21 Julho, 2009

Retrato falado do Pantanal

Marina Silva, Terra Magazine

"Um recente levantamento revelou a fragilidade do nosso Pantanal. O estudo demonstrou que cerca de 85% da cobertura vegetal nativa da planície pantaneira está intacta, enquanto no planalto, onde nascem os rios, restam apenas 40% da cobertura original. As áreas restantes foram devastadas e seguem sob risco de um processo contínuo de degradação, pressionadas principalmente pela agropecuária, mas também pelas mineradoras. O que ameaça todo o bioma, já que o impacto dessa destruição recai sobre a região inteira, dada sua interdependência. Os danos sofridos pela vegetação do planalto têm efeitos diretos sobre a planície pantaneira.

O retrato do que acontece está no trabalho Monitoramento das Alterações da cobertura vegetal e uso do solo na Bacia do Alto Paraguai - Porção Brasileira, fruto de uma parceria entre as organizações não-governamentais SOS Mata Atlântica, WWF Brasil, Conservação Internacional, Avina e Ecoa. O mapeamento teve apoio da Embrapa Pantanal e deve ser lançado nos próximos meses.

Outro estudo, batizado de Análise Ambiental Estratégica (AAE), realizado pelo COPPE (Centro de Pesquisa de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), em 2008, traz também um diagnóstico de outra área do Pantanal, conhecida como a Morraria de Urucum. A região guarda a terceira maior jazida de minério de ferro e manganês do país. A pesquisa (disponível em http://www.lima.coppe.ufrj.br/aaepantanal) demonstrou que um dos primeiros impactos da mineração é a redução na quantidade de água, fundamental para a manutenção do ecossistema pantaneiro.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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