08 Junho, 2009

redes sociais: a crise dos sete anos

Silvio Meira, Terra Magazine

Gerald mollenhorst é professor de sociologia na universidade de utrecht, na holanda, onde ensina disciplinas como redes sociais na pesquisa teórica e prática e aspectos sócio-psicológicos das organizações. mollenhorst terminou sua tese de doutoramento recentemente, como parte de um projeto que estudou onde as pessoas fazem amizades e se e como as mantém.

poderia se dizer que mollenhorst é um especialista em redes sociais concretas, ou físicas, como se houvesse tal tipo de rede… o concreto, aqui, estaria sendo usado em oposição a virtual, como nas redes mediadas pela… rede, ou pelas redes sociais da internet. melhor talvez fosse separar as redes sociais nas redes à moda antiga e, do outro lado as redes sociais mediadas por tecnologia.

mas agora veja como tal divisão é difícil: em última análise, linguagem é tecnologia, correio é tecnologia, transportes também… sem falar em telefone, etc. nossas redes sociais são mediadas por tecnologia desde que existe a noção de redes sociais e de tecnologia, até porque usamos tudo o que temos ao alcance para realizar as funções essenciais das nossas vidas. e tecnologia desenha o contexto ao nosso redor há muito tempo.

mas vamos levar em conta, por enquanto, que o trabalho de mollenhorst considera redes “de verdade” e chega a uma conclusão que chama atenção: metade das nossas redes sociais desaparece a cada sete anos.

mollenhorst estudou mais de mil pessoas, seu contexto, suas escolhas, onde conheceram seus amigos, onde se encontram hoje, se ainda se encontram, e onde, sete anos depois… e por aí vai. o que o resultado da pesquisa parece indicar é que as redes sociais pessoais não se formam e se mantém apenas com base nas escolhas pessoais; tais escolhas são limitadas, e muito, pelo contexto, que pode incentivar ou não os variados tipos de conexão entre as pessoas.”
DIA A DIA, BIT A BIT
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