09 Fevereiro, 2012

Cai ritmo de desmatamento em três biomas no Brasil


Agência Brasil

“O ritmo de desmatamento da Mata Atlântica, do Pantanal e dos Pampas diminuiu entre os anos de 2008 e 2009. Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Ministério do Meio Ambiente.

A Mata Atlântica apresentou índice próximo de zero de aumento no desmatamento ao perder 0,02% da cobertura.

“O resultado mostra que se está reduzindo a magnitude do desmatamento. Embora ainda esteja acontecendo, acontece num ritmo muito menor do que até 2008”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Ela acrescentou que a meta é aumentar a fiscalização para que o índice de desmatamento chegue a zero. “Estamos chegando perto daquele alvo almejado por todos de ter desmatamento zero nesse bioma [Mata Atlântica]”, comentou.

Nos Pampas, onde a maior parte do desmatamento ocorre por causa da rizicultura e do reflorestamento de eucalipto, esse índice ficou em 0,18%. E no Pantanal, em 0,12%.

No período, o Cerrado foi o bioma que mais perdeu vegetação. A área desmatada chegou a 0,37% do total. Na Caatinga, o índice de desmate foi 0,23% e na Amazônia, 0,17%.

O índice de diminuição no ritmo de desmatamento é atribuído, em parte, aos avanços da produtividade e de pesquisa. “Com isso, não há tanta necessidade de expansão de área para aumentar a produção”, explicou o secretário-executivo de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias.”

Leão branco africano no zoológico de Royev Ruchey, na Rússia


Foto: Ilya Naymushin/Reuters

Animais idosos não perdem neurônios, indica estudo

Fábio de Castro, Agência FAPESP

"Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em preás mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico – a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro.

O estudo foi publicado no International Journal of Developmental Neuroscience – revista de referência da Associação Internacional da Neurociência do Desenvolvimento.

O trabalho corresponde à tese de mestrado conduzida por Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, com Bolsa da FAPESP e sob a supervisão do professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).

O estudo se soma a uma série de trabalhos do grupo que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. “Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos – algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica”, disse Coppi à Agência FAPESP.

De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.

“De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de ‘Disector’, a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa”, explicou.

Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos na FMVZ-USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.”
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08 Fevereiro, 2012

Brasil quer Copa Verde, mas Itaquerão não tem sequer bicicletário



“As obras no Itaquerão, um dos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014, estão ocorrendo de acordo com o planejado. O que parece não estar dentro dos conformes é a estrutura para ciclistas. Conforme informado pela bike repórter Renata Falzoni, no programa Planeta EXPN da última semana, o projeto do estádio não inclui bicicletários.

Seguindo as normas da Fifa a construção se dará em um grande terreno, de 200 mil metros quadrados, contará com 65 mil lugares nas arquibancadas e disponibilizará 3,5 mil vagas para automóveis. Porém, apesar de estar localizado em um bairro com fácil acesso através do uso de transportes coletivos e ao lado de uma ciclovia, o Itaquerão ainda não tem em seu projeto a estrutura adequada para que os visitantes possam ir aos jogos de bicicleta.

Ao relatar a visita às futuras instalações do estádio, Falzoni ressaltou o trajeto percorrido por ela, sem dificuldades, através da mescla no uso de transportes públicos e bicicleta. A repórter ainda citou experiências obtidas em outras copas do mundo, como a do Japão, em que ela fez a cobertura do evento usando uma bicicleta e todos os estádios sede estavam preparados para que os visitantes pudessem guardar suas bikes, com a mesma eficiência destinada aos estacionamentos.

O contrato de construção da nova arena, localizada na zona leste da capital paulista, é de R$900 milhões, sem contar o capital que será investido em outras obras estruturais feitas para interligar a região a outros bairros da cidade e, principalmente, aos aeroportos. Diante de tanto investimento é preciso analisar qual será o legado deixado para a população após o grande evento esportivo.

