos, pois suspenderia a decisão da Desembargadora proferida no TRF.
A jornalista é que deve saber por que escreveu essa matéria desprovida de qualquer escrúpulo e sem conhecimento de causa. Talvez ela possa dizer quanto foi o "jabar". Aqui eu afirmo: a jornalista agiu de modo venal e calculado.
Ainda mais um pouco, a Polícia Federal, a pedido do TRF, entrou no caso, vamos ver se consta no Inquérito Policial algum acordo do ambientalista Judson Barros com a Bunge.
A Fundação Águas requereu junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE (maio/2009) que este Tribunal e o MP do TCE promovesse uma auditoria nas isenções fiscais da Bunge Alimentos no Piauí. A jornalista sabe disso, todavia silenciou.
A multinacional promove uma ação contra o ambientalista na comarca de Uruçui, alegando damos materias e morais onde pede uma reparação de 2 milhões de reais de indenização, a jornalista também sabe disso, mais uma vez silenciou.
Tem que se ter limites até para a venalidade e a mentira, mesmo que seja isto fonte de renda.
Existe um fruto para o justo, porque existe Deus que faz justiça sobre a Terra.
O justo se alegrará ao ver a vingança e lavará os seus pés no sangue do injusto.
Judson Barros - Presidente da Fundação Águas - FUNAGUAS
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