Ben Blanchard, Reuters
“A China fechou o cerco contra a Internet na capital da província de Xinjiang, no noroeste do país, nesta segunda-feira, na esperança de cortar o fluxo de informações sobre os distúrbios étnicos na região que deixaram 156 mortos.
O governo culpou separatistas muçulmanos exilados pelos confrontos de domingo na cidade de Urumqi --o pior no país desde a repressão militar contra manifestantes em Tiananmen, em 1989.
Alguns habitantes de Urumqi, capital regional de Xinjiang, disseram que foram avisados de que não haveria acesso à Internet durante as próximas 48 horas.
"Desde ontem à noite não tenho conseguido entrar na Internet", afirmou o dono de loja Han Zhenyu à Reuters por telefone.
"Não tem Internet aqui. Amigos me disseram que não conseguem entrar na Internet também", disse um vendedor de telefones celulares que só quis dar seu sobrenome, Zhang.”
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