Incentivar o uso das bicicletas é um importante legado. Por isso, Renata, que além de ciclista e bike repórter, é ativista, entrou em contato com autoridades para cobrar ações. O ex-secretário de Esportes Walter Feldman prometeu agir em prol da mudança no projeto do estádio. O atual secretário dos Transportes Metropolitanos também questionou a situação e ainda se mostrou disposto a estudar a proposta de estender a ciclovia, que passa ao lado do Itaquerão, até o centro da cidade.

De acordo com o Portal 2014, que divulga a situação dos projetos relacionados à Copa, o status das obras no Itaquerão é Verde, mas apenas o cronograma foi avaliado. Para ser “verde" de verdade, a sustentabilidade precisa estar posicionada como prioridade em todo o projeto.”

Crescimento baseado em recursos naturais preocupa IPEA

‘Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada afirma que a alta participação dos setores de uso intensivo de recursos naturais na economia torna difícil uma estratégia consistente de crescimento sustentável para o Brasil

Fabiano Ávila , Instituto CarbonoBrasil/Ipea/MCT

Divulgado na última sexta-feira (3), o Comunicado do Ipea nº 133 - Produtividade no Brasil nos anos 2000-2009: análise das Contas Nacionais afirma que a produtividade do trabalho no país manteve-se praticamente estável entre 2000 e 2009, com variação anual de 0,9%. Mas o que mais salta aos olhos no relatório é o papel destacado da agropecuária, que registrou crescimento de 4,3% e da indústria extrativa, com 1,8%.

“Estes setores, de reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia e de baixo valor agregado, impõem obstáculos a uma estratégia de crescimento sustentado no longo prazo, sobretudo se a distribuição da produção estiver se concentrando. Para um país que necessita ampliar suas condições de competitividade externa, essas características devem ser vistas como, no mínimo, preocupantes em uma estratégia consistente de desenvolvimento industrial e econômico”, afirma o comunicado.

O quadro geral que  Ipea passa é que o Brasil está sendo um fornecedor de commodities do mercado global. Assim, o país arca com os passivos ambientais das atividades de uso intenso dos recursos naturais e ainda gasta para importar bens produzidos com a nossa matéria-prima no exterior. 

O Instituto também alerta para o fato da economia brasileira ter demonstrado baixo dinamismo em termos de produtividade do trabalho. Se for excluído 2009, ano que o Brasil sofreu os impactos da crise econômica internacional, a indústria extrativa aumentou sua participação em 5,9%, enquanto que a indústria de transformação sofreu uma queda de 2,5%. Outros setores, como gás e construção civil caíram ainda mais, 3,4%.”
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Olimpíadas podem derrubar internet de Londres

adNEWS/ Info Online

“Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres podem derrubar a internet local por conta da alta demanda. Esse foi o alerta dado pelo governo britânico às empresas da cidade, em um documento intitulado "Preparing your Business for the Games" (preparando seu negócio para os Jogos, em tradução livre).

No documento, as autoridades admitem que há a possibilidade de ocorrer um colapso durante os eventos, que acontecerão a partir de 3 de agosto. Espera-se que 800 mil espectadores e outros 55 mil atletas compareçam.

“É possível que serviços de internet fiquem lentos durante os Jogos ou, em casos severos, podem ocorrer quedas na conexão devido ao alto número de pessoas acessando a internet”, diz o governo.

O Guardian, que divulgou o documento, considera positiva a atitude, pois as empresas têm tempo para avaliar sua infraestrutura e tentar se blindar contra qualquer eventual problema.

O texto das autoridades chega a sugerir que algumas companhias deixem os funcionários trabalharem de casa por um tempo ou racionem o uso da internet.”

07 Fevereiro, 2012

Redes sociais são mais tentadoras do que álcool e cigarro


Gabriela Ruic, EXAME.com / Info Online

“Usar o Twitter ou atualizar o status do Facebook pode ser mais difícil de resistir que a vontade de fumar ou tomar um copo de cerveja. É o que diz um estudo conduzido pela Booth Business School (Universidade de Chicago) e que tinha como objetivo mensurar o quanto uma pessoa consegue resistir aos desejos e vontades ao longo do dia.

Os resultados foram surpreendentes. A pesquisa percebeu que a força de vontade de uma pessoa para resistir às tentações diminuía ao longo dia, assim como diminuía a resistência ao trabalho. Em contrapartida, entre os desejos “controláveis”, o grupo de pesquisados citou atividades como sexo e impulsos consumistas.

