Rui Daher, Terra Magazine
"(...) papéis sociais não são eternos e imóveis (...) agrupamentos solidamente conservadores, ou reacionários, ou cúmplices do poder, podem mudar ou contribuir para mudar. Basta que entendam onde está o verdadeiro dragão". (Glauber Rocha, 1969)
A cada dia tornam-se mais acirradas as posições antagônicas quanto à política ambiental. A proximidade da votação no Congresso de pontos polêmicos da legislação faz os lados acionarem seus lobbies em várias instâncias da República e da Sociedade Civil.
Não terminará bem essa peleja maniqueísta. Seres rurais e ambientais, acoitados em suas entidades, se espancam distribuindo, de um lado, porretadas de desenvolvimento imediato e, de outro, frufrus de um mundo melhor no futuro.
Perguntas, como se a atual legislação foi responsável por manter 20 anos estagnada a área plantada, não são feitas. O mesmo para a intenção de plantio de quem adquire propriedade pequena, mas com alta presença de matas ciliares. Antes, machado ou moto-serra?
Temos fatores naturais de produção agropecuária fartos e propícios, além de tecnologias avançadas, que permitem grandes colheitas em rica diversidade de culturas. Não é necessário agredir o ambiente.
Apenas interesses inconfessáveis de grupos empresariais e políticos e a tibieza do governo poderão ameaçar a legislação ambiental.”
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