Pedro Ivo de Souza Batista y Esther Neuhaus, Adital
"A contagem regressiva para a realização da 15ª Conferência das Partes (CoP-15) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, Dinamarca já começou. Faltam 5 meses, mas é pouco tempo para o que está em questão nesta conferência, durante a qual deve ser tomada uma decisão sobre o futuro do regime global de clima, especialmente no que se refere ao conjunto de metas de redução de gases de efeito estufa para os países industrializados e compromissos para planos e programas nacionais para a mitigação das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.
O que está em jogo nas negociações internacionais?
No caminho para a CoP-15 as negociações se concentram em cinco blocos temáticos, são eles: Visão compartilhada (que visa a definir um objetivo global para a redução de emissões de gases de efeito estufa, de acordo com o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas), mitigação (que trata de metas e ações nacionais e internacionais adicionais para reduzir as emissões), adaptação (que pretende definir a cooperação internacional necessária para apoiar a adaptação, por meio de avaliação de vulnerabilidades, capacitação e transferência de recursos, dos países e comunidades mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas), transferência de tecnologia (para apoiar ações de mitigação e adaptação), e apoio financeiro (para apoiar ações de mitigação, adapta ão e cooperação tecnológica).
Nesta CoP-15 será necessário definir as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para os países industrializados após 2012, quando se encerra o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto. Existem várias propostas na mesa, especialmente no sentido de pressionar estes países a assumir metas profundas. Por outro lado, os países ricos esperam sinais muito claros dos países em desenvolvimento, especialmente dos grandes emissores de gases de efeito estufa como a China e o Brasil. Desta forma, cada um aguarda o outro na realização de seus compromissos, mas é crucial evitar um impasse nestas negociações.”
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