Em entrevista ao The Guardian, o chefe da pesquisa, Wilhelm Hofmann, explicou que a maioria listou vontades como dormir e se divertir como as mais problemáticas. Estes desejos, segundo ele, tendem a trazer certa tensão para a vida de uma pessoa. Isso acontece por que ela precisa controlar o desejo natural de descansar e relaxar para dar conta da carga de trabalho e outras tarefas.”
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As 10 CPUs mais descoladas da Campus Party

 Fotos: Felipe L. Gonçalves/ Brasil 247

Criativos preferem Google+ a Twitter

adNEWS

“Quando o assunto é o contato virtual com amigos, colegas e conhecidos, o Facebook é a rede social ideal para profissionais ligados às áreas criativas, de acordo com pesquisa realizada pela Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado.

Mais da metade (56%) dos executivos de propaganda e marketing entrevistados apontaram o Facebook como a rede social escolhida caso tivessem que utilizar apenas uma rede social. LinkedIn e Google+ apareceram na segunda e terceira colocação, com 21% e 12% das respostas, respectivamente. O Twitter só aparece em quarto, com 4%.

Independente da rede social escolhida, a pesquisa confirmou que é primordial atuar de forma ativa nessas mídias. Aproximadamente três a cada 10 entrevistados (29%) afirmaram que oferecer conteúdo desatualizado é o erro mais comum cometido por profissionais de áreas criativas em seus perfis nas redes.”
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06 Fevereiro, 2012

O truque da sacolinha que embrulha o sapo

“Proclamar ao respeitável público que plásticos oxi-degradáveis reduzem os resíduos sólidos urbanos a um pó de traque é um truque que certamente induzirá à má-educação de descartar lixo em qualquer lugar, sem qualquer cuidado, agravando o problema da poluição ambiental. Fazer leis que imponham aos estabelecimentos comerciais brasileiros o fornecimento de sacolinhas de um só tipo de material aos seus clientes é, no mínimo, estultícia mercadológica

Anthony de Christo, Economia Interativa

Respeitável público! Eis aqui uma sacolinha de plástico que chamaremos de biodegradável. Todos os supermercados serão obrigados por lei a fornecê-las aos seus clientes, por módigos centavos. Vocês compram tudo o que quiserem, colocam nas suas sacolinhas mágicas, levam para casa, descartam no lixo e…. pípti pópti pum! Em pouco tempo as sacolinhas se degradarão, sem prejudicar o meio ambiente. Esfarelam-se! Viram pó!

Baseado na realidade, o ilusionismo fascina porque falseia os sentidos do espectador. No truque, pelo menos o sacoleiro mágico diz uma verdade: as sacolinhas viram pó. Mas embrulham o sapo que o povo vai ter que engolir.

É verdade, os plásticos oxi-degradáveis não desaparecem na natureza pois não são biodegradáveis, mas degradáveis. O truque é que se fragmentam em pequenas partículas que se dispersam, tornando a sua coleta e a sua reciclagem absolutamente inviáveis e gerando uma “poluição invisível”, que causará danos ao meio ambiente como quaisquer outros poluentes.

Trocada em miúdos, a biodegradação é o processo que os seres vivos, pequenos, médios, grandes ou microscópicos (como os micróbios) usam para decompor os materiais mais complexos em substâncias mais simples, como o monóxido de carbono (CO2) e água (H2O). Mas para que isso aconteça, de um modo geral, é preciso de ar (oxigênio), luz, umidade, boa temperatura e uma adequada mexida, de vez em quando.

Há exceções, que só confirmam as boas regras: “bichinhos” que não precisam de ar para “digerir” o que comem; “organismos microscópicos” que sem luz, nas fossas oceânicas, comem e descomem seus banquetes naturais. Migalhas de pão, deixadas nos cantos da cozinha, desaparecem mais rapidamente, a olhos vistos, por ação das formigas ou dos bolores. O falecido, enterrado no jazigo da família, vai demorar mais tempo até lhe sobrarem só os ossos. Faraós, enrolados em tiras de betume e protegidos na seca escuridão das pirâmides, podem durar intactos por séculos. Aos mamutes descobertos em geleiras só lhes faltam o sopro da vida e o berro.

Já os plásticos, como madeiras conservadas, cascos de tartaruga e seda pura (constituídos de “plásticos naturais”) duram como a eternidade. Deles se diz que não são biodegradáveis. Mas que se entenda, que abandonados à própria sorte, jogados por aí, como as latinhas de cerveja arremessadas na rodovia, no caminho da praia, tais produtos não são “comidos” em tempo razoável por bactérias, fungos e assemelhados e transformados em suas expressões mais simples, como o gás carbônico e a água.”
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Madeira é principal fonte de energia renovável na Europa, revela ONU

Cerca de 55% da fonte de energia são oriundos de coprodutos e resíduos produzidos pelas indústrias de base florestal / Foto: André M.Silvestre


 “O aumento do uso de energia proveniente da madeira confirmou esse recurso como a principal fonte energética renovável da Europa. Tal alternativa corresponde a 3% do total de suprimento energético primário europeu. E se for levado em conta somente as fontes renováveis, a taxa sobe para 47%. Apesar do crescimento no consumo de madeira para energia, as florestas da região aumentam em área e volume.

Essas são conclusões da Pesquisa sobre Energia de Madeira (JWEE), elaborada pelo Comissão Econômica para a Europa (Unece) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O documento busca esclarecer o papel da energia de madeira na Europa como, por exemplo, a cooperação entre setores ambientais e energéticos, além de apresentar tendências.

O uso total de madeira para geração de energia cresceu 2,7% por ano entre 2005 e 2009. Um dos principais destaques do crescimento foi o Reino Unido, onde em 2009 a taxa chegou a 16,3%. Em 2005, o índice era de 8,2%.
Cerca de 55% da fonte de energia são oriundos de coprodutos e resíduos produzidos pelas indústrias de base florestal, outros 40%, da biomassa lenhosa, enquanto 3% provêm de restos de madeira recuperados.”


A ONU declarou 2012 como Ano Internacional da Energia Renovável para Todos. Assista abaixo ao vídeo da data especial:





Degelo do Ártico pode ser a causa do frio na Europa

Pesquisadores alemães afirmam que o declínio na presença de gelo no Mar do Norte pode estar alterando os padrões climáticos do continente e resultando nas baixas temperaturas e nevascas que já causaram a morte de mais de 300 pessoas

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Unidade de Pesquisas de Potsdam

Afinal, que aquecimento global é esse que resulta em dezenas de centímetros de neve amontoada em cidades que não viam nada parecido há mais de 20 anos? Perguntas como essa vêm surgindo na imprensa europeia nos últimos dias e são responsáveis por acalorados debates. As respostas para elas podem estar em um novo estudo apresentado por cientistas alemães que aponta que todo esse frio é na realidade um sintoma das mudanças climáticas que estão se tornando cada vez mais visíveis na vida das pessoas.

Segundo os pesquisadores da Unidade de Pesquisas de Potsdam do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Marinha e Polar, a queda das temperaturas na Europa está ligada ao degelo do Ártico.

De acordo com os cientistas, o grande degelo nos últimos verões está resultando em um oceano mais quente e que não consegue evitar que o calor retorne para a atmosfera. Assim, o ar sobre o oceano se aquece, principalmente entre o outono e o inverno, levando a novos padrões atmosféricos.

Uma das consequências desse fenômeno aparece quando a diferença de pressão entre a região continental e o Mar do Norte fica grande o suficiente para gerar ventos úmidos que sopram com força na direção dos países europeus, trazendo grandes nevascas. Seria isto que estaria ocorrendo nas últimas semanas.

“As altas temperaturas que causam o degelo podem facilmente ser comprovadas pelo monitoramento constante que fazemos do Ártico. Analisamos ainda processos complexos por trás das nevascas e chegamos a dados que mostram que o degelo influencia os padrões de pressão de ar e, por consequência, a circulação de ventos”, afirmou Ralf Jaiser, principal autor da pesquisa.”